À BEIRA DO PRECIPÍCIO

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Não vale a pena dizerem que 2019 foi um ano de rigor e que 2020 será de retoma, se o disserem não só é mentira, como já disseram essa mesma mentira no ano passado. A autarquia continua à beira de um precipício financeiro e basta que os juros nos mercados internacionais subam para que os juros pagos pela dívida ao FAM subam na mesma proporção e isso pode suceder em qualquer momento.

2019 não foi um ano de rigor, antes pelo contrário, foi o ano em que de forma apressada tiveram de dar uma cambalhota e matar a SGU com efeitos retroativos. Isso de pois de dizerem que andavam a estudar, fazendo de conta que uma empresa que já estava falida ainda podia ter um futuro radioso.

Venderam tudo, venderam as águas, entregaram a recolha de lixo, hipotecaram todo o património e como já não havia como gastar mais esconderam dívida em contenciosos judiciais. Depois dizem que são apanhados de surpresa com dívidas que desconheciam, da mesma forma que daqui a um par de anos apanharemos com a dívida da água.

“D. João II recuperava para a coroa o património distribuído com generosidade pelo seu pai, D. Afonso V, que o deixara, conforme desabafou, “rei das estradas de Portugal”. A nossa autarca vai deixar o Município ainda pior, as estradas são do Estado nem nas ruas é rainha, porque deram as ruas à ESSE e sem receber quase nada em troca. E os vila-realenses que ainda não perceberam, vão entendê-lo, quando forem multados por estacionar na rua ao lado.

Portanto, é difícil desejar um bom 2020 para o nosso Município, restando-nos o desejo de um bom 2020, para os nossos cidadãos e para as nossas empresa e, na medida do possível, para os colaboradores de uma CM à beira da rutura financeira. Infelizmente não podemos desejar mais e esperamos que todos os políticos da terra sejam responsáveis e não vendam mais sonhos que rapidamente se transformam em pesadelos.

PAGÁMOS UM INFANTÁRIO NO MUNICÍPIO ONDE VIVIA FIDEL CASTRO

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Já aqui se escreveu sobre um famoso subsídio para a construção de um infantário na Cidade de La Playa, na região de Havana. Na ocasião referimos que oi subsídio tinha sido de 50.000 €. Mas por mero acaso encontrámos uma notícia no jornal “Barlavento, publicada em 23 de Abril de 2007, relativa à deliberação da Câmara do dia 17 de abril do mesmo ano, onde se dava conta da posição do PS.

Recorde-se que La Playa é o município cubano onde se localizava a residência familiar de Fidel Castro e cuja geminação com VRSA ocorreu pela mão de um executivo camarário do PS. Está longe de ser dos municípios cubanos mais carentes de ajuda, nele ficam as embaixadas, uma importante base aérea, e grandes hotéi.

Antes de mais importa referir que 15.000 é muito dinheiro, e não uns meros trocos apenas porque os comparamos com muitos milhões. É muito dinheiro em termos absolutos e muito mais se considerarmos que estamos falando de há mais de 12 anos. É igualmente muito dinheiro no plano das ajudas internacionais, mesmo quando falamos de ajudas estatais ou mesmo da União Europeia. 

Neste caso foi um dos mais pequenos municípios de Portugal e provavelmente da Europa a fazer tal demonstração de generosidade. Mas note-se que não foi uma doação de bens ou mesmo o pagamento de uma obra supervisionada ou acompanhada pelo nosso Município, foi um “tomem lá 150.000€”. O dinheiro nem foi transferido para o município da Cidade de La Playa, tratou-se de uma transferência financeira direta para uma conta do Governo cubano, através do Ministério do Investimento Externo daquele país, como denunciou então o PS.

Se há quem defenda que isto não passa de uma mão cheia de ervilhanas que faça contas e questione quanto gastaria Portugal em ajudas externas deste tipo se por cada 20.000 habitantes fossem oferecidos 15.000€. É só fazer contas, se todos os responsáveis municipais fossem tão generosos para ajudar como foram os vereadores do PSD e da CDU Portuga teriam oferecido 1.575. milhões de euros, metade do custo de construção dos modernos porta-aviões americanos!


Cabaret Tropicana, em La Playa

Além de ser muito dinheiro sabe-se que na época não abundavam infantários e a mesma autarquia que gastou dinheiro dessa forma recusa-se agora a investir um tostão na modernização das salas do ensino básico. Sabe-se também que o dinheiro que ao longo dos anos foi esbanjando pelo Município, incluindo estes 150.00 e muitos outros 150.000 enviados para Cuba, tal como todos os 15.000 mal gastos, fazem agora muita falta e em vez de os termos ainda estamos pagando uma brutalidade de juros pela dívida.

Mas regressando à notícia ficamos a saber que os vereadores do PS votaram contra e que a CDU votou a favor. Não discutimos a posição da CDU porque foi coerente com os seus valores e a sua defesa de Cuba, até porque com o fim da ex-URSS aquele país das Caraíbas passou a enfrentar grandes dificuldades na obtenção de divisas estrangeiras e 150.000€ foram uma preciosa ajuda.

O PS de então emitiu um comunicado duro, protestando contra irregularidades no processos e realçando as carências do município em infraestruturas do tipo da que ia ser financiada em Cuba. Mas, curiosamente, um dos vereadores do PS, o então vereador Álvaro Araújo que, curiosamente, ingressou no IEFP nesse mesmo ano. Relata o jornal que:

“Em declarações à Lusa, o vereador socialista Álvaro Araújo desvalorizou algumas das críticas feitas pelo conjunto dos deputados municipais do PS, mas reafirmou a sua oposição ao protocolo.

“Não somos contra a atribuição de subsídios a países carenciados, mas as contrapartidas dessa atribuição é que deveriam estar explicitadas no protocolo”, observou Álvaro Araújo.”

Isto é, o PS põe em causa todo o procedimento, sugere que podem haver ilegalidades, põe em causa a transferência de tanto dinheiro. Mas o vereador Álvaro Araújo desvalorizou as críticas dos deputados municipais do PS, apenas estava em causa um pormenor, o fato de as contrapartidas não estarem explicitadas no protocolo…

[a "fake new" tem 12 anos e  está aqui]

NÃO SEJAIS VELHACOS!

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Todos sabemos como o Luís Gomez ganhou eleições, os truques a que recolheu, as mentiras que contou. Há quem diga que era do pior, queixam-se de pressões, de processos difamatórios, de intimidação, de chantagens. Mas parece que aqueles que mais o promoviam a diabo revelam-se agora os seus melhores diabretes aprendizes.

De um dia para o outro percebemos que sempre é verdade, em política vale tudo. Se na nossa vida diária a lealdade é um valor há os que tentam vencer na política vencendo quem se mete na frente com deslealdade. Parece que na vida política local há quem recorra à velhacaria para conseguir os seus objetivos políticos.

Por isso, dizemos nesta quadra natalícia uma frase muito ao estilo do Papa Francisco, 'não sejais velhacos!'. Porque na vida a velhacaria será paga mais tarde ou mais cedo, para os crentes e em especial para os catequistas essa condenação será inevitável, se não ocorrer por cá vai acontecer por lá. Mas em política a velhacaria pode sair muito cara nas urnas. Não imitem os diabos que dizem odiar, não aprendam a fazer política com aqueles que condenam. Compreende-se que só de o ouvir cantar alguns façam xixi nas calças. Mas tenham coragem, porque se o imitam acabarão por perder.

António Costa dizia em junho de 2014 que "Não tenhamos dúvidas: se pensarmos como a direita pensa, acabamos a governar como a direita governou.". É verdade e aqueles que imitam o Luís Gomes vão acabar por se comportar e governar como o agora cantor.

Aquilo de que VRSA precisa não é de mais velhacos ou de mais velhacos conhecidos, temos velhacos qb. Aquilo de que VRSA precisa é de gente com ideias, gente que não vai pedir ordens, gente que não encomenda serviços sujos. Mais tarde ou mais cedo os vila-realenses vão perceber que com velhacos a terra não progride. O que traz progresso é transparência, dedicação, competência, isenção, honestidade, em suma, as boas qualidades.

Não sejais velhacos porque se os vila-realenses optarem por um velhaco será outro o velhaco escolhido e não os velhacos produzidos em contrafação, velhacos made in China. O povo não é parvo, velhaco por velhaco saberão saber qual dos dois é mais inteligente e competente na velhacaria. Sim, porque até no domínio da velhacaria há gente tão fraca que não passam de velhacos de segunda categoria.

UMA ASNEIRA




Todos sabemos para o que foi constituída a SGU, como contratou apoiantes do Luís e da São Cabrita. Todos sabemos como os gastos da SGU pesaram e vão continuar a pesar nas contas do Município.

