BOCAS NO TROMBONE



1. Pagávamos para ver ...


Alguém teve acesso aos pareceres das diversas autoridades que permitiram em pleno século XXI de um restaurante no meio das dunas na Praia dos Três Pauzinhos? Valia a pena perceber como é que o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas aprovou aquela aberração no meio das duas mais antigas e melhor conservadas da nossa costa.

Teríamos de recuar muitos anos, à construção do Hotel Vasco da Gama para vermos as autoridades públicas a aceitar destruir dunas em nome de interesses económicas. Em tempo de democracia em parte alguma do país se viu um organismo público autorizar este tipo de construção em dunas absolutamente virgens e num local onde há poucos anos era raro registrar presença humana (ao não ser a dos famosos "espreitas" e dos seus visados).

Paara que servem institutos disto e daquilo ou agências, autoridades nacionais, dciaps por todos os cantos, quando depois aparecem coisas destas perante o espanto coletivo? Enfim, um monumento de homenagem à República das Bananas!

2. Reunião importante

O que de tão importante terá ocorrido para que o partido do poder se tivesse reunido à pressa e até o pensador de Castro Marim esteve presente? Para que o Politburo se tivesse reunido `em plena tarde é porque algo de muito importante obrigou a uma reflexão política.

3. Gente sem criatividade

O cardápio de truques dos pirralhos encarregados de vigiar as redes sociais ao serviço do poder deles é sempre o mesmo, ameaças, chantagens e perfis falsos no Facebook. A Laura está de volta. e anda ao "ataque" pelos cantos. Mais um sinal do desespero e nervosos com que eles andam. Não estão a gostar do veneno que eles próprios inventam.

4. Que pena!

Ontem o Sr. Cunha, uma espécie de ventriloquo do deputado apoetado atacou de forma muito porquinha e miserável o Dr. Pereira de Campos. O Cunha matou e o apoetado esfolou, pelo meio deliciaram-se mutuamente com essa espécie de beijinhos e carinhos que são os likes do Facebook. Agora que estávamos todos deliciados com tanta bordoada e carícias somos surpreendidos com a eliminação da conversa. É uma pena, estava a ficar divertida.

E já que é de apoetados e analfabetos de que falamos aqui fica uma música de Leonardo Choen com um belo poema do nosso querido Federico Garcia Lorca, pode ser que melhorem a linguagem e a forma de estar:


5. À conversa com a Presidente

 

 De um programa com perguntas combinadas e respostas encenadas seria de esperar muito melhor destas conversas em família, mas a pobre criatura que preside à autarquia não tem apenas um problema de competência, se como presidente da autarquia ´+e aquilo que vemos, como atriz seria uma desgraça, o seu único bom desempenho teatral é o da pantominice em que se transformou a gestão da autarquia.

Pelos vistos a presidente que tem centenas de likes ao terceiro programa já não consegue quem lhe mande um e-mail com perguntas e tem de ser o desgraçado da Rádio Família Mendes a dar as cambalhotas, mais parecendo um artista de circo incumbido de distrair a plateia já que o artista principal não é grande coisa.

De substancial só falou da rua encerrada e do lixo. Começando pela última, lá explicou que era uma experiência e que em final de agosto seria avaliada, mas esqueceu-se de dizer quais seriam os critérios de avaliação, se a beleza dos vazos, os turistas perdidos, os lucros das novas esplanadas ou os likes no seu Facebook. Pelo caminho explicou que a comunicação não chegou a todos, mas não disse onde é que foi feita essa comunicação. 

Quanto ao problema do lixo parece que estudou a resposta nos comentários do Sr. Cunha, que o mal é de haver muita gente, que há falta de civismo dos turistas e num momento de humor sugere que as pessoas coloquem os sacos do lixo nos contentores. Isto é, a pobre senhora não viu as muitas fotos que mostram os contentores cheios. Isto é, para conseguir fazê-lo seria necessário um escadote junto de cada contentor.

Mas a mais hilariante resposta da pobre alma foi sobre a inauguração do Grand beach Bar. Para a presidente não foi uma inauguração, afinal não abriu e, portanto, vai reabrir, digamos que vai ter um filho mas ainda é virgem… Em vez de inauguração foi uma organização interna para celebrar uma grande regata que partiu nesse dia do Guadiana. 

Alguém viu a regata? Ó Senhora presidente, então não viu o vídeo que colocou no seu Facebook oficial ou a notícia que mandou colocar no site da autarquia? Não ajudou a colocar a placa com o nome do bar? Confesso que quando ouvi esta explicação hilariante senti que estava parvo, mas não, vi e revi o vídeo e cheguei a uma conclusão esta senhora ou bateu com a cabeça nalgum lado ou tem uma péssima opinião dos seus munícipes. 

Procurámos no Google e é verdade que ocorreu uma regata no guadiana, foi no dia 29 de junho, um bom par de dias antes. De certeza que a “organização interna” não terá sido para celebrar a descida da Apolo XVI na Lua ou, quiçá, um aumento de capital da parceiros no Grane Hotel Guadiana, já que atual capital da Grand Algarve não dava para matar o bicho no bar das dunas dos Três Pauzinhos. 

É por isso que parece o bruno de Carvalho quando diz que vai explicar as coisas para que os sportinguistas percebam, não há conversa em família em que a São, essa brilhante inteligência (até parece que sai ao mano) não repita a frase “não sei se me faço entender”. Tem toda a razão, não se faz entender.

Mais de metade do tempo foi para fugir á realidade, falando de noites encantadas e da temperatura da água do mar. Ridículo.