OPORTUNISMO?



Personalidades como António Arnaut merecem a homenagem de todos os quadrantes políticos, mas quando é a autarquia de VRSA a adiantar-se a homenagem quase cheira a falso. Não porque se considere a autarca de falta de sinceridade, mas porque em nesta cidade a prática da autarquia revela uma forma estranha de estar em democracia, onde vale de tudo um pouco, desde a marginalização dos que ousem criticar a autarquia, à "compra" de opositores.

Mas a imagem dada para fora é a do pluralismo e respeito pelos adversários, chega-se ao ponto de, por exemplo, atribuir ao passadiço de Monte Gordo, a última obra do regime, o nome de um destacado político do PS. 

Mas no caso de Arnaut é bom recordar que  maior ofensa ao Sistema Nacional de Saúde partiu precisamente da autarquia de VRSA, que por puro oportunismo de um autarca que queria ser canto cubano decidiu usar os recursos financeiros para promover o transporte de doentes para Cuba com o argumento de que eram ignorados por um SNS ineficiente. Pior, a própria autarquia promoveu a intalação de um negócio privado de saúde, concorrente do SNS, como se Portugal fosse um país subdesenvolvido da América Latina.