A decisão de votar contra o concurso para a integração dos trabalhadores da SGU no Município  faz algum sentido no pressuposto de que se trata de uma manifestação de protesto, sabendo-se que a maioria do PSD votaria pela integração. Mas quando lemos o comunicado damos com um parágrafo preocupante:

“Sem sabermos se o futuro está garantido para os atuais trabalhadores da Câmara!, Será que todos os trabalhadores têm verdadeiramente o seu futuro assegurado? E os nossos munícipes? Será que têm condições para pagar mais uma irresponsabilidade da gestão do PSD?”

Em política este parágrafo é inaceitável. Lança-se o pânico entre os trabalhadores do Município e sugere-se que o vencimento destes pode estar em causa integração dos trabalhadores da SGU. E  defende-se indiretamente despedimento dos trabalhadores da SGU, pois seria isso que sucederia se não forem integrados na autarquia, argumentando perguntando “Será que todos os trabalhadores têm verdadeiramente o seu futuro assegurado?”. É mau demais para ser verdade.

Os trabalhadores da SGU já são um custo para a autarquia e uma parte significativa exerce funções que caberiam ao Município, como consta dos relatórios do FAM. Isto é, o que está em causa não é a totalidade dos trabalhadores, mas, eventualmente, uma parte. A maioria dos trabalhadores da SGU vai acabar por auferir ordenados inferiores aos que auferiam na SGU, o que significa que vão pesar menos nas contas da autarquia do que pesaram até final de 2019.

Uma abstenção seria mais do que razoável face aos argumentos da falta de dados, até seria admissível um voto contra porque é sabido que há gente que foi abusivamente contratada na SGU e é outro abuso integrá-los definitivamente no Município. Mas tratar todos por igual e atirar os trabalhadores da autarquia contra os da SGU. A caça ao voto justifica tanto ódio, intolerância, difamação, vigilância de adversários e outras coisa a que temos vindo a assistir?

Sem este parágrafo a decisão seria discutível ainda que aceitável, mas com este parágrafo fica evidente que se atiram trabalhadores contra trabalhadores, talvez por causa dos votos.

ONDE ESTAVAS NO DIA 1 DE OUTUBRO DE 2017?

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O falecido Baptista Bastos ficou famoso com a sua célebre pergunta com que terminava as suas entrevistas, “onde estavas no dia 25 de abril? Em VRSA esta pergunta faz todo o sentido se alterada para “onde estavas no dia 1 de outubro de 2017, o último dia das últimas eleições autárquicas?”.

Estavas a bater-te pelo candidato António Murta, pelo candidato Álvaro Leal ou pela candidata Celeste Santos, todos eles alternativas àquela que o Luís Gomes escolheu para gerir a autarquia à consignação, até poder voltar a candidatar-se? O que fizeste na campanha eleitoral em que o candidato do PS teve de ser carregado por independentes, enquanto muitos dos agora ilustres combatentes do PS pareciam rezar por uma derrota do seu próprio candidato.

Onde estava o Livre nesse combate decisivo, estava do lado do candidato Álvaro Leal, do candidato António Murta ou preferiu estar entretido com um coelho à caçador? E os apoiantes pirilampo que apareciam de vez em quando estavam de alma e coração com o seu amigo “António” ou conspiravam na esperança de terem uma maioria de esquerda na AM para se livrarem da São e do seu próprio candidato?

Onde estavam o agora candidato temporão do PS no dia em que o PS fez a arruada da campanha eleitoral em Monte Gordo? E com quem estava?

Se os livres tivessem apoiado o candidato da CDU, do BE ou do PS, se o agora candidato temporão tivesse dado o litro pelo seu candidato em vez de andar a passear com o Luís, se muitos do que agora andam a tratar o candidato por “Senhor candidato” tivessem apoiado o candidato do seu partido, talvez a São estivesse agora na oposição, em vez de ter mais um mandato para continuarem a destruir o Município.

A verdade é que não foi a São que ganhou as últimas eleições, foi o Luís Gomes, os que andaram com ele em passeios por Monte Gordo e os que desejavam a derrota do candidato do PS, não tendo esperado muito para lançar o seu candidato para quatro anos depois.

No dia 1 de outubro de 2017 ou tinham desertado ou estavam do lado errado e é desse lado, ao lado da São e da Luís que de alguma forma têm estado com o seu silêncio.

O SENHOR RUI SETÚBAL QUER CORRER CONNOSCO?





O Sr. Rui Setúbal, um ilustre contabilista militante do PS local, onde é o verdadeiro líder e o verdadeiro candidato a mandar na autarquia por interposta pessoa, mandou a um vila-realense a seguinte mensagem:

“Aproveito para informar que as movimentações políticas por parte do Marcelo e da sua equipa com coordenação externa já começaram. Decorreu ontem um encontro (dia 18/12) em Cacela. por parte desse senhor e dos seus mentores estamos conversados quanto aos princípio de unidade e responsabilidade com o objetivo comum de "correr com esta gente". Abraço”

Mandada como se fosse por engano, visava apenas testar se o destinatário a fazia chegar a terceiros. Pelo texto aparenta ser uma mensagem de um grupo secreto designado pró “grupo de reflexão” sobre o qual escreveremos noutra ocasião. Mas pelo conteúdo é uma mensagem que diz muito sobre os métodos do Sr. Rui Setúbal.

Antes de mais. a mensagem foi enviada a um eleito pelo PS, o que significa que no interior do PS usam-se métodos destes com as pessoas, em vez de lhes perguntarem frontalmente de que lado as pessoas estão,  recorrem a truques pidescos como se estivessem tentando desmascarar um bandido. É assim que o Sr. Rui trata eleitos pelo seu partido e que nas últimas eleições deram muito mais do que ele ou do que o seu candidato.

E por falar em truques pidescos, percebe-se que o contabilista parece ter a sua rede de informações, vigiando o que os cidadãos de VRSA fazem no uso pleno da liberdade democrática e dos seus direitos políticos, até parece gabar-se desse seu grande feito. Pelos vistos o senhor Setúbal tem bufos a informá-lo dos movimentos e reuniões dos cidadãos de VRSA que não partilham das suas opiniões.

Mas como se tudo isto não bastasse, o Sr. Setúbal vai um pouco mais longe e fala do «princípio de unidade e responsabilidade com o objetivo comum de "correr com esta gente ». Isto é, este artista fala de um “princípio de unidade e responsabilidade” entre os membros desse grupo secreto que tem como objetivo comum “correr com esta gente”. Que belos princípios que servem para correr com opositores incómodos, como no tempo da outra senhora.

Isto é, cidadãos de Vila Real de Santo António que estando preocupados com a sua terra dedicam as suas horas e recursos para encontrar uma alternativa aos incompetentes que se perfilam para presidir à autarquia devem ser corridos da sua terra ou inibidos de exercer os seus direitos em democracia e na sua terra.

Sejamos claros, este alto responsável do PS viola com poucas linhas todos os valores e princípios do seu partido, envergonhando não só os fundadores do seu partido, a começar por Mário Soares, como uma longa lista de democratas que nos fazem ter orgulho naqueles que no passado lutaram pela democracia.

Este pequeno texto do Sr. Rui Setúbal revela valores que de democráticos nada tem e mostra até que ponto ele e o seu candidato estão dispostos a ir para ficarem com o poder. Será este senhor melhor do que o luís Gomes ou a São Cabrita? Temos muitas e fundadas dúvidas.

Com quantas pessoas quer o Sr. Rui Setúbal mais os seus amigosquerem “correr” de VRSA, apenas com os que apoiem uma candidatura independente, com os que critiquem o seu candidato, com os quer disserem que não vão votar nesse candidato? E quem é o Sr. Rui Setúbal para correr com os vila-realenses de que não gosta, que o incomodam ou dos quais tem medo?

PRENDAS DE NATAL DO LARGO DA FORCA

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PUTATIVO SENHOR PRESIDENTE  (Exª.)
Ao Senhor Presidente vamos oferecer-lhes um daqueles balões que se vendem nas feiras com imagens de Pikachu e de outras figuras apreciadas pela criançada, só que no caso do Senhor Presidente o Balão terá a forma de um cadeirão presidencial. Assim, quando passear pela Avenida já não serão apenas os seus mais firmes apoiantes e amigos a tratá-lo com a merecida deferência com um suave e sabujo "Senhor Presidente", todos saberão quem vai ali a passar e farão a devida vénia cumprimentando-o com um “Boa Tarde Senhor Presidente”.

