ÉRAMOS A TERRA DA ABUNDÂNCIA




Corria o ano de 2011, VRSA respirava progresso, na saúde não tinha igual, ia ter uma grande unidade de cuidados continuados, a frente ribeirinha iria ser uma nova Dubai, o dinheiro sobrava e tudo servia para festas, o paisagista botiquense desdobrava-se entre compras de livros e estátuas, a SGU pagava acima de qualquer média, os funcionários camarários aderiam alegremente às arruadas do regime.

O dinheiro era tanto que o Luís Gomes, que agora é Luiz Gomez e canta de botinhas brancas, era um ministro de todas as pastas, com Cuba foi da Saúde, com a fartura de dinheiro era das Finanças, com a frente ribeirinha era das Obras Públicas, com o cluster do mar era da Economia, tudo era felicidade económica numa terra que alguns diziam e propagandeavam como Espetacular.

O dinheiro já sobrava, não havia espaço para tanto investimento, estava na hora de internacionalizar e dar ao agora cantor de botinhas brancas uma dimensão internacional. A escolha foi a óbvia, Cabo Verde, terra de sucesso para gente bem sucedida como Dias Loureiro e Bruno Fernandes. Luís Gomes lá apanhou o avião e foi mais uma comitiva de empresários locais.

O pasquim da confraria dava a notícia:

“Neste âmbito, o autarca, empresários e representantes da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (Acral) foram recebidos por membros da Câmara de Turismo de Cabo Verde, pela Cabo Verde Investimentos, por um representante das relações exteriores do país, bem como um representante do ministério das infraestruturas e da economia marítima.”

E quem lia o pasquim era capaz de pensar que este homem dava uma grande ministro, nada explicando porque acabou a cantar calçando as famosas botinhas que nós tanto apreciamos:

“Ao nível do fomento económico, o programa contemplou uma conferência com os municípios geminados com Cabo Verde, onde os representantes de cada uma das cidades convidadas refletiram e partilharam experiências sobre o que deve ser o turismo de qualidade e como pode esta atividade envolver as populações locais e promover o desenvolvimento sustentável.”

Com grande social-democrata com uma perninha em Cuba o nosso Luiz nem esqueceu as preocupações sociais, tudo era perfeito:

“Por outro lado, avaliou-se a forma sobre como podem os operadores turísticos e as empresas locais aumentar os seus índices de responsabilidade social.”

O nosso Luiz até plantou ma árvore no Sal...

Já lá terá voltado para regar a árvore e inteirar-se dos granes investimentos feitos ou certificar-se de que estes tinham respeitado as suas preocupações sociais? Agora que a nossa terra está falida faz sentido perguntar à São, que está na posse deste dossier, quanto é que a sua câmara falida gastou com mais esta fantochada? Quem foram os empresários que viajaram à conta?

O POLÍGRAFO DO LARGO DA FORCA: A SÃO É MENTIROSA?




Quando um presidente de uma Câmara Municipal em plena reunião do executivo camarário fala isto não é uma conversa de café, está falando em nome de uma instituição e não propriamente num comício. O que um autarca diz numa reunião aberta aos seus concidadãos e investido dos poderes e responsabilidades que a lei lhe confere tem de ser verdade.

Tem de ser, mas nem sempre é, há uma terra que por acaso é a nossa onde a presidente da autarquia às vezes parece ficar baralhada e diz umas coisas que nem lembram ao diabo. Vejamos o que a nossa autarca declarou na reunião de 14 de maio de 2019

"Vinha no contrato que havia um período de carência de rendas…e, portanto, relativo …  tem a ver com o eng. Renato que ali se encontra  pode esclarecer um bocadinho melhor, tem a ver essencialmente com o que estava contratualizado, nós avançámos com as obras e com alguma verba e foi por isso o período de carência , é isso não é? De qualquer modo está prevista ali a compra, a aquisição por parte da Grand House deste edifico e, portanto, é isso que nós pretendemos avançar com esta situação, a venda já deste imóvel para que possamos de uma vez por todas ter esta questão resolvida" [Reunião do executivo camarário de 14 de maio de 2019]

