ACABAR COM O SISTEMA DE CLÃS





Há várias décadas que o exercício da democracia em Vila  Real de Santo António está condicionada por um sistema de uma espécie de shoguns, senhores da guerra. De um lado ou do outro são estes senhores que dominam os partidos, transformando-os em exércitos particulares ao serviço das batalhas eleitorais conduzidas pelos senhores, sendo eles que decidem os programas, que escolhem as segunda figuras, que condicionam a carreira dos militantes. Os militantes deixam de valer pela sua qualidade pessoal, passam a ser tratados como soldados deste ou daquele, o que os identifica deixam de ser as ideias para passar a ser considerado um mero apoiante do chefe.

A rotação do poder entre clãs é a negação da democracia, os eleitores deixam de escolher as melhores ideias  e projetos, ou mesmo a optar entre campos ideológicos para terem se votar no clã Às riscas ou no clã aos quadrados. O que distingue estes shoguns não são as ideologias ou as ideias, são todos iguais e comportam-se da mesma forma, até mesmo quando não estão no exercício do poder fazem o mesmo, desaparecem, escondem-se nos seus “castelos”, até às próximas eleições deixam os partidos entregues aos seus peões de brega.

Nesta lógica de senhores da guerra os partidos desaparecem, tornam-se pequenas associações ao serviço do senhor. Os mais capazes, os independentes, os que querem mudança são convidados a absterem-se de aparecer. Nestes exércitos privados é o chefe do clã que escolhe o sucessor, se tiver um príncipe herdeiro será esse o próximo shogum, se não tiver um filho que o substitua escolhe-se um sucessor que o respeitará e obedecerá eternamente como chefe.

Os senhores da guerra secam a democracia, destroem os partidos democráticos a partir de dento e transformam os concelhos em pequenos latifúndios políticos onde o cidadão passa a ser uma espécie de assalariado político do chefe do clã dominante, estando limitado à escolha entre este ou o chefe do outro clã. É preciso acabar com o sistema dos clãs, libertando a democracia desta forma de proxenetismo político e permitindo que todos os cidadãos se envolvam nas decisões.