SENHOR CHEFE DE GABINETE (Exm.º)
Estivemos divididos entre um cherabaneco, a designação na nossa terra das marionetas, mas optámos por um boneco de corda, para poder brincar aos candidatos presidenciais. Assim, quando achar que o "Senhor Presidente"deve mexer-se e aparecer a tirar notas numa conferência abrilhantada pelos Vasques é só dar-lhe corda, tal como sucedeu quando o mandou à Rua de Angola com o ilustre causídico.

SÃO CABRITA (Pobre Presidente)
Consta que a autarca atravessa tempos difíceis pelo que lhe vamos oferecer um relógio para contar os dias que lhe falta. Enquanto não tiver outros motivos para contar os dias que passam, pode ir contando os dias que faltam para deixar de ser presidente da autarquia.

LUÍS GOMES
Cantor que se preze usam tatuagens e desde que vai ao ginásio o nosso Luís Gomes tem um corpo tão bonitinho que naquela bela pele de porcelana o que ficava mesmo a cair era uma tatuagem com a cara do Che Guevara, um pouco ao estilo do Fidel Castro, como usava o seu amigo Baby Lores. Por isso, vamos oferecer-lhe um vaucher para uma dos melhores ateliers tatoo da capital, com direito a noite no Hotel Ritz a lembrar os bons velhos tempos, quando em VRSA foi descoberta uma mina de diamantes mesmo ao lado de um poço de petróleo.

ANTÓNIO CABRITA
Não basta que a indumentária de Grão-mestre do Atum enlatado inclua a boina basca e aquelas vestes amarelas que dá aos confrades um ar de perus. O grande símbolo das velhinhas latas de atum, para além das barbas do Tenório eram as velhas chaves de abrir as latas que desapareceram com a inovação das latas de abertura fácil. Por isso vamos oferecer-lhe uma velha chave na esperança de que seja usado ao pescoço como símbolo da nossa indústria, talvez seja uma boa chave para os seus problemas, poque nesta vida até os mais poderosos têm problemas.

LUÍS ROMÃO
Não estamos esquecidos do seu bar de sonho na Praia dos Três Pauzinhos, que, afinal, era do Vasques e, afinal, é do Fred do Sem Espinhas, como não queremos que fique triste porque nem o sonho é dele, nem o bar abriu até ao momento (algo que os nossos amigos do Vasques vão resolver certamente), vamos oferecer-lhe o Beach Bar da Legoland, assim, enquanto não coloca likes nos seus amigos do PS a anunciar uma das suas cambalhotas sempre pode ir sonhando.

NUNO MOB [Putativo Senhor Vice-Presidente do Senhor Presidente assessorado pelo Senhor Chefe de Gabinete)]
Fazer o enxoval é um esforço grande para qualquer debutante seja de que cerimónias forem. Por isso vamos oferecer-lhe um avental e estamos certos de que não se esquecerá de usar na próxima cerimónia. Pode ser que fique ao lado do Luís Romão e vai ver como o avental dói futuro vice-presidente é mais bonito do que o do seu mestre e atual vice-presidente.

TIAGO
Não sabemos se o assessor da São Cabrita já devolveu o Apple e o estabilizador que lhe emprestaram, como não queremos que a sua presidente apareça a tremer nos filmes, como medo do FAM ou de coisa pior que apareça pela Câmara Municipal vamos oferecer-lhe um estabilizador comprado em segunda mão..

ÁLVARO LEAL
Ao vereador da CDU oferecemos uma viagem à cidade cubana de La Playa. Recorde-se que foi um executivo do PS a promover a geminação de VRSA com aquela cidade, que anos mais tarde recebeu como prenda um infantário que custou 150.000 aos generosos cidadãos de VRSA. Recorde-se que na época o vereador Leal Araújo até criticou a decisão, ainda que de forma mais suave do que o seu partido. É uma oportunidade para o vereador Álvaro Leal visitar esse infantário e recordar-se dos seus tempos de pioneiro.

FAUSTINO
Consta que em tempos foi a Cuba frequentar um curso no serviço do coronel assassino, o tal que foi enterrado em Ayamonte sem nenhum dos seus velhos amigos de VRSA a acompanhá-lo. Com o regime em queda de pouco lhe servirão os dotes pelo que lhe vamos oferecer um contento ali para os lados da Muralha, onde se pode entreter a contar moedinhas até que chegue a reforma.

CHIHUAHUA DO LARGO DA FORCA
Ao simpático bichino que de vez em quando aparece a ladrar aqui no Largo da Forca perturbando o sono à vizinhança oferecemos um boneco de borracha com a cara do Senhor Presidente para se entreter a lamber, poupando-nos aos seus ruídos vocais.

A VITÓRIA DA SÃO NÃO DEVIA TER SUCEDIDO




Se Luís Gomes tivesse sido derrotado nas últimas autárquicas (a São não passou de uma xarabaneca de ocasião), como devia ter sucedido, o nosso concelho estaria hoje em muito melhores condições, ter-se-ia evitado mais quatro anos de incompetência. Ter-se-ia corrigida a asneira do Grand House, ter-se-ia resolvido o problema da SGU, as contas da autarquia estariam mais transparentes, ter-se-ia metido a ESSE na linha, ter-se-ia impedido a venda das águas, ter-se-ia sido exigente com a ECOAMBIENTE e ter-se-iam evitado dois anos de incompetência e disparates, tudo isto para referir apenas meio mandato da São Cabrita.

Mas onde é que estiveram os arautos da unidade, os livres, o Senhor Chefe de Gabinete do putativo candidato e muitos dos que agora estão cheios de coragem e com tanta sede de poder que até oficializam candidaturas a dois anos de eleições , mais parecendo que se ia candidatar a Alcaide de Ayamonte?

Não, toda essa gente exemplar não deu a cara nas últimas eleições, não apareceram e se de vez em quando deram a cara foi apenas para terem, o nome na folha de presença, para poderem apanhar os restos do PS após a derrota que desejaram.  A verdade é que esses militantes trairão a candidatura do seu partido, tendo com a sua ausência condenado as oposição à derrota e dessa forma ajudaram o Luís Gomes e a São Cabrita, contribuindo para mais quatro anos de regime.

Quem conspirou levando a que os líderes nacionais a boicotar ativamente a candidatura do PS em Vila Real de Santo António? Ou alguém acredita que o líder do PS tenha estado num dia em Tavira e a Ana Catarina Mendes em Castro Marim no dia seguinte, sem que nenhum dos dois tivesse vindo a VRSA, só porque o candidato do PS usou uma selfie com o líder do PS num outdoor?

E que candidato terão apoiado personagens do PS como o Apolinário ou a então ministra do Mar? O do PS não apoiaram certamente e todos sabemos que por essa altura apareceu uma secretária de Estado da Administração Pública fazer promessas em reuniões com os do regime. Alguém acredita que os que agora conseguem levar o PS nacional ao ridículo com a oficialização de um candidato fraco a mais de dois anos das autárquicas e com os mesmos dirigentes deste partido nem conseguiram trazer a VRSA o porteiro do Largo do Rato? Alguém acredita que esta gente tão influente no partido não conspirou para derrotar o seu próprio candidato, levando a São ao colo para mais quatro anos de destruição do concelho?

Em que ações de campanha esteve o agora candidato do PS durante as últimas eleições autárquicas? Onde esteve no dia em que a candidatura do PS organizou uma arruada em Monte Gordo? São estes os senhores que agora querem asfixiar a democracia local em nome de falsas unidades cozinhadas em grupos de falsa reflexão, que apenas visam exibir passarinhos de murta para atrair os votos do BE e da CDU?

É demasiado sinistro para ser verdade, ajudaram a São a ganhar para garantirem que no dia a seguir às eleições já podiam começar a escolher os outros nomes para a lista a concorrer em 2021, porque ou estamos muito enganados ou o putativo candidato já estava escolhido ainda antes da São festejar a vitória. Os responsáveis por esta estratégia deviam ser desprezados pelos vila-realenses por muitas e boas décadas.

Não foi a São que ganhou, quem ganhou na noite eleitoral foram aqueles que calçando pantufas a levaram ao colo, quem ganhou na noite eleitoral foram aqueles que asseguraram que seriam candidatos quatro anos depois. Deverão pagar o que fizeram à nossa terra com as suas ambições e tacitismo sinistro e sem escrúpulos.

QUEM TEM MEDO DE UMA CANDIDATURA INDEPENDENTE?

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Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.

(António Aleixo)

Anda por aí muita gente nervosa com a eventualidade do aparecimento de uma candidatura independente, pelos vistos querem que apenas se vote nos candidatos de que gostam, isto é, querem que apenas se possa votar na São, no Leal ou no Araújo. Dizem que estes sim, foram selecionados por quem tem direito a escolher candidatos e que não há nenhum movimento social que justifique um candidato independente.