Vamos deixar a história das rendas para outra ocasião, retemos agora uma declaração formal da maior importância, que “está prevista ali [no contrato] a compra, a aquisição por parte da Grand House deste edifico e, portanto, é isso que nós pretendemos avançar com esta situação, a venda já deste imóvel para que possamos de uma vez por todas ter esta questão resolvida"

Se está no contrato ponto final, ainda que se trate de um negócio duvidoso um contrato é um contrato. Mas surge a primeira dúvida, se está no contrato que a venda é ao Grand House porque é que o imóvel (mais o bar na praia) está sendo vendido a um banco. Bem, se calhar foi um empréstimo do banco ao Grand House, mais precisamente ao grande capitalista hoteleiro com um capital de 20.000€ e uma empresa constituída de véspera.

Mas se está no contrato e os contratos são para valer e respeitar, então esses contratos também são para ler e se está em causa um património de todos faz sentido que cada um possa ler o tal contrato. Nós já o lemos e ou se trata de uma falsificação ou teremos de concluir que a autarca mentiu, aliás, mentiu mais uma vez.

Mas, pode suceder que alguém falsificou o documento e a nossa autarca não esteja a mentir desta vez, pelo que lhe agradecemos que coloque o referido contrato online no site da SGU ou da CM para que os vila-realenses saibam que podem confiar na sua palavra.

DEUS TE PAGUE SÃO, PELA TUA IMENSA COMPETÊNCIA E BONDADE....



Então a tal liquidação que não era liquidação como os imbecis da oposição andavam por aí a escrever, mas sim uma internalização como a nossa querida dizia, está a correr às mil maravilhas? Imagino que os colaboradores que a ouviram prometer-lhes no comício que organizou para lhes anunciar que todos os colaboradores da SGU teriam um contrato para o ano de 2020 e, entretanto, seria organizada a internalização.

Caminhamos para os finais de setembro e imagino que o pessoal que até a aplaudiu pela sua imensa bondade já está em pulgas para assinar o tal contrato para 2020. Imaginamos que a minuta já está pronta, que a nossa querida presidente, que tem o pelouro do pilim ou, para sermos mais precisos, da falta de pilim, já tem as contas feitas e o orçamento do próximo ano já está devidamente elaborado.

Imaginamos que o contrato ignora as regras do Estado e que os assessores iletrados vão ganhar como técnicos superiores em final de carreira, fora as horas extraordinárias, as ajudas de custo, as faturas da gasolina e os cabazes de Natal. Calculamos que com toda a bondade que lhe reconhecemos e é sempre certificada pela sua amiga da manita sempre que recebe pobrezinhos a pedir envelopes vai dar-lhes tudo o que ganhavam )alguns, claro) e ainda lhes vai pagar umas férias na praia da Messejana, uma praia rodeada de doces colinas, como as que mandou construir para que a marginal de Monte Gordo seja uma espécie de marginal de Beja.

Imagino que nas reuniões que vai ter com os colaboradores da SGU vai confirmar o que lhes prometeu na tal reunião em que mereceu uma ovação que não ouvia desde a jantarada da campanha eleitoral. Já sabe em que domínio da gestão da CM vai colocar o Faustino e o Vicente como assessores? Já tem a minuta do contrato e os montantes de vencimento devidamente calculados? E onde é que vai colocar o padre?

Estamos certos de que a sua internalização está prontinha, que todos os colaboradores vão para a CM ganhar o memo que ganhavam e que brevemente vamos ter uma sessão de boas vindas aos novos funcionários da CM. Estamos em pulgas para ouvir o discurso e aproveitamos para lhe dar os parabéns pelas reuniões que vai fazer com o pessoal, estamos certos de que vão ser reuniões felizes e que todos vão para junto das suas famílias eternamente gratos a uma presidente que sempre lhes falou a verdade e que cumpre com as suas promessa, quer as da candidata e ainda mais das que foram feitas enquanto presidente desta pobre CM.

