UM COMUNICADO HILARIANTE




O mínimo que se pode dizer o comunicado do PS a propósito da Conferência organizada no passado sábado é que é um comunicado hilariante. Independentemente do mérito da iniciativa, cuja análise ficará para uma próxima reunião, o que se pode dizer deste comunicado é parece ser uma obra prima da comunicação, uma espécie de peça sovieto-norte coreano no melhor estilo queirosiano. Teríamos de ler prosas do século XIX, relatórios do tempo dos planos quinquenais ou os elogios da televisão norte-coreana para encontrarmos peças semelhantes.

A coisa começa em grande estilo, referindo o número sete, um número tão utilizado nas mais diversas simbologias, as sete cores da semana, os sete dias, os sete anões da Branca de Neve, os sete cavaleiros do apocalipse. Como as estrelas tinham de estar alinhadas com o acontecimento alguém se lembrou de dizer que “o número 7 é considerado o número perfeito e arrasta consigo uma carga simbólica, Mário Soares nasceu neste dia – 7 de dezembro”. Tinha de ser o lançamento tinha de ser abençoado e como se trata de gente laica e republicana, nalguns casos maçons da maçonaria irregular, como estão dispensados os santos cristão promove-se desta forma ridículo o fundador do PS a santo protetor. Mais ridículo é difícil...

Vejamos algumas das pérolas do comunicado:

“efusivamente aplaudido pelas pessoas que já transbordavam para fora do enorme salão”, “contou com um ilustre painel de oradores de assinalável craveira”; “ largas dezenas de cidadãos que se deslocaram num sábado à tarde ao Hotel Apolo, encheram o salão e participaram ativamente neste debate”; “deram provas de que acreditam no Partido Socialista e no seu candidato Álvaro Araújo como agentes da mudança”; “Estiveram representadas profissões de grande responsabilidade civil “; “a classe docente, que esteve ali representada ao mais alto nível”; “população em geral, que manifestou claros sinais de confiança nas linhas orientadoras ; “O momento culminou com a intervenção do candidato”; “Álvaro Araújo, efusivamente aplaudido pelas pessoas que já transbordavam para fora do enorme salão”; “numa tarde de verdadeira magia democrática”.


Estão dispensados os órgãos autárquicos e os labregos da terra que nada percebem de ciência, os senhores ilustres que o candidato do PS mobilizou vieram “linhas gerais para o desenvolvimento do EMPREGO em Vila Real de Santo António, constituir uma alavanca para apresentar propostas que pudessem incrementar esse emprego, promover a fixação da população jovem no Concelho, construir um olhar diferente e dinamizador para o futuro! “

MAS se gente tão genial não bastasse eis que a conferência conseguiu muito mais: “ouvir e fazer-se ouvir pelas largas dezenas de cidadãos que se deslocaram num sábado à tarde ao Hotel Apolo, encheram o salão e participaram ativamente neste debate, apresentaram ideias, partilharam publicamente as suas preocupações e, sobretudo, deram provas de que acreditam no Partido Socialista e no seu candidato Álvaro Araújo como agentes da mudança, que começou hoje a trilhar o seu percurso.”

Desde a última aparição do Kim Jong-un  que não se via nada disto, gente anónima e inculta a chorar de alegria por estarem ao lado do líder, que tiveram a suprema felicidade de lhe tocar, Mas não foi apenas povo anónimo que acorreu, estavam ali “representadas profissões de grande responsabilidade civil e que coadjuvam o desenvolvimento do emprego em qualquer região”, “os principais empresários do Concelho, das mais variadas áreas”, “, a classe docente, que esteve ali representada ao mais alto nível”. Parece que, lamentavelmente o Bispo de Faro não esteve presente, o nosso amigo de Freixo de Espada à Cinta deve ter tido outros afazeres, o que é lamentável, a sua bênção seria sempre bem-vinda e então é que o candidato já estava eleito.

E temos de estar gratos porque “Jorge Botelho, ex autarca de Tavira, fez questão de marcar presença e de se associar a este evento, proferindo algumas palavras de incentivo ao PS de VRSA”

Mas o momento mais alto do acontecimento um verdadeiro orgasmo político deu-se quando o nosso grande líder subiu ao cimo do cerro de São Miguel no seu cavalo branco e lá chegado deu-se o milagre, em poucos segundos fez-se sol. Foi inspirado nas lendas do regime norte coreano que o “Tiinho” do PS nos anunciou solenemente e curvado pelo peso da devoção que:

“O momento culminou com a intervenção do candidato do Partido Socialista de VRSA às eleições autárquicas de 2021, que apresentou as linhas que orientam um projeto que se adivinha vencedor, pelos contornos que o compõem: Álvaro Araújo, efusivamente aplaudido pelas pessoas que já transbordavam para fora do enorme salão, definiu, com a determinação que o caracteriza, os objetivos do projeto que lidera e que passam por ouvir os problemas e apresentar soluções responsáveis, criar alternativas, inovar em todos os níveis para promover esse EMPREGO de que se falava hoje.”