O curioso é que este tipo de opiniões vem de quem não representa ninguém, que quer que o seu pequeno partido tenha um deputado municipal eleito em meia dúzia de jantares de um pequeno grupo de comensais auto promovidos a grupo de reflexão, isto é, querem que o Livre tenha um deputado municipal sem ter votos e isso sim é democracia representativa! Pelo meio aparecem supostas denúncias ao estilo de outros tempos do suposto bandido do Largo da Forca, um método político muito antigo, que ainda recentemente era usado pelos da São Cabrita.

Será que esses eleitos que se sentem acima dos vila-realenses desconhecem a Constituição da República Política, condicionando os direitos políticos dos cidadãos de Vila Real de Santo António às suas avaliações?

Há nesse pequeno grupo quem odeie o Bloco de Esquerda só porque tendo concorrido às últimas autárquicas e tendo tido votos poderá ter feito o PS perder um deputado municipal. Até foram buscar o Livre como antídoto contra o BE. Isto é, os vila-realenses são ovelhas e havendo menos redis, o redil apoiado pelo tal grupo terá mais votos. Portanto, todos os partidos e cidadãos de esquerda, em nome de valores superiores definidos pelos tais pensadores, só podem votar nos candidatos de que eles gostam, isto é, naqueles com quem combinaram receber nomeações em troca dos seus bons valores.

Isto parece uma anedota mas não é, andam a acenar com o espantalho do Luís Gomes para tentarem promover um mau candidato a presidente, porque já dividiram o poder entre eles, a mais de dois anos das eleições. Ainda não se sabe quando são as eleições e não só já têm candidatos, como estão dizendo aos vila-realenses que a bem do seu candidato abdiquem dos seus direito políticos.

Se têm um candidato tão competente e querido na terra, se o grupo de reflexão representa tantas correntes de pensamento, do que terão medo? Porque andam a convidar tanta gente, parece que só falta convidarem a estátua do Marquês, para integrarem as listas, porque andam tão nervosos com ataques descabelados?

Por que razão andarão tão borrados? Porque o representante do livre não rouba os votos do BE? Porque o amor recente do Chefe de Gabinete pelo PC não convence? Porque o tal candidato eleito pelo partido foi eleito sem que muitos militantes do mesmo partido tivessem dado por isso? Porque receiam a democracia, chegando ao ridículo de terem mantido a escolha secreta durante algum tempo?

Não conseguirão matar a democracia. Leiam António Aleixo.

INTERESSES ECONÓMICOS




Um concelho mesmo falido e incapaz de assegurar aquilo que poderíamos designar por serviços autárquicos mínimo, ainda pode dar de ganhar a gente escrupulosa, Há muitos licenciamentos fáceis, zonas ambientais que merecem ser protegidas e que despertam a ganância de empresários menos escrupulosos.

Ainda há muitos terrenos que por golpe mágico poderão ser vendidos, há zonas de dunas onde aparecem restaurantes como se fossem estranhos cogumelos, há edifícios que podem ser “nacionalizados” para serem entregues a empresários, há licenças de obras questionáveis. E se nós temos hoje no concelho empresários que construirão grupos comerciais ou da restauração com mérito, também temos por aí muitas obras duvidosas.

É por isso que é bom que os vila-realenses olhem aos sinais, porque se uns levam um envelope com uma sopa outros podem levar um envelope com um hotel ou com uma licença que podem valer milhões.

Não há autarcas ou candidatos a autarcas com poderes mágicos ou tão lindos e competentes que consigam unir em seu torno a nata empresarial. É natural que os empresários apoiem este ou aquele candidato, mas quando há interesses imobiliários ou outros envolvidos é bom que os candidatos não os exibam como certidão de uma espécie de competência técnica que atrais os empresários como se estes fossem certificadores de políticos.

Em democracia cada cidadão vale um voto e é bom que os candidatos respeitem este princípio, abstendo-se de apresentar-se rodeados de empresários, como se uns contassem mais do que os outros. É bom que em democracia as candidaturas apresentem ideias em vez de empresários ou de ilustres doutores vindos não sei de onde e a que propósito. É bom que os candidatos exibam ideias em vez de campanhas onde se percebe que há muito dinheiro, chegando-se a gastar mais num pequeno concelho do que se gasta nas campanhas d concelhos bem maiores.

CADELAS APRESSADAS PAREM OS CÃES TORTOS

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Primeiro foi o vereador da CDU, já o LdF tinha suscitado o problema do edifício da Rua de Angola, na sequência de mensagens de moradores. O vereador inteirou-se e suscitou o problema na Sessão de Câmara.

Condoída com o sofrimento alheio de pessoas vítimas de um processo contra o qual nada podia fazer a autarca mandou a sua advogada avençada, uma especialista em cobranças difíceis, para que ajudasse juridicamente os moradores. Com tanta gente empenhada e condoída e, em cima disso, tanto apoio jurídico de uma advogada tudo ficou descansado.

Entretanto chegam as cartas de despejo e fez-se silêncio, todos tinham feito as suas declarações de voto e estavam tranquilos com a consciência, até a autarca que mandou a sua advogada ajudar as pessoas.

Mas eis que alguém se lembrou de dar corda a um candidato nomeado há quatro meses e o homem fez a sua entrada triunfante prometendo muitos e bons empregos. Feito o milagre do emprego, voltaram a dar-lhe corda e duas semanas depois de terem sido recebidas as cartas de despejo eis que aparece mais um causídico, por coincidência um ilustre vereador municipal e putativo candidato à presidência da Assembleia Municipal.

Estava visto que a esquecida Santinha da Ladeira ainda fazia um dos seus milagres, foi tiro e queda, o douto causídico descobriu ali uma brilhante solução, como fazem todos os advogados das melhores escolas jurídicas cá da praça não tardou a encontrar um qualquer motivo para invocar uma nulidade processual. Era fácil, anulava-se a venda do edifício e tudo voltava à forma anterior.

Só é pena que não se tenha oferecido para trabalhar pro bono e logo ali assumir o patrocínio da causa em nome de todos os moradores. Não, era mais comodo e proveitoso que a sua brilhante solução fosse apresentada em Sessão de Câmara e de seguida o  'Senhor Chefe de Gabinete' faria espalhar a boa-nova pelas redes sociais, para que a cidade soubesse da grandeza daqueles a que os amigos já tratam em privado por “Senhor Presidente”.. Era um xeque-mate e os votos seriam para o grandioso candidato que de uma penada parece o novo Zorro a ajudar os desprotegidos.

Espertalhona, a autarca aceitou de bom grado, logo de seguida o povo da terra foi devidamente informado por mais um comunicado, desta vez um pouco menos hilariante do que a da aula de emprego promovida pelos Vasques. Todos ganharam, o vereador que foi o primeiro e durante muito tempo o único a preocupar-se, a autarca que ajudou com a advogada e mostrou-se condoída e até a implementar a brilhante solução proposta pelo ilustre causídico. E, a cereja, que estava em cima do bolo foi para o candidato que sempre que lhe dão corda é uma verdadeira máquina a resolver os problemas.

Só que parece que não leram bem os papelinhos, a verdade é que estão todos muito preocupados com os votos e todos arranjaram uma forma de dizerem aos vila-realenses que deram o seu melhor. E a verdade é que depois de tanta bondade e empenho as cartas de despejo chegaram e o prazo está a contar. Resta-nos desafiar a presidente, o vereador e o deputado municipal a estarem no prédio na hora de carregar os tarecos. Já agora, talvez o 'Senhor Chefe de Gabinete' se lembre de dar corda ao seu candidato, porque tem bom corpo para carregar umas mobílias.

Mas enquanto as pessoas vão acreditando neles é bom que leiam tudo, que consultem o processo. Leiam, antes de mais algo que está online e por isso não se podem queixar de que a São lhes escondeu informação, leiam a carta que a São mandou para o FAM e onde escreve isto:

«l) Medida com desvios face ao previsto. Por não ter ocorrido renegociação e rescisões de contratos de arrendamento e aluguer, tal como referido nos relatórios anteriores. O essencial desta despesa concentra-se em 3 entidades: Instituto de Reabilitação Urbana, Fundo de Investimento Imobiliário, SGU – VRSA, EM, SA, sendo que o predominante, quase 700 m € ano, se concentram no último correspondendo aos valores faturados pela SGU pelas rendas do parque de campismo e paços do concelho. O município já efetuou a revisão do contrato de arrendamento estabelecido com o Fundo de Investimento Imobiliário para o arrendamento habitacional cidades de Portugal deixando de ser intermediário neste processo, o que permitirá, em 2019, uma redução desta despesa superior a 120 mil €. Mais de 80% do valor inscrito nesta rubrica corresponde às rendas do edifício da CM e do parque de campismo que são pagos à SGU. Esta rubrica será anulada após a concretização do processo de liquidação e extinção da empresa municipal, cujo momento de concretização depende de condicionantes legais relativas à segurança e estabilidade de regresso das competências da AM o município. s) (Alinea q))»

Isto é, a bondosa São que mandou uma advogada falar com os moradores e se mostrou tão disponível há muito que sacrificou os moradores da Rua de Angola para poupar 120.000 € e deu conta desse seu gesto ao FAM. Compreende-se, em risco de perder o mandato e de ser condenada a pagar uma multa de muitas dezenas de milhares de euros, não hesitou e livrar-se do edifício, tendo tido o cuidado de deixar de fora deste golpe as instalações onde a autarquia tem os arquivos e que ficam no rés-do-chão.

