UMA PROPOSTA “ILUMINISTA”




Adotando a terminologia usada por Pereira de Campos, num momento de exaltação faz-se aqui uma proposta “Iluminista” vila-realense, faz-se aqui uma proposta “Iluminista” à autarquia de Vila Real de Santo António e, em particular, à presidente da Câmara Municipal. Se foi possível trazer o Parlamento às margens do Guadiana, bem mais fácil será abrir as portas da autarquia, e demonstrar igual abertura da autarquia em relação aos seus concidadãos.

Se io país, através do seu parlamento, se vai inteirar sobre o que atrasou as obras na EN, faz todo o sentido que os vila-realenses saibam o que fez a autarquia no quadro das suas competências e relações institucionais. Temos a certeza de que ao longo dos últimos anos, aqueles em que a estrada apresentou sinais de degradação, a nossa autarca tudo fez para resolver o problema e só isso pode explicar porque teve de recorrer a manifestações de rua.

Seria interessante se a autarquia colocasse à disposição da população as cartas e outra correspondência endereçada pela autarquia aos ministros da tutela e à Infraestruturas de Portugal EP pedindo a realização das obras ou o esclarecimento sobre o andamento dos processos conducentes a essas obras.

A autarca tem todo o interessem em demonstrar que tudo fez no plano institucional para que as obras se realizassem e que estas só aconteceram e vão acontecer graças aos movimentos e manifestações. Isto é, que quando a autarca decidiu patrocinar com cartazes e entrevistas as exigências do movimento do senhor instrutor de condução desconhecia as causas do atraso ou que o processo de adjudicação já estava em curso.

Dados os constrangimentos legais das sessões camarárias esta sessão aberta da Assembleia Municipal poderia ter o formato da sessão parlamentar, com a autarca a apresentar o seu relatório e a dispor-se a responder a questões colocadas pela comunicação social, por cidadãos da cidade e pelos partidos representados na Assembleia Municipal.

Se a ideia resultar até pode ser que a autarca decida ter mais um momento “iluminista”, abrindo as portas da Câmara Municipal para deixar entrar a luz, para que estas iluminem as contas da autarquia e, em particular, as que explicam o aumento que VRSA seja um dos campeões nacionais de dívida autárquica.