E como não podia deixar de ser, teremos de esquecer a fundação da vila pelo Marquês de Pombal, ignorar a nova Dubai que o Luís Gomes construiu nesta margem do Guadiana, porque:

Ficou, inequivocamente, provado que o futuro começou hoje.

Enfim, vamos esquecer os idos anos do século XVIII porque VRSA foi refundada no dia em que o nosso grande líder subiu ao cerro de São Miguel, um dia em que as lágrimas do povo anónimo encheu os barrancos e sem chover as barragens do Beliche e de Odeleite ficaram a transbordar como nunca se tinha visto.

Esta nota de imprensa que parece ter sido escrita por alguém que não sabe o que é uma nota ou uma nota de imprensa, é uma peça tão ridícula, tão hilariante na bajulação, tão de baixo nível como na forma como associa Mário Soares à iniciativa e ainda por cima usando o 7 como elemento inspirador, tudo isto é tão patético que temos de acreditar que foi algum infiltrado a coloca-la online. É difícil de acreditar que os responsáveis políticos locais e o próprio candidato tenham lido esta peça ridícula.

Só mesmo algum inimigo do putativo candidato do PS escreveria tantas baboseiras norte-coiras norte-coreanas na Europa e a caminho de meio século vinte e um.  Escreveria este comunicado. E já que o dito é tão dado ao misticismo da numerologia recordamos que no Velho Testamento o número foi mencionado por 77 vezes, muitas dessas menções relacionavam o número ao diabo, sendo considerado um número para o azar.


ABUSO FINANCEIRO DE MENORES

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Quando o LdF denunciou, no verão de 2018, a transformação do concelho de VRSA numa lixeira a céu aberto, responsabilidade clara da CM e da empresa a quem os artistas venderam o serviço de recolha de resíduo sólidos, caiu o Carmo e a Trindade. Que era mentira, que o lixo se devia ao fato de os turistas serem porcos, que os turistas eram incentivados pelo LdF a atirar o lixo para-a rua. Até um palerma residente em Bruxelas veio defender que a capital belga era mais porca do VRSA, nem faltou a causídica avançada Ângela vir em defesa da patroa.

Em 2019 a desgraça continuou, ainda que um pouco atenuada. Mas, sem 2018 a nossa autarca tentou tapar o sol com uma peneira, em 2019 deu início a uma nova pantomina, afinal Haia mesmo muito lixo, que ia aplicar as penalizações do contrato. E se veio a público que em 2018 a autarquia tinha acumulado uma dívida de mais de um milhão de euros à ECOAMBIENTE  , em 2019 a nossa autarca descobriu que a empresa devia mais de 500.000 € em penalizações, devido a incumprimentos contratuais. Com um montante destes não é difícil de adivinhar que bem feitas as contas a ECOAMBIENTE  ainda vai acabar por pagar a dívida do Município.

A mesma senhora que defendia a ECOAMBIENTE  com unhas e dentes descobriu agora uma forma engenhosa de se livrar da dívida à ECOAMBIENTE  , que já deve ser bem maior do que a acumulada até final de 2018. O truque não é novo, é um dos muitos expedientes que podem ser utilizados para transformar dívidas normais em dívidas litigiosa, evitando que sejam contabilizadas como tal. Inventa-se um qualquer litígio e diz-se que não se deve ou que o montante em dívida é diferente do que foi exigido.

É assim que tanto Luís Gomes como a São Cabrita têm acumulado cada vez mais dívida, em vez de pagarem o que ficaram a dever, arranjam truques e com pagamento a advogados vão iludindo a contabilidade, enganando um FAM que parece gostar de se fazer enganado e, pior do que tudo, enganando os vila-realenses enquanto vai destruindo o concelho, até não sobrar pedra sobre pedra.  Já recorreram a este truque por diversas vezes, fizeram-no para não reembolsarem o dinheiro que receberam por conta do hotel que ia nascer em Monte Gordo, num terreno que não pertencia à autarquia. Fizeram-no mais recentemente com a dívida à Águas do Algarve e fazem-no agora com a ECOAMBIENTE  . Não pagam, escondem a dívida debaixo do tapete e gastam fortunas em advogados para eternizarem este esquema.

Mas desta vez o FAM já está menos à vontade para que os seus responsáveis digam uma exclamação “Oh!”, quando a São lhes disser que foi apanha-a com uma dívida de surpresa para eles darem mais uma cambalhota nos seus relatórios. Desta vez a “criança” nasceu já com os padrinhos do FAM na maternidade onde são paridas as dívidas do nosso concelho, até se poderia dizer que o contabilista de Borba assistiu ao parto de mais este buraco financeiro.