Afinal não parece ter sido apenas um negócio de um fundo abutre, alguém poupou 120.000€. Enfim, não basta ter os candidatos embrulhados em bolas de naftalina para lhes dar corda quando se pensa que dá jeito aproveitar-se dos problemas alheios. Infelizmente não é fácil dar corda à competência, à capacidade de análise, à dedicação e à persistência. Ainda por cima, é óbvio que o  'Senhor Chefe de Gabinete'  é pouca coisa e estão mesmo a precisar de um coordenador externo.

Desejo a todos um Feliz Natal e que na hora de abrirem as prendas não se esqueçam de meter na árvore uma prenda simbólica, a prenda que todos deram aos residentes da Rua de Angola.

Enfim, quando se tem mais olhos de barriga acaba-se por fazer figura de lorpa. Um bom advogado em vez de gerar expetativas, confundindo a reunião em torno de um processo com um comício, não pedindo a consulta de todo o processo na CM e pensando mais num comunicado do que na solução do problema, lembra-nos a recordar um dito popular, que as cadelas apressadas parem cães tortos.

A OPOSIÇÃO INCOMPETENTE



Numa recente reunião da Assembleia Municipal um ilustre vereador de um partido da oposição tomou a palavra sobre uma questão com alguma complexidade técnica, logo de seguida uma colega de bacada teve de pedir a palavra para o corrigir, como era de esperar recebeu o agradecimento da presidente da CM e o elogio do irmão, também deputado municipal.

Isto diz muito sobre a competência com que são preparadas as reuniões da Assembleia Municipal por um dos partidos da oposição. Nem queremos imaginar o que seria desta oposição se não fossem os independentes e um ou outro deputado municipal que sabe o que faz.

Nas reuniões das sessões da Câmara Municipal o cenário não difere muito, se do lado da CDU há uma coerência na intervenção, já quer pelo menos um dos vereadores eleitos por aquela coligação a coisa parece um carrossel, umas vezes aparecem uns vereadores e noutras parassem dois, mais uma vez se não fosse o independente as coisas eram ainda piores. Nota-se uma falta de preparação dos dossiers, disfarçada pela apresentação de pedidos de informação.

É fácil dizer que o Luís Gomes e a São ganharam usando métodos menos próprios e recorrendo a jogos sujos. Diziam-nos em tempos que usavam a pressão sobre as pessoas para não se candidatarem pela oposição, que usavam informadores, que tinham empresários a financiá-los. O problema é que bastou o medo de aparecer uma candidatura independente que lhes poderia estragar o esquema e eis que percebemos que em VRSA houve quem tenha aprendido muito bem os métodos de que acusam os outros. Há informadores por todos os lados, pressionam as pessoas, difamam os rivais, às vezes ainda antes de eles o serem, como medida preventiva.

Será mesmo que o Luís Gomes é invencível? Bem, se olharmos para algumas personalidades da oposição é fácil compreender porque razão com uma autarquia já arruinada e uma candidata fraca o PSD ganhou as autárquicas de 2017. Ganhou porque houve muita gente na oposição que preferiu ficar em casa de pantufas, tudo fazendo para que os candidatos da oposição fossem derrotados, porque dessa forma as hipóteses de eleição em 2021 seriam maiores.


A incompetência é tanta que antes de enfrentar o Luís Gomes deviam ter havido umas primárias na oposição. Mas o esquema estava montado à muito e os que em 2017 apostaram na derrota da oposição aparecem agora como salvadores.

UM ORÇAMENTO MARAVILHOSO

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Graças ao site da CM nós pobres vila-realenses com problemas graves de iliteracia financeira fomos informados que o concelho tem mais um daqueles orçamentos que nos recordam que a São é da mesma terra do Centeno e por isso uma artista orçamental.

«Nesta sequência, o orçamento para 2020 traduz a opção política em utilizar uma previsão de receita prudente, com estimativas conservadoras, adotando soluções que permitam assegurar a estabilidade estrutural das contas do município, reduzindo o prazo médio de pagamentos e libertando fundos próprios para liquidação da dívida.» [CM VRSA]

Dizemos graças ao site da CM porque nesta terra os cidadãos são os últimos a saber e quando sabem de alguma coisa sabem-no graças ao Tiinho e com toda a manipulação oficial da informação. Ao que aprece a oposição, que tanto se queixa de dar informação, também não gosta de a divulgar, não vá alguém lembrar-se de ser melhor oposição do que a desgraça de oposição que tempos nos órgãos autárquicos.

Mas o mais divertido desta notas do nosso assessor Tiinho é que nunca se esquecem de entrevistar a muito douta autarca. Assim, ficámos a saber que:

«Para Conceição Cabrita, presidente da Câmara Municipal de VRSA, «um ano mais, este é um orçamento com um caráter extremamente realista, o qual se encontra fiscalizado e supervisionado por diversas entidades, nomeadamente o Fundo de Apoio Municipal (FAM), o qual deu parecer positivo ao documento, confirmando o rigor e a estratégia de consolidação e recuperação das contas municipais». [CM VRSA]



Grande São, fala que até parece o Centeno. E ainda acrescenta:

««O orçamento para o próximo ano continua a conciliar a necessidade da realização de algum investimento com o esforço suplementar de redução da dívida. Apesar disso, iremos manter o foco nas funções sociais, saúde, educação, habitação e ação social, bem como no desenvolvimento económico», prossegue Conceição Cabrita.»  [CM VRSA]

Ena pá, a senhora fala que nem um primeiro-ministro em tempos de fartura, vai manter o foco nos apoios sociais que acabaram, vai preocupar-se com a habitação certamente preocupada como os residentes da Rua de Angola ou com as vítimas do aumento brutal das rendas e ainda lhe sobre energias para o desenvolvimento económico.

Alguém acredita nisto? É óbvio que tudo é treta e bazófia. E alguém ouviu a ilustre oposição com assento nos órgãos autárquicos dizer alguma coisa sobre o tema? Pois é, não disseram nada, ficaram com os papelinhos só para eles. Estão bem uns para os outros.

A ÚLTIMA OPORTUNIDADE

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Muitos dos jovens que irão votar daqui a dois anos ainda estavam no ensino básico quando o concelho de VRSA foi “declarado” falido, tendo recorrido À ajuda do PAEL e, depois, do FAM para evitar a vergonha pública de ficar insolvente. Significa que nos últimos anos tivemos oito de orgia financeira irresponsável e outros oitos de miséria.

Mais quatro anos disto, com estes ou outros autarcas sucedâneos destes e esses jovens quase entram na vida profissional sem que saibam o que é viver num concelho com uma autarquia a sério. Terão uma ideia de ter visto as nádegas do Castelo Branco bamboleando em cima do reboque de um trator, de ter visto alguns cantores pimba, de se terem cruzado com uns cubanos que viviam à nossa custa sem saberem o que por cá faziam. Mas não viram uma autarquia norma, a fazer e a ser gerida como as outras.

Uma empresa de estacionamento que só serve para cobrar taxas cujo dinheiro tem um destino que ninguém sabe qual é, uma empresa de recolha de lixo que não recolhe lixo, uma empresa que vende a mesma água a um preço muito superior e que cobra multas a torto e a direito. É isto o que sobrou do concelho, uma espécie de coutada falida onde os cidadãos foram reduzidos a peças de caça.

Depois de oito anos de orgia financeira e de outros oito de incompetência, mais quatro de incompetência ou inércia seria dramático, totalizariam mais de uma década e meia, quase duas décadas de perdas de oportunidade e de atraso. Não basta mudar apenas de cores, o futuro não está entre a São e o Gomez, entre este e o Araújo, entre um dos Álvaros ou entre estes e a São e o Luiz. A escolha terá de ser entre competentes e incompetentes, entre servir ou servirem-se, entre mudar ou fazer de conta que se muda.

