Vejam bem o Araújo é "o caminho da verdade e da vida", numa das suas homilias na Igreja Evangélica.
LARGO DA FORCA
Voz da democracia e da liberdade de expressão em Vila Real de Santo António
O DERROTADO VOLTOU (?)
Diz-nos voz amiga que o Cipriano depois da derrota
humilhante que sofreu em Castro Marim e quando já se despediu de VRSA num vídeo
onde ignorou o Araújo, estará de regresso a VRSA. Contam-nos que será o Araújo
que o quer à frente da SGU, uma empresa municipal ressuscitada da tumba por
aqueles que sempre foram contra a sua existência.
A ser verdade e se a oposição, maioritária no executivo, o
permitir, isso significa que um Araújo derrotado e com o pelouro dos
cemitérios, consegue reconstituir a sua equipa com a ajuda de uma oposição mole
que está com mais receio de uma estratégia de vitimização do que com vontade de
acabar com um autarca que todos sabem que ganhou com truques de baixo nível.
Esperamos que a oposição não se deixe ludibriar pois a SGU é
uma forma de o Araújo poder fazer mais das suas sem prestar contas nas reuniões
do executivo. Este Araújo não deve merecer confiança por parte de uma oposição
que sabe quais os seus métodos e a natureza antidemocrática deste autarca
incompetente, mentiroso e desrespeitador da lei.
LEMBRAS-TE ARAÚJO?
Ao fim do primeiro ano de manato e se teres feito mais nada
do que laurear a pevide por aí, à custa do nosso dinheirinho, achaste que
tinhas que festejar o aniversário do mandato. E a melhor ideia que tiveste,
como já é um costume, decidiste enganá-los com uma das tuas menirinhas.
Mandaste as meninas que tratam da tua imagem divulgar no
Facebook da CM uma das tuas boas novas, que em cumprimento do teu programa
eleitoral tinhas posto fim ao estacionamento tarifado. Pois, tal como todo o
teu programa eleitoral era mais uma das tuas mentiras. Mesmo assim, alguns
lambe cus mais idiotas andaram nas redes sociais a elogiarem-te por conta da patranha.
Não só o título era uma mentira, como essa mentira pode
ficar cara aos vila-realenses. É assim, não é Araújo? Mas, claro que agora
estás caladinho, já não te gabas das tuas façanhas mentirosas e não dizes a
ninguém o que tenm acontecido no tribunal. Não só terás perdido, como agora
passaste de perseguidor a perseguido judicialmente, algo que pode acontecer
quando nos metemos na justiça sem razão.
Mas, mais grave, parece que no julgamento a tua
incompetência na forma como arranjaste motivos para ires a tribunal ficou
evidenciado e, pior ainda, nas motivações com que pretendeste ir ao Tribunal:
«
Durante o processo, o autarca Álvaro Araújo, no afã em tentar a todo o custo
afastar a empresa concessionária, chegou mesmo a afirmar perante o juiz que a
decisão em recorrer aos tribunais se tratou de uma escolha pessoal e política,
já que não pretendia ter contratos ativos superiores ao término do seu mandato,
o que implicava na sua tese, reduzir um contrato que ainda tinha a duração de
22 anos a apenas 2 anos…»
Se isto foi assim estamos perante uma verdadeira patetice.
Só que estas patetices podem sair-nos caras, não é assim Araújo?
Um dia destes já foste corrido e vamos ter de pagar com
língua de palmo a tua incompetência e papetices:
« Por seu turno, a ESSE interpôs uma
ação judicial contra a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António,
reclamando uma indemnização por danos emergentes e lucros cessantes decorrentes
da tentativa de resolução ilegal do contrato, no montante global de 13,8
milhões de euros, conforme previsto no próprio contrato de concessão, sendo que
essa ação principal continua no TAF a aguardar julgamento.»
Fonte: https://24horas.pt/vila-real-de-sto-antonio-camara-municipal-volta-a-perder-em-toda-a-linha/
A POÇÃO MÁGICA DO ARAÚJO
A poção mágica do Araújo deixou de dar resultados, a compra
de adversários disponíveis para se corromperem politicamente, traindo os
eleitores, deixou de resultar. Não por falta de tentativas, mas sim porque se
acabaram os traidores disponíveis para o ajudarem. Ainda assim, a vergonha é
escassa e o Araújo ainda teve a desfaçatez de tentar “comprar” o Arq. Carlos
Barros a meio de uma sessão de câmara.
Na falta de poções mágicas o Araújo encontrou uma solução
para transformar uma minoria numa maioria absoluta, porque para este político
governar sem despotismo não resulta, pelo que só sabe gerir com o poder
absoluto.