Mas desta vez a São em vez de esconder decidiu enfiar um barrete à oposição e pelo que se viu na sessão de câmara há quem na oposição seja fácil de enganar ou de ser enganado. A autarca fez as queixinhas contra a ECOAMBIENTE  e a senhora que tem dirigido o Município como se fosse uma venda dos Ciprianos, veio agora pedir à ajuda dos vereadores dos partidos da oposição, porque uma posição unida tinha mais força perante a ECOAMBIENTE  . Isto é, só em 2017 a senhora não precisou da oposição e em vez disso preferiu comprar a força do amigo Morais Sarmento com mais de 500.000 €, mas agora já se esqueceu que com a maioria absoluta que como ela própria ice que soube ganhar, tem toda a legitimidade política e legal para representar e defender os interesses do Município.

Então para que quer a unanimidade do Município? Certamente não é para assustar a ECOAMBIENTE  . A explicação é outra, com o FAM entre a espada e a parede era preciso criar a pantominice do município unido contra os malandros da ECOAMBIENTE  . O mais divertido é que enquanto um dos vereadores disse que estava aberto a entrar na encenação mas antes iria questionar o PS, o putativo candidato da CDU nem pensou duas vezes e embarcou nesta cruzada, talvez porque o tal contabilista de Borba, que ninguém sabe como veio aqui parar, já foi vereador da CDU.

Querem meter medo à ECOAMBIENTE  ou montar uma pantominice para que o FAM faça de conta que aceita que os responsáveis da autarquia foram vítimas de uma espécie de abuso financeiro de menores?

O MEU LUÍS GOMES É MELHOR DO QUE O TEU…


Nota: Um admirador nosso ali da Manta Rota costuma queixar-s de que somos repetitivos., Desta vez damos-lhes razão, este posto é uma reposição do post colocado no passado dia 13 de abril. 

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Em VRSA parece haver alguns políticos a que poderemos designar por políticos de sofá, enquanto a coitada da São Cabrita dá cambalhotas na Câmara e alguns militantes dos partidos da oposição a vão incomodando, esses políticos vão-se entretendo nas suas carreiras, uma mais musicais do que outras, vão a jantares de homenagem onde uns até homenageiam os outros, esperando que se aproximem a eleições. Se uma final do Mundial é um jogo de 11 contra onze e no fim ganha a Alemanha, parece que as autárquicas de VRSA são uma luta entre a São e os vizinhos do Largo e arredores e no fim ganha um qualquer “Luís Gomes” que durante quatro anos andou de pantufas.

Depois de 12 anos de esbanjamento de dinheiro, chegando-se ao ponto de à voracidade despesista da São e do Luís só se ter escapado a caixa das esmolas da igreja, há quem pense que os cidadãos de Vila Real de Santo António são uma idiotas imbecis que consideram o voto como uma senha de da ração dos recursos financeiros da autarquia. Como o Luís Gomes tem muitos comprado há quem defenda que o melhor para combater o Luís Gomes é procurar outra personagem que tenha dado muito dinheiro em subsídios. Digamos que ao Luís Gomes da direita tentam contrapor um Luís Gomes de esquerda, condenando VRSA à escolha em dois Luís Gomes, o original e o sucedâneo de esquerda ou que faz que é de esquerda.

Quando alguém disse a Kissinger que o Mobutu Sese Seko era um canalha o antigo secretário de Estado de Nixon responde concordando que o Mobutu era mesmo um canalha, mas acrescentou que “é o nosso canalha”. Parece que em VRSA há quem ande em busca de uma espécie de Luís Gomes mas que seja o “nosso Luís Gomes”, alguém que tem muitos votos mesmo sem ter mexido uma única palha de uma carreia política na fila de espera pela sua vez.

Aquilo de que VRSA precisa não é de especialistas em esbanjar dinheiro ou na distribuição de subsídios, até por que o orçamento da autarquia nem dá para mandar cantar um cego. Se os eleitores escolherem entre os que derem mais por cada quilo de eleitor vão ter uma amarga desilusão e um dia destes o melhor é integrar o concelho de VRSA de Santo António no de Castro Marim porque ao fim de tantos anos de gestão incompetente da autarquia o seu futuro está quase destruído.

É preciso apostar em gente rigorosa, competentes, honesta e cujo programa resulte dos anseios dos vila-realenses e não ditados por um qualquer órgão estranho à vila. O que VRSA precisa não é de vendedores de pesadelos embrulhados em falsos sonhos, mas sim em gente que em dois mandatos consiga restabelecer o equilíbrio financeiro à autarquia e devolva o futuro ao concelho.