É tempo de escolher os melhores, os mais honestos, os mais independentes de interesses e que sejam os cidadãos as escolhê-los, sem jogos de fações partidárias. O Municio não é de grupos de assessores ou funcionários amigos, de fações partidárias, de inúteis ambiciosos ou de aldrabões. O Município é de todos e de cada um dos vila-realenses. Devemos agarrar a última oportunidade e quebrar com o ciclo da incompetência e do oportunismo.

É preciso recuperar a democracia em toda a sua plenitude, que sejam todos a escolherem os melhores para os representar, o concelho não tem de estar sujeito a escolher entre vencedores de jogos sujos de diretórios partidários. O concelho pode e deve escolher livremente e sem que a escolha seja feita por "empresários" ou diretórios ao serviço destes.

SUGESTÃO A UM CANDIDATO TEMPORÃO COM PREOCUPAÇÕES SOCIAIS

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Há meses que nos chegam notícias de atrasos no pagamento a beneficiários de apoios sociais por parte da Mão Amiga, sinal de dificuldades financeiras desta organização local. Primeiro ouvia-se falar de três meses de atraso, agora já alguém nos falou de cinco meses.

Estamos perante uma situação muito grave e que só poderá ser explicada pela inércia ou desconhecimento por parte de instituições públicas envolvidas, já que os dinheiros em causa não resulta da generosidade dos gestores da organização ou da imensa bondade da nossa autarca. Está em causa dinheiros públicos conseguidos com os nosso impostos e por isso estamos no direitos de nos questionarmos sobre o que se passa.

Estão em causa medidas que visam atenuar as consequências do desemprego, em especial do desemprego de longa duração ou de situações de deficiência. Se uma organização acedeu a dinheiros públicos para contratar pessoas e depois não procede ao pagamento das quantias que recebeu do Estado há razões para suspeitar de desvios de dinheiros ou, pelo menos, de má gestão. Alguém me explicou que estas instituições só podem intervir quando recebem conhecimento formal das situações e isso explica que o escândalo dure há meses sem que nada seja feio.

Soubemos que há poucos dias o putativo candidato do PS se deslocou a uma reunião com os residentes do edifício da Rua de Angola, acompanhado de um ilustre causídico do mesmo partido. É um sinal de que o candidato tem grandes preocupações sociais e estando nós na quadra natalício estamos certos de que quando o mesmo candidato souber que há muitas famílias que não terão o mínimo para fazerem de conta que estão na quadra natalícia, vai sentir uma verdadeira dor de alma.

É por isso que lhe deixamos aqui a sugestão de se fazer acompanhar do mesmo causídico e solicitar uma reunião com o responsável local do Instituto de Emprego e Formação profissional, para se informar da situação e interceder em defesa dos cidadãos que não estão recebendo os subsídios que já terão sido pagos por aquele instituto à Mão Amiga. Como uma voz "amiga" informou que nada se fazia porque o IEFP não tinha conhecimento formal, é uma oportunidade para o candidato do PS dar conhecimento formal do problema ao responsável local do IEFP A terra agradece.

VENDEDORES DE ILUSÕES

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Já com os recursos da autarquia esgotados o agora cantor que usa botinhas brancas transformou-se num verdadeiro vendedor de ilusões. Ao mesmo tempo que organizava uma orgia financeira à custa do aumento da dívida, o ex-autarca fez de caixeiro-viajante de ilusões. Eram projetos por todo o lado, uma moderna unidade de cuidados continuados, tratamentos dentários e oftalmológicos, uma verdadeira Dubai no Guadiana, um cluster do mar, etc., etc..

A sua sucessora prosseguiu a grandiosa obra desta seita maravilhosa e propôs oi que ainda não se tinham lembrado de prometer, uma casa da juventude e duas residências universitária, entre outras obras onde se incluíam variantes à EN125.

Agora sabemos o preço dessas ilusões mentirosas, um concelho arruinado. MAS mesmo assim não desistem, anda por aí quem diga que o ex-autarca assegura que o concelho estava bem, a culpa agora é da incompetência da sucessora. Isto é, mesmo numa autarquia arruinada e à beira da extinção o Luís Gomez ainda arranja coragem para impingir mais ilusões.

E como para ganhar a ilusões o melhor é prometer outras ilusões, agora há quem prometa empregos de qualidade, e como não se sabe bem como arranjam-se uns figurões e a coisa fica explicada. Parece que há quem queira que as próximas autárquicas seja um choque entre vendedores de ilusões.

É tempo de pôr fim a esta lógica dos partidos do poder. A situação do Município ´+e tal que todo aquele que prometa mais do que ser isento, honesto, rigoroso, transparente e competente está mentindo, está vendendo ilusões que os vila-realenses terão de pagar com língua de palmo, como muitos já estão suportando as ilusões antigas em que acreditaram.

Precisa-se de gente honesta que se apresente sem muletas e mentiras, sem ligações empresarias associadas a projetos duvidosos, alguém que venha para servir VRSA e não para se servir da autarquia e usá-la para favorecer os interesses que os ajudam a ganhar eleições.

EXCESSO DE MANUTENÇÃO


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As piscinas não servem apenas para a prática desportiva ou para mero lazer, são cada vez mais as situações em que os médicos e terapeutas recomendam a natação para aliviar ou ajudar a superar numerosos problemas de saúde. Aliás, qualquer unidade de reabilitação física conta com este tipo de equipamentos, porque muitas situações clínicas aconselham a que o exercício físico, neste caso exercícios de fisioterapia, sejam realizados dentro de água.

Isto significa que as piscinas municipais não são propriamente um sucedâneo das piscinas dos hotéis ou instalações complementares dão parque desportivo. São uma infraestrutura com múltiplos fins em que a saúde é um deles. Aliás, as nossas piscinas municipais são usadas por gente com problemas de saúde, como, por exemplo, pessoas com problemas na coluna, que dessa forma aliviam as dores ou ajudam s superar processos inflamatórios, como a do nervo ciático, não raramente associado a problemas nas vértebras.

Infelizmente a nossa autarquia esquece os que usam a piscina com fins terapêuticos, negoceia a utilização das piscinas apenas a pensar nas associações desportivas, porque lhes deve o dinheiro ou teme a reação pública, pelo seu impacto eleitoral. Ainda recentemente foi notícia o possível encerramento das piscinas, mas a onda de indignação gerada pela denúncia aqui no LdF e uma enorme dívida a uma das associações desportivas que usam e gerem a piscina levou a autarca a recuar.

É evidente que depois de gasto o pouco dinheiro que se tem nos afilhados do regime promovidos a assessores na autarquia e na SGU, a CM não tem dinheiro para nada, absolutamente nada, a não ser, talvez, os muitos passe4ios turístico institucionais de um vice presidente que parece ali estar só para passear. O argumento da manutenção não passa de uma desculpa para poupar.

Quem precisa de uma piscina por questões de saúde que vá pedir a Castro Marim ou Aiamonte, trata-se de um excesso de manutenção para esconder a dura realidade que resultou dos outros 12 anos da São, do Barros, do Gomez, do Pires e do Romão.

E A JUVENTUDE?

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Quase apetece colocar antes do ponto de interrogação um termo muito típico do Alentejo que uma vez alguém escreveu numa parede, perguntando pela Barragem do Alqueva. Mas como há tanta gente sensível nos meios do poder, o melhor é respeitar-lhes a sensibilidade. O desprezo dos ilustres da nossa terra pelos jovens é tão deprimente que quase nos leva à náusea.

Não porque o discurso dos jovens é mais ou menos bonito, porque devemos entreter os jovens com desporto e cultura como estratégia de evitar “maus caminhos”. Também não é pelo discurso banal que muitos políticos usam nas ocasiões convenientes, para se dizerem preocupados comas gerações futuras e todas as frases feitas e lugares comuns do costume.

Pensar nos jovens é muito mais do que isso, é apostar na criação de condições para que sejam superadas as desigualdades sociais se reproduzam através da multiplicação dessas desigualdades que resultam nas diferentes condições de acesso a boas soluções educativas ou profissionais. É corrigir as desigualdades crescentes entre os jovens na hora de aceder às universidades ou soluções profissionais.

Apostar nos jovens é a única forma de garantir que quando o deixarem de ser utilizaram as suas capacidades para encontrarem as carreiras profissionais que estão ao seu alcance. Só desta forma se supera a pobreza, evitando que a pobreza económica gere pobreza cultural. Falar de empreendedorismo, de fixação de quadros, de criação de bom emprego ou mesmo de investimento tecnológico é bazófia, puro oportunismo. Sem uma política para a juventude tudo isso são mentiras de oportunistas.

O que dá a nossa autarquia aos nossos jovens? A resposta é simples, dá-lhes um corno e a ponta do outro. Dá-lhes umas latas de tinta para pintarem umas paredes, dando ares de uma terra feliz, onde os jovens nada levam enquanto a autarquia gasta o pouco dinheiro que tem nos afilhados do poder.

