O QUE FARÁ O ASSESSOR DA OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS?



Anda por aí um grande alarido porque uma tal Paula Brito e Costa ganhava 3000 euros brutos mensais na Raríssimas, quando, afinal, a coisa não é assim tão rara. Em Vila Real há um assessor contratado pela SGU para a ocupação do espaço público e licenciamento, O que a tal senhora fazia todos sabem, geria uma instituição que ela própria criou e onde dava emprego a centenas de trabalhadores.

Mas que diabo fará o nosso amigo Cigarrinho que de vereador passou a “assessor para a ocupação do espaço público e licenciamento” para ganhar os mesmos 3000 euros que ganhava a Paula?  Mas que raio de funções tão complexas que serão essas, que grandes habilitações terá o cigarrinho para ganhar mais do que um médico especialista e mesmo mais do que a Paula da Raríssimas?

Ainda por cima parece sem funções muito estranhas, algo do domínio das ciências ocultas, não precisam de habilitações, não carecem de gabinete e o seu exercício nem exige horário.

Mas os motivos para que o nosso Cigarrinho seja um “raríssimo” não fica por aqui. Imaginem que um ministro ganhasse 3.000 euros e em vez de se sujeitar ao maldito IRS, aos descontos para tudo e mais alguma coisa, pudesse receber o montante do ordenado bruto a troco de faturas de despesas pessoais. Imaginem só o ordenado de António Costa: dez molhos de salsa, cinco de coentros, 40 rolos de papel higiénico, trinta quilos de bifes, 10 desodorizantes corporais, um frasco de colónias, dois pacotes de pensos higiénicos, três litros de azeite, duzentos litros de gasolina, uma dúzia de garrafas de tinto, um bilhete de entrada no Oceanário, etc., etc.

Sejamos claros, o esquema da remuneração a troco de faturas é um esquema que algumas empresas usam para pagar avenças a quem não as pode assumir. O Estado não paga a funcionários, a empresas de serviços ou a consultores a troco de faturas com despesas pessoais. Como é que a SGU pode justificar ao fim do ano uma despesa em pensos higiénicos, em desodorizantes e em muitas outras despesas muito pouco empresariais? Quando se remunera a troco de despesas é para fugir aos impostos, designadamente ao IVA e ao IRS.


Mas o que mais intriga no meio disto tudo é mesmo saber o que fará um assessor para a ocupação do espaço? Andará de rua em rua com uma cadeirinha, sentando-se no meio do passeio para avaliar como ocupa o espaço público? 

Esta do assessor da ocupação dos espaços públicos só não é uma anedota muito divertida porque os três mil euros pagos ao Cigarrinho saem do bolso dos Vialrealenses e são pagos por uma autarquia falida. Se o senhor estava a precisar de ocupação porque não foi como voluntário para a Mão Amiga?