O EMPRESÁRIO FANTASMA



Aldrabas da porta da Alfândega antes de o edifício ter sido "oferecido" ao Sequeira

Quando uma autarquia faz um negócio com um investidor que fica com um bar novinho em folha, com um edifício histórico da Av. da República e ainda com o Grande Hotel Guadiana, imaginamos um grande investidor, até porque não um pato-bravo do turismo que anuncia quartos as 1200€ por noite. 

Imaginamos que quando uma autarquia promove um grande investimento procura investidores com créditos firmados no setor, gente com músculo financeiro e kanow how. Imaginamos também qu estes processos são transparentes e que os negócios não nascem em jantares privados de um presidente da autarquia.

Animados com a hipótese de o projeto que envolve o bar junto à fioz, o edifício recuperado da Alfândega e o Grande Hotel Guadiana trazer para VRSA uma empresa capa de promover a cidade, fomos em busca de saber quem é o empresário com capacidade para tão grande investimento. Começamos por descobrir que o projeto beneficiou do financiamento do Projeto Jessica, À conta deste o investidor começa por beneficiar de 1.425.000€ do projeto Jessica, mais um financiamento de 1.425.000 do FDU (Fundo de Desenvolvimento Urbano), cabendo aos promotores do projeto, a SGU e a Grand Algarve Lda um investimento de 1.181.186€.

Até aqui tudo bem, mas quando procuramos perceber qual foi a grande empresa que a autarquia foi buscar para parceira deste grande projeto ficamos a saber que é uma empresa sem qualquer atividade, que nasceu em 2013 e que até aí era uma emrpesa unipessoal de um tal Luís Miguel Sequeira, que tinha sede no primeiro quarto ao lado do WC da Vivenda Princesa, S/ N Sítio da Amoreira.

Convenhamos que quando ouvimos falar num investidor num hotel de cinco estrelas com suítes a 1.200€ por noite esperamos uma empresa um nadinha mais credível. Quem é este Luís Sequeira, é um empresário do turismo ou será um testa de ferro de alguém?