SAUDAÇÕES VILA-REALENSES



"Olá camarada, este largo da força ou largo furta, está a esticar-se muito, isto já é uma vergonha, o que estão a fazer com o Apolinário, sabemos quem está por detrás do anonimato é um cobarde, um patife, da pior espécie. saudaçôes socialistas”

Felizmente já estamos tão habituados a ameaças, ofensas, bufarias vindas dos mais variados quadrantes que posições como estas já não nos incomodam. Também nada nos surpreende em VRSA, 12 anos de Luís Gomes deixou os partidos da oposição muito pobres pois, quer porque parece ter havido uma longa noite onde imperava o medo, quer porque com tanta gente a ser comprada pela imensa dívida criada pelo poder só não se bandearam os que tinham princípios e os que o Luís Gomes não quis comprar.

Mensagens como estas merecem uma reflexão, a começar pelas críticas, pelo vistos tão dolorosas para alguns altos responsáveis políticos locais, que aqui foram dirigidas a José Apolinário.

É mentira que José Apolinário foi nomeado para presidir à DOCAPESCA por Passos Coelho? É mentira que em Portugal este tipo de cargos costumam trazer água na boca? É mentira que PS nacional, muito provavelmente influenciado por quem planeou a campanha autárquica no Algarve, esteve em força em Castro Marim e em Tavira no mesmo dia e ignoraram o candidato António Murta, alguém que até há poucos dias era defendido de forma encarniçada pelo autor destas belas palavras? É mentira que tanto a Ana Paula Vitorino como o José Apolinário estão fartos de virem a VRSA em viagens da treta que só se podem explicar pelo apoio subtil a Luís Gomes e â São? É mentira que a ministra abichou várias dezenas de milhares de euros em estudos da treta encomendados pelo Luís Gomes? É mentira que com o José Apolinário à frente da DOCAPESCA nasceu o grandioso projeto na Muralha que envolvia uma empresa apanhada nas malhas dos Panamá Papers?

Aqui no Largo não há ninguém envolvido em apoiar filhas, primas, amigos ou conhecidos e à frente das opções político-partidárias está Vila Real de Santo António? Não nos cabe ajudar os do Murta contra os do Araújo, os da São contra os do Luís, os do Leal contra os da Celeste, os da direita contra os da esquerda. Estamos do lado dos que estão por VRSA contra os que destruirão e querem continuar a destruir a nossa terra.

Não nos motiva o ordenado de vereador, as mordomias ou o cartão Visa do cargo, não queremos subir na vida à custa dos nossos concidadãos e por isso nos temos abstido de atacar quem é oposição. Mas à medida que se começa a sentir o “cheiro a palha” sentem-se as motivações e a luta por um lugar à frente tem justificado tudo.

Mensagens como estas ajudam-nos a perceber como é que gente sem grandes qualidades derrotou os partidos da oposição, mesmo tendo reduzido o PSD local à expressão mínima. A verdade é que do lado da oposição sente-se uma grande necessidade de gente capaz e competente, que se norteia por valores, que não luta de forma desleal nas redes sociais ao ponto de usarem o LdF para peixeradas públicas de baixo nível, obrigando a juntá-los aos do poder na lista dos banidos. Não vamos tornar públicas as mensagens que recebemos de alguns artistas, porque mantemos o princípio da segurança total por parte de quem nos partilha as suas preocupações. Princípios são princípios e a ética não é apenas republicana nem um instrumento de retórica balofa.

Estamos do lados dos que  querem servir VRSA, para os que querem servir-se já nos basta os do Luís Gomes. Temos uma opinião bem definida acerca dos opositores ao regime, conhecemos as suas motivações, sabemos do trabalho que fazem ou que s esquecem de fazer, conhecemos a forma como interagem e fazem alianças, conhecemos a competência de cada um. Mas abstemo-nos de qualquer posição sobre os agentes da política local enquanto tal possa ajudar os do poder.

Saudações vila-realenses, para todos os que independentemente do quadrante político colocam os interesses da terra à frente dos do clã ou da família.

O "ANTES DA SÃO" FARIA MELHOR DO QUE A "AGORA É SÃO"?



Os crentes mais incondicionais do cantor do “antes da São”, o agora famoso cantor das botinhas brancas, tentam passar a ideia de que o seu mágico faria aparecer dinheiro de algum lado, a São é que é uma desajeitada e não se consegue desenrascar. Percebe-se a estratégia, a aposta no portanhol para encontrar espaço no mundo da música pimba não é fácil e convenhamos que mesmo com camisinhas com padrões de leopardo a lembrar um famoso que andou por cá no Carnaval também não ajuda muito.

Mesmo numa autarquia falida a vida de um presidente de câmara proporciona umas facilidades, para além de um ordenado, para não referir que mesmo com pouco dinheiro para negócios sempre há um bocadinho de mata ou de marginal para vender, mesmo quando se sabe que o terreno não pertence à autarquia. E com uma boa amiga que nos deve algumas gorjetas no governo, mesmo no governo do mafarrico do Costa, sempre havia a esperança de nos cederem ums metros quadrados da zona da muralha, que é para isso que servem os estudos desnecessários ou as nomeações dos Apolinários quando estava na oposição.

Mas a verdade é que no estado em que deixou o concelho o cantor das botinhas brancas, que o Tribunal de Contas considera que pode ser condenado por desrespeito grave do PAEL, só arranjaria dinheiro se conseguisse engarrafar água do rio apanhada na doca e a vendesse aos turistas como se fosse água das praias de Miami e com um disco do “dime porque” como bónus.

Quando já estava insolvente o cantor das botinhas brancas recorreu ao PAEL, não para reequilibrar as contas mas, como se viu mais tarde, para poder gastar mais. Quando já não tinha mais para gastar e até teve de dispensar os muchachos de Havana recorreu ao dinheiro do FAM. Mais uma vez em vez de aproveitar a ajuda para reequilibrar aproveitou-a para ter dinheiro para gastar mais. E como se todas estas manobras não chagavam, ainda vendeu terrenos que não lhe pertenciam, arranjou esquemas para esconder dívidas e gastou dinheiro até ao último tostão.

A ideia era esperar que o diabo voltasse e o Passos Coelho regressasse ao poder. Depois de ter vendido as águas ao amigos do Passos Coelho e com o estranho negócio da ESSE certamente o amigo de Belém colaboraria numa solução matreira. Talvez a venda do Parque de Campismo ou um bom bocado da mata, do lado do mar ou do lado das hortas. Pagava uma parte da dívida e tinha dinheiro para voltar ser um presidente com hábitos e gostos burgueses.

Mas teve aquilo a que se designa por azar dos Távoras, o amigo de Belém mudou-se para Peniche, e a incompetente que deixou no seu lugar já não sabe o que fazer à vida com a desgraça que tem vindo a encontrar na SGU e na CM. Uma desgraça tão grande, que mesmo a pobre senhor que supostamente conhecia os cantos à casa ficou surpreendida.

E o que tem feito o cantor da botinhas brancas que ainda manda no PSD loca? Veio em defesa da “agora é São”, assumiu as responsabilidades pelo estado em que deixou o concelho, fez sugestões mágicas para resolver os problemas, manifestou solidariedade com aqueles a quem deixou a autarquia à consignação?

Não, demonstrando uma grande coragem e frontalidade tem andado por aí a cantar ou a tirar fotos armado em pistoleiro, como se precisasse de ajuda para meter medo e deixou a sua sucessora enfrentar os problemas senão mesmo pior do que isso. 

De certeza que o cantor das botinhas brancas resolvia o imenso buraco e o estado miserável em que deixou o concelho? Então que peça ao seu subordinado da Rádio Guadiana que lhe dê antena e explique como o faria, em vez de entalar a “agora é São” o seu dever é vir defendê-la e prestar-lhe ajuda, é assim que se comportam os políticos sérios.

Agora sim que é uma excelente oportunidade para o cantor das botinhas brancas mostrar o quanto competente é como líder do PSD e como antecessor e putativo candidato a sucessor da ”agora é São”.

NÃO VOTAMOS NESTE BARRIGUDO DA POLÍTICA




Lamentavelmente o PS volta-a colocar o nome de José Apolinário na lista de candidatos a deputado,. Insistindo para que este conhecido cacique regional volte a ter emprego garantido pago com o dinheiro dos contribuintes. Desde que foi líder do PS que esta personagem vive à custa de uma suposta grande influência no Algarve, onde há muito gere o poder dentro do PS.

Curiosamente o único período em que esta personagem não viveu de cargos políticos foi quando o Passos Coelho o nomeou para presidente da DOCAPESCA, num tempo em que Luís Gomes era o vice-rei do Algarve. Não admira que depois tenha aparecido um projeto megalómano de um hotel e muito mais na zona da muralha, envolvendo uma empresa que entretanto foi apanhada nas malhas dos Panamá Papers. Coincidência ou talvez não, foi pouco tempo depois de ter saído no Público a notícia das gorjetas dadas pelo Luís Gomes à agora ministra Ana Paula Vitorino que saiu a notícia do abandono desse grandioso projeto.