Tchau e força São porque agora é que eluas são.

UM DESAFIO À PRESIDENTE DA AUTARQUIA/SGU


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Recordemos o que aqui se escreveu no passado dia 19 de Abril de 2018:

“Vejamos então o belo negócio que a SGU fez com a Wonderlevel, graças à generosidade “destes senhores do FAM” que mandam “pilim” para nos ajudar. Dois dias depois de ser aprovado o Plano de Atividades e Orçamento para 2019, onde a empresa é praticamente declarada falida e quando a presidente da autarquia já assumiu que estava em fase de “internalização”, a SGU assina com a Wonderlevel  o Contrato de Prestação de Serviços n.º 10/2018. Como de costume, tratou-se de uma adjudicação direta, uma decisão do Administrador Delegado Pedro Tiago Finote Pires, um homem muito rápido a fazer compras, já que parece poupar muito tempo em concursos...

E o que compraram à Wonderlevel? A SGU falida e que muito provavelmente só durará até ao final do primeiro semestre contrataram a Wonderlevel para que esta a “prestação de serviços de comunicação estratégica de comunicação de VRSA”! O que é que uma empresa falida e uma autarquia desorientada tem de tão importante para comunicar? Por aquilo que temos visto só se  for para anunciar a liquidação da SGU, parta ajudar a São Cabrita a não colocar likes no Largo da Forca ou para escrever os comunicados da presidente da autarquia a pedir desculpa ao FAM!” [Largo da Forca 19-04-2018]

Antes de mais note que muitos meses antes da autarca descobrir que afinal a SGU estava falida e tinha dado prejuízo durante três anos seguintes, já o LdF anunciava a morte da SGU no final do primeiro semestre deste ano, o que quer dizer que este LdF tem um dedo que adivinha. Mas não é para rever os nossos falsos boatos que decidimos elaborar este post, mas sim para questionar um negócio que nos parece muito duvidoso.

O negócio tinha três fases:

"Fase 1: definir as prioridades, em conjunto com a VRA SGU, EMSA, objetivos e instrumentos a utilizar para a definição estratégica do plano de comunicação e desenvolver na primeira fase;
Fase 2: Depois de diagnosticado e elaborado o plano, o mesmo terá de ser colocado em prática, sendo que a meio do período de execução do presente procedimento, o plano estratégico e o plano de ação terão de estar devidamente implementados;
Fase 3: Monitorização e avaliação dos serviços prestados."

Deixamos aqui um desafio à presidente do conselho de administração da SGU e presidente da autarquia que nas próximas horas disponibilize todos os documentos deste processo, incluindo os relatórios de monitorização e avaliação da fase 3?

AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS ARRUINADAS DEVEM SER INVESTIGADAS


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A justiça deve intervir para impedir a bancarrota de instituições públicas

É difícil levar uma instituição como um banco a uma situação de falência técnica ou uma autarquia à insolvência sem que os seus responsáveis tenham cometido algum crime, nem que seja o de gestão danosa, ou, pelo menos, irregularidades que deveriam conduzir à sua condenação e exoneração.

Não admira que quando bancos como o BES ou a própria CGD colapsaram, no primeiro caso por falência do GES e no segundo por esgotamento dos capitais, os cidadãos manifestaram indignação e exigiram investigações. Essas investigações foram mesmo desencadeadas e a seu tempo sabermos as suas conclusões.

Não é fácil ignorar todos os condicionalismos legais e levar uma câmara a uma situação de quase insolvência, mesmo depois de ter recorrido a sucessivos instrumentos de recuperação financeira. Diríamos mesmo que é impossível sem ludibriar os dispositivos legais ou sem enganar as entidades que deveriam exercer uma vigilância apertada como é o caso do Tribunal de Contas, a IGF ou mesmo o FAM.