Há em VRSA gente suficiente para decidir os destinos do concelho sem que tenha de ser comprado na hora de votar e é nos votos desses que aqueles que pensam no futuro devem apostar, porque são esses e os seus filhos que são os que mais dão ao concelho.

A SÃO NÃO TEM RESPEITO PELOS VILA-REALENSES



Os cidadãos elegem os seus vereadores, cada vereador representa não apenas os eleitores que escolheram o partido pelo qual foram eleitos, mas todos os eleitores, até mesmo os que entregaram votos nulos. E quando pedem uma informação fazem-no em nome de todos os cidadãos, até mesmo dos que elegeram a São Cabrita.

Mas a São Cabrita parece desconhecer as mais elementares regras da democracia, aliás, já vimos que desconhece tantas regras que até nos interrogamos se sabe alguma coisa além do que aprendeu na universidade a respeito de calhaus. Todos os cidadãos têm acesso a documentos administrativos e podem pedi-los nos termos da lei. Como pode uma autarca impedir os vereadores de exercerem os direitos que qualquer cidadão tem? Pura incompetência e prepotência.

Há meses que, com a infinita paciência para com a São que todos lhe reconhecemos, que o vereador Álvaro Leal insiste com pedidos de informação, repetindo-os de reunião em reunião. Vale a pena ler o que a autarca respondeu ao vereador, depois de mais uma vez pedir várias informações pela enésima vez:

“Relativamente aos assuntos colocados pelo vereado Relativamente aos assuntos colocados pelo vereado Álvaro dizer que hoje não lhe vou dizer que tenho os documentos disponíveis e que lhe vou dar a seguir, portanto, irei dar a seu tempo, alguns se calhar não vou dar. As prestações de serviços tenho-as ali, sim senhor, os relatórios e não vou dizer que vou já dar a seguir, trarei na próxima sessão de câmara. As prestações de serviços, SGU e ordenados, os outros dois pontos não … teremos de procurar onde é que está este estudo sobre o trânsito. Eu digo que tenho ali mas não lhe vou garantir qual é a data que lhe vou dar.» [São Cabrita, Sessão de Câmara de 19 de Novembro - Podcast]

Quem, lê esta resposta é levado a pensar que a presidente da CM está a gozar com o vereador Álvaro Leal. Não sabe se tem os documentos, vai dar-lhe mas não sabe quando, alguns nem vai dar, mesmo violando a lei. Tem ali as prestações de serviço, não vai dizer que as dá a seguir, vai trazê-los na próxima reunião, mas quanto a dar nada diz. Isto é, parece que traz as respostas todas as reuniões, mas tem-nas ali só para gozar com o vereador. Há um estudo sobre trânsito, mas está em parte incerta, porque a autarquia não parece ter registos, paga os estudos mas não sabe deles, nem deve ter sistema de arquivo, só aquilo que interessa à presidente aparece ou está devidamente arquivado? Afinal, diz que os tem ali, mas não pode garantir a data em que os vai dar. Pelos vistos estará â espera de uma consulta com a Astróloga Maia para saber qual o melhor alinhamento dos Astros para os dar.

Há limite para a pouca vergonha e nesta resposta a um nosso representante, a um representante dos cidadãos de VRSA a presidente da autarquia ultrapassou todos os limites, porque não é ao vereador Leal que ela está tratando sem a dignidade devida, são todos os cidadãos da nossa terra e a o concelho que parece estar a ser gozado por esta senhor.

Não está em causa se este ou aquele vereador é dos nossos, todos os vereadores estão em representação de todos os vila-realenses e tratar mal um vereador, neste caso um vereador que os trata com respeito, é tratar mal todos os cidadãos do concelho e isto é inaceitável. A presidente da autarquia não tem um mandato para nos tratar como quer e lhe apetece.

Para que não venha dizer que as suas tristes e pouco dignas declarações foram tiradas do contexto pode ouvi-las no vídeo.

Até quando VRSA vai aguentar esta pantominice?

COMBATE À POBREZA


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Infelizmente, o combate à pobreza deve ser uma das prioridades da nossa autarquia. Infelizmente porque décadas depois de um assistencialismo combinado entre instituições do Estado, a Autarquia e uma ONG há mais miséria, piro ainda, há cada vez mais miséria no concelho. Mais do que alimentar os mais desfavorecidos, a receita do assistencialismo alimenta as ambições políticas dos pequenos caciques locais que encontram nos mais pobres os recursos humanos ara os seus exércitos partidários.

