CONVERSAS FAMILIARES


Amanhá é dia de conversa em família, a presidente da autarquia vai ter mais um programa de autoelogio na rádio da família Mendes. Esperemos que tenha algumas perguntas oportunas por parte dos seus concidadãos.

Na semana passada respondeu a duas perguntas, uma da Vera e outra da Ana Nogueira que vieram mesmo a calhar. A Vera proporcionou a oportunidade de esclarecer que não era interesse da Senhora Presidente o encerramento da escola primária. A autarquia parece ter sido apanhada de surpresa e nada tem que ver com o assunto, é competência de uma direção regional do Ministério da Educação. Ficámos descansados.

A Ana Nogueira fez a segunda pergunta, igualmente oportuna, sobre as famigeradas obras na marginal de Monte Gordo. Ficámos a saber que a autarquia não tem quaisquer responsabilidades e que a Senhora Presidente todos os dias se levanta cedo para ir a Monte Gordo ver como vão os trabalhos. 

A culpa do atraso é da Soares da Costa, a autarquia pediu uma reunião e a empresa tardou dois meses a responder a um pedido de reunião e, no fim, desistiram da concretização da obra, cedendo-a a outra empresa. A Presidente pede desculpa à população. Quanto ao lixo a responsabilidade é dos apoios de praia a a autarquia já notificou a Capitania.

Duas cavadelas, duas minhocas. A responsabilidade nunca é da autarquia e a Presidente está lá para resolver ou distribuir responsabilidades. Obrigado Vera e Ana.

Esgotadas as perguntas, o tempo de antena foi usado com as perguntas da família Mendes, quase tão oportunas como a da Vera e da Ana. O primeiro tema foi a sessão parlamentar que estava combinada como o companheiro Cristóvão Norte, mas os jornalistas ignoraram que a obra tinha começado antes da famosa sessão a que alguém chamou de momento do Iluminismo, provavelmente porque foi utilizada iluminação eléctrica.

A Presidente aproveitou mais esta oportunidade e esclareceu que 7.000 assinaturas conseguidas em vários concelhos representavam quase metade da população de Vila Real de Santo António e que a oposição também tinha assinado a petição. apenas se esquece de esclarecer que as assinaturas foram obtidas em três concelhos, Tavira, castro Marim e VRSA. Acrescentou ainda que a oposição tinha apoiado a petição, mas não deve ter reparado que foi ela própria a de forma oportunista a transformar uma iniciativa de todos numa guerra pessoal e partidária com o governo..

A autarca limitou-se a um temos pena, que todos os dia defere alojamentos locais (todos lhe agradecemos por tanta dedicação), que VRSA está a ser muito procurada e que os jovens não conseguem chegar aos preços da habitação. Quanto a soluções? Temos pena, a senhora não as tem, ainda que não tenha explicado porque motivo a câmara prescindiu ainda há poucas semanas do direito de preferência na aquisição de uma habitação de rendas sociais.

Depois veio o momento à Marquês, a autarca prometeu que não permitirá despejos em VRSA! Só não explicou se recorria à Mão Amiga para dar umas palmadas no oficial de justiça ou se pedia ajuda ao deputado municipal António para meter na ordem o juiz que tenha ousado assinar o despacho. Em Vila Real de Santo António são os Cabritas que mandam, aqui a lei do arrendamento não se aplica.

Conclusão, em VRSA corre tudo bem, as obras correm todas mal, mas a Presidente mete tudo na ordem e se for necessário ainda impede a aplicação da lei do arrendamento urbano. Vale a pena ouvir as conversas em família no rádio dos Mendes.