UM PONTAPÉ NOS NÚMEROS



Desde sempre que a numerologia esteve presente na cultura de todas as civilizações, todos temos números para todo os gostos, quantos de nós olhamos para o 13 com desconfiança, enquanto na China o medo do azar associado ao 4 é tal que os edifícios não têm o 4.º ou o 14.º andar inscrito nos elevadores. Não admira que nas religiões abundem as referências aos números e que entre estes o sete seja dos mais glorificados, para os cristãos foi ao sétimo dia que Deus descansou, enquanto os judeus celebram o sabbath, o sétimo dia em Génesis, não admirando que um dos maiores símbolos do judaísmo sejam as sete velas de sabbath.

Muito influenciada pelo cristianismo a Maçonaria cruza-se com a religião em muitos dos seus símbolos. Por, exemplo, encontramos o “olho que tudo vê” ou olho da providência, um dois mais importantes símbolos da Maçonaria, a par do compasso, nos altares de muitas das nossas igrejas. A própria figura de Deus tem o seu paralelo na Maçonaria na figura do “Grande Arquiteto do Universo (G.AD.U.). A imagem acima simboliza o poder desse Deus / Arquiteto do Universo, com um compasso a desenhar ou a criar o mundo.

Mas daí a estabelecer a ponte entre alguém grande que estará lá em cima com um candidato pequeno que está cá em baixo, estabelecendo como ponto de união o número sete, sugerindo que o dia do baile de debutantes em que uma virgem é apresentada à sociedade ocorre, por divina coincidência, no dia de nascimento de Mário Soares, é ridículo demais para ser verdade

Para quem teve como um dos melhores amigos um fundador do PS, amigo de Mário Soares, maçon da mesma loja do fundador do PS esta associação não é apenas ridícula, é uma ofensa à Maçonaria e ao próprio fundador do PS. Isto não é Maçonaria, não é laicidade, não é republicanismo, é pura estupidez. E lamenta-se que um partido, neste caso o PS, desrespeite desta forma o seu fundador e dê o seu timbre a uma peça idiota como esta.

Este comunicado remete-nos para a questão da presença da Maçonaria em VRSA que existe desde a sua fundação. Não só o Marquês de Pombal era maçon, a arquitetura é uma obra do Iluminismo, tantas vezes associado à Maçonaria e o próprio arquiteto que erigiu o obelisco, um símbolo da Maçonaria, era igualmente um maçon. Mas lamentavelmente os sinais que vão aparecendo em VRSA em nada enobrecem a Maçonaria e neste caso até ofendem a memória de um dos mais ilustres membros do Grande Oriente Lusitano e fundador do PS.

A Maçonaria é uma instituição a quem a República e a Democracia portuguesas muito devem, por onde passou muita gente nobre e corajosa cujos nomes e memória mereciam melhor tratamento e maior cuidado na seleção dos seus pares nos tempos que correm.

Quando se associa um candidato a autarca de VRSA à coragem de Mário Soares vem-nos à memória o nome do jornalista Baptista Bastos e apetece-nos perguntar ao candidato associado ao 7, onde é que estavas tu no dia 25 de Abril?

PS: E como na nossa terra parece haverem políticos que associam o seu futuro brilhante a sortes numéricas, alertamos que hoje é um dia perigoso para sairem à rua, é uma sexta-feira dia 13. Cuidado...

MENTIRAS ECONÓMICAS




Numa das suas primeiras entrevistas a presidente da CM explicou que 2018 seria um ano de ajustamento e, tal como sucedeu com o país, depois desse ajustamento 2019 seria um ano de retoma. É óbvio que estávamos perante uma mentira económica já que no Município não se fez qualquer ajustamento, simplesmente depois de pagar ao Tiinho, aos construtores falidos, ao ex-eclesiástico e aos muitos assessores já não há dinheiro para acabar a cobertura do mercado municipal n sede do concelho, quanto mais o de Monte Gordo ou nas escolas do ensino básico.

É óbvio que 2019 foi uma desgraça bem pior do que a de 2018, já que foram feitos mais apertos e 2020 não promete nada de bom. Mas foi uma mentira bonita dita por quem percebe tanto de política económica como de Lagares de azeite. Mas os nosso políticos têm pouca consideração intelectual pelos seus concidadãos e andam sempre com a mentira na ponta da língua. 

Dizer que 2019 seria um ano de retoma é tão falso como associar as políticas de uma autarquia a estratégias locais de emprego.  E a mentira é maior ainda quando o Município não tem dinheiro para cantar um cego, chegando ao ponto de desprezar a saúde de quem é obrigado a trabalhar ou estudar debaixo de coberturas de amianto. Quem não tem um tostão para substituir um mosaico na Rua Teófilo Braga vai ter dinheiro para promover o emprego.


Qualquer economista sabe que há fatores poderosos na criação de emprego, quer na perspetiva do volume, quer da qualidade. Para haver emprego é preciso investimento e a qualidade do emprego gerado depende do perfil tecnológico desse emprego., E sejamos honestos, a atração do investimento depende muito mais de fatores económicos poderosos do que do belo sorriso de um autarca.

Os investidores procuram locas que apresentam importantes vantagens comparativas como, a localização perto de boas infraestruturas de transportes, a proximidade de portos e aeroportos, as zonas de concentração de recursos humanos qualificados, a proximidade de importantes recursos naturais, a proximidade em relação a grandes centros de inteligência de universidades. Além destes fatores há as políticas económicas de dimensão regional, que podem ser orientadas para determinadas regiões, são medidas de politica orçamental, fiscal, educativa, ou económica.

Que se saiba o nosso concelho ou região não tem sido nem foi contemplado no OE para 2020 com nada, pelo que não se espera qualquer mudança Neste quadro mais valia perguntar o que ao longo dos últimos anos fizeram os governos e os serviços regionais do emprego pela nossa região. Esses sim que terão uma palavra a dizer e deviam dar explicações para a desgraça económica a que estão conduzindo a região.


É por isso que sugere-se a todos os players da vida política local da nossa terra que sejam honestos, que se deixem de mentiras e encenações e que passem a prometer rigor, honestidade,competência e transparência, porque com mentiras e bazófias vão arruinar ainda mais a nossa terra.

UM COMUNICADO HILARIANTE




O mínimo que se pode dizer o comunicado do PS a propósito da Conferência organizada no passado sábado é que é um comunicado hilariante. Independentemente do mérito da iniciativa, cuja análise ficará para uma próxima reunião, o que se pode dizer deste comunicado é parece ser uma obra prima da comunicação, uma espécie de peça sovieto-norte coreano no melhor estilo queirosiano. Teríamos de ler prosas do século XIX, relatórios do tempo dos planos quinquenais ou os elogios da televisão norte-coreana para encontrarmos peças semelhantes.

A coisa começa em grande estilo, referindo o número sete, um número tão utilizado nas mais diversas simbologias, as sete cores da semana, os sete dias, os sete anões da Branca de Neve, os sete cavaleiros do apocalipse. Como as estrelas tinham de estar alinhadas com o acontecimento alguém se lembrou de dizer que “o número 7 é considerado o número perfeito e arrasta consigo uma carga simbólica, Mário Soares nasceu neste dia – 7 de dezembro”. Tinha de ser o lançamento tinha de ser abençoado e como se trata de gente laica e republicana, nalguns casos maçons da maçonaria irregular, como estão dispensados os santos cristão promove-se desta forma ridículo o fundador do PS a santo protetor. Mais ridículo é difícil...

Vejamos algumas das pérolas do comunicado:

“efusivamente aplaudido pelas pessoas que já transbordavam para fora do enorme salão”, “contou com um ilustre painel de oradores de assinalável craveira”; “ largas dezenas de cidadãos que se deslocaram num sábado à tarde ao Hotel Apolo, encheram o salão e participaram ativamente neste debate”; “deram provas de que acreditam no Partido Socialista e no seu candidato Álvaro Araújo como agentes da mudança”; “Estiveram representadas profissões de grande responsabilidade civil “; “a classe docente, que esteve ali representada ao mais alto nível”; “população em geral, que manifestou claros sinais de confiança nas linhas orientadoras ; “O momento culminou com a intervenção do candidato”; “Álvaro Araújo, efusivamente aplaudido pelas pessoas que já transbordavam para fora do enorme salão”; “numa tarde de verdadeira magia democrática”.