Não deixa de ser curioso que quando se sentiu alvo de críticas a propósito das tais gorjetas do Luís Gomes à sua ex-professora este trate da política tenha vindo a responder numa carta ao diretor do Público de uma forma que no mínimo deve ser considerada indigna de um membro de um governo do PS e agora recandidato a deputado:

“Estamos perante um ajuste de contas do dr. Rui Setúbal contra o dr. Luís Gomes, na sequência de disputa eleitoral. Neste vale tudo, a ministra do Mar e eu próprio somos invocados para credibilizar o ataque ao ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.”  [Público]

Estava a criticar um militante local do PS ou a elogiar os poderes do Luís Gomes? Não sabemos, mas que mete nojo lá isso mete e não é pouco.

Está na hora de convidar este barrigudo da política a mostrar o que vale sem cargos políticos ou empregos arranjados pelo Luís Gomes, esperemos que os vila-realenses o ajudem a mudar de emprego.

PS: seria muito interessante conhecer qual o papel deste cacique da política algarvia na campanha do PS nas últimas autárquicas,m já que é sabido que a campanha dos órgãos nacionais desse partido ignoraram ou boicotaram o candidato local, já que tanto Ana Catarina Mendes como António Costa estiveram nos concelhos limítrofes mas parece terem preferido ignorar Vila Real de ~Santo António e dessa forma favorecendo a candidata promovida por Luís Gomes.

A CM E A ESSE. BANDALHICE DUVIDOSA E CRIMINOSA



O concelho está falido, recorreu ao PAEL e falhou, recorreu ao FAM e supostamente está sob a intervenção “desses senhores do FAM;” e é mais do que óbvio que está bem pior desde que esses amigalhaços de Lisboa andam por cá fazendo vista grossa e permitindo que a São Cabrita continue a cavar o buraco.

Em 2018 a São ainda tentou iludir a realidade, mas o pouco dinheirinho que tinha em caixa gastou em finais de 2017 com o amigo Morais Sarmento, com uma rajada de adjudicações diretas gastou mais de quinhentos mil euros. Depois foram só desgraças, a começar pela Praia dos Três Pauzinhos e a acabar na marginal de Monte Gordo.

Já é impossível esconder a realidade, a autarquia está sem dinheiro para mandar cantar um cego. Cortam-se nos apoios sociais, deixa-se de apoiar as atividades desportivas, anuncia-se o encerramento das piscinas, entretanto adiado, a advogada do regime manda cartas ameaçadoras na tentativa desesperadas de aumentar as receitas da taxa turística.

Mas vejamos o que em finais do ano passado dizia a São a propósito da relação da CM com a ESSE:

Desde o início da concessão e até agosto / setembro de 2018, o município não desenvolveu atividades tendentes à cobrança dos valores a que tem direito pela concessão do estacionamento. Sendo certo que o município alterou unilateralmente o contrato ao suprimir mais de 500 lugares de estacionamento, também é certo que não só não desenvolveu ações de fiscalização, como igualmente não exigiu o devido pagamento das mensalidades em falta, sendo que o concessionário contestou a obrigação de proceder a qualquer considera -se que o município poderá ter perdido, entre 2015 e 2018, rendas no valor de 1,4 M €, valor que não se consegue reivindicar exatamente por não terem existido medidas de fiscalização sobre o contrato. Mas, mesmo aceitando como verídicos os valores indicados pelo concessionário as rendas não pagas acrescidas de juros de mora atingiriam um valor de 697 mil €. No sentido de resolver definitivamente o diferendo, e sem por em causa a rentabilidade económica da concessão, foi apresentada uma proposta ao concessionário no sentido de: Manter do atual nº de lugares; Redução para 7.500 € da renda dos meses de inverno; Renda de 25% da operação nos meses de verão. Ao proceder a estes ajustamentos no contrato com efeitos a 2015 e tendo em consideração o valor líquido final as rendas em ora corresponderiam a 493.778,75€, exigindo o município o imediato pagamento de 300.000 € como valor pago pelas rendas até outubro de 2018, passando, após esta data o contrato a vigorar com as alterações apresentadas, passando o município, através dos poderes contratuais que detém a exercer uma profunda e efetiva fiscalização e auditoria a todos os aspetos do contrato. “

Isto é, pelo menos até finais de setembro do ano passado a autarquia nada fez para cobrar o que a ESSE lhe devia. Mas a inércia não se limitou a não cobrar, a mesma ESSE que multa os vila-realenses a torto e a direito atua em roda livre e sem qualquer fiscalização por parte da câmara. 

Não só não pediram dinheiro à empresa como fecharam de tal forma os olhos depois estavam impedido de cobrar a dívida não a podendo “reivindicar exatamente por não terem existido medidas de fiscalização sobre o contrato”. Isto é, a CM não cobrou e comportou-se de forma a que fosse impossível cobrar!

Isto é incompetência ou uma forma premeditada de agir  de forma a que a empresa nada tivesse que pagar ao município? Uma coisa é certa, isto cheira mal que tresanda e, no mínimo, devia ser investigado por quem de direito. Será que esses senhores do FAM não se sentiram gozados quando a São lhes disse isto?

Amanhã veremos o que fizeram.

ESTÃO A GOZAR COM A JUVENTUDE?



Mais uma vez a Festa da Juventude funciona como a reentre política da época do Luís Gomes agora travestido de Luís Gomez, como convém a um político canTor que se preze. Veremos qual foi o tema político do seu discurso deste ano, já que no ano passado e porque o pobre rapaz não sabe latim e ficou muito ofendido com um post do Ldf onde se lembrava o famoso queixume da Rainha de Inglaterra que a propósito das desgraças que lhe ocorreram em 1992 definiu este ano como ano Annus Horribilis, a expreessão que a Igreja Anglicana usou para definir o ano de 2870, quando os católicos declararam a infalibilidade do papa.

Não sabemos qual o tema do comício deste anos, se o Luis (Luis sem acento)  descobriu alguma bisavó de Lepe que o levou a mudar de nome ou se depois de ter destruído o futuro de um concelho decidiu agora criar um dialeto local. Uma coisa é certa, esta festa do Mendes este ano não obrigou a adiar a festa da juventude da iniciativa da Junta de Freguesia, numa demonstração de que na nossa terra manda quem pode e obedece quem deve.

Mas chamar a esta festarola promovida pelo Mendez, uma das personagens que mais dinheiro sacou à autarquia com as adjudicações direitas promovidas pelo agora Luis Gomez é uma ofensa À juventude de Vila Real de Santo António, destruirão um concelho, deixaram-no arruinado por décadas e agora ainda fazem festarolas a gozar com os mesmos jovens a quem destruirão o futuro, proporcionando-se um espetáculo musical com um gajo de botas brancas, uma voz esganiçada e um sotaque espanhol que parece que foi apanhado na Brandoa!

O que vão o Mendez e os Gomes festejar? A perda dos apoios nacionais e comunitários ao desenvolvimento regional, à construção de infraestruturas para atividades desportivas e educativas, a incapacidade de promover o investimento e emprego a não ser com esquemas duvidosos como o hotel e outros negócios incríveis a que assistimos, a impossibilidade de aproveitar as transferências de competências para a autarquia?

Destruíram qualquer esperança de desenvolvimento de VRSA, arredando a terra do desenvolvimento e a possibilidade de oferecer oportunidades para os nossos jovens e agora promovem festas da juventude com música pimba e um cantor que de hispânico só tem as pipas que comeu? O que o senhor Mendez devia ir dizer aos que nos visitam no verão era o que andaram a fazer em mais de doze anos, era dizer aos turistas como gastaram tantas centenas de milhões e deixaram um concelho arruinado ou como alguns empresário apoiantes do cantor pimba encheram a mula.

GENTE IRRESPONSÁVEL



Numa reunião recente do executivo camarário alguém levantou o problema da incapacidade do município recorrer aos fundos comunitário. Consciente das suas graves responsabilidades nesta situação a nossa brilhante presidente da autarquia desvalorizou a situação, tratando-as como uma calamidade contra a qual não havia nada a fazer.

Só que o assunto é demasiado sério para que se passe pelo mesmo como raposa por vinha vindimada e ainda recentemente vimos a autarquia recusar transferências de competências para autarquia, incluindo competências que contavam no seu programa eleitoral mentiroso.

Nos dias de hoje uma boa parte dois financiamentos públicos às regiões, sejam no quadro dos fundos nacionais ou dos fundos europeus, pressupõem um processo de cofinanciamento, isto é, acede-se a fundos nacionais ou europeus no pressuposto de que uma parte do investimento é assumindo necessariamente pelas autarquias.

Muitos dos fundos com impacto local ou regional assentam nesta lógica e isso significa que uma autarquia falida acabava por perder muitos milhões de euros de investimentos. Como estes investimentos em regras visam eliminar assimetrias isso significa que as autarquias que não recorrem aos mesmos acabam por ver aumentar essas assimetrias e é a isso que a São Cabrita e os seus condenaram o concelho de Vila Real de Santo António.

Para fazerem adjudicações a personagens como o senhor da rádio que contrata o Gomez, para darem ordenados chorudos aos Tiagos, Faustinos, Vicente e Cigarrinhjos, para pagarem fortunas a caciques nacionais do PSD ou para bajularem políticos do PS com encomendas de falsos estudos esta gente não se importou de prejudicar o futuro do concelho e cortarem as pernas aos seus jovens.