Agora, descobriu um papel que lhe permite ignorar a lei e
tenta a todo o custo gerir a freguesia de Monte Gordo sem uma maioria absoluta.
O homem ainda não percebeu que nas autarquias portuguesas não existe um sistema
maioritário, onde uma minoria vencedora pode governar como se contasse com uma
maioria absoluta.
Sucede que em Monte Gordo há uma maioria de mais de 58% na
Assembleia de Freguesia, algo que o PS de VRSA insiste em não perceber,
tentando ignorar a maioria dos representantes dos montegordinos, como se o fato
de terem eleito o presidente da Junta de Freguesia lhes desse o direito de
eliminar a oposição.
O curioso é que depois de uma reunião vergonhosa, onde
atacaram em peso, esqueceram-se do que lá sucedeu e apresentaram uma ata onde
tudo era escondido. Enfim, talvez seja tempo de levar a situação à justiça,
para ver quem tem razão, se os representantes da maioria dos montegordinos ou o
Catarino e o Araújo.
GENTE SEM VERGONHA
As meninas enriquecidas com o dinheiro dos vila-realenses
que tratam da imagem do Araújo na CM comportam-se como se trabalhassem na
televisão da Coreia do Norte e no vídeo relativo à posse dos novos órgãos autárquicos
as imagens de fecho são dos eleitos pelo PS para os diversos órgãos, ignorando
todos os restantes eleitos, incluindo o mais importante, o presidente da Assembleia
Municipal.
Parece que o desespero de uma derrota na Assembleia
Municipal e de uma minoria no executivo está a levar esta gentalha a ter ainda
menos vergonha na cara, o que certamente corresponde a ordens do Araújo, porque
por ali tudo é comandado pelo Araújo e pela enfermeira.
PARABÉNS
Ao Dr. Francisco Amaral está de parabéns, mais uma vez
venceu uma luta eleitoral, é o autarca mais antigo do país e é o terceiro
concelho onde tem responsabilidades.
A VRSA porque soube escolher a mudança e pôs fim a quatro
anos em que a sua Assembleia Municipal foi presidida por uma senhora sem estar
à altura do cargo.
Aos eleitos pela oposição que ao contrário de outros não se
venderam ao Araújo e ao contrário daqueles que escolheram o caminho da traição,
imitando Judas, podem andar de cabeça erguida e olhar olhos nos olhos aos que
lehs confiaram o seu voto.
Ao Arq. Carlos Barros pela capacidade de com o Dr. Francisco
Amaral ter enfrentado um desafio especialmente difícil, contra um político sem
grandes escrúpulos, que usou de todos os meios menos democráticos para
conseguir votos fáceis e a manobras de política suja para ganhar freguesias.
Agora sim que VRSA poderá mudar, mas para melhor, tem dois
políticos isentos, honestos e competentes, um a liderar a oposição e capaz de
devolver o Araújo a Lanheses, de onde nunca devia ter saído, e o Dr. Francisco
Amaral a liderar o nosso parlamento municipal.
O QUE DIZ A LEI DA REPÚBLICA PORTUGUESA?
Como anda por aí muito idiota a falar da lei da República
Portuguesa a propósito do sucedido na Assembleia de Freguesia de Monte Gordo vejamos
então o estipula essa famosa lei.
O Regime Jurídico das Autarquias Locais é estabelecido pela
Lei 75/2013, de 12 de Setembro, que no seu artigo 3.º. relativo à natureza da
Assembleia de Freguesia, estabelece que “a constituição, composição e
organização dos órgãos das autarquias locais são reguladas na Lei n.º 169/99,
de 18 de setembro, alterada pelas Leis n.os 5-A/2002, de 11 de janeiro, e
67/2007, de 31 de dezembro, e pela Lei Orgânica n.º 1/2011, de 30 de novembro”.
Vejamos então o que estabelece esta Lei n.º 169/99, no seu artigo 9.º,
relativo à primeira reunião da Assembleia de Freguesia.
Tal como estabelece o n,º1 a primeira reunião da Assembleia
de Freguesia de Monte Gordo foi presidida pelo cidadão mais votado para a Junta
de Freguesia, neste caso do Ricardo Catarino. Até aqui tudo bem.
Como estabelece a lei esta reunião servia para “efeitos de
eleição, por escrutínio secreto, dos vogais da junta de freguesia, bem como do
presidente e secretários da mesa da assembleia de freguesia.”
Vejamos então o que estabelece o n,º 2:
«Na ausência de disposição regimental compete à assembleia
deliberar se cada uma das eleições a que se refere o número anterior é
uninominal ou por meio de listas.»
Sucede que a Junta de Freguesia de Monte Gordo tem um
regimento aprovado na Assembleia de Freguesia do dia 28 de setembro de 2006.