Isto é uma perversão da democracia e das políticas sociais. Da democracia porque, como temos visto em VRSA, os votos dos pobres são usados para que alguns imponham os seus privilégios à população, não hesitando em conduzir todo um concelho para a ruína. E das políticas sociais porque a coberto destas em vez de se combater a pobreza está-se a gerir a sua continuação em favor do enriquecimento de alguns.

O combate à pobreza é uma luta de uma década e enquanto houver gente marginalizada pela economia é necessário recorrer a ajuda para que todos tenham um mínimo, pelo que não se pode ignorar a necessidade de proporcionar essa ajuda. Mas a coberto dessa ajuda podem surgir esquemas menos claros e quando se tem conhecimento de que as ajudas públicas não chegam aos que a ela têm direito é preciso intervir.

As ONG e outras instituições de beneficência não devem ser escrutinadas pelas entidades públicas que gerem os mecanismos de apoios sociais. Além de serem escrutinadas devem ser apoiadas pela Administração Pública Nacional e Local com igualdade e isenção. Não é aceitável que em as ONG sejam espaços de concubinato partidário para que desta forma cheguem mais facilmente às ajudas públicas e se escapem a quaisquer medidas de controlo, beneficiando de uma proteção indevida.

É urgente combater a pobreza e isso não se faz com envelopes, falsos estágios profissionais ou com outros esquemas do assistencialismo de vocação político-partidária. Combate-se a pobreza promovendo a integração dos mais pobres no mercado de trabalho, de onde foram arredados por falta de escolaridade, por não terem onde deixar os filhos e por vezes por não terem sequer onde morar.

Não basta prometer empregos porque muitos não têm qualificações mínimas ou quando as têm vão ganhar menos do que o que lhes permite superar o limiar da pobreza. Não vale a pena virem com ladainhas do progresso económico, do empreendedorismo, do investimento porque não só tais desideratos não estão ao alcance de uma pequena autarquia arruinada e gerida por incompetentes, como os poucos empregos criados são de qualidade questionável, proporcionam baixos rendimentos e mesmo assim não estão ao alcance dos mais desfavorecidos.

CHUVAS DE EMPREGOS




Que bela forma de acordar no dia seguinte às comemorações do 25 de abril com uma iniciativa a pensar nos desempregados, foi isso que sucedeu no ano passado, no dia 26 de abril a autarca mais brilhante do Baixo Guadiana lança mais uma grande iniciativa, o “VRSA Emprego”. Os nossos políticos medem-se pela generosidade em relação aos mais pobres e indefesos, político que se preze oferece empregos e a nossa autarca sabe disso melhor do que ninguém, afinal as preocupações sociais são a sua primeira prioridade desde o primeiro dia em que em má hora deixou a escola.

O cartaz anunciava algo que soava a grandioso, uma “plataforma integrada Oferta e procura de emprego em VRSA”. Isto é, em VRSA a gestão do sistema de informação da criação de emprego passava a funcionar na CM. E para que ninguém duvidasse de quem merecia a gratidão eleitoral, o cartaz oficial da CM lá tinha inscrito o “#orgulho da nossa terra”, sinal de que a autarquia funciona como sede de campanha eleitoral permanente.

Com cada vez mais pobreza e uma economia local assente em baixos rendimentos e precariedade o desemprego, tal como a pobreza em geral, funciona como uma coutada eleitoral e quem tem licença para lá caçar não perde tempo A inicativa é lançada, e os jornais do costume lá anunciavam a boa nova:

“O Gabinete de Apoio ao Emprego está articulado com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e com os principais empregadores locais e funcionará todos os dias da semana, na Câmara Municipal, tendo também extensões nas juntas de freguesia de Monte Gordo e Vila Nova de Cacela.

O projeto é apoiado por uma plataforma digital, já disponível em www.vrsaemprego.pt, onde estarão publicadas todas as ofertas existentes no município, bem como as condições exigíveis.

À página online, irá juntar-se uma equipa de técnicos municipais que irão prestar acompanhamento presencial num balcão dedicado e ajudar todos aqueles que procuram emprego ou necessitam de encaminhamento.” [Sul Informação]

Uma verdadeira azáfama, todos unidos em torno da causa e cheios de #orgulhomanossaterra, vários técnicos a correr de um lado para o outro, os telefones a tocar, umas vezes empregadores, outras os organismos que estavam articulados e o webmaster do site sem mãos a medir com tantas ofertas a inserir na WEB.

A iniciativa deve ter tanta procura que até o site deixou de estar online, provavelmente a procura foi tanta que não há servidor que aguente. Porque é que a nossa orgulhosa São não convoca os jornais do costume e acompanhada da sua vasta equipa dedicada ao emprego e dos responsáveis dos organismos envolvidos faz o balanço da iniciativa, um ano e meio depois do lançamento?