A verdade é que apesar de todo estes controlos há municípios falidos e nalguns casos surgem indícios de abusos, irregularidades e mesmo de crimes graves em todas as gretas das suas paredes. Isto obriga a perguntar como tal foi possível depois desses municípios terem sido controladas por instituições isentas. A verdade é que à exceção do TC, instituições como o FAM ou a IGF poderão não ser tão isentas como seria desejável.

É um mistério saber porque motivos há indícios claros de crimes e não há a perceção do funcionamento da justiça ou porque basta ir à Base Gov para se perceber a existência de irregularidades graves e nada se faz para pôr cobro a isso. Não se entende como não se cumpre o PAEL e só anos depois seja o TC a intervir na sequência de um relatório da IGF, ou porque não se cumpre o acordado com o FAM e os responsáveis deste fundo ignorem a sua própria lei.

Talvez seja necessário que a lei preveja que em determinadas circunstâncias a falência de instituições obriguem a investigações criminais, independentemente da existência de queixas, de indícios claros da ocorrência de crimes. Toda e qualquer instituição arruinada pelos gestores ou por eleitos deviam ser obrigatoriamente investigadas exaustivamente por suspeita de irregularidades e de administração danosa. A democracia seria mais saudável as instituições públicas seriam melhor geridas e os portugueses teriam mais confiança nos gestores, nos seus leitores e nos magistrados que não elegeram apesar de os tribunais serem órgãos de soberania.

Na maior parte dos casos de bancarrota de instituições ocorreram sinais mais do que suficientes para que a justiça pudesse ter intervido a tempo de evitar que tais situações atingissem uma gravidade extrema.


COM AMIGAS DESTAS...



 Pormenores da entrada do Palácio Palmela, Lisboa

Doze anos como vereadora, quatro dos quais como vice-presidente, são muito anos, implica uma relação de confiança e de lealdade que resistiu a muitas situações. Daí que tenha sido com grande surpresa a resposta dada pela São ao jornalista António Cerejo, do jornal Público, a propósito de alguns processos relacionados com as empresas Tempestades Cerebrais e Twin Pixel.

É óbvio que a autarca não fez um grande esforço para dar explicações, preferiu deixar dúvidas no ar:
“A actual presidente da autarquia, Conceição Cabrita (PSD), diz que não existe na câmara qualquer vestígio do serviço prestado pela segunda e que, relativamente à primeira, “foram encontrados três vídeos enquadrados no conteúdo do contrato assinado”.
””
A autarca poderia ter tentado concertar uma explicação com o seu antecessor, mas em vez disso optou por o “enterrar”, deixando suspeitas no ar. As resposta a enterrar o antecessor sucedem-se, agora com cinismo à mistura, “os contratos referidos foram celebrados pelo anterior presidente da câmara, certamente no uso das suas competências” esclareceu a São. Apesar do seu envolvimento direto num dos processos a autarca não se cansa de enterrar Luís Gomes:


“certamente munido de critérios de competência, competitividade e confiança, previamente definidos por quem tinha as capacidades e as prerrogativas de decisão, decidiu que os desideratos seriam atingidos pelas empresas Tempestade Cerebral e Twin Pixel”

Estas respostas dizem-nos muito sobre a natureza da nossa autarca e é caso para dizer que com amigas destas... É bom lembrar que a São não se cansou de afirmar a sua lealdade ao Luís em mais de um vídeo e já depois da eleições declarou a um jornalista que nunca faria algo parecido com o que fez. É provável que o galo já tenha cantado três vezes, mas a verdade é que a São não precisou de muito tempo para trair aquele que a inventou.

Esta situação não só mostra o padrão de valores desta gente como mostra que o PSD de VRSA não existe, já que aquele que a São atirou aos lobos ainda é o presidente da comissão política do partido que a elegeu. Por agora ainda não ouvimos uma reação do cantor das botinhas brancas, que ao que se sabe andou a cantarolar na festa do Aliança.