Mesmo depois do que fizeram poderiam ter metido travões e promoverem o saneamento financeiro do concelho, mas como temos visto com o processo da liquidação da SGU percebe-se que é mais importante a saúde financeira de meia dúzia de boys de "boas famílias" do regime do que a poupança e gestão no rigor na utilização dos dinheiros públicos. Entre o bolso do teólogo9 e futuro dos jovens de VRS a escolha está feita e é em favor do primeiro.

Para esta gente conquistar o poder e mantê-lo com votos oportunistas e de oportunistas vale tudo e não admira que no concelho mais arruinado do país tenhamos assistido à campanha eleitoral mais abonada e com dinheiro a jorrar por todos os lados. 

Se VRSA quiser pensar no futuro dos nosso jovens tem de se livrar desta gente o mais depressa possível.

QUANTOS FUNCIONÁRIOS DA SGU SERÃO INTERNALIZADOS?



Já aqui explicámos que são as funções da SGU a serem internalizadas e não os seus funcionários, estes passarão para autarquia em função das suas necessidades e não da bondade da presidente da autarquia.

Mas, já que a autarca acusa terceiros de não defenderem os funcionários da SGU vale a pena ler o que ela disse ao FAM a propósito das necessidades de funcionários por parte da Câmara Municipal:

“Importa referir que para além dos efetivos reportados no quadro acima desenvolvem tarefas regulares no município, cerca de 30 funcionários da SGU, que asseguram tarefas indispensáveis ao funcionamento  do município, sendo que esta despesa surge, de algum modo nas verbas transferidas para a SGU (seja pelo pegamento direto do serviço prestado, seja pela compensação indemnizatória por resultados negativos registados na SGU). Em termos prospectivos torna-se necessário preparar um quadro estável de efetivos que por um lado, avalie as necessidades permanentes presentemente supridas pela SGU e, por outro, que tenha em consideração a saída de funcionários par a aposentação, sendo que no próximos 5 nos se prevê a aposentação de 40 a 45 trabalhadores.”

Isto é, na hora de explicar as despesas da autarquia a nossa autarca explica ao FAM que no que respeita às transferências para a SGU uma parte destas respeita ao traalho de funcionários que executam tarefas indispensáveis ao município, Isto é, a auatrac considera que dos mais de 90 funcionários da SGU apenas 30 são indispensáveis ao município. 

Depois de ter dito isto ao FAM como é que vai convencer o FAM a aceitar que todos sejam contratados por mais um ano sabendo-se que dos 90 apenas 30 fazem trabalho que é indispensável ao município, o que significa que os outros vão andar um ano a fazer aquilo que vulgarmente se designa por “roçar o rabo pela parede”.

Ainda que a autarca não tenha explicado se durante esse ano de uma espécie de sabática os funcionários vão receber os ordenados com base na tabela da autarquia ou da SGU, o difícil vai ser ela explicar ao FAM porque contrata 60 funcionários. Como alguns dos funcionários têm vinculo à autarquia é fácil perceber quais os funcionários da SGU que ficarão nesta lista de 30.

Enfim, continuamos a aguardar pelo fim do ano, para vermos o que sucede no dia em que a SGU tiver sido liquidada...

UMA TERRA DE BANDALHICE



Em 2018 a presidente da autarquia reconheceu face às conclusões dó relatório do FAM relativo ao quarto trimestre de 2017 que não havia cumprido o PAM, algo que por lei lhe deveria ter custado o mandato e uma penalização financeira. Mas, o mais grave é que perante o descalabro financeiro da autarquia, reconhecer que ao fim de quase um ano de gestão o concelho vivia num Estado de bandalhice. 

Vejamos o que a São disse ao FAM sobre as taxas de ocupação do espaço público:

“ A receita cobrada até setembro, no valor de 52 m €, tornava evidente a posição passiva dos serviços face às suas responsabilidades nesta matéria. A tomada de medidas tendentes a cobrar receita em dívida conduziu de imediato a que a receita desta rubrica atingisse nos 60 dias seguintes um total de 139 mil €, com perspetiva moderada de alcançar os 142 mil € no final de 2018.Encontra-se por cumprir a exigência do serviço responsável apresentar um relatório detalhado sobre insuficiências, situações de incumprimento e medidas para a recuperação destas receitas.”

Isto é, apesar de o concelho estar arruinado os comerciantes que ocupam o espaço público, desde vendedores ambulantes a esplanadas, só pagavam as taxas se tivessem boa vontade, porque ninguém os incomodava. Pior ainda, perante esta bandalhice a autarca assumia a sua total falta de autoridade, queixando-se ao FAM que o serviço responsável ainda não tinha apresentado “um relatório detalhado sobre insuficiências, situações de incumprimento e medidas para a recuperação destas receitas”, tal como tinha sido exigido.

O cenários era este, os comerciantes só pagavam se queriam e os serviços responsáveis ignoravam a ordem para apresentarem um relatório. Temos uma terra onde os comerciantes só cumprem se quiserem e onde os serviços ignoram as exigências dos autarcas...

Percebe-se esta generosidade, a conquista de votos, quer dos comerciante, quer dos funcionários da autarquia, levou a que o concelho se tenha tornado numa terra quase sem lei e na autarquia os responsáveis estavam na mão dos funcionários-eleitores. E no meio desta bandalhice total e generalizada e com um concelho na insolvência a presidente da autarquia ainda decidiu pagar luxuosamente a alguém sem grandes habilitações para ser assessor do quê? Pois é, o nosso famosos Cigarrinho é assessor da utilização do espaço público.

É assim que se ganham eleições e se juntam 1700 eleitores num jantar no campo do Lusitano, “comprando” as almas com bandalhice e à custa do futuro dos jovens de Vila Real de Santo António.

ELA NÃO SABIA DE NADA?



A presidente da autarquia começou por afirmar a sua lealdade com o antecessor e uma das declarações que fez terá sido para desiludir os que esperavam que a estratégia fosse queimar o Luís Gomes. Compreende-se, todos sabiam que o mandato que tinha recebido do antecessor era segurar a autarquia até às próximas eleições.

Ou porque mudou de opinião ou porque foi confrontada com eventuais responsabilidades pelo que foi feito, a autarca tem vindo a mudar de posição, em privado e nas comunicações com entidades externas já “queimava” o Luís Gomes, como pudemos comprovar nalguns e-mails enviados. Mais tarde foi o mano a atacar frontalmente o antecessor, acusando-o de lhes ter deixado uma “herança envenenada”.

Aos poucos a presidente da autarquia tem vindo a assumir claramente uma estratégia de responsabilização de Luís Gomes pelo desastre do concelho e até boys que mataram a fome porque o anterior presidente os meteu na SGU já foram à Assembleia Municipal dar facadas nas costas daquele que lhes deu de comer, manifestando o apoio incondicional aquela que agora os alimenta.

Esta estratégia de culpabilização de Luís Gomes, algo que pode ir bem mais longe do que meros discursos, já que não faltam matérias que poderão conduzir a processos na justiça, implica que a Conceição Cabrita se ilibe de responsabilidades no passado. Assim, ao mesmo tempo que enterra aquele que a promoveu e tanto ajudou a família nos tempos difíceis que atravessou.

Quem ouve a São Carbrita falar das suas responsabilidades no passado fica com a impressão de que ela não era vereadora nem vice presidente nos mandatos do Luís Gomes, sabia menos do que se passava na CM do que a secretária do presidente da Junta de Freguesia . Sejamos honestos, isto é ridículo, se muita gente de VRSA sabia do que se estava passando a vice-presidente não pode vir agora dizer-se inocente.

Ela estava na autarquia quando se gastou à tripa forra, ela estava na autarquia quando se recorreu ao PAEL, ela estava na autarquia quando se assinou o contrato com o FAM, ela estava na autarquia quando se gastou à tripa forra para a ajudar a ganhar as eleições, numa boa parte do último mandato de Luís Gomes era ela a cara da gestão da CM. 

Ela é tão responsável como Luís Gomes, o problema é que com o sucesso da Geringonça o Passos Coelho não voltou e sem apoio no governo não tiveram forma de tirar um “coelho” da cartola e esconder os buracos do passado, talvez vendendo o terrenos do parque de campismo ou mesmo uns hectares da mata, como tentaram fazer com a marginal de Monte Gordo. Sem padrinhos os buracos ficaram à vista e a São Cabrita ficou só com as suas próprias responsabilidades. Teve mais olhos do que barriga e agora arrisca-se a sofrer as consequências.

NÁUTICO, PISCINAS E DÍVIDAS CALADAS



Como é sabido no passado recente numa reunião onde esteve presente Luís Romão, vice presidente da CM, os dirigentes do  Náutico e do Lusitano foram informados que as piscinas seriam encerradas poucos dias depois, no final do passado mês de junho. A divulgação pelo LdF desta decisão da presidente da CM gerou indignação e levou a que a CM recuasse, ainda que nos pareça que não passe de um expediente para mais tarde concretizar a intenção inicial.

A verdade é que se a presidente da autarquia quiser evitar as consequências de uma reincidência no incumprimento do FAM, algo que esses senhores do FAM não lhe voltarão a perdoar, sob pena deles próprios enfrentarem as consequências pela forma como ignoram a lei, está forçada a cortar nas despesas a qualquer custo e já se percebeu que não é nos vencimentos dos boys da CM e da SGU que vai cortar, esses votos são preciosos e devem ser bem pagos.