AS PREOCUPAÇÕES SOCIAIS

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Fica bem a qualquer político ambicioso demonstrar preocupações sociais e com a pobreza que infelizmente existe no nosso concelho, os políticos são verdadeiros especialistas em pobreza, desemprego e questões sociais. Até o ex-padre da SGU é agora um especialista em questões sociais. Até o ex-padre da SGU é um especialista em questões sociais, pelo menos é com essas funções que transitará para autarquia, onde vai poder viver à custa dos vila-realenses.

A verdade é que os mais pobres são os mais vulneráveis e não falta quem a troco de um pequeno alívio nos sacrifícios ceda à “venda” do seu voto. É um comportamento miserável por parte de muitos políticos, mas depois de muitos anos já o aceitamos como normal. No caso de VRSA a situação atingiu extremos, e desde uma conhecida ONG a muitos negócios camarários, montou-se um imenso esquema de aproveitamento político da pobreza.

Rendas sociais, arrendamentos intermediados pela autarquia, tratamentos médicos, envelopes, perdões de faturas da água, cabazes de natal, enfim, uma verdadeira panóplia de esquemas financiados durante mais de uma década, enquanto os credores foram dando dinheiro para financiar esta máquina política oportunista. Ao fim de mais de uma década temos uma autarca de se gabar de ter tido sempre as pastas sociais, mas ignora que nunca houve tanta pobreza em VRSA.

Agora tudo se desmorona, os apoios sociais acabaram, aumentam as rendas sociais, a ONG do concubinato partidário da terra está falida, multiplicam-se as dívidas a instituições. Não há dinheiro e a crer num jornal diário no passado mês de setembro a autarquia gastou mais do que tinha, isto é, já nem mesmo cortando em tudo a CM tem dinheiro.

O sonho da terra maravilhosa onde o dinheiro jorrava das torneiras está a tornar-se um pesadelo. Esperemos que um dia destes os políticos da terra discutam o problema da pobreza com seriedade.

GOLPE BAIXO NOS RESIDENTE DA RUA DE ANGOLA



“Na qualidade de senhorio de V.ª Exc.ª venho desta forma comunicar-lhe, que quero informar, nos termos e para os efeitos do artigo 1097.º do Código Civil a N/intenção de não renovação do contrato de arrendamento em vigor, sito Edifício Luz do Guadiana, Rua de Angola n.º 27 (…)Vila Real de Santo António, Faro em 01/01/2017.
O contrato referido supra, cessará os seus efeitos a partir de …/12/2020 data em que deve proceder à entrega do arrendado livre de pessoas e bens, no estado de conservação em que o mesmo se encontrava, quando o presente contrato se iniciou.”

Foi com esta carta que inesperadamente os residentes no edifício da Rua de Angola foram ontem surpreendidos. Afinal as reuniões em que os residentes foram apoiados por uma advogada paga pela autarquia serviu apenas para que esta advogada, especializada em perseguir vila-realenses em nome da autarquia, serviram apenas para que a senhora tivesse ganho mais uns cobres. Estas reuniões tiveram o mesmo efeito que o cálice de Vinho do Porto dado aos pe Vinho do Porto dado aos perus do Natal, para que fiquem tranquilos na hora da morte.

Infelizmente parece que não foram apenas os residentes a beberem deste cálice pois com as referidas reuniões muita gente ficou tranquila e deu o assunto por encerrado. Nas trocas de mensagens com residentes o LdF defendeu que se deviam juntar e contratar um advogado que os defendesse, mas parece que os da autarquia foram mais espertos e souberam criar a ilusão de que a CM os ia defender.

Percebe-se agora que tudo não passou de truques e é caso para perguntar à São Cabrita de que lado está, dos que a elegeram ou de interesses empresariais que conseguem mais lucros prejudicando os cidadãos da terra?

É óbvio que a alteração do contrato visou libertar o edifício mais cedo, tudo porque a autarquia decidiu ser simpática com a empresa, mesmo sabendo que ia prejudicar os vila-realenses.

O que farão agora a CM e os partidos institucionais representados na Assembleia Municipal e no executivo camarário, o que é feito do presidente da Junta de Freguesia?
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A este propósito vale a pena voltar a ler o nosso post do passado dia 28 de Março:





Vale a pena ouvir as intervenções da presidente da autarquia na reunião do executivo camarário do passado dia 6 de novembro, feitas a propósito da proposta da sua iniciativa de resolução do contrato entre a CM de VRSA e os residentes na Rua de Angola 27. E vale a pena ouvir porque não se percebe bem pela suas intervenções se fala a autarca eleita pelos vila-realenses para defender os seus interesses ou se quem fala é uma espécie de advogada ou relações públicas dos fundo de investimento que comprou as casas e lhe pediu para deixar de defender os inquilinos, resolvendo o contrato que tinha e com base no qual as casas estavam alugadas aos atuais residentes.

