OPORTUNISTAS




Fala-se muito da dívida que nos vai ser deixada pelo Luís Gomes, Carlos Barros, São Cabrita, Faustino, Vicente, Carla Sabino, Pires e muitos outros que de forma direta ou indireta mantiveram ou ajudaram o Luís Gomes e a São carita a gerirem o Município da forma incompetente e irresponsável.

Mas a dívida não é o pior que nos deixam ou não será a herança mais miserável com que teremos de conviver com esta gestão camarária que nos faz lembrar a filoxera. Um concelho que perdeu músculo e em que os mais jovens deixaram de acreditar e uma classe social criada por gente que confundiu o Município com a tasca da coxa, transformando funcionários que deveriam estar ao serviço das populações numa espécie de funcionários-militantes, com obediência quase canina.

Não deixa de ser curioso o fato de quando começaram os arrufos de namorados entre Luís Gomes e a São, foram os funcionários mais militantes daquele que se sentindo marginalizados que se juntaram num jantar de homenagem a Luís Gomes. O jantar realizou-se em finais de 2018 no Restaurante Sem Espinhas e o mais curioso é que não foi pelos apoiantes tradicionais de Luís Gomes que o jantar ficou na história da vida política local, mas graças à presença nesse jantar de apoio político do chefe da repartição do IEFP. Mas sobre esse jantar falaremos noutra ocasião.

Se revermos as arruadas da campanha autárquica d 2017 encontramos lá o pessoal da CM, da SGU e dos avençados. E todos sabemos das pressões para forçar a presença em arruadas, da mesma forma que nem uma funcionária que ousou passear com um familiar se escapou a ir parar a um contentor por tal ousadia. Todos em VRSA sabem que muita gente ganhou e muito a título de compensação pelo apoio eleitoral

Todos sabemos das ajudas de custa, das horas extraordinárias, das contratações na SGU, das promoções, da integração de precários, das nomeações, das contratações de assessores. Todos sabemos que em VRSA há quem tenha ganho muito vendendo o apoio e não são poucos os que confundem o estatuto de funcionários com o de militante de quem manda. Todos sabemos de muita gente que no concelho vendeu o seu apoio e alguma dessa gente era e ainda é da oposição.

Há candidato que deixaram de o ser porque as esposas estavam na autarquia, há políticos que se bandearam, vereadores que tocaram o PCP pelas mordomias do PPD, há de tudo um pouco e muitos deles são apoiantes caninos de quem está no poder, ao fim de mais de uma década o concelho vai ter de conviver com esta realidade, com os que foram favorecidos em prejuízo da sua terra, dos seus vizinhos e dos nossos jovens.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA AUTÁRQUICA

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Já vamos em quatro anos durem quatro anos durante os quais o Município tem servido para pouco mais do que pagar ordenados a funcionários, pessoal da SGU e amigos avençados, para além do quase um milhão de euros pagos ao “companheiro” Morais Sarmento. Quanto a obra feita o balanço é o rotundo zero, pior ainda, durante este tempo a única coisa que a presidente da CMN fez foi destruir o jardim de Monte Gordo e depois de demolir as construções ilegais que lá mandou erigir, mandou carregar terra, fazer uns montes e plantou “meia dúzia” de árvores.

O concelho está a ficar para trás e com tantos “amigos” a viver ainda à conta do orçamento autárquico, a dívida não para de crescer. Para o FAM ver fazem-se contas  e a dívida desce um par de trocos, mas depois aparecem dívidas em que ninguém tinha reparado e volta tudo à primeira forma, com a compreensão do FAM, dos governantes que o tutelam e ainda o famoso contabilista de Borba.

Dificilmente conseguirão renegociar os juros pagos à banca já que não há qualquer risco de incumprimento e quando se inverter a tendência nos juros da dívida soberana a dívida pode voltar a aumentar. Os únicos cortes drásticos que a autarca fez foi nos apoios sociais, nos apoios ao associativismo e um corte radical nas despesas de investimento.

Não há luz ao fundo do túnel, a situação da autarquia é de emergência e basta um desvio ou o pagamento do que devem ao Dr. Orlandino ou a condenação num dos muitos processos judiciais e há um sério risco de o Município entrar em situação de incumprimento, desencadeando a sua insolvência, já que o FAM não tem margem para emprestar mais dinheiro, por mais boa vontade que tenha o ex-autarca de Tavira, que agora manda naquele Fundo.