Para perceber melhor o que se está passando nesta questão das piscinas municipais vale a pena ler o compromisso que a CM assumiu perante o FAM:

"A existência de contratos de cedência de espaços, em manifesto prejuízo do interesse público, nomeadamente no complexo desportivo, relativos quer às piscinas, quer ao espaço saúde e outros devem cessar ou ser alterados por violarem o princípio de concessão de benefícios."

Só a São saberá o que é isso do “princípio de concessão de benefícios”, mas a verdade é a autarquia informou o FAM que os contratos na utilização da piscina resultam em prejuízo para o interesse público. Depois de terem lido isto “esses senhores do FAM” terão ficado a pensar que a autarquia estaria vinculada a contratos que favoreciam as entidades que utilizam as piscinas municipais, contratos que violam princípios aparentemente importantes. Daqui resulta em relação ao Clube Náutico do Guadiana que a autarquia pretende rescindir o contrato que tem com esta associação.

Aparentemente o FAM foi enganado, da mesma forma que parece que a CM tentou enganar o FAM sugerindo que o encerramento das piscinas municipais seria temporários. Se a autarquia pretende pôr fim a contratos que prejudicam o interesse público isso significa que a intenção é acabar com a relação contratual com o Clube Náutico do Guadiana.

Isto, é, esses senhores do FAM poderão ter sido enganados na medida em que poderão não ter percebido que o contrato em causa não é um benefício concedido ao CNG, mas sim o pagamento de uma dívida antiga em prestações. O FAM também não deve saber que essa dívida era bem superior à que está sendo paga ao CNG sob a forma de concessão de utilização das piscinas.

Isto sugere outra dúvida, será que esses senhores do FAM sabem que a CM devem mais de 200 mil euros ao Náutico, para além de outros 90 mil que em tempos foram cobertos por um empréstimo conseguido no âmbito do PAEL mas cujo dinheiro nunca chegou ao CNG? Será que estas dívidas de quase 400 estão refletidas na escrita da autarquia ou estaremos perante mais uma dívida que a presidente da CM mais o contabilista de Borba e o revisor oficial de contas desconhecem? 

Veremos como é que a presidente da autarquia vai fechar as piscinas e como é que vai dizer a esses senhores do FAM que devem várias centenas de milhares de euros e que ao contrário de estarem a conceder benefícios abusivos estão a pagar uma parte do que devem em suaves prestações.

INTERNALIZAR UM PADRE NA CÂMARA MUNICIPAL?



Quando o LdF insistia que com a confirmação da venda das águas aos amigos de Passos Coelho a autarca condenava a SGU à liquidação a nossa autarca passava-nos atestados de incompetência, dizia a brilhante senhora que não era uma liquidação ou dissolução como dizia a oposição, seria uma internalização e esta ainda estava em estudo. Pelos vistos estudaram depressa, tão depressa que abriram e fecharam a contabilidade na hora para transformar lucros de 2016 em prejuízos.

Agora anda um pouco baralhada, mas já fala em dissolução ou liquidação, isto é, liquida primeiro e intenaliza depois. Mesmo assim continua baralhada ou insiste em baralhar os outros, ora diz que vai internalizar os funcionários da SGU )todos, dos diz ela, ora deixa a boca fugir para a verdade e fala de internalização das funções. Entretanto insiste em dizer que todos serão felizes na SGU.

Se vai internalizar os funcionários seria bom que explicasse como será internalizado um padre na CM, o que vai fazer o padre agora promovido a licenciado em teologia? Compreendemos que para salvar o concelho serão necessárias muitas rezas e a boa disposição do Criador, mas não temos a certeza de que um padre arredio e sem grande sucesso na AM seja o melhor diplomata para O convencer. E se o licenciado em teologia ainda sabe rezar, não sabemos muito bem o que sabe fazer o construtor civil arruinado, o sindicalista e outros boys.

A verdade é que serão as funções da SGU a serem internalizadas e isso na hipóteses de serem necessárias e úteis. Basta olhar para o organograma da SGU para perceber que uma boa parte não tem como ser internalizado e muito do resto já existe na CM. É mais do que óbvio que nenhuma entidade externa vai “internalizar” todos os funcionários e a tal vontade de manter o emprego de todos não passa de discurso político para enganar imbecis distraídos.

Não admira que já se diga nos corredores que há uma lista de trinta e tal funcionários a salvar e se esse boato tiver fundamento isso significa que teremos um despedimento coletivo. Talvez não fosse má ideia se a autarca em vez de andar a acusar tudo e todos pela responsabilidade de um eventual despedimento coletivo nos diga se está ou não preparada ou preparando um despedimento coletivo e se tem recursos e base legal para assinar um contrato a todos os trabalhadores da SGU durante 2020, sem se saber o que vão fazer. Uma autarquia falida tem dinheiro para indemnizar os trabalhadores na eventualidade de um despedimento coletivo? Uma autarquia proibida de contratar funcionários e sem dinheiro pode contratar todos os trabalhadores da SGU durante um ano?

Seria mais transparente se em vez de planos políticos para inglês ver a autarca discutisse com os cidadãos planos realistas e assegurando transparência no processo de seleção dos que transitam para a autarquia, para que fiquem os que trabalham e fazem falta e não os boys de que a SGU está cheia.

Lamenta~mos não partilhar com a generalidade dos políticos locais o desejo de que todos os da SGU passem para a autarquia, discordamos de que os boys que andaram a vier uma década à custa do dinheiro dos seus concidadãos, ajudando o Luís, o Barros e a São a arruinar o concelho, que sejam agora premiados com um emprego até à reforma sem que façam falta ou tenham sequer habilitações úteis para autarquia, ocupando lugares que deveriam ser para gente útil escolhida por concursos honestos e transparentes.

O DESTINO TURÍSTICO DE EXCELÊNCIA...



Quem é que alguma vez imaginou ver a autarquia de um concelho que sempre foi orgulhoso da sua grandeza ser obrigada a transformar os espaços públicos do concelho numa imensa feira popular do mais rasca que se poderia imaginar, já só faltam, barracas de frangos assados, porque quanto a caga milhos é coisa que não nos faltam

O que é feito dos artistas, da astróloga, dos grandiosos carnavais, de tudo quanto era comemoração e servia para esbanjar o dinheiro que não se tinha? O que é feito da bazófia das cinco estrelas, das grandiosas feiras ribeirinhas, dos investidos que faziam fila? A verdade nua e crua é que para ter dinheiro para o essencial a nossa autarca socorre-se de feirantes e não hesitou em transformar todo o concelho no destino turístico mais rasca da Europa.

Aquilo a que assistimos nestes dias em Vila Real, com feirantes por tudo por quanto é canto, com todos os terrenos públicos a serem alugados para cobrar taxas que livrem a presidente de uma situação de total insolvabilidade da autarquia, que poderá ter consequências muito graves para os vila-realenses e, em particular, para os funcionários da autarquia, mas também para a própria autarca que poderá ter de enfrentar a justiça.

Para se salvares os da Câmara Municipal não hesitaram em destruir a imagem de Vila Real de Santo António como destino turístico de excelência, obras intermináveis por falta de dinheiro e de juízo, feirantes, lixo, taxas de estacionamento, tudo fizeram para espantar quem procure um destino turístico de qualidade. Aquilo que se está passando é uma vergonha, mas pior do que isso, vai marcar negativamente o concelho por muitos anos.

Mas para esta gente que se assenhoreou da autarquia tudo vale e não percebem que já não há um tostão para nada, se o concelho já estava em rotura financeira agora poderá estar à beira do colapso. Os boys e muitos parasitas poderão continuar a apoiá-los, mas de pouco lhes servirá porque uma autarquia que transforma os seus espaços públicos numa feira rasca e sem regras é porque está à beira do colapso e mais dia ou menos dia os vila-realenses serão chamados a saber de tudo o que fizeram de mal à terra..

Resta saber que planos existem na autarquia para esta imensa feira, foi planeada ou é o vereador Matacão que decide o que se aluga, a quem se aluga e onde cada feirante fica. Quem escolhe e com que critérios escolhem os que ficam nos locais mais lucrativos? Onde está o plano desta imensa Feira da Praia antecipada? É o sr. Matacão quem decide o que se instala naquele que é um dos melhores destinos de férias do país?

Tenham um pingo de vergonha na cara e demitam-se porque não têm competência para resolver os problemas que criaram!

SOB O SIGNO DA MENTIRA



«A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António quer ampliar a especialização do seu Centro de Alto Rendimento (CAR) nas modalidades de natação e triatlo, tendo apresentado ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto um conjunto de propostas para desenvolver esta estratégia.

A medida foi avançada pela vice-presidente da autarquia, Conceição Cabrita, durante uma visita da tutela ao CAR de VRSA, localizado no Complexo Desportivo Municipal, um dos mais conceituados equipamentos dedicados ao atletismo a nível Mundial, certificado pela International Association of Athletics Federations (IAAF).» [CMVRSA 30-6-2016]


Estávamos em 2016, já se conhecia a grave situação financeira da autarquia pois o concelho tinha pedido ajuda do FAM e já estava sob intervenção e sem dinheiro para mandar cantar um cego. A um ano das eleições a estratégia engendrada pelo Luís Gomes e pela Conceição Cabrita era dar o máximo de protagonismo à então vice-presidente da autarquia, que passava a aparecer em todas as fotografias.