Perante os alertas de um vereador da oposição de que iriam ser alterados os contratos a resposta da presidente da autarquia foi lacónica “Os valores são os estipulados e se houver alguma alteração aqui será discutido”. Hoje percebe-se que não estava a falar verdade, da mesma forma que a proposta para aprovação que referia que “na sequência de contactos posteriores entre a PPSA – Percentagem Preferencial, SA e o Município, foi proposto por aqueles assumir a posição do Município nos contratos de subarrendamento pré existentes, com salvaguarda de todos os direitos inerentes, e contratualmente definidos, conforme informação técnica.

A proposta colocada a votação na reunião do executivo camarário do passado dia 6 de novembro era clara: “Na sequência de contactos posteriores entre a PPSA – percentagem Preferencial, S.A. e o Município, foi proposto por aqueles assumir a posição do Município nos contratos de subarrendamento pré existentes , com salvaguarda de todos os direitos inerentes, e contratualmente definidos, conforme informação técnica.”

Compreende-se agora o porque da expressão “conforme informação técnica”, quem levou esta proposta a votação salvaguardou-se sugerindo que se alguma coisa corresse mal a culpa era dos técnicos da autarquia. A verdade é que algo correu mesmo muito mal e os responsáveis políticos têm esta escapatória para nos tentarem iludir.



Há qualquer coisa de muito estranho em todo este processo, há dúvidas que nos surgem logo: a CGD tem um protocolo com a CM VRSA e vende as casas sem avisar a autarquia dessa intenção, sendo a CM apanhada de surpresa? A CGD não avisou a autarquia de que ia tomar a iniciativa de anular o protocolo? A autarquia não teve a oportunidade de fazer propostas alternativas à CGD, incluindo a sugestão de promover a compra das casas pelos inquilinos?



Lendo o contrato percebe-se que era válido por cinco anos, como o processo era de 2016 este contrato seria válido até 2021. Sucede que agora, o novo contrato a termo certo imposto pelos novos donos termina em novembro. Onde estão salvaguardados os direitos dos vila-realenses?

É óbvio que a presidente da autarquia devolveu as casas aos novos donos sem que tenha defendido os inquilinos que nela confiaram. Neste, como em processos como o do negócio do lixo, do negócio das águas e ourtos, ficamos com  a impressão de que a nossa autarca tem uma forma muito original de defender os vila-realenses.


OS ARGUMENTOS EM DEFESA DA POLÍTICA DE LUÍS GOMES LUÍS GOMES



Luís Gomes não se limitou a financiar as operações às cataratas de alguns cidadãos de VRSA, foi mais longe ao promover o regime cubano, dando entrevistas à televisão cubana difamando o Sistema Nacional de Saúde português e criticando a Europa, passando a imagem de uma Cuba justa e moderna contra um Portugal onde as pessoas morriam à espera de cuidados de saúde.

Esse apoio a Cuba traduziu-se no plano ideológico, com o financiamento do regime, pagando creches e deslocações de doentes a Cuba, bem como com o financiamento da deslocação de agentes do regime para VRSA a coberto de supostas atividades culturais.  Pagavam-se fortunas com deslocações desnecessárias de centenas de pessoas a Cuba e com a instalação dos agentes cubanos em VRSA, para desenvolverem atividades aparentemente culturais, ao mesmo tempo que se passava a imagem de uma Cuba internacionalista que tinha salvo um concelho cheio de sorte no meio de uma EU com menos saúde do que Cuba.

Ainda se podem ler defensores da política de Luís Gomes, muitos anos depois e quando os principais protagonistas tentam esconder esta parte da história no fundo do armário:

“Na altura em que Luís Gomes e outros autarcas, como os autarcas de Santarém (Moita Flores) de Aljezur (Marreiros), do Alandroal e outros concelhos do país ajudavam misteriosamente as finanças cubanas, era desencadeada a operação abaixo mencionada, que causa grande desespero nas mentes defensoras do capitalismo.

A solidariedade não é coisa para todos.”

