O ESTRANHO MARKETING LOCAL DA HERBALIFE



É também algo estranho que a meio de actividades lúdicas organizadas pela autarquia ou com o apoio da autarquia apareça, a pretexto de um rasteio de saúde dos participantes, uma pessoa que se identifica como enfermeiro a acompanhar uma vendedora da Herbalife, fazendo testes de glicémia e ao costerol descobrindo o óbvio em pessoas da terceira idade. Certamente haverá um contrato entre a Herbalife e os organizadores destas iniciativas para que a empresa beneficie de tais vantagens comerciais, já que neste mundo estas coisas obedecem a regras de transparência.

Depois lá vem o aconselhamento pessoal em casa de cada um dos participantes para apresentação dos produtos que a Herbalife dispõe para resolver os problemas de saúde dos participantes. 

Também consta que estas apresentações comerciais são igualmente feitas a crianças em espaços escolares. Será verdade que isso acontece? Não deve ser, seria demais para ser aceitável. A ser verdade está em causa a competência de quem autorizou, é inaceitável sujeitar crianças a marketing agressivo onde aparece alguém a fazer de especialista em saúde, muito provavelmente sem habilitações adequadas ou sem estar habilitado para isso. Pode uma escola colocar as suas crianças à disposição de uma empresa sem quaisquer cuidados e sem autorização prévia dos pais? A ser verdade estamos perante uma situação grave que, inclusive, poderia e deveria ser analisada numa perspetiva disciplinar.

Enfim, originalidades locais.