É preciso romper com o passado, mudar de ciclo, encontrar gente nova e novas soluções. É preciso dizer a todos os vila-realenses que o seu voto é importante e tem consequências. Hoje são muitos os que perceberam que a abstenção ou o voto nos políticos do costume teve um preço elevado. É preciso acabar com este ciclo do Luís Gomes e dos seus amigos, basta.

|O QUE SENTIRÃO?|

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O que sentirão a São e o Luís quando passam junto do edifício da Alfândega, que recuperaram com dinheiros comunitários com o compromisso de ali instalaram um Centro de Interpretação do Rio Guadiana e que está fechado, aguardando que estejamos distraídos para o darem ao Grand House?

O que sentirá a São ao passar naquela espécie de jardim onde gastou centenas de milhares de euros para deixar tudo pior do que estava? Sentirá alguma coisa por ter mandado instalar as cadeiras de costas para o mar, sabendo que uma das mais belas marginais do Algarve foi destruída por ela e pelo Luís? Como se sentirá sabendo que debaixo daquelas colinas a lembrar uma herdade alentejana estão toneladas de cimento que mandou enterrar sabendo que se tratavam de construções ilegais que devia ter demolido e removido?

O que sentirá a São quando por estes dias de férias de Carnaval se cruza com estudantes universitários, depois de lhes ter prometido uma residência universitária em Faro e outra em Lisboa?

O que terá sentido a São quando mandaram os jovens pedir um autocarro à Câmara Municipal de Castro Marim?

Como se sentirá a São ao contratar um engenheiro fruticultor sabendo que a CM não é uma horta e que o município que ajudou a arruinar, vai ter de manter um profissional de que não precisa até que ele se reforme? Como se sentirá a São ao não contratar profissionais de que a autarquia carece para contratar alguém de que não precisa, provavelmente por ser do seu partido e muito provavelmente o vereador da CM de Castro Marim.

O que sentirá a preidente da autarquia ao ver um dos deputados da sua bancada na AM, que é o seu irmão, avisando um idoso que fez uma ligeira crítica à política cultural do concelho, que sabe onde ele mora?

Como se sentirão eles quando passam junto da Muralha onde iria haver um grande hotel, ou junto do Lazareto que seria uma das ruas da nova Dubai, ou junto do pavilhão multiúsos que faz de armazém, ou da casa do avô, ou no local onde deveria existir uma moderna unidade de cuidados paliativos, para referir apenas algumas das suas grandiosas obras?

Sentirão arrependimento, pelo que nos fizeram? Sentirão vergonha pelas mentiras com que nos ludibriaram? Sentirão algum arrependimento por nos terem arruinado? O que sentirá essa gente? Por aquilo que se vai vendo parece que não sentem nada disso e ainda nos tentam impingir a ideia de que fizeram e continuam a fazer uma grande coisa.

DERAM CABO DE TUDO




Havia um Carnaval e deixou de haver, havia um repuxo e está seco, havia higiene e agora há lixo por todo o lado, haviam jardins bem cuidados e agora há canteiros regados pelo S. Pedro, haviam serviços municipalizados da água e agora há dividas em água de mais de 20 milhões e multas a torto e a direito pela empresa a que venderam o negócio, havia uma das mais belas marginais do país em Monte Gordo e agora há um desastre paisagístico, havia uma Rua Teófilo Braga impecável e agora há remendos.

Prometeram marginais grandiosas, encheram os bolsos à astróloga, inventaram grandes unidades de cuidados continuados, prometeram residências para estudantes em Faro e Lisboa, fizeram desenhos arquitetónicos e vídeos promocionais muito bonitos, construirão um grande pavilhão multiusos e agora não temos nada, temos apenas dívidas e a São Cabrita a fazer de conta que é presidente da CM e o Luís Gomes a andar aí pelos cantos.

Este é um mais um Carnaval que só serve para os que têm memória se recordem de como era antes deles, porque se alguém ainda não percebeu o estado a que as coisas chegaram que consultam os programas. Enquanto houve dinheiro para lhe pagar o Luís Gomes ainda cantou, mas agora que o dinheiro está escasso é o Duo Reflexo. É Reflexo  na festa de Monte Gordo, é Reflexo na passagem do ano, é reflexo no Carnaval, é Reflexo de manha. De tarde e à noite.

Deram cabo do concelho, esbanjaram o dinheiro que havia, deixaram o concelho numa miséria franciscana, mas não desistem. Enquanto houver um tostão vão pagar ao Tiago e o Cigarrinho, vão continuar a empregar os construtores falidos e os sindicalistas bandeados e vão enchera a autarquia de hortifruticultores, ex-eclesiásticos e todos os que há muito vivem à custa do nosso dinheiro.