Estão dispensados os órgãos autárquicos e os labregos da terra que nada percebem de ciência, os senhores ilustres que o candidato do PS mobilizou vieram “linhas gerais para o desenvolvimento do EMPREGO em Vila Real de Santo António, constituir uma alavanca para apresentar propostas que pudessem incrementar esse emprego, promover a fixação da população jovem no Concelho, construir um olhar diferente e dinamizador para o futuro! “

MAS se gente tão genial não bastasse eis que a conferência conseguiu muito mais: “ouvir e fazer-se ouvir pelas largas dezenas de cidadãos que se deslocaram num sábado à tarde ao Hotel Apolo, encheram o salão e participaram ativamente neste debate, apresentaram ideias, partilharam publicamente as suas preocupações e, sobretudo, deram provas de que acreditam no Partido Socialista e no seu candidato Álvaro Araújo como agentes da mudança, que começou hoje a trilhar o seu percurso.”

Desde a última aparição do Kim Jong-un  que não se via nada disto, gente anónima e inculta a chorar de alegria por estarem ao lado do líder, que tiveram a suprema felicidade de lhe tocar, Mas não foi apenas povo anónimo que acorreu, estavam ali “representadas profissões de grande responsabilidade civil e que coadjuvam o desenvolvimento do emprego em qualquer região”, “os principais empresários do Concelho, das mais variadas áreas”, “, a classe docente, que esteve ali representada ao mais alto nível”. Parece que, lamentavelmente o Bispo de Faro não esteve presente, o nosso amigo de Freixo de Espada à Cinta deve ter tido outros afazeres, o que é lamentável, a sua bênção seria sempre bem-vinda e então é que o candidato já estava eleito.

E temos de estar gratos porque “Jorge Botelho, ex autarca de Tavira, fez questão de marcar presença e de se associar a este evento, proferindo algumas palavras de incentivo ao PS de VRSA”

Mas o momento mais alto do acontecimento um verdadeiro orgasmo político deu-se quando o nosso grande líder subiu ao cimo do cerro de São Miguel no seu cavalo branco e lá chegado deu-se o milagre, em poucos segundos fez-se sol. Foi inspirado nas lendas do regime norte coreano que o “Tiinho” do PS nos anunciou solenemente e curvado pelo peso da devoção que:

“O momento culminou com a intervenção do candidato do Partido Socialista de VRSA às eleições autárquicas de 2021, que apresentou as linhas que orientam um projeto que se adivinha vencedor, pelos contornos que o compõem: Álvaro Araújo, efusivamente aplaudido pelas pessoas que já transbordavam para fora do enorme salão, definiu, com a determinação que o caracteriza, os objetivos do projeto que lidera e que passam por ouvir os problemas e apresentar soluções responsáveis, criar alternativas, inovar em todos os níveis para promover esse EMPREGO de que se falava hoje.”

E como não podia deixar de ser, teremos de esquecer a fundação da vila pelo Marquês de Pombal, ignorar a nova Dubai que o Luís Gomes construiu nesta margem do Guadiana, porque:

Ficou, inequivocamente, provado que o futuro começou hoje.

Enfim, vamos esquecer os idos anos do século XVIII porque VRSA foi refundada no dia em que o nosso grande líder subiu ao cerro de São Miguel, um dia em que as lágrimas do povo anónimo encheu os barrancos e sem chover as barragens do Beliche e de Odeleite ficaram a transbordar como nunca se tinha visto.

Esta nota de imprensa que parece ter sido escrita por alguém que não sabe o que é uma nota ou uma nota de imprensa, é uma peça tão ridícula, tão hilariante na bajulação, tão de baixo nível como na forma como associa Mário Soares à iniciativa e ainda por cima usando o 7 como elemento inspirador, tudo isto é tão patético que temos de acreditar que foi algum infiltrado a coloca-la online. É difícil de acreditar que os responsáveis políticos locais e o próprio candidato tenham lido esta peça ridícula.

Só mesmo algum inimigo do putativo candidato do PS escreveria tantas baboseiras norte-coiras norte-coreanas na Europa e a caminho de meio século vinte e um.  Escreveria este comunicado. E já que o dito é tão dado ao misticismo da numerologia recordamos que no Velho Testamento o número foi mencionado por 77 vezes, muitas dessas menções relacionavam o número ao diabo, sendo considerado um número para o azar.


ABUSO FINANCEIRO DE MENORES

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Quando o LdF denunciou, no verão de 2018, a transformação do concelho de VRSA numa lixeira a céu aberto, responsabilidade clara da CM e da empresa a quem os artistas venderam o serviço de recolha de resíduo sólidos, caiu o Carmo e a Trindade. Que era mentira, que o lixo se devia ao fato de os turistas serem porcos, que os turistas eram incentivados pelo LdF a atirar o lixo para-a rua. Até um palerma residente em Bruxelas veio defender que a capital belga era mais porca do VRSA, nem faltou a causídica avançada Ângela vir em defesa da patroa.

Em 2019 a desgraça continuou, ainda que um pouco atenuada. Mas, sem 2018 a nossa autarca tentou tapar o sol com uma peneira, em 2019 deu início a uma nova pantomina, afinal Haia mesmo muito lixo, que ia aplicar as penalizações do contrato. E se veio a público que em 2018 a autarquia tinha acumulado uma dívida de mais de um milhão de euros à ECOAMBIENTE  , em 2019 a nossa autarca descobriu que a empresa devia mais de 500.000 € em penalizações, devido a incumprimentos contratuais. Com um montante destes não é difícil de adivinhar que bem feitas as contas a ECOAMBIENTE  ainda vai acabar por pagar a dívida do Município.

A mesma senhora que defendia a ECOAMBIENTE  com unhas e dentes descobriu agora uma forma engenhosa de se livrar da dívida à ECOAMBIENTE  , que já deve ser bem maior do que a acumulada até final de 2018. O truque não é novo, é um dos muitos expedientes que podem ser utilizados para transformar dívidas normais em dívidas litigiosa, evitando que sejam contabilizadas como tal. Inventa-se um qualquer litígio e diz-se que não se deve ou que o montante em dívida é diferente do que foi exigido.

É assim que tanto Luís Gomes como a São Cabrita têm acumulado cada vez mais dívida, em vez de pagarem o que ficaram a dever, arranjam truques e com pagamento a advogados vão iludindo a contabilidade, enganando um FAM que parece gostar de se fazer enganado e, pior do que tudo, enganando os vila-realenses enquanto vai destruindo o concelho, até não sobrar pedra sobre pedra.  Já recorreram a este truque por diversas vezes, fizeram-no para não reembolsarem o dinheiro que receberam por conta do hotel que ia nascer em Monte Gordo, num terreno que não pertencia à autarquia. Fizeram-no mais recentemente com a dívida à Águas do Algarve e fazem-no agora com a ECOAMBIENTE  . Não pagam, escondem a dívida debaixo do tapete e gastam fortunas em advogados para eternizarem este esquema.

Mas desta vez o FAM já está menos à vontade para que os seus responsáveis digam uma exclamação “Oh!”, quando a São lhes disser que foi apanha-a com uma dívida de surpresa para eles darem mais uma cambalhota nos seus relatórios. Desta vez a “criança” nasceu já com os padrinhos do FAM na maternidade onde são paridas as dívidas do nosso concelho, até se poderia dizer que o contabilista de Borba assistiu ao parto de mais este buraco financeiro.

Mas desta vez a São em vez de esconder decidiu enfiar um barrete à oposição e pelo que se viu na sessão de câmara há quem na oposição seja fácil de enganar ou de ser enganado. A autarca fez as queixinhas contra a ECOAMBIENTE  e a senhora que tem dirigido o Município como se fosse uma venda dos Ciprianos, veio agora pedir à ajuda dos vereadores dos partidos da oposição, porque uma posição unida tinha mais força perante a ECOAMBIENTE  . Isto é, só em 2017 a senhora não precisou da oposição e em vez disso preferiu comprar a força do amigo Morais Sarmento com mais de 500.000 €, mas agora já se esqueceu que com a maioria absoluta que como ela própria ice que soube ganhar, tem toda a legitimidade política e legal para representar e defender os interesses do Município.

Então para que quer a unanimidade do Município? Certamente não é para assustar a ECOAMBIENTE  . A explicação é outra, com o FAM entre a espada e a parede era preciso criar a pantominice do município unido contra os malandros da ECOAMBIENTE  . O mais divertido é que enquanto um dos vereadores disse que estava aberto a entrar na encenação mas antes iria questionar o PS, o putativo candidato da CDU nem pensou duas vezes e embarcou nesta cruzada, talvez porque o tal contabilista de Borba, que ninguém sabe como veio aqui parar, já foi vereador da CDU.

Querem meter medo à ECOAMBIENTE  ou montar uma pantominice para que o FAM faça de conta que aceita que os responsáveis da autarquia foram vítimas de uma espécie de abuso financeiro de menores?