Na época Luís Gomes tentou passar a ideia de que era VRSA que beneficiava da ajuda cubana, como se não houvesse alternativa económica. Isso era mentira, era mais barato operar em Portugal. Basta ver as declarações do médico e então autarca de Alcoutim ao jornal Público:

"O presidente da Câmara de Alcoutim, Francisco Amaral (PSD) - pioneiro neste tipo de iniciativas das autarquias -, diz que pagou, em 1999, 75 operações aos olhos, numa clínica de Faro, "por menos de mil euros" cada uma. Por isso, diz, quando foi contactado para enviar doentes para Cuba, respondeu: "Não, muito obrigado". Amaral diz, porém, que a mediatização deste caso, feita pelo seu colega de Vila Real de Stº António, Luís Gomes, também do PSD, teve o "mérito de envergonhar o Governo"." [Público]

A segunda ideia falsa que Luís Gomes e dos que então e agora defendem as suas políticas neste domínio sugerem é a da superioridade técnica da medicina cubana. Quanto a isto voltamos à mesma notícia do Público:

"David Barros Madeira dirigiu uma das duas equipas de especialistas exteriores, contratadas pelo HDF, para colmatar a falta de oftalmologistas. "Fizemos num ano 1.920 cirurgias". O preço pago à equipa por doente, afirma Ana Paula Gonçalves, oscilou entre os 400 e os 650 euros. Sobre os doentes tratados em Cuba, o médico, que observou alguns deles no pós-operatório, concluiu que a técnica utilizada em Havana está ultrapassada. "Não digo que eles tenham sido mal operados, mas a técnica usada é idêntica ao que se fazia em Portugal há 20 anos". Barros Madeira diz também que as operações aos dois olhos com um intervalo de tempo muito curto, como sucedia em Cuba, não é aconselhável: "Clinicamente, está errado. É grande o risco de infecção", afirmou, referindo que espera normalmente um mês entre cada cirurgia."  [Público]

Na América Latina Cuba explora o mercado da saúde, da mesma forma que muitos australianos procuram os hospitais da Tailândia, aliás, países como a Índia e a Tailândia associam o negócio da saúde e do turismo para atrair clientes de países ocidentais. Os milhões de cirurgias que Cuba e outros países fazem no estrangeiro ou em doentes vindos do estrangeiro está longe de ser solidariedade ou caridade, é um negócio legítimo que cresce.

Uma outra questão é a legalidade na despesa pública e os apoiantes da política de Luís Gomes recordam que as acusações do relatório do Tribunal de Contas foram esquecidas. 

"O TC em 2011, considerou ilegais as despesas efetuadas pela Câmara de V.R.S.A, com operações ás cataratas feitas em Cuba, mas deixou cair a acusação, PORQUÊ!?"

Enfim, está sancionada a política de Luís Gomes, não só no plano ideológico, como legal. Ainda recentemente a IGF acusou o mesmo autarca de não ter respeitado pelo PAEL e o mesmo TC deixou cair a acusação. Esperemos que os que o defendem nos negócios em Cuba sejam coerentes e defendam o ex-autarca também na gestão financeira da autarquia.

Como deve estar por aí a aparecer já vestido no fato de candidato o Luís gomes não vai deixar de agradecer aos que na sua ausência o defenderam,, desde os mais devotos aos mais inesperados defensores.

BAGUINHO A BAGUINHO

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O esbanjamento de dinheiro no Município de Vila Real de Santo António foi tal que na terra não falte quem tenha peno Município de Vila Real de Santo António foi tal que na terra não falte quem tenha pedido a noção do dinheiro. Falam de milhões como se fossem excêntricos dos anúncios do Euromilhões. Até já há quem diga que não valer a pena discutir alguns dossiers porque quatro ou cinco milhões de euros são “pianuts”, como diria o Jorge Jesus.

Num concelho tão pequeno, com tanta pobreza, quase sem grandes empresas e onde a economia depende do turismo, de comerciantes com negócios de ocasião e de alguma evasão fiscal, há quem nos diga para esquecermos certos dossiers  mais incómodos para alguns porque é pouca coisa, apenas cinco milhões de euros!

Segundo esta lógica nada há a discutir em VRSA pois a não ser algumas obras de saneamento poucas serão as despesas de montantes acima de um milhão de euros. Aliás, algumas das situações mais duvidosas nem sequer atingiram montantes que obrigavam à divulgação na Base Gov. É o caso, por exemplo, dos honorários pagos aos artistas que participaram no filme sobre as operações às cataratas.

No caso do filme, que continuamos a aguardar que seja estreado em VRSA e até pode ser que seja apresentado por algum apoiante mais assanhado dos negócios cubanos na terra, os pagamentos foram feitos de forma facionada e à boca do cofre. Isto é, foi feito um filme sem ninguém aprovar e sem ninguém saber que estava sendo rodado.

Os negócios com um radialista local também nunca atingiram montantes significativos e ao longo doa nos totalizaram um milhão. Isto é, deram para enriquecer um dos mais firmes apoiantes do regime, mas quer cada um dos negócios, quer a sua totalidade ficou muito abaixo da tal fasquia psicológica abaixo da qual não merece a pena estarmos preocupados.

A verdade é que foi de baguinho em baguinho que se esbanjaram centenas de milhões de euros e estas falsas fasquias apenas servem para tentar abafar alguns negócios duvidosas que deram um importante contributo para  a ruína do concelho.