DEPUTADO (MUNICIPAL) SEM QUALIDADE?




Em democracia há um princípio básico, cada cidadão vale um voto, e a única exceção a esta regra ocorre em órgãos de direção, desde a mais pequena agremiação de bairro ao parlamento sempre que há um empate numa votação o voto do presidente é considerado um voto de qualidade, é como se fosse um golo marcado fora numa competição da UEFA.

Mas há uma aldeia gaulesa presidida por um ilustre deputado da República, José Carlos Barros, a Assembleia Municipal, onde esta regra tem uma versão original. O ilustre deputado e presidente da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António adotou um novo conceito de voto, o voto sem qualidade, isto é, o voto desqualificado O Presidente vota uma vez, mas o seu voto vale por dois para formar uma maioria e na ata a maioria com voto de qualidade dá em maioria sem voto de qualidade, o deputado vale por dois. É como se no final de uma eliminatória da UEFA houvesse um empate de dois a dois e no final a UEFA considerasse que por causa de um golo fora o resultado passasse a ser três a dois.

Enfim, nesta democracia ao estilo tropical vale de tudo um pouco e agora os votos do deputado “desqualificado” é como um daqueles ovos de pintos gémeos que têm uma clara e duas gemas.  Esperemos que no parlamento ninguém saiba desta inovação de um daqueles deputados que estão nas filas dos mudos, senão até os leões que estão ao fundo da escadaria se vão rir à gargalhada.