E TU, SABES QUEM É O ZÉ?




Um ilustre banqueiro adotado pela terra (não estranhem porque desde há uns tempos a esta parte os bancários passaram a ser designados por banqueiros) homem sabedor de contas, teórico das democracias, e conhecedor da arte de vender casas com a autarquia a perder dinheiro, descobriu, logo ele que veio de terras da mouraria, que os papalvos da cidade não sabem que é o Zé.

Tudo isto porque o ilustre banqueiro acha que as auditorias às contas das autarquias não fazem sentido, saber quais as responsabilidades do seu partido na dívida que vai asfixiar VRSA durante uma década é a mesma coisa do que fazer uma auditoria ao e tentar perceber quem endividou a terra comprometendo o seu futuro faz tanto sentido como tentar perceber se o Sebastião de Carvalho, Zé para os mais íntimos vindos da Moraria, meteu algum ao bolso por conta da construção da vila..

Para este senhor, a auditoria é feita pelos eleitores nas eleições, não fazendo sentido uma proposta da oposição para que o povo, esse bando de imbecis sem direito a serem devidamente esclarecidos, saiba como é que a autarquia chegou à desgraça em que está. O ilustre banqueiro só se esqueceu de explicar que segundo a lógica da "batatinha" que parece ter em cima do pescoço, nem faz sentido que se haja qualquer contabilidade na autarquia, já que tanto quanto se sabe os registos contabilísticos servem apenas para que mais tarde possam ser auditados. Tal teoria, vinda de um ilustre banqueiro ajuda a perceber como o Ricardo Salgado fez escola na banca portuguesa.

É tempo de a autarquia adotar medalhas temáticas, desta forme o ilustre banqueiro e deputado levaria a medalha municipal da esperteza saloia, talvez um dia lhe façam uma estátua em Moura já que por estas bandas não merece grande coisa.