O QUE ESPERAR DE 2018

Ao nível nacional o primeiro-ministro definiu como prioridade mais e melhor emprego, será que essa prioridade poderá vir a ter reflexos num concelho como o de Vila Real de Santo António.

Mais emprego implica mais investimento e emprego de qualidade pressupõe que esse investimento é dirigido para atividade com maior valor acrescentado, isto é, produtos e serviços que pressupõe o recurso a tecnologias mais exigentes e, por consequência, a trabalhadores mais qualificados.

Acontece que há uma década que a máquina autárquica de Vila Real de Santo António se especializou de gerar pobres submissos que votem na reprodução do poder que alimenta essa máquina. A cidade foi empobrecendo, os jovens que se qualificam partem, são raros os casos de investimentos que exijam qualificações remuneradas com ordenados acima do salário mínimo. EMmVila Real de Santo António não há condições para que uma empresa tecnológica se instale, nem dispõe de trabalhadores qualificados ou de condições para a sua fixação.

Como se isso não bastasse sofre a concorrência de Espanha, a localização junto à fronteira, que poderia ser uma vantagem, acaba por ser uma desvantagem. E em relação aos concelhos limítrofes Vila Real de Santo António é o menos competitivo pois nem em termos urbanos tem capacidade de resposta para a instalação de empresas ou de trabalhadores que não sejam residentes.

Sem uma mudança autárquica continuaremos a viver num ciclo de pobreza onde a câmara gasta no espetáculo, a SGU paga "cigarrinhos" e a bondosa Mão Amiga dá a mão aos pobres, principalmente para lhes ensinar o caminho das mesas da sopa do pobre e das mesas de voto. Enquanto o país recupera e da esperança, Vila Real de Santo António prossegue no seu ciclo de empobrecimento.