Se o cantor está calado o mesmo não sucede com alguns dos seus apoiantes. Quem ouviu as Bocas dno Trombone do passado sábado percebeu que o Mendes já ataca abertamente a São Cabrita e até usa o Álvaro Leal para o ajudar na tarefa. Vamos ter um folhetim que não se sabe como vaio acabar. Aliás, ninguém sabe como vão acabar o Luís e a São, porque a notícia em causa tem indícios claros de crimes muito graves.

UM PROGRAMA ESCLARECEDOR?




Tocando trombone no Malecón (marginal de Havana)

Toda a gente sabe que a Rádio Guadiana não é nem nunca foi uma rádio independente, são conhecidos os ganhos do dono desta rádio nos negócios com a autarquia bem como as suas relações próximas com o antecessor da atual autarca. Ainda que sejam mais ou menos públicas a distância em relação à São Cabrita, o dono da Rádio Guadiana é muito próximo do Luiz Gomez, como, aliás, ficou evidente na última ida deste àquela rádio.

Não sendo propriamente alguém de esquerda há qualquer coisa de errado quando alguém tão ligado e apoiante de Luiz Gomez patrocina uma candidatura da CDU, apoiando claramente a pré-candidatura do responsável do PCP local Álvaro Leal, chegando mesmo a oferecer por duas vezes para mandatário do candidato. Lamentavelmente o candidato não foi capaz de assumir que as diferenças ideológicas tornam esse estatuto um absurdo, mas o responsável do PCP lá saberá o porquê da sua posição ou da falta dela.

É bom lembrar que Luiz Gomez beneficiou do apoio dado pelo PCP durante o seu mandato, apoio que só foi quebrado quando o seu vereador não aceitou a substituição e se passou para o PSD, tendo desde então obtido grandes proveitos, algo que nunca teria tido na condição de militante honesto de um partido da oposição. Infelizmente foram muitos os que se deixaram comprar pelo poder.

Também é bom que se recorde o que se passou durante anos em VRSA com a presença cubana, uma presença que certamente envolveu os serviços de informação. Aliás, ainda recentemente foi notícia o assassínio da mulher seguido de suicídio por um coronel cubano, que liderava os cubanos enviados pelo regime para a nossa terra. E toda a gente sabe que no regime cubano poderão haver escritores ou poetas que são coronéis, mas ninguém chega a coronel por ser escritor. A par disto a CM proporcionou muitas centenas de milhares de euros aos cubanos e todos os negócios com Cuba estão escondidos em muitas sombras.

É neste quadro que o candidato do PCP aparece a lançar a sua candidatura apoiado por gente de mão do Luís Gomes  e o espetáculo só não foi mais deprimente porque Pedro Pires esteve ausente. A última edição do programa foi má demais e lamenta-se o papel desempenhado por Álvaro Leal, de quem esperávamos mais. Não basta justificar-se dizendo que vai a todo o lado onde o convidem, às vezes a coerência obriga-nos a dizer não.

A BandalhE$$E [3 de 3]




Alguém se recorda de alguma calamidade que tenha reduzido substancialmente os visitantes do nosso concelho nos meses de Junho, julho e setembro de 2017? Não ouvimos falar de qualquer quebra no turismo ou de algum boicote coletivo ao estacionamento, que se saiba os vila-realenses e os turistas usaram carro como normalmente, os fiscais da ESSE não fizeram greve, não ocorreu uma avaria coletiva dos parquímetros.