A CONFERÊNCIA

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O candidato tira notas, o governante manda SMS e a deputada sorri


Quase ninguém no concelho deu conta da grande conferência que foi organizada para lançamento público do candidato Álvaro Araújo. Foi feito um grande esforço para compor a sala, vieram governantes amigos, ilustres académicos de Faro, altos responsáveis do Estado que se apresentaram como tal, militantes de Tavira, Faro e arredores.

Certamente graças aos bons ofícios do candidato estavam feitas as pazes com os Vasques, estava esquecido um post do Vasques no seu Facebook em que tinha tornado pública que se tinham acabado os empréstimos de salas para as reuniões partidárias organizadas pelo Senhor Rui, que a partir daí passou a reunir em salas alugadas, por causa do buraco no telhado por cima do Sem Espinhas.

A máquina estava oleada, a orgânica da candidatura lançada pelo Senhor Rui Setúbal estava preparada, havia filmagens, o candidato tirava notas, preparava-se a nota de imprensa mais hilariante que já foi lida. O candidato jogava em casa, os empresários lá estavam, tudo tinha de correr bem porque tudo acontecia num promissor dia 7, influência numerológica explicada na brilhante nota de imprensa, certamente obra de quem na candidatura tudo controla.

O candidato fez a apresentação e aproveitou para dar provas de como sabe de economia, de como é oi homem que nos vai salvar. DO alto da sua imensa competência o homem disse coisas como esta:

“Vimos que, para além do comércio, do turismo e das pescas há outros setores emergentes, que permitem apostar na diversificação da atividade económica, nomeadamente a agricultura e a construção e reparação naval.”


O quê? Este senhor descobriu na agricultura  na construção e reparação naval setores “emergentes”. Esta faz lembrar a do outro almirante que numa visita começou por dizer que “desde a última vez que cá vim é a primeira vez que cá venho”. Não seria melhor o homem andar menos em jantares do Luís Gomes e estudar um pouco mais da história económica do concelho?

Percebe-se bem que numa conferência onde o tema era o emprego o candidato que foi o chefe da repartição do IEFP durante tantos anos, tendo lá chegado nos tempos do Eng. Murta (em cuja campanha ninguém o viu) e reconduzido pelos governos do PSD, tenha ficado na primeira fila a tirar notas. Isto é, se no seu tema profissional o candidato se limita a tirar notas, de que temas irá falar?

Se a conferência era sobre o emprego e o candidato chefia a repartição do IEFP no concelho seria de esperar uma intervenção, jogando em casa seria um momento de exibir a sua competência. Além disso, seria uma oportunidade para dissertar sobre esse triângulo virtuoso do emprego no concelho formado pelo IEFP, a Mão Amiga e a CM do luís Gomes.

|ELES COMEM TUDO|



Quando se gere uma instituição falida temos a obrigação de reduzir todos os custos. Se essa instituição for uma instituição pública essa obrigação é muito mais do que um dever de boa gestão, é uma composição ética, um dever de cidadania. Se dessa instituição pública dependem apoios sociais é uma obrigação moral.

Mas quem acompanha o dia-a-dia da gestão da autarquia fica na dúvida, porque numa instituição falida não se assiste ao que por ali se vê, não se compreende como se continua a esbanjar dinheiro ao mesmo tempo de que sr empurram pessoas para dificuldades, cortando nos apoios sociais.

O regabofe é tão descarado que agora vemos a autarquia a contratar um engenheiro hortofruticultor com o argumento de que é necessário para cuidar dos jardins. É óbvio que estamos perante uma contratação que tem mais que ver com os apoios dentro do PSD à presidente da autarquia. Em primeiro lugar, porque os agrónomos especializados em jardins são os arquitetos paisagistas. Em segundo lugar porque o que o concelho precisa é de quem cuide dos jardins, quem plante flores, quem arranque as ervas ou de quem regue,

Este é apenas um exemplo do que se está fazendo a coberto da internalização da SGU, um exemplo pouco digno porque o primeiro concursos a abrir não é para os funcionários da SGU que faziam falta na CM, mas sim para um vereador da CM de Castro Marim de quem a autarquia da nossa terra não precisa para nada.

E enquanto a autarca contrata hortifruticultores, paga fortunas ao Morais Sarmento ou vai mantendo personagens como o Tiago, os construtores civis falidos ou o Cigarrinho, socorre-se do corte de apoios sociais, dos apoios ao associativismo e encontra os autocarros no parque por falta de dinheiro para reparações.


Entre apoios sociais e os sues apoios eleitorais parece que a autarca não hesita na escolha que mais lhe interessa. O regabofe continua à descarada, eles comem tudo e não deixam nada.


