PORQUÊ TANTO MEDO DE UMA AUDITORIA?



Começa a ser evidente que a presidente da autarquia não quer qualquer outra auditoria às contas da CM, para além das auditorias institucionais. Para justificar a sua obstrução a que as contas sejam analisadas defende que o Município “está sujeito à tutela inspetiva do Tribunal de Contas, ao controlo financeiro e fiscalizador da Inspeção Geral de Finanças, ao acompanhamento e monitorização da atividade financeira pela Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL)”. Acrescenta ainda que as cotas são auditadas pelo Fundo de Apoio Municipal bem como o trabalho do revisor oficial de contas.

Defende que a auditoria pedida pela oposição “Apenas servirá para gastar dinheiro” e “não acrescenta nada de novo ao que de forma exaustiva e transparente é dado a conhecer publicamente”. Sobre as poupanças aconselhamos a senhora autarca a estudar quanto paga ao escritório do companheiro Morais Sarmento ou quando pagou por uns bonequinhos feitos por um arquiteto espanhol para enganar os seus concidadãos prometendo uma espécie e Dubai à beira do Guadiana. O dinheiro gasto na auditoria seria bem mais bem gasto do que os honorários que terão sido pagos a Morais Sarmento para vir a VRSA defender meros candidatos autárquicos.

A autarca confunde contabilidade com transparência e legalidade com boa gestão. Todas as auditorias que refere avaliam apenas a regularidade e legalidade das despesas realizadas e a verdade contabilísticas das contas. Nenhuma avalia a evolução do endividamento ao longo de 12 anos. Quando o Tribunal de Constas diz que as despesas obedeceram ás regras da lei ou que a despesa obedeceu aos limites legais não declara que o dinheiro foi bem gasto, que a câmara foi bem gerida ou que o endividamento absurdo se justifica. Nem o TC e muito menos o revisor fazem estas apreciações.

O que a autarca tenta a todo o custo não é esconder os relatórios do TC, da IGF ou do revisor, o que a senhora São cabrita quer impedir a todo o custo é que haja uma avaliação da evolução dessas contas ao longo de mais de uma década, para que os vila-realense possam avaliar se a autarquia foi bem gerida, se o peso enorme de uma dívida absurda se justifica.

O que a autarca não quer é ser avaliada pelos cidadãos que a elegeram. Porque será?