A senhora que agora está isenta dos pecados da gestão do Luís, que não perde nenhuma oportunidade para dar uma facadinha nas costas de quem a ajudou a subir na vida, dava ares de grande dinamismos, aproveitando todas as oportunidades na estratégia do "agora é São" que depois ganhou a forma de mensagem eleitoral repetida até à exaustão.


Em 2117 lançaria a sua campanha com mega jantares a lembrar as grandiosas manifestações da Coreia do Norte e com um programa que todos os vila-realenses sabem hoje que foi um embuste. Mas os embustes tinham começado muito antes, Luís Gomes precisava de alguém de confiança para cuidar da autarquia durante os quatro anos em que não poderia concorrer e a escolha estava feita. Agora era preciso usar os recursos da autarquia para promover mentiras que lançassem a São.

A vinda do secretário de Estado da Juventude a VRSA foi uma boa oportunidade, graças aos antecessores do Luís Gomes o concelho tem uma excelente unidade desportiva de alto rendimento, uma referência ao nível nacional e internacional e que ao longo dos anos muitos lucros tem dado À nossa hotelaria na época baixa.

Como é sabido nem a São nem o Luís fizeram o que quer que fosse para melhorar estas instalações, não só as têm deixado degradas como já as imputaram para ajudar os negócios dos amigos Bacalhau, gente rica do PSD e que além de terem a gestão da autarquia de Faro são donos do Hospital Particular do Algarve. De caminho a São ainda trouxe o cunhado para a autarquia e ainda anda por lá, p+roque isto de ser professor já teve melhores dias.

Com tão ilustre figura em VRSA a São tinha que inventar alguma e lembrou-se do embuste do hotel com 200 camas junto ao parque desportivo. Vale a pena ler a notícia no site da autarquia, à autarca não bastou mais um embuste, foi ainda mais longe e assegurou que o hotel estava por meses.

Este é um pequeno exemplo de como a autarca mente ao ilibar-se de responsabilidades durante o mandato do antecessor, como se durante os anos em que foi vereadora e vice-presidente não tivesse quaisquer responsabilidades na ruína a que conduziram o concelho. Infelizmente parece que a nossa auatrca tem uma carreira política feita sob o signo da mentira, já a apanhámos a mentir em várias ocasiões nas sessões da Câmara Municipal, mentia enquanto vice-presidente anunciando hotéis imaginários e mentiu com um programa eleitoral de que já se esqueceu.




HIPOCRISIA



A SGU não foi à falência porque o concelho faliu, o que na verdade sucedeu foi o contrário, o concelho faliu por causa dos excessos e um dos maiores excessos cometidos foi a SGU. Não vale a pena a atual autarca sugerir que nada teve que ver com a desgraça a que conduziram o concelho porque durante anos gastou à tripa forra graças à irresponsabilidade da equipa a que pertenceu desde a primeira hora. Não vale a pena dizer que apenas tinha a responsabilidades por alguns pelouros porque nesses mesmos pelouros gastou-se como se não houvesse amanhã.

Agora parece que nada teve que ver com o caso, a culpa é todo de um tal Luís Gomes que anda por aí cantando calçado com botinhas brancas. Se assim é porque faz tudo para impedir que as contas da autarquia e da SGU sejam auditadas? Dantes gastaram dinheiro de forma irresponsável até a autarquia ficar falida por várias décadas. Agora opõem-se a qualquer auditoria com o mais hipócrita dos argumentos, porque a câmara está falida e não há dinheiro!

Primeiro opuseram-se a uma auditoria à autarquia, argumentavam que as contas estavam certinhas, que estavam devidamente auditadas pró várias instituições e certificadas por um revisor oficial de contas. Depois foi o que se viu, afinal só em finais de 2018 se conseguiu apurar a dívida e mesmo assim percebe-se pelo relatório do FAM que ainda surgiram muitas contas caladas.

Agora opõem-se a uma auditoria às contas da SGU quando se sabe que estavam aldrabadas para inventar lucros onde estavam prejuízos. Agora o argumento contra qualquer auditoria é a falta de dinheiro, isto é, queimaram o dinheiro até ao último tostão para que agora não se possa saber como o gastaram por não haver dinheiro para pagar uma auditoria?

Esperemos que não ocorra nenhum incêndio, que os discos rígidos dos computadores da autarquia não fiquem danificados, porque se a autarca consegue impedir que seja feita uma auditoria ao que ela e o Luís andaram a fazer, nada poderá fazer quando perder as eleições e nessa ocasião ainda haverá muita matéria para analisar e se for caso disso mandar para conhecimento das entidades competentes.

Até lá teremos de aturar uma maioria que apenas está na autarquia para impedir  a qualquer custo que se saiba toda a verdade, para que mesmo de forma ilegal se impeça tudo e todos de acederem aos processos, como sucede os sucessivos pedidos apresentados pela oposição quer nas reuniões da Câmara, quer na Assembleia Municipal.

Começa a ser óbvio que os responsáveis pela autarquia querem impedir a qualquer custo que se saiba toda a verdade. Eles lá saberão porquê….

ISENÇÃO




O favorecimento pessoal em função de um qualquer critério é inaceitável num estado de direito, onde todos os cidadãos são iguais perante a lei, todos têm os mesmos deveres e direitos. 

Quando uma autarquia entra numa lógica de puro caciquismo e os autarcas passam a contratar ou a despedir em função do voto, a gerir as licenças ou a aplicar ou deixar de aplicar coimas em função de apoios políticos e até mesmo a usar os poderes autárquicos e os apoios sociais geridos pelas autarquias para penalizar um cidadão que faça uso dos seus direitos em relação a um familiar distante daqueles que exercem o poder, está desrespeitando de forma grosseira o mais sagrado dos princípios constitucionais, o princípio da igualdade.

Infelizmente há muitos autarcas por esse país fora que beneficiando de uma menor exposição na comunicação social nacional e do controlo abusivo e às vezes mafioso da comunicação social local abusam sistematicamente do poder, chegando a criar pequenas Coreias do Norte, onde os que não apoiam o regime são perseguidos e os que beneficiam das gorjetas enchem as praças em grandes manifestações de apoio.

Lamentavelmente o mundo da autarquia, onde pululam muitos velhacos, foi durante anos apresentado como um mundo de virtudes, uma escola de políticos honestos e competentes. Nos últimos tempos as notícias mostram um mundo bem diferente, de Freixo de Espada à Cinta a Faro, os casos multiplicam-se, falta de educação, nepotismo, corrupção, negócios duvidosos, há de tudo um pouco. Bastou o MP e a PJ mexerem-se um bocadinho para assistirmos a sucessivos casos, o que mostra que a inércia da justiça durante décadas transformou muitas das nossas autarquias em pequenas Sicílias.

A partir do momento em que uma autarquia não se comporta com isenção devemos acender o sinal de alarme e é por isso que chamamos a atenção com o que se passa na Rua Manuel de Arriaga, em pleno centro histórico da cidade e a poucos passos da sede do PSD local.  Um munícipe investiu na reabilitação de uma casa junto da qual a autarquia tem instalado um centro de recolha de lixo.

Todos sabemos que muitos centros de recolha de lixo estão transformados em lixeiras, pelo que se estiverem junto a portas e janelas de casas de habitação torna a vida impossível. É por cio que sempre que há condições a autarquia deve evitar que tal suceda e é assim que sucede normalmente. Infelizmente não parece ser o caso, apesar das denúncias públicas do proprietário, que acusa a autarquia de nada fazer para penalizar as suas opções partidárias.

A verdade é que o requerimento para que os contentores do lixo fossem retirados deu entrada em 2017, quando começaram as obras, e apesar de a casa ter licença de habitação desde agosto de 2018 os contentores ainda lá estão, parecendo evidente que sem qualquer razão aparente a autarquia/SGU decidiram ignorar o que lhes foi requerido. Se compararmos este comportamento com outras situações somos levados a recear que neste caso os poderes do Estado português são usados para penalizar um cidadão porque parece que usa do seu direito constitucional de ter opinião.

ÁGUA, UM NEGÓCIO ILÓGICO E DUVIDOSO



Poderiam ser muitos os argumentos em favor de uma privatização da distribuição da água num pequeno concelho, não porque tivéssemos de concordar com eles, mas porque alguns corresponderiam a opções lógicas.

O argumento mais típico é o de que a gestão privada ´+e mais competente do que a gestão pública. Sucede que a distribuição da água sempre esteve a cargo do município e ao longo de muitas décadas nunca alguém questionou a sua gestão ou sentiu uma necessidade evidente de a mudar de forma radical. Aliás, a incompetência chegou com a invasão de bois promovida por Luís Gomes.

Poder-se-ia dizer que se a privatização das águas seria uma questão de valores ideológicos, mas no discurso da São Cabrita, a verdadeira responsável pela concretização da venda do negócio das águas, nada há de ideológico. Aliás, a presidente da autarquia privatizou sem dado alguma justificação aos munícipes. Limitou-se a fazer aprovar a venda, bem como um aumento dos preços da água, tendo na ocasião assegurado que as famílias iriam pagar menos, algo que hoje todos perceberam que foi mais uma patranha.