Se nada de anormal o que sucedeu com o estacionamento nos meses, que por coincidência, antecederam as eleições autárquicas para que se tivesse registado uma redução abrupta nas receitas daquele empresa, a crer em dados a que acedemos

Então, vejamos os números:



Se compararmos os valores homólogos relativos aos meses de junho a setembro dos anos de 2016, 2017, 2018 verificamos que há oscilações que podem ser consideradas residuais. Se não ocorrer uma grande quebra da procura turística em agosto não há espaço físico para estacionar todos os carros dos que nos visitam, pelo que as variações das receitas de estacionamento não podem ser significativas. Isto é verdade para todos os meses de verão. Se compararmos os valores das receitas de 2016 e 2017 verificamos que há uma pequena tendência para a queda, resultado esperado já que os turistas começam a adotar estratégias e comportamento a fim de evitar o pagamento de parques. Um exemplo disto, por exemplo, foi o grande aumento da procura de praias onde não há proxenetas mecânicos vulgarmente designados por parquímetros, como na Praia Verde ou na Praia do Cabeço.

Note-se que a tendência de 2016 para 2017 ainda foi de um ligeiro aumento e isso é evidente nos meses de abril e maio. Mas como se pode explicar uma quebra brutal das receitas nos meses de junho, julho e setembro? E porque razão tal quebra não ocorreu em agosto?

Costuma-se usar muito a frase "é a economia estúpido", mas a verdade é que nestes números não existe qualquer lógica económica que explique a quebra, nenhum economista ou estatístico conseguiria prever tal "desgraça". Como explicar tão grande quebra de receitas nestes três meses, com a receita de junho a descer de 8232€ para 48.334€, a de julho a cair de 197.589€ para 85.227€ e a de setembro a resvalar de 109.261 para 79.626€?

Se estes números fosse analisados por inspetores do fisco ou a ESSE dava uma boa explicação e provava o que dizia ou corria um sério risco de ficar sob suspeita de fuga ao fisco. Para qualquer cidadãos sem qualquer explicação estes números ou resultam de um erro contabilístico muito grosseiro ou são indícios claros de fraude fiscal e branqueamento de capitais. 

Note-se que as vendas da ESSE não geram na maior dos casos qualquer documento comprovativo, isto é, os utentes metem a moedinha e nada controla as receitas. Até em relação às assinaturas, como denunciámos aqui nem sequer eram emitidas faturas. Ou seja, é fácil não declarar as receitas e é por isso mesmo que uma concessão destas deve ser alvo de uma fiscalização apertada por parte de quem a concedeu e cujas contrapartidas são uma percentagem.


Acontece que alguém na autarquia se "esqueceu"  de fiscalizar as receitas da ESSE e isso serviu para que a autarquia tivesse dado a esta empresa tudo o que pediram e mais algum. É a própria presidente da autarquia que informou o FAM que não fiscalizaram a empresa e por isso estão nas suas mãos:


"Desde o início da concessão e até agosto / setembro de 2018, o município não desenvolveu atividades tendentes à cobrança dos valores a que tem direito pela concessão do estacionamento. Sendo certo que o município alterou unilateralmente o contrato ao suprimir mais de 500 lugares de estacionamento, também é certo que não só não desenvolveu ações de fiscalização, como igualmente não exigiu o devido pagamento das mensalidades em falta, sendo que o concessionário contestou a obrigação de proceder a qualquer considera -se que o município poderá ter perdido, entre 2015 e 2018, rendas no valor de 1,4 M €, valor que não se consegue reivindicar exatamente por não terem existido medidas de fiscalização sobre o contrato. "


As vendas não implicam faturas e a CM nada fiscaliza, isto é, a ESSE paga o que entende em impostos e o que lhe dá na gana à autarquia, por outras palavras, a ESSE tem os lucros que quer e quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é estúpido ou não tem arte. Mas mesmo assim a contabilidade evidencia os absurdos.


Acontece que 2017 foi um ano eleitoral e sabe-se que em VRSA uma das candidaturas exibiu muito dinheiro e até contou com especialistas de luxo que se instalaram durante semanas em VRSA trabalhando pro bono

Enfim, esperemos que alguém repare nestas situações e já que a autarquia parece não querer fiscalizar a ESSE apesar de a isso estar obrigado, pelo menos que se análise se esta empresa pagou todos os impostos que deve ao país.


