BOCAS NO TROMBONE



1. MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM DEVE



Na semana passada estavam agendadas duas festas da juventude em Monte Gordo, a habitual festa organizada pela Rádio LG, perdão, pela Rádio Guadiana e uma segunda festa organizada pela Junta de Freguesia de Monte Gordo, para a mesma hora e num local a 300 metros da primeira. Se tudo isto já era pouco normal pior ficou quando se soube que a grande atração turística foi o conhecido cantor internacional Luís Gomes.

A Rádio Guadiana desancou no pobre presidente da junta de Monte Gordo no passado sábado e o que é certo é que no sábado pelas 17h00 a JF de Monte Gordo anunciou o adiamento da sua festa da juventude. Isto é, neste cantinho manda quem pode e obedece quem deve e, por aquilo que se vê, o Estado está em tão mau estado que é uma espécie de estado a que isto chegou, como diria o Capitão Salgueiro Maia. 


Quem é mesmo o Presidente da Junta de Monte Gordo?
O Ricardo Catarino, o Luís Gomes cantor, o Luís Gomes político ou o radialista Mendes?
E entre estes quem manda em quem?

Por aqui todos sabemos quem manda e quem obedece e quem manda parece ser a Rádio Guadiana, que pelos vistos tinha um cartel mais poderoso. Poderoso mas um pouco confuso, a festa da rádio virou comício com  um  cantor a apelar a que não confundissem a figura pública com a sua vida privada. Não se percebeu bem se a figura pública era o cantor, o DJ, o político, a membro da associação de comércio luso-cubano, o presidente do PSD local, o membro da Fundação José Marti, o deputado municipal de Castro Marim ou o especialista em frentes ribeirinhas da autarquia de Faro.

Também não se percebeu muito bem a que vida privada se referia já que nem nas redes sociais, nem nos jornais e rádios foi feita qualquer referência à vida privada de qualquer político local.

O concelho de Vila Real de Santo António ficou a saber que a seguir à câmara na hierarquia institucional parece estar uma pequena rádio local, bem como quem manda em tudo,ainda que sejam cada vez mais os sinais de nervosismo de quem se julgava com o poder absoluto.


"Conversas com a Oposição" na Rádio Guadiana

Isto começa a estar confuso, de que lado do PSD está a Rádio Guadiana? Ora, aqui está um a pergunta cuja resposta é óbvia.

A QUESTÃO CUBANA: OS EUROS DE VRSA (2)




Com o fim da URSS a economia cubana entrou em crise profunda, devido à falta de divisas. Sem a ajuda soviética que quase mantinha o país, Cuba ficou quase sem acesso a divisas, o seu único produto de exportação, o açúcar quase não tinha mercado, os grandes países importadores são os da EU que têm as necessidades de abastecimento supridas com os países do ACP e os EUA que, como é sabido, mantêm um embargo a Cuba.

Uma economia sem divisas, sem acesso a crédito internacional, sem lugar em organizações internacionais entra em colapso, A pesca que é necessária para repor uma máquina sem a qual uma fábrica para e que para um país europeu pode ser conseguida em horas, para um  país como Cuba pode levar semanas. Sem dividas o acesso a estas implica um processo de licenciamento e os pagamentos internacionais são mais complexos.

É neste quadro que deve ser entendida a aposta que Cuba fez em Vila Real de Santo António, achar que Cuba esteve aqui por uma questão de ajuda internacionalista é uma anedota. EM primeiro lugar porque A EU não precisa da ajuda de Cuba nem esta tem recursos para ajudar um país bem mais rico. Em segundo lugar porque Cuba estava sem recursos para ela própria, quanto mais para ajudar uns velhotes de VRSA. Em terceiro lugar porque se fosse ajuda internacionalista esta seria processada através do PCP.

Cuba veio para Vila Real de Santo António vender serviços e levar divisas preciosas, para o conseguir aquele país não hesitou ou parece não ter hesitado em ignorar os laços partidários, aliando-se a uma personagem da direita, a quem trataram como se fosse uma importante figura de Estado. Cuba conseguiu vender serviços de saúde a um país europeu a elevados preços e para isso ajudou a direita local, a mesma direita que levou a dívida da autarquia a níveis pornográficos.

Quanto gastou VRSA com Cuba, qual o papel de cada cubano que esteve em VRSA, quanto custou cada um destes cubanos, que negócios ainda existem com Cuba?

BOCAS NO TROMBONE



1. OS RISCOS DA PROPAGANDA



Agarra-se uma trincha e uma lata de tinta, pinta-se os bordos das rotundas e numa cidade que se afunda  em lixo e outros problemas anuncia-se mais uma grande obra, devidamente anuncaiada na página oficial da São. A ideia é boa mas este tipo de propaganda tem os seus riscos e pouco depois um cidadão filma o estado dos jardins de Monte Gordo e a autarca fica com as orelhas a arder.

Vale a pena ver o vídeo do Fernando Calvinho e ler o comentário "Depois de reabilitadas as rotundas também já foram reabilitados os nossos jardins de Monte Gordo como podem ver neste video ."

Enfim, quem não quer ser urso não lhe veste a pele. Parece que o curso de comunicação do Tiago tem as suas falhas.