A necessidade de proceder a investimentos poderia ser um argumento, mas a verdade é que a rede não carece de investimentos imediatos e os investimentos prometidos pela concessionária pouco mais serão do que a mera manutenção, com os valores ajeitados para cumprir o contrato-o. A verdade é que a empresa recebeu o negócio que vai pagar com as receitas que recebe, é um excelente negócio como os vila-realenses estão percebendo pela leitura das faturas.

Não parece que existam argumentos ideológicos, políticos ou económicos que fundamentem este negócio. Pior, ao fazê-lo a presidente da autarquia assinou a sentença de morte da SGU e com isso vai muito provavelmente mandar muitos dos seus colaboradores para o desemprego. Pior ainda, com o fim desta importante fonte de recita a autarquia arrisca-se a que um dia destes fique numa situação de insolvência que a impeça de pagar os vencimentos dos funcionários, já que agora não tem qualquer fonte de financiamento.

Se as águas tivessem permanecido na posse da autarquia e esta tivesse promovido as mexidas nos preços e na faturação que foram feitas pela concessionária, teria agora uma situação financeira bem melhor. O fim das borlas dadas aos eleitores mais fidelizados, o aumento dos preços e a aplicação de multas tem gerado à concessionária receitas adicionais que poderiam ajudar a salvar o Município.

Se não há razões ideológicas, económicas e políticas para privatizar a água e a São Cabrita não só insistiu no negócio como promoveu um aumento de preços para que este fosse mais lucrativo que outras razões desconhecidas a levaram a fazer este negócio?

Da mesma forma que promoveu uma sessão pública par discutir a EN125, propomos agora que promova ao reunião pública para discutir com os munícipes um balanço do que tem sido a privatização das águas. Talvez consiga explicar a lógica deste negócio e demonstrar que a qualidade da água é maior ou que o seu preço diminuiu.

A MINISTRA DO FAROLIM



Com tanto bom porto onde ir mostrar a sua competência a ministra do Mar escolheu VRSA para dar o seu pobre contributo ao PS, mas não veio fazer nada, não veio ver nada, não veio inaugurar nada, veio almoçar, muito provavelmente com o pouco que resta na tesouraria da autarquia, talvez alguns trocos adiantados pela ESSE ou com as taxas dos feirantes do carrosséis.

Mas o que trouxe a distinta ministra mais o seu fiel escudeiro José Apolinário, uma espécie de cangalhada partidária formação nas jotas e que até hoje tem vivido do erário público por conta dos algarvios que votaram no PS, terão vindo fazer a terra tão distante, deixando os assuntos urgentes dos seus gabinetes e num dia de semana, gastando o dinheiro dos contribuintes com tão longa e cansativa viagem?

Desta vez não veio cumprimentar o seu aluno Luís Gomes, de quem disse recentemente que tinha ultrapassado a mestre, também não veio entregar qualquer estudo que a autarquia tenha encomendado à sua empresa. Veio fazer uma visita técnica e de caminho inaugurou uma grande obra pela qual o concelho lhe vai ficar eternamente grato, ele mais a sua protegida da autarquia pior gerida e mais falida do país. Isso mesmo, a ministra veio a VRSA de propósito para inaugurar um farolim. Um dia destes vou convidar o primeiro ministro a vir à minha casa inaugurar as novas pilhas do telecomando da televisão!

A ministra e a autarca ficaram bem na fotografia, a simetria é perfeita e compreende-se tanta simpatia por parte da ministra em relação a uma autarca que muito recentemente e depois de se ter reunido em Lisboa com os responsáveis do FAM declarou em sessão de câmara o seguinte:

“Relativamente a esta questão da SGU e do FAM, na semana passada estivemos lá, pedimos novamente a estes senhores que se deslocassem cá,  estão a ter uma grande pressão do PS para não nos ajudar, é importante também ouvirem isto, o governo está a ter uma grande pressão sobre estes senhores para que não nos seja facilitada a ajuda, isso era importante que os vereadores do PS conseguissem também dar uma ajuda neste sentido e se possível até, eu sei que já receberam várias cartas, o FAM disse que já receberam para responder dos vereadores, para responder a determinadas questões,  portanto, convidei-os novamente para virem cá e ter uma reunião convosco, até seria importante e perceber a volta que isto dá em termos políticos e como é importante muitas vezes ajudar umas câmaras e não ajudar outras.”  [Podcast da reunião de 2/04 minuto 35] 


Será que a ministra veio pedir desculpa à autarca pelas pressões do primeiro-ministro para prejudicar Vila Real de Santo António? 

Como parece ter dedicado a viagem à navegabilidade do Guadiana teria sido uma excelente oportunidade para inaugurar ou pelo menos Visitar o Centro de Interpretação do Guadiana, um projeto apresentado em Bruxelas para sacar umas centenas de milhares de euros de fundos comunitários, com que reconstrução a Alfândega, para depois entregarem o edifício a uma empresa privada, para aí instalar um bar e uma sala de fumo para charutos. Enfim, uma das muitas treta do nosso município, nada que a ministra estranhe pois recentemente o país ficou a saber que a própria tinha vindo-a a VRSA sacar 

Compreende-se que a ministra goste tanto dos autarcas do PSD que há muitos se entretèm a arruinar o concelho com estudos da treta:

“A Transnetwork, empresa criada em 2011 pela então deputada Ana Paula Vitorino, celebrou dois contratos por ajuste directo, em 2015 e 2017, com a Câmara de Vila Real de Santo António (VRSA). O primeiro só foi parcialmente cumprido e parcialmente pago. O segundo deu origem a três documentos, um dos quais se limita a reproduzir o relatório entregue dois anos antes. No total, a empresa da ministra facturou 55.820 euros ao município e à sua sociedade de gestão urbana (VRSA-SGU).

Luís Gomes, o anterior presidente da câmara e ex-líder do PSD Algarve, foi aluno de Ana Paula Vitorino no Instituto Superior Técnico, nos anos 90, e foi ele quem convidou a Transnetwork a trabalhar para a autarquia no final de 2014. Antes disso, explica o ex-autarca, a sua antiga professora já tinha prestado alguns serviços ao município por volta de 2010.” [Público]


Compreende-se que durante esta legislatura esta ministra venha tantas vezes a VRSA, para exibir-se ao lado dos autarcas locais, dando-lhes uma preciosa ajuda, aliás, como sucede com gente do ministério do seu marido. Um dia destes ainda se vão lembrar de fazer um mini conselho de ministros familiar nos Paços do Concelho da nossa terra.

As relações de Ana Paula Vitorino até deverão ser muito anteriores a este governo, Luís gomes o agora cantor cubano  da botinhas brancas contou com o elogio do governo de Sócrates para o seu grandioso projeto do Dubai à beira do Guadiana. É desse tempo um famoso vídeo da autarquia pago a peso de ouro à empresa de comunicação Duda Portugal, pertencente a um tal Duda que conduziu as campanhas de Lula da Silva.


Curiosamente, é desse tempo um grande projeto turístico em Cacela, o resort de luxo que teria por nome “quinta da Gafa Resort”, um projeto que traria um investimento 306 milhões de euros a fazer pela famosa Odebrecht! É uma pena que a ministra não tenha aproveitado a vinda em VRSA e em vez de ir dar uns tropeções na ponta do molho, não tenha aproveitado para visitar as maravilhas arquitetónicas e industriais lançadas pelo seu pupilo.

Até poderia ter ido ver a reparação do segundo cais que anunciou aquando da sua visita realizada em 2018, quando cá veio ver o resultado de outra grandiosa obra, a reparação do cais da alfândega. Mas ainda antes, em 2016, a zelosa ministra já tinha vindo para estas bandas.

Mas a mais divertida e inútil das visitas desta distinta ministra ocorreu em 2016, veio cá a convite do então autarca e seu aluno para se inteirar dos grandiosos projetos que iam ser lançados ou já estava em fase de lançamento. Eram 150 milhões de euros e envolviam um “conjunto de investimentos previstos para a requalificação da frente ribeirinha da cidade”.

«Depois de uma forte aposta na requalificação do seu centro histórico, a estratégia da autarquia passa agora pela abertura da cidade à economia do mar, potenciando não só a criação de um cluster vocacionado para a inovação e para a construção naval, mas também a exploração das suas potencialidades turísticas»,

Dizia o então presidente da autarquia e aluno brilhante da senhora ministra. Noventa milhões para o Passeio de Santo António, a reabilitação do porto comercial, a requalificação do Jardim Sul, a requalificação das antigas estruturas industriais e a recuperação da muralha. Incluía ainda a construção de um porto de recreio, a criação de uma unidade hoteleira, a conversão das antigas zonas industriais em habitação e a implementação de uma zona verde no passeio ribeirinho e mais a construção da futura marina da zona da Ponta da Areia, junto à foz do Rio Guadiana.

Enfim, e com tanta obra que lhe foi apresentada em 2016, numa viagem feita de propósito, mais uma vez na companhia do seu fiel escudeiro e cacique político do Algarve, veio fazer uma visita técnica e inaugurar uma ninharia de um farolim? A ministra não parece ter a noção do ridículo.