A BandalhESSE [2 de 3]



Vejamos o que é que a presidente da autarquia disse ao FAM em meados de 2018 a propósito da concessão do estacionamento:
  • Não só não desenvolveu ações de fiscalização, como igualmente não exigiu o devido pagamento das mensalidades em falta.
  • Considera que o município poderá ter perdido, entre 2015 e 2018, rendas no valor de 1,4 M €, valor que não se consegue reivindicar exatamente por não terem existido medidas de fiscalização sobre o contrato.
  • Mesmo aceitando como verídicos os valores indicados pelo concessionário as rendas não pagas acrescidas de juros de mora atingiriam um valor de 697 mil €.
  • Foi proposto ao concessionário no sentido de: manter do atual nº de lugares, redução para 7.500 € da renda dos meses de inverno, renda de 25% da operação nos meses de verão
  • Vai exigir o imediato pagamento de 300.000 €.
Note-se que  na campanha eleitoral das autárquicas de 2017 a autarca assumiu 11 compromissos e até à data cumpriu apenas com o compromisso de rever o contrato com a ESSE. A empresa tinha pedido a revisão do contrato em novembro de 2015, pelo que aquilo que a autarquia diz ao FAM que pretende fazer vai de encontro aos interesses do FAM, mas sobre esta questão voltaremos no terceiro post desta série.Vejamos então o que a autarquia acordou com a ESSE:
  • Em vez dos 300.000 € referidos na carta ao FAM a autarquia ficou-se pelos 250.000€, que a autarca diz ter recebido, montante que só terá sido pago passado mais de um ano desde que a carta foi remetida para o FAM.
  • A referida redução do valor das rendas a pagar pela ESSE, e
  • A alteração do regulamento do Regulamento Geral de Trânsito do Concelho para que os residentes em VRSA apenas estejam isentos na rua onde residem.
  • A obtenção de mais umas largas dezenas de borlas, com destaque para um verdadeiro cheque em branco para os “lugares atribuídos a particulares de acordo com autorizações avulsas com data anterior ao acordo”., ou seja, há muitas borlas escondidas para além das muitas conhecidas. Mas cujo número é deliberadamente omitido.

Isto é, as benesses concedidas à empresa vão muito para além do que foi dito ao FAM, algo que não deverá ser muito preocupante já que “esses senhores do FAM”, como a presidente da autarquia se refere aos responsáveis do fundo, parecem ser  aquilo que em linguagem vulgar se designa por “verbos de encher”.

E como é que se chegou a este acordo? A autarca prometeu no seu compromisso eleitoral que iria criar um grupo com empresários a representar os cidadãos da vila. Pois, o empresário nunca deu a cara por este processo e a verdade é que não há qualquer notícia sobre o processo negocial e muito menos sobre as posições assumidas por este empresário.

É caso para dizer à São que pelo aquilo que se viu o melhor é não cumprir nenhum dos dez compromissos que estão por cumprir e que nunca teve intenção de cumprir. Até agora os únicos que ganharam com a eleição da “Agora é São” são os senhores da ESSE.

SUGESTÃO AO DEPUTADO BOTICO-VILAREALENSE CARLOS BARROS




“Diariamente, a partir de amanhã, deixarei aqui pequenas notas para um resumo da minha actividade de deputado à Assembleia da República eleito pelo Algarve. Não é um meio que particularmente me agrade: não me parece que o facebook seja o mecanismo mais adequado (responsável) à discussão política e ao debate de ideias. Ainda assim, e com as limitações que se sabe, não deixa de permitir este exercício (a que me sinto obrigado) de prestação de contas.
A partir de amanhã — todos os dias.” [Carlos Barros, Facebook]

Antes de mais queremos dar uma palavra de elogio ao deputado Carlos Barros, desde logo pelo último lugar na lista, ainda que lhe permita dizer que é um lugar honroso que ele próprio pediu por uma questão de generosidade. Mas também por se dispor a dar o que pode para ajudar o seu líder que, como se sabe, está mais perdido do que a barca do arroz.