GRU UI UI, O NOSSO MALVADO FAVORITO





O Gru Ui Ui não existe, é uma personagem de ficção, uma espécie de alma assombrada aqui do Largo. Podia ser como o Zé Aranha, aquela personalidade que todas as terras têm e que, como é sabido, depois de ter vendido um canário coxo e perante a surpresa do comprador perguntou-lhe se queria o canário para cantar ou para dançar. No caso do nosso Gru Ui Ui nem canta, nem dança.

O Gru Ui Ui não existe, é um holograma político e por se tratar de uma personagem irreal sucede como em todos os filmes de ficção, avisamos que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. O nosso Gru Ui Ui inspira-se no Despicable Me, uma personagem do cinema de animação que na versão portuguesa é conhecido pelo Gru, o Meu Malvado Favorito.

É o caso, o Gru Ui Ui, uma espécie de híbrido resultante do cruzamento entre o velhaco e o cínico, é o nosso malvado favorito mas tate tem a sua graça, por isso gostamos dele. E da mesma forma que Despicable Me é o supervilão que tenta roubar a lua, o nosso querido Gru Ui Ui é um desalmado imbecil que quer ser o DDT da nossa terra, a sua grande ambição é chafurdar na caca que possa haver nos Paços do Concelho.


Gru Ui Ui, o Minion Bob e a autarca

É evidente que o nosso Malvado Favorito não vive sozinho no seu enredo de ficção, tem a companhia de outras personagens como o Dru Gru, ou outras personagens pequeninas e amarelas, como o Mignon Bob. Até porque o nosso Gru Ui Ui é muito discreto, nunca está na primeira fila, nunca quer ser cabeça de lista, prefere as filas de trás, evita aparecer nas fotografias, está sempre presente mas prefere a obscuridade.

É uma personagem complicada e estranha, cheia de complexos, de trejeitos, de ódios, de invejas e de problemas. Mas é uma personagem interessante e por isso vai animar a nossa ficção.

O HORTIFRUTICULTOR




Se a SGU tinha nos seus quadros um engenheiro hortifruticultor só Deus sabe onde é que a aquela empresa tinha uma horta para precisar de um funcionário com tais qualificações. Por aquilo que se tem visto em matéria de abandono dos poucos espaços verdes do concelho também não se consegue descortinar onde é que o homem trabalhava.

Se bem nos recordamos, quando confrontada com o desastre dos jardins a autarca justificou que só tinha um funcionário e certamente não era este especialista especializado em legumes e frutas. Bem, inspirada nas colinas alentejanas, talvez a autarca se tenha lembrado de semear trigo nas colinas que instalou na marginal de Monte Gordo, resistem mais ao calor do que a relva que semeou.

Compreende-se que os quadros da SGU possam ser integrados na CM, o que não se compreende e é difícil de aceitar é que só porque meteram amigos na SGU, sem olhar a qualificações, a CM fique agora com agricultores e eclesiásticos, quando se sabe que não é vocação da autarquia dar missas ou produzir nabos.

Aliás, só faz sentido internalizar as funções e com elas os colaboradores das áreas que são matéria de competência de uma autarquia, não é porque a SGU tenha contratado um companheiro do PSD licenciado em engenharia espacial que a São Cabrita vai transformar a Praça Marquês de Pombal numa espécie de Cabo Canaveral, transformando o obelisco numa rampa de lançamento, para atirar foguetes. Bem, a não ser que esteja a pensar já no próximo réveillon, já imaginamos um foguete lançado ao som do Duo Reflexo, uma espécie de versão local do afundamento dói Titanic.

O problema é que o tal hortofruticultor não faz falta nos quadros da autarquia, mas vão ser os vila-realenses a pagarem-lhe o ordenado até que se possa reformar. Isto é, levaram o Município à falência e agora vamos ter de lhes pagar.

|MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM DEVE|



Antes de mais, gostaríamos de sugerir à presidente da CM que se ainda não ouviu que vá ouvir o podcast da sessão da CM do passado dia 4. Se ainda estivesse a passear por Madrid ou Valência por nossa conta, ficaria a pensar que “quem vai ao mar”, nestes caso às estações de dessalinização, perde lugar. Quem ouviu o responsável pela autarquia falar nessa reunião até imagina uns Paços do Concelho cercado pelas Chaimites de Santarém. 

Quem ouviu algumas declarações do vice-presidente até imagina que ou houve um golpe de Estado ou a presidente da Autarquia teria fugido para Espanha, tendo atravessado o rio a nado, ali para os lados de Guerreiros do Rio.