Mas há um projeto que na ocasião lhe foi apresentado que deve ser recordado:

“Destas iniciativas faz parte a reabilitação do antigo porto comercial de VRSA, uma área de 7 hectares para onde está prevista a construção de duas unidades hoteleiras, um centro de congressos e uma clínica. A intervenção está avaliada em 20 milhões de euros e contempla a recuperação da zona da muralha (passeio ribeirinho) e do cais de embarque da cidade.”  [CM VRSA]

Este projeto é muito interessante e valse a pena ser recordado porque tinha sido lançado pela DOCAPESCA, durante o governo de Passos Coelho. Acontece que, coincidência da coincidências, uns dias depois da notícia do Público sobre o estudo pago a peso de outro pelo concelho mais arruinado deste país à deputada mais bem sucedida do parlamento, a DOCAPESCA emitiu um comunicado muito discreto onde se anunciava que o projeto tinha sido abandonado. Antes disso já a empresa a concessionária tinha sido apanhada nas malhas dos Panamá Papers.

Mais uma daquelas coincidência, quem é que Passos Coelho tinha colocado à frente da DOCAPESCA? Pois, numa escolha em que certamente o Luís Gomes não esteve envolvido, o presidente escolhido por Passos Coelho para esta grande empresa tinha sido nada mais, nada menos o fiel escudeiro, esse grande gestor empresarial que se dá pelo nome de José Apolinário. Líder da jota, autarca, escudeiro da ministra, secretário de Estado e gestor, um homem muito polivalente.

É com esta tralha que António Costa pretende conquistar os votos dos algarvios e, em particular, dos vila-realenses? Esperemos que não faça escolhas desastrosas como esta em muitos distritos, sob pena de comprometer os resultados. É triste assistirmos a tudo isto e muito mais na terra do melhor ministro deste governo, é de ir a vómitos vermos gente que não vale nada a pavonear-se pelo Algarve à custa do trabalho e valor alheios. Talvez por isso os militantes algarvios do PS só muito em cima da hora foram informado que a vedeta no encontro de Portimão era a ministra mais o seu fiel escudeiro.

Por fim, queremos dedicar à senhora ministra o último videoclip do seu aluno, até pode dar um momento de dança no intervalo do próximo mini conselho de ministros d~familiar:


VIGIAR A OPOSIÇÃO



O acesso à informação é fundamental para que os partidos da oposição possam desempenhar o mandato que lhes foi confiados pelos eleitores. Se a autarquia torna tudo secreto, recusando-se a responder a todos os pedidos de informação, omite dados ou recorre à mentira, a oposição fica esvaziada, passando para os eleitores uma imagem de incompetência, ninguém se pode opor ao que se desconhece.

A estratégia da opacidade foi há muito adotada pelos executivos camarários e com a atual liderança o receio de que a oposição consiga saber de alguma coisa que se passa na autarquia atingiu limites da paranoia. Documentos pesados como projetos de orçamentos chegam aos vereadores da oposição incompletos e poucas horas antes das reuniões, as suas perguntas ficam sem respostas se não são enganados com mentiras. 

A paranoia chega ao ponto de a autarca considerar que as propostas de decisão do executivo são secretas. Os vila-realenses podem saber das propostas de todos os países do mundo, acompanhar os debates em torno das propostas de Trump, saber com meses de antecedência o conteúdo das propostas de regulamentos da Comissão Europeia, participar nos debates de todos os projetos de leis do governo ou do parlamento. Mas não podem saber de nada que vai ser decidido na reunião do executivo camarário do dia seguinte, aqui a regra é comer e calar, silenciar qualquer hipótese de crítica.

Sabemos que a paranoia a que tem levado o receio de que hajam fugas de informação atinge níveis quase doentios e ainda recentemente a autarca descontrolou-se ao ponto de fazer falsas acusações a um deputado da oposição, sujeitando-se à possibilidade de enfrentar processos judiciais. Isto é, aqueles que mais usaram, a tática das perseguições judiciais a opositores, usando o dinheiro dos vila-realenses para perseguir os seus eleitos pagando fortunas ao Morais Sarmento, são agora os perseguidos.

Não sabemos onde é que a autarca descobriu que as propostas que vão ser votadas em reuniões d Câmara são secretas, mas como em Vila Real de Santo António há regras do Código da Estrada que não vigoram para que a ESSE nos possa sacar mais dinheiro, é provável que também no domínio do direito administrativo existam disposições que apenas se apliquem aqui para que a autarca possa governar o concelho a seu belo prazer e sem riscos de críticas.




Recentemente os vereadores da oposição passaram a ter um cuidado especial com os documentos que a Câmara Municipal lhes envia eletronicamente. A razão é simples, os documentos passaram a ser enviados por WebTransfer, isto é, se a autarquia tiver uma conta paga (e nesta terra na hora de defender o poder o dinheiro aparece sempre) consegue saber quem acedeu aos documentos fazendo download. Desta forma consegue saber quem nos partidos da oposição acede aos documentos, que consultores estudam os documentos e até saber se os mesmos são enviados para outras entidades.

Parece que há uma dificuldade em conviver com a democracia o que se compreende, quando se é incompetente é mais fácil gerir asfixiando a oposição, algo que em VRSA sucede há muitos anos. Não admira que a autarca se manifeste queixosa chegando ao ridículo de se queixar nas reuniões de a oposição se dirigir a entidades externas, como se os vila-realenses só estivessem autorizados a falar com os Ciprianos. Estão enganados e por mais que vigiem não irão impedir a oposição de os derrubar mesmo que sujeita às tentativas de asfixia democrática, como um dia disse um tal Montenegro.

Isto começa a ser ridículo demais para ser verdade, parece que há quem confunda a autarquia com a uma loja de aventais ou com uma capela de autoflagelação.

A AMIGA DOS FUNCIONÁRIOS DA SGU



Na Reunião de Câmara do passado dia 8 a presidente da autarquia justificou tudo que em poucos dias sucedeu com a SGU com o argumento de que o fazia para salvar os funcionários da SGU, sugerindo ser ela a salvadora dos trabalhadores por oposição aos que criticam o processo. 

Ao abrir a contabilidade de 2016 para transformar os lucros desse ano em prejuízo a autarca força a liquidação da empresa para poder transferir as dívidas da SGU para a Câmara Municipal. A pressa resulta do processo de negociação do PAM (Plano de Assistência Municipal) com o FAM. É por isso que a autarca sugere na mesma reunião que quer salvar os trabalhadores da SGU, associando o processo à renegociação do PAM, fazendo passar a ideia de que graças a isso vai poder renegociar a dívida da SGU com os bancos.

Será que é mesmo com a salvação dos trabalhadores da SGU que a autarca está preocupada, sendo ela a grande salvadora dos seus postos de trabalho e dos seus rendimentos? A resposta a esta pergunta passa por dois pontos, saber que ajuda pode dar o FAM e questionar se a autarca fez alguma coisa para salvar a SGU.

A verdade é que a SGU apenas serviu para usar pelo máximo de tempo possível as receitas das águas, a empresa tinha o destino traçado a partir do momento em que Luís Gomes e a São Cabrita combinaram a sua venda, processo que conduziu à entrega do negócio com um plano de pagamentos desenhado a pensar nas eleições, a uma empresa do grupo onde havia trabalhado Passos Coelho. A SGU nunca fez sentido e sem as receitas das águas era um buraco financeiro.

Portanto, se a intenção da presidente da autarquia era salvar os trabalhadores da SGU teria de os ter salvo impedindo a venda das águas e sabemos que não o fez, só ela poderá explicar porque motivo não o fez. Vir agora dizer que liquida a SGU à pressa para salvar os trabalhadores nem merece uma gargalhada, porque estando em causa a situação de trabalhadores o assunto é demasiado sério para cinismos e gargalhadas.

Argumentar que a liquidação apressada é para poder negociar a dívida da SGU já merece uma gargalhada, o que a presidente da autarquia quer é salvar a sua própria pele, ela sabe muito bem que o incumprimento do PAM  leva à perda do mandato e a consequências financeiras muito graves para o seu próprio bolso. Depois de dois anos de irresponsabilidade a situação da autarquia é cada vez mais difícil e a partir do momento em que perdeu as receitas das águas e a possibilidade de continuar a aumentar a dívida  à Águas do Algarve o risco de a autarquia ficar insolvente de um todo é grande.

O FAM já tinha ditado a sentença de morte da SGU no seu relatório de maio do ano passado, a nossa São é decidiu prolongar o velório por mais de um ano pró motivos que só ela poderá explicar:

« Na verdade, não está previsto na Lei qualquer outro mecanismo de apoio aos municípios em situação de rutura, como é o caso do Município de Vila Real de Santo António. Ora, caso não seja efetuada a revisão do PAM, o Município não terá condições para assegurar o funcionamento da Autarquia e da Empresa Municipal SGU, EM. Neste momento, a dotação orçamental está integralmente comprometida pelos valores transitados do ano anterior, pelo que não pode realizar mais compromissos para assegurar as despesas de funcionamento.»

