EM VEZ DE O ENSINARES A PESCAR PAGA-LHE PELO VOTO




É o ditado chinês mais repetido, em vez de lhe dares de comer, ensina-o a pescar”, um ditado que com numa terra rodeada de peixe, onde se pode pescar deste a Barquinha à Praia da Manta Rota até faria sentido. Mas em Vila Real de Santo António o ditado chinês deu lugar a um ditado tristemente vila-realense, “em vez de o ensinares a pescar paga-lhe pelo voto”. É assim que enquanto o poder sobrevive pescando votos de quatro anos, muita gente vive bem comendo à conta dos contribuintes todos os dias desses quatro anos.

Não faltam em VRSA gente que trabalhou arduamente nas fábricas ou no mar, ganhando salários miseráveis, pagando todos os impostos e fazendo os descontos, vivendo agora de pensões mínimas. Gente que é ignorada pelo poder, que paga a casa do bolso, que todos os meses põe o dinheiro de lado para as contas da água e da luz e a quem não passa pela cabeça pedir.

Depois há quem nunca trabalharam, nunca procuraram emprego e quando usam o estatuto de trabalhadores não passam de figurantes de esquemas de subsidiação a troco de falsos empregos. Quando querem pagar o pequeno-almoço de sumos naturais e croissants no café do costume, acompanhado de bica a 0,70€ vão à CM que a presidente dá, quando querem uma casa vão à CM que a presidente dá, quando querem medicamentos vão à CM que a presidente dá.

De um lado estão jovens que estudam, qualificam-se, arranjam empregos, não conseguem alugar uma casa no concelho, depois de pagarem todos os impostos ficam com 600€ ou 700€ para viver. Do outro estão os que recebem uma casa, não pagam as contas, embolsam subsídios e ajudas diversas e ainda têm umas jantaradas em vésperas de eleições. Se compararmos os que um ganham com o que os outros recebem em espécie ou em géneros, percebemos que os que os que pescam ganham metade do que os que apanham sol e vendem votos.

Uma terra em que o poder vive disto, onde o regime subsiste com esta máquina de comprar votos, chegando a trazer gente de fora para assegurar maiorias, dificilmente entrará no caminho do progresso. Mas não são apenas as famílias de profissionais do voto que vivem à conta desta máquina eleitoral, há outras famílias inteiras que vivem de forma fausta, isto é, alegres, felizes ou sortudas, em empregos públicos e essas ainda vivem melhor.

PS: Nos próximos dois dias continuaremos a comentar a miséria humana do assistencialimo. Amanhã falaremos de outros subsdiados e a seguir das consequências a longo prazo para a cidade da miséria humana promovida por este modelo político.