Questionado pelo vereador Álvaro Leal sobre se a autarquia ia responder ao pedido de acesso às listas dos funcionários da SGU antes e depois da liquidação da empresa o vice-presidente deu uma resposta que mais parecia estarmos numa autarquia onde se respira transparência, respeito e democracia:

“Acho que a transparência é fundamental, acho que vocês fazem muito bem em pedir essas listagens, dizer ou sugerir que eu não tenha feito nada para que isso acontecesse são palavras, palavras são palavras e pronto acho que é melhor ficarmos por aqui.”

O vereador Álvaro Leal insistiu “Vai responder-me que já fez alguma coisa por isso?”

E a resposta do vice-presidente foi interessante:

“Por acaso vou, Isto que eu respondo ao vereador é aquilo que eu converso cá dentro, tão simples quanto isso, mas eu tenho uma pessoa que está acima de mim ... nós somos uma equipa, da mesma forma que vocês funcionam em equipa e que têm um discurso que é comum, nós também temos aqui uma equipa e temos que funcionar da mesma forma.”

Isto é, ficámos a saber que o vice-presidente defende lá dentro a transparência. Mas ficamos também a saber que ele tem um pequeno problema, tem uma pessoa acima de si. Ainda tenta baralhar dizendo que é uma equipa, mas ficámos a perceber que ele pensa mas faz-se o que a presidente manda. Conclusão: o seu pensamento pelos vistos não serve de grande coisa...

E acrescenta:

“Eu acho que estas questões em termos gerais, em termos gerais e acredito que essas listagens vão surgir, não me parece que seja um problema assim tão grande, eu acho que as coisas têm de funcionar dessa forma, é a minha opinião, é a minha postura e eu defendo-a sempre, se o vereador Álvaro acredita ou se não acredita, é uma postura sua, é um posicionamento seu e que eu tenho que respeitar, mas eu não concordo, eh eh eh basicamente é isso”

Mas a verdade é que, afinal, não ocorreu nenhum 25 de abril na autarquia, o vice-presidente lá andará a dizer o que pensa Pelos corredores do edifício porque a pessoa que estava acima dele continua a estar e as regras a que ele está vinculado não são as suas opiniões mas sim as ordens que vEm de cima....

A PRIMEIRA QUALIDADE DE UM CANDIDATO AUTÁRQUICO




Na hora de desvalorizar candidatos incómodos é frequente vermos os “fracos” a apresentar os mais diversos argumentos para o conseguir. É porque não se tem cabelos brancos, é porque se é jovem, é porque alguém manipula a inexperiência, é porque não se tem um curso. Por oposição sugere-se alguém com uma idade supostamente aconselhável, normalmente dez anos acima da idade com que Obama foi presidente da maior potência mundial, uma pessoa que supostamente tem muita experiência, alguém escolhido por gente muito digna, etc.

Puro engano, para além de nem os cabelos branco, nem os currículos cheios de páginas da treta ou supostas competências que não estão certificadas são as primeiras qualidades a considerar num candidato. As grandes qualidades, a avaliar antes de se passar a outros critérios de avaliação, são qualidades pessoais e humanas e de entre todas a primeira qualidade a exigir é a honestidade.

Basta olhar para as decisões da nossa autarquia e para o seu modelo de gestão para se perceber que muito daquilo que salta aos olhos como criticável nunca teria ocorrido ou sido decidido por uma equipa onde a primeira qualidade da liderança fosse uma grande honestidade.

Alguém honesto teria pedido fundos comunitários para recuperar um edifício para nele instalar um “centro de interpretação do Rio Guadiana”, para depois o entregar a um qualquer empresário com 10.000€ de capital para aí instalar um bar com sala de charutos? Alguém honesto gastaria milhões atrás de milhões, com adjudicações diretas sempre para amigos do regime e sem fazer concursos a não ser quando a lei o obrigava coimo modelo único de compras?

Poderíamos dar dezenas de exemplos e mostrar como bastaria ser-se honesto para que muita coisa não tivesse sucedido muita coisa que conduziu o Município à ruína financeira. Quem decide com honestidade exclui desde logo muitas decisões e a verdade é que muito daquilo a que designamos por incompetência é bem pior do que isso.

Alguém honesto é leal com os seus amigos, com as pessoas que nele confiaram, com os seus cidadãos. Alguém honesto procura servir em vez de servir-se, ser isento, opta pelas soluções que se apresentam como as melhores, contrata os mais competentes e não gasta quando não é necessário. Não há competência sem honestidade, a competência resulta da combinação de diversos ingredientes e o primeiro deles é a honestidade, sem este alicerce tudo se desmorona.

Antes de escolher talvez o melhor seja excluir todos os que apresentem indícios de menos honestidade.