A VERDADE É COMO O AZEITE

Enquanto em Vila Real de Santo António a presidente da autarquia se aproveitou de um movimento genuíno para transformar usar os interesses locais em favor de guerras partidárias alheiras aos interesses do concelho ou da região, temos de ir a Castro Marim, para ouvir a Dra. Filomena Sintra esclarecer o que se passa.




Eis algumas declarações da Senhora Vice-Presidente:

«Isto não é a requalificação da 125, são obras de emergência e as Infrestruturas de Portugal (IP) foram claras na comunicação»

«Perante o estado daquele piso (as IP) acionaram um mecanismo para poder intervir, porque
Não têm legitimidade legal sobre este troço entre Olhão e Vila Real de Santo António. Como estão outros valores em risco acionam um mecanismo que são as tas obras de emergência.»

«A requalificação da 125 naquele perfil que nós conhecemos tem a parte da fresagem, tem a parte da cola, tem a parte da camada de desgaste, que é a parte que está a ser feita agora provisoriamente mas que tem tudo de ser removido, tem outra camada de cola, tem outra camada posterior que é aquela que vai ter depois para a circulação definitiva, não é o que está a ser feito agora, mas não é isso que as IP disseram que iam fazer agora, em boa verdade são as IP que se estão a substituir ao concessionário.»

«Dizer que, também para não dizer que haja engano, a ciclovia não está prevista no projeto, está previsto o traçado para um dia incorporar a ciclovia.»

A verdade é como o azeite, mais tarde ou mais cedo vem ao de cima e ainda que em VRSA a senhora autarca tenha feito tudo para iludir os vila-realenses, para os transformar em tropa de choque de lutas partidárias, parece que os padrões de honestidade na autarquia de Castro Marim, mesmo sendo gerida pelo PSD, são outros:
  1. Fica claro que as IP tudo estão fazendo para resolver um problema criado por quem privatizou a estrada entre Olhão e VRSA. Daí que nem todos as autarquias tenham alinhado na manobra.
  2. A obra é uma intervenção de emergência e o processo burocrático foi iniciado há muito, estando em causa uma obra de emergência que não caberia ao Estado promover é natural que as dúvidas do TC existam, como existem, aliás, em numerosos processos.
  3. Os defeitinhos que alguns anda a fotografar, como as bermas ou as ervinhas estão previstos e são responsabilidade do concessionário.
Vale a pena acrescentar mais algumas informações para melhor se entender o problema:
  • A EN125 é uma PPP e havia um concessionário que não cumpriu com as obrigações contratuais, não tendo realizado obras.
  • O governo do PSD/CDS renegociou esta PPP e passou parte das obrigações contratuais para as IE, esquecendo-se, todavia de dotar aquela empresa dos recursos, já que deixou as receitas entregues ao concessionário, criando um imbróglio que teve como consequência a situação que o PSD de Vila Real de Santo António, bem mais esganiçado do que o de Castro Marim, tenta aproveitar
  • O processo foi renegociado e foi isso que a comissão de utentes ficou a saber quando foi ao TC. 
Como a Dra. Filomena Sintra esclarece a obra em curso é um remendo e é promovida pela IP, que não é a dona da estrada. Vale a pena comparar a honestidade intelectual da Dra. Filomena Sintra com o alarido que alguns mais esganiçados fizeram ou vieram fazer para Vila real de Santo António, mentindo e omitindo os esclarecimentos à populações, para fazerem passar a ideia de que os vila-realenses estariam em dívida para com eles. 

É bom recordar que há uma grande distância no tempo e no enquadramento deste movimento, surgiu como movimento apartidário apoiado por todas as forças políticas dos concelhos que a EN125 atravessa e acaba como uma tropa de choque privativa de uma guerra desencadeada pela autarca de VRSA que usa o concelho para atacar o governo, confundindo funções institucionais com funções partidárias.

A autarca de VRSA tenta agora enganar os vila-realenses dizendo que a oposição apoiou a petição, omitindo que há uma grande diferença entre o que foi a petição inicial a a guerra partidária em que uma autarca pouco escrupulosa tentou transformar o movimento, com a ajuda de gente vaidosa ou ambiciosa.

Enfim, parece que para percebermos o que se passa em VRSA temos de ouvir a vice-presidente de Castro Marim, os assuntos são esclarecidos com honestidade e não se recorre mentira e à manipulação em proveito de gente menos capaz.