A ajuda do FAM foi concedida sob duas formas, cerca de 20 milhões em garantias bancárias para renegociar a dívida e outro tanto ou um pouco menos sob a forma de empréstimo para substituição de dívidas. Acontece que a renegociação do PAM não consiste na obtenção de mais dinheiro ou de mais garantias, mas apenas no reescalonamento do pagamento da dívida ao FAM, pretendendo-se passar o prazo de 20 anos para trinta anos.

Isto é, a renegociação com o FAM não serve para salvar um único emprego da SGU, mas sim para impedir a insolvência e salvar a pele da própria autarca. Por outro lado, a senhora presidente até pode propor às entidades competentes pela avaliação da sua proposta de internalização que até a estátua da Lutgarda passe para os quadros da CM. A verdade é que uma coisa é a proposta e outra será a decisão final.

Essa decisão depende apenas um único critério que consiste na passagem para a autarquia de funções que lhe cabem e que estão hoje na SGU, sendo pouco provável que nos casos de duplicações de funções essa internbalização seja fácil. Uma coisa é a autarca ser muito bondosa e propor que todos os funcionários sejam integrados na autarquia, a outra é a decisão final e ela ter ou não consciência de que a sua proposta não passa de uma manobra para ficar bem na fotografia.

O momento não é de ganhar votos, de os trabalhadores e suas famílias votarem ou não na continuação da desgraça de um concelho que já está demasiado perto do colapso financeiro e social. É tempo de as coisas serem pensadas e decidias a pensar nas pessoas e no concelho e não no poder dos Ciprianos.

Se alguém for responsável or aqueles que trabalham na SGU sem favores políticos são aqueles que usaram a empresa para aumentar a dívida dom concelho em cerca de 100 milhões, passando a decidir muitos negócios longe dos olhos dos vila-realenses que podem assistir às reuniões dos órgãos autárquicos, para cozinharem tudo nas reuniões confidenciais do conselho de administração da SGU de que a São Cabrita é presidente desde que foi eleita nas últimas eleições autárquicas. Chegou a hora de começar a falar verdade.

PS: apenas uma pequena pergunta à São Cabriya. Qual a função que irá ter na CM um padre agora convertido em licenciado em teologia quando transitar da SGU para a CM, vai tentar interceder para que a autarquia seja salva dos malefícios da oposição?

ESTE SENHOR VAI REPRESENTAR OS ALGARVIOS? [1]



Um dos dramas do Algarve tem sido a escolha de deputados que se sentem mais como caciques locais, uma espécie de pequeninos vice-reis da região, temos tido uma sucessão de “artistas” que mais do que servirem se têm servido. Cristóvão Norte, José Apolinário ou Carlos Barros são aquilo a que poderemos designar por farinha do mesmo saco.

No caso do Apolinário, um modesto licenciado em leis que à custa de ser algarvio descobriu que avocação pesqueira lhe proporcionaria cargos como presidente da DOCAPESCA ou secretário de Estado das Pescas, estamos perante um bom exemplo das más peças políticas que têm sido produzidas pelas jotas. O homem nunca mostrou grande coisa, limita-se a ser um enfeite da ministra do Mar (outra bela artista da vida algarvia), o cargo que conseguiu com votos nele foi o de presidente da CM de Faro, num momento em que ganhar ao PSD era fácil, mas logo de seguida os eleitores trocaram este croquete por um pastel de bacalhau.

O rapaz é tão bom na gestão das pescas que foi o escolhido por Passos Coelho para estar à frente dos destinos da DOCAPESCA, que é a empresa imobiliária que detém as melhores áreas disponíveis para construção em muitas cidades do litoral, como é o caso de Vila Real de Santo António. Disse o senhor que chegou lá por mérito, terá concorrido e foi a proposta da CRESAP. Acredita quem quiser, desde quando alguém que nunca geriu uma mercearia e sem qualquer formação em gestão seria o escolhido para gerir uma grande empresa?

Coincidência ou talvez não, nesse tempo o verdadeiro vice-rei do Algarve era o Luís Gomes, Home com uma boa relação com a agora ministra do Mar, a quem foram pagos a peso de ouro estudos da treta sobre questões de trânsito, na terra do país com menos engarrafamentos! Aliás, as relações com a Ana Paula Vitorino e alguns setores ligados a Sócrates são mais do que muitos e a agora ministra do Mar já o elogiou em público, ainda recentemente em Faro.

Coincidência ou talvez não, quando o Apolinário presidia aos destinos da DOCAPESCA, com Passos Coelho em primeiro-ministro e Luís Gomes vice-rei do Algarve, surgiram os grandiosos planos para a frente ribeirinha de Vila Real de Santo António, para não referir as visitas da ministra do Mar para se inteirar dos grandiosos planos para o cluster do Mar.

Coincidência ou talvez não, quando a ministra foi incomodada pelo Público a propósito das gorjetas que ganhou com os tais estudos quem veio a terreno em defesa da sua apoderada foi o tal José Apolinário. Fê-lo da forma mais miserável, sugerindo que militantes do seu partido de VRSA reagiam assim à humilhação das derrotas políticas infligidas por Luís Gomes. Ser mais miserável seria impossível.

Coincidência ou talvez não, poucos dias depois da notícia do Público o projeto do grande hotal da Muralha foi abandonado. Morreu o projeto da Dubai à beira do Guadiana, estava a tornar-se tóxico e o José Apolinário corria um sério risco de apanhar uma grande caganeira.

Esperemos que o PS tenha o bom senso de propor este senhor por outro circulo, talvez pelas Berlengas, aí os seus conhecimentos de direito, de pesca e de gestão empresarial poderão ser muito úteis. O Algarve merece muito melhor do que este senhor, ele que venha para Faro mostrar o que vale, agora que parece que o Bacalhau enfrenta problemas talvez se safe.

CIPRIANISTÃO, TERRA SEM LEI?



Ainda que no passado tenhamos discordado e formulado uma opinião discordante em relação ao Sr. Hugo Pena, temos de lhe dar razão na sua posição em relação ao que se passa nas ruas de Vila Real de Santo António. Aliás, até lhe tiramos o chapéu por ter tomado posição na última reunião da Assembleia Municipal.

Vejamos o que dispõem a alínea b) e do artigo 49.º do Código da Estrada:

“b) A menos de 5 m para um e outro lado dos cruzamentos, entroncamentos ou rotundas, sem prejuízo do disposto na alínea e) do presente número e na alínea a) do n.º 2;“
“e) A menos de 20 m antes dos sinais verticais ou luminosos se a altura dos veículos, incluindo a respetiva carga, os encobrir;”

Isto é, em todos os cruzamentos de Vila Real de Santo António dentro das áreas onde a ESSE foi autorizada a explorar os vila-realenses ou os que nos visitam e nos ajudam a criar a riqueza de que vivemos ou sobrevivemos, a ESSE decidiu por sua iniciativa e com autorização da autarquia a violar o Código da Estrada. O ridículo da situação é que podemos pagar à ESSE e a polícia multar-nos por estarmos a violar o artigo 49.º do Código da Estrada. 

Aliás, a situação pode ser ainda mais ridícula, quando a ESSE contratou agentes da PSP em serviços remunerados para aplicarem multas na companhia de funcionários daquela empresa, alguém que estivesse estacionado num lugar demarcado junto a um cruzamento poderia ter dois envelopes no limpa pára-brisas, uma de 7 € decidida pelo funcionário da ESSE por não ter pago o estacionamento e outra de 30€  decidida pelo agente da PSP por estar estacionado a menos de cinco metros do estacionamento.

Para que a ESSE tenha lucros, e vai para quatro anos que não paga a ponta de um corno à autarquia, não bastou que seja autorizada a cobrar aos vila-realenses pela utilização das ruas que são deles desde que Marquês de Pombal as mandou construir. Como a ESSE gosta de lucros a autarquia permitiu que ignorasse uma lei da República, o Código da Estrada.

Dura Lex sed lex? Sim, em todo o Portugal menos numa aldeia num cantinho lá do Sul, os franceses tinha a aldeia gaulesa o Asterix e o Obélix, aqui temos os Ciprianistão a São e o António. O Código da Estada deixa de se aplicar quando se entra na freguesia de Cacela, volta a aplicar-se na Altura e a lei do Ciprianistão volta a vigorar na Aldeia Nova. Ridículo? Sim, mas na nossa terra há muito que se perdeu a noção do ridículo.

Isto já não é a Vila Real de Santo António é um Ciprianistão onde se obram taxas de estacionamento em locais onde a lei proíbe o estacionamento, pouco importando que as normas em causa visem a segurança dos cidadãos. Que mais leis não serão aplicadas em Vila Real de Santo António, que mais leis da República acham os governadores desta espécie de Ciprianistão não devem ser aplicadas transformando esta aldeia algarvia num caso raro de extraterritorialidade, onde os governadores locais podem ignorar lei sem que para isso aprovem o que quer que seja, pior ainda, parece ter sido a ESSE a decidir onde acabam os parquímetros e começam o estado de direito. 

Será que este poder especial também se aplicam a outras leis da república? É divertido mas é verdade, a crer nos avisos de multas afixados pela ESSE esta empresa decidiu cobrar onde a lei proíbe o estacionar e ainda diz que tem poderes legais para processos de contraordenação porque alguém violou as suas regras, mesmo que essa violação ocorra onde se violam as regras do estacionamento. Enfim, isto começa a ser ridículo demais para ser verdade.