CICLO ECONÓMICO MISERÁVEL



Se não fosse a competência de um punhado de empresários locais que nada devem aos favores camarários a situação do concelho seria bem pior. Treze anos de gestão autárquica de Luís Gomes, neste último ano através de interposta pessoa, apenas trouxeram uma dívida brutal ao concelho. O repuxo do jardim pode via a ser um símbolo desta gestão, se a autarca enterrar o repuxo por falta de meia dúzia de tostões teremos ali um verdadeiro monumento à má gestão camarária.

A autarquia que em dois anos gasta mais de 800.000 € com um advogado, que gasta outdoors para campanhas imbecis, que gasta dinheiro de forma questionável com o presidente do PSD-Algarve, que contrata o Tiago só para melhor a imagem da autarca, enterra um repuxo de que a população gasta por falta de uns trocos.

Qual o legado de Luís Gomes no plano empresaria? Zero ou pouco mais de zero se chamarmos empresários a empresas unipessoais com capitais dignos de uma taberna. Treze anos são mais de uma década e durante todo esse tempo Luís Gomes não só gastou os recursos correntes do município como levou a dívida a níveis absurdos. Como tudo isto é pouco comprometeu o futuro do concelho com negócios como o do estacionamento, da recolha-a do lixo e da distribuição da água.

Com tantos milhões Luís Gomes não conseguiu um único investimento digno de nota, algo que tenha resultado da sua iniciativa ou das suas políticas. Dizer que lhe devemos o Continente é uma anedota, há lojas do Continente em tudo quanto é localidade deste país. O rasto de miséria deixado pelo modelo de gestão do Luís Gomes é como o problema do lixo, o seu mau cheiro vai perdurar por muito tempo.

PS: depois de se ter espetado na questão das ruas fechadas, depois de ter demonstrado incapacidade para resolver problemas como o atraso das obras de Monte Gordo e a recolha de lixo, é tempo da autarca deixar de acreditar nos elogios do seus Rasputine de trazer por casa e perceber que quando enterrar o repuxo corre um sério risco de ser ela a ser enterrada.

MENTIRAS DO REPORTER DO LARGO DA FORCA: CM CONTRATA BRUXO DE CHAVES


Apesar do contributo do alter ego da presidente da Câmara Municipaa, tudo continua a correr mal à liderança autárquica, a presidente mete férias em agosto, o mano ofende a mãe a tudo o que mexe ou opina contra a autarca, o Luis Gomes anda por aí, o lixo é o que se sabe, o encerramento da rua deu non que deu.

É caso para dizer que a autarca devia ir à bruxa, mas parece que foi mais longe e em vez de ir ao bruxo contratou mesmo o bruxo, o conhecido bruxo de Chaves, que entre outras coisas até canta e em português.

Todos sabemos que em VRSA aconteceram bruxedos, o poder foi tanto que a bruxaria até conseguiu transformar empedernidos comunistas em adoradores do Luís Gomes. Esperemos que com tanta bruxaria o Largo da Forca não venha a ser convidado para sede das várias confrarias da terra.

Bruxo, cantor e empresário da vida noturna, parece que a São arranjou um poderoso antídoto contra os poderes do se antecessor.

2017, O ANNUS HORRIBILIS DO LUÍS GOMES





Erra suposto o PCP e o BE terem inviabilizado qualquer solução maioritária da esquerda, permitindo um governo minoritário da direita. Passos teria gerido a agenda política e desencadearia eleições antecipadas com vista a conseguir a maioria absoluta, de preferência apoiada num segundo resgate, para governar em regime de exceção.

Era suposto o PSD ter ganho com maioria absoluta proporcionando a Luís Gomes a aplicação dos seus conhecimentos de passadiços para se dedicar à frente ribeirinha da Altura, onde poderia aparecer mais um grandioso passadiço, bem como os correspondentes apoios de praia, até, talvez, mais um Sem Espinhas.

Era suposto a São Cabrita aguentar a autarquia durante quatro anos, sem oposição e sem quaisquer protestos, até chegar a hora de devolver a autarquia ao Luís Gomes. A única oposição que poderia surgir seriam, afinal, os poemas descontrolados do mano.

Tudo isto era suposto e 2017 seria um ano tranquilo para o político, consultor e cantor, continuaria a reinar em regime de absolutismo em VRSA, seria o vice-rei dos Algarves e ainda teria tempo para a sua carreia musica. Mas nada disto aconteceu e 2017 acaba por ser o annus horribilis de Luís Gomes, tal como o de 1992 foi para a Rainha de Inglaterra..

Tudo leva a crer que a São vai poder querer fazer ao Luís Gomes em VRSA o que fizeram ao Estevens em Castro Marim, enquanto o Luís Romão pode querer fazer o mesmo aos dois, Sem maioria absoluta do PSD a Assembleias Municipal de Castro Marim é uma seca. Com a Geringonça no poder o Luís Gomes perdeu o poder em Lisboa e no Algarve anda aos papéis. De um presidente absolutista passou a ser um deputado municipal absolutamente irrelevante.

Luís Gomes está em queda e antes de enfrentar qualquer oposição vai ter de se livrar da São Cabrita, tarefa que não vai ser nada fácil. Resta-lhe um  espetáculos em câmaras do PSD, a começar na câmara onde é deputado municipal.

[Annus Horribilis - Wikipedia]