Este Regimento nunca foi revogado e, portanto, encontra-se em vigor. Todavia,
sobre esta matéria estabelece no seu artigo 16.º, relativo à “Eleição, Mandato
e Destituição da Mesa”, apenas estabelece que no seu n,º 1 que “a mesa é eleita
por escrutínio secreto”, isto é, nada estabelece sobre o modelo de votação.
Assim sendo, aplica-se o que dispõe o n.º 2, isto é, “compete
à assembleia deliberar se cada uma das eleições a que se refere o número
anterior [vogais da junta de freguesia, bem como do presidente e secretários da
mesa da assembleia de freguesia] é uninominal ou por meio de listas. Assim
sendo, o presidente dessa primeira reunião da assembleia, deveria ter colocado
à votação qual o método a seguir nas votações, se por listas, e realçamos o “s”
porque significa pluralidade, isto é, não necessariamente lista única, ou por
escolha uninominal.
Se a escolha tivesse sido pela votação de listas e ocorresse
um empate e insistimos no plural “listas” e só assim faz sentido a lei falar de
empate, a votação seguinte seria obrigatoriamente uninominal.
Note-se que estão em causa duas eleições sucessivas, para a
mesa da Assembleia de Freguesia e para vogais da Junta de Freguesia.
A este propósito recorde-se que o artigo 24.º da Lei 169/99,
relativo à composição da Junta de Freguesia, estabelece que « Os vogais são eleitos pela assembleia de freguesia ou
pelo plenário de cidadãos eleitores, de entre os seus membros, mediante
proposta do presidente da junta, nos termos do artigo 9.º »
Assim sendo, a eleições obedece às regras do artigo 9.º e em
circunstância alguma cabe ao presidente a escolha nem dos vogais da junta, nem
dos membros da mesa da Assembleia de Freguesia.
Não havendo regras estabelecidas pelo regimento o presidente
da Junta de Freguesia tem de colocar a votação da Assembleia de Freguesia se a
escolha é por listas ou uninominal, não podendo ser ele a decidir que existe
uma lista única ou quem pode ou não ir a votos no caso de escolha uninominal.
Qual é a linha da lei que é difícil compreensão ou
interpretação com alguém que tenha a quarta classe e não seja estúpido?
INCOMPETÊNCIA
Ignoraram a tempestade e depois desta passar, já depois das
nove horas, estão preocupados com o trânsito? Nada preparado, nem na proteção
civil nem na Soliva, um dia norma de trabalho para quem deveria prevenir e
minimizar as consequências de um temporal.
EM matéria de temporais o Araújo termina como começou o
mandato, de forma incompetente.
A LEI DO ARAÚJO
Há muito que se percebeu que em VRSA não se aplicam as leis
da República tal como são publicadas no DR, por aqui aplicam-se as suas versões
locais decididas pelo Araújo. Já vimos o Araújo lançar concursos para obras já
realizadas, ignorar decisões do Tribunal de Contas e mais algumas tropelias.
O que nunca nos passou pela cabeça era que o Araújo também tivesse
uma lei sobre como funcionam as assembleias de freguesia. Mas a verdade é que
tem e a personalidade que ficou encarregada de a explicar em vídeo foi o
presidente eleito da JF de Monte Gordo.
Isto depois de uma reunião da Assembleia de Freguesia onde
valeu de tudo, com o Catarino a inventar uma nova forma de votação, única em
Portugal e no mundo, ele propõe uma lista que está aprovada e a crer na sua
intervenção a oposição só pode votar a favor ou abster-se.
Isto, com uma sala onde estava o Araújo e sus muchachos,
cunhados, CR7, Célia Paz, e muitos mais acompanhados de uma licenciada
em direito da CM, muito obediente, isto é, obedecendo a uma equipa que não sabe
qual a diferença entre a Constituição e o regulamento da Liga de futebol!
Não admira que às duas por três a pobre senhora tivesse de
ser socorrida pelos presentes, que lhe deram o habitual copo de água com
açúcar, para se reanimar.
A ilustre comitiva liderada pelo autarca mais minoritário do país, além do seu Xerife, ainda tinha o segurança privado na sala ao lado, não fosse algum cuico da oposição mais tresloucado, entrar pela sala dentro incomodar Sua Excelência. Só se esqueceu de levar o seu fotógrafo privativo, alguém que nunca faltou nas suas numerosas viagens, para que quano um dia for escrita a história de VRSA, nada se escape à futuras gerações.
Enfim, ainda não vimos um porco a andar de bicicleta, mas
apostamos que um dia destes vamos ter uma nova versão da Constituição da
República, reescrita em espanhol pelo moço de Lanheses!