Se o deputado Carlos Barros quer ajudar o Dr. Rui Rio a ganhar, a melhora a vida democrática e a justiça ou a melhorar o nível do parlamento, então o nosso deputado tem que ir mais longe do que as suas habituais balelas pseudo-culturais. É obra da pesada e por isso lhe deixamos aqui algumas sugestões.

Sobre políticas sociais o nosso deputado tem muito a ensinar a Rui Rio e a melhor sugestão que pode dar ao líder é que ele saiba ganhar o governo tal como ele e a São souberam ganhar a CM e a AM de VRSA. Rui Rio deve ter uma espécie de manita amiga ao seu lado e andar por aí pagando as contas dos pobres, oferecendo ajuda a quem precisa sob a forma de dinheiro vivo e se alguém pede 50€ dar mostras de grande generosidade e meter 300 ou 400€ no envelope.

Deve explicar ao Rui Rio como se lida com a oposição, que o líder do PSD faça como se faz na AM, com rédea curta para a oposição e total liberdade para os seus. Que os Tos tenham liberdade total para ofender e provocar, que os Faustinos possam fazer as intervenções de bajulação que bem entender. Mas quando for a oposição a pedir a palavra permitir as provocações do Tó, quando lhe enviarem requerimentos devem ignorá-los. Há muitos truques para que a democracia seja de opereta e o deputado Carlos Barros é um dos melhores experts nacionais.

O Rui Rio podia muito bem acabar com as trapalhadas de comunicação, se o Peixoto dedicou 15 dias à São e ao Carlos Barros, pagando tudo à sua própria custa e sem receber nada em troca, o nosso deputado podia conseguir que o mesmo especialista em comunicação voltasse a trabalhar pró Bono, agora para o Rui Rio. O líder do PSD até podia fazer como a São, sentava-se no lugar da frente do carro e atrás ia o Peixoto dando os conselhos e ao lado deste até podia ir o Barros, já que apoiar um líder do PSD é areia demais para a camioneta do Tiago.
Poderia sugerir ao Rui Rio que no seu programa incluísse apoios a hotéis e salas de charutos como os que ajudou a dar ao Grand House, empreendimentos turísticos no meio de dunas como o bar dos Três Pauzinhos, grandiosos investimentos como os da muralha, renovações urbanas como a da marginal de VRSA, renovações das zonas turísticas à imagem do jardim de Monte Gordo, combate ao tabagismo como o salão de charutos do edifício da Alfândega, um apoio aos idosos como a Casa do Avô, um apoio aos que sofrem de doenças como a grandiosa unidade de cuidados intensivo-os, uma nova gestão do SNS com a sua substituição pelos hospitais cubanos ou pelos hospitais e clínicas dos manos e amigos Bacalhaus.

O nosso estimado Dr. Carlos Barros é um dos melhores especialistas em democracia e em governação, é um verdadeiro vencedor e campeão eleitoral, colaborou com a melhor gestão financeira que uma autarquia teve, sabe truques para financiar e ganhar eleições como poucos sabem.

Estamos certos de que em vez de fotografiazinhas intelectuais e poemas a dar caneladas no Coates, o nosso ilustre e deputado botico-vilarealense ensinará a Rui tudo o que sabe sobre como ganhar eleições, como gerir uma autarquia ou com administrar a democracia. Por aquilo que vimos em VRSA aconselhamos Rui Rio a levar Carlos Barros para Lisboa, com o seu apoio não só poderá evitar a derrota a anunciada como pode mesmo conseguir uma maioria absoluta.



Por fim, um elogio ao título escolhido: Prestar contas. Todos esperamos também que por aqui, em VRSA, também os que usaram o PSD local para destruir um concelho venham a prestar contas. Não concorda deputado Carlos Barros?