A ENTREVISTA DA SÃO AO LARGO DA FORCA

 


É uma entrevista notável, onde a presidente nos falar do contabilista de Borba, dos negócios da CM, do papel do Pires e de muitas outras coisas, incluindo referências às cantorias e à vida particular de Luís Gomes.

Longe vão os tempos em que dizia numa entrevista ao Jornal do Algarve que “sinto-me muito honrada de ter feito parte dos executivos liderados por Luís Gomes”. O orgulho deu lugar à desilusão, afinal no último mandato o Luís Gomes não apareceu e a presidente da CM parece recear o que assinou de cruz. O presidente do conselho de administração, que é o seu grande defensor nas Bocas no trombone não passa, afinal, de um peão de brega.

 

(Aviso, como dirá o Cabritão é tudo mentira, tudo o que aqui está escrito é pura ficção, qualquer coincidência com a realidade é pura coincidência, não é São)

 

[Largo da Forca] Comecemos pelo princípio, no passado alguma vez teve que ver com estes dossiers mais sensíveis, como os negócios do urbanismo ou os problemas financeiros….

[São Cabrita] Eu comecei dali detrás, vereadora oito anos e depois fui vice-presidente, as minhas áreas eram a educação, o desporto, os recursos humanos, o desporto, não quero dizer que sejam áreas menores, mas andava na minha vida, estas questões de estratégia financeira, urbanismo, era tudo com ele (Luís Gomes).

[LdF] Mas….

[SC]  Eu não estou aqui a dizer que eu sou uma santa e ele é um diabo. Talvez, mas se calhar talvez. Estou cheia de fartura até ao pescoço.

[LdF] Mas depois aceitou ser candidata

[SC]  Dá-se a situação que eu digo Luís “saio contigo que eu não me apetece cá ficar”. Não, só tu és que podes ganhar nanha nanha é só eu para te convidar…

[LdF] Dizem-nos que para renegociam o acordo com o FAM e receber mais dinheiro vai vender o último terreno que a CM tem no concelho, o terreno que no passado os Uvas deram ao Município para ali instalar um parque infantil. O Luís Gomes sabe de alguma coisa?

[SC]  Sabe que ele telefonou-me a dizer que “Há tenho aqui gente interessada no terreno e eu perguntei «há algum problema com o terreno?». Não, não, está tudo limpinho. Portanto, nem agora me falou neste problema, mas eu também não lhe disse nada.

[LdF] E vão vender o último anel que a CM tem nos dedos?

Estamos intervencionados pelo FAM, estamos com graves dificuldades financeiras e é uma forma de ter ali receita… aquele dinheiro vai todo para a dívida … eu não posso fazer flores nenhumas ..,. eu agora já tinha feito o projeto para ali, há gente interessada pela primeira vez, não quer dizer que venha alguma coisa [venha dinheirinho] …

[LdF] E pode negociar e vender esses terrenos sem problemas?

[SC] Eu tenho de ver com o FAM se isso é possível, …  é assim, não é que o FAM mande, não é que mande não, manda!, uma vez que nos tem emprestado dinheiro, pois tem toda a legitimidade … o facto de, não é o contabilista de Borba  … 140 milhões de euros!

[LdF] E a oposição não diz nada?

[SC] Eu vou-lhe contar uma coisa, tudo é um problema, eu tenho sempre a oposição, a CDU e o PS e depois tenho a outra, que é ele (Luís Gomes) e o resto … porque ele se quer candidatar.

[LdF] O Luís Gomes é que é a oposição?

[SC] Ontem fomos inaugurar … e o Dr. Pedro Pires, que também foi, achei por bem, eu não sou parva neste sentido, como ele é que começou o processo do Hotel Guadiana,  dar-lhe ali um elogio, pronto, dizer que foi o meu antecessor que esteve a visão deste hotel. O Pedro Pires andava só picando, o resto das pessoas que estavam lá presentes, pois a presidente não falou do Luís Gomes, mas afinal quem era o meu antecessor? Não podia ser outro. É coisinhas destas que sempre pondo à prova a minha lealdade, e anda sempre nisto, e sempre, e sempre…

[LdF] Pensávamos que tinham boas relações…

[SC] Ele diz que eu sou uma traidora.

[LdF] Não me diga…

[SC] Quer dizer, eu estou a apanhar com a dívida toda, eu sou ingénua ao ponto de antes de ter entrado dizer assim “diz-me lá qual é a dívida de Vila Real. Mas confiava, 12 anos, eu sabia que havia dívida, mas que não era assim, não é? Isto era tudo feitio de uma forma que hummm, o orçamento zero, nunca havia problema.

[LdF] E as contas da SGU, pelo menos aí está tudo bem, a empresa dá sempre lucro.

[SC] Quando houver as contas em abril, vai dar resultado negativo na SGU, pela primeira vez deu. Novamente eu vou ser acusada de fechar a SGU. Portanto, todas as medidas más …

[LdF]  Mas, então, porque a convidou para se candidatar?

[SC] Eu (Luís Gomes) vou mandá-la para lá, ela vai ganhar as eleições, e a seguir nós vimos… Mas

[LdF]  E a situação financeira, como será resolvida? Eles esperam que você resolva tudo?

Mas isto é uma dívida que se paga em 30 anos, eles estão muito enganados, isto em menos de 30 anos não se paga esta dívida, mas pronto.  Neste momento só temos esta casa [edifício dos Paços do Concelho] e somos uns pobrezinhos, não temos nada para nos mexermos…

[LdF] Quer dizer que eles já não se metem nos negócios da CM, você não o permite….

[SC] Hoje vêm cá com o Pedro Pires uns senhores para verem o terreno do Parque de Campismo, cujo terreno também não está bem registado, e vêm com o Pedro…

[LdF] O mesmo Pedro Pires de que falou anda por aí a fazer de vendedor imobiliário dos terrenos no Parque de campismo?

[SC] ….

[LdF] E no passado, correu tudo bem entre si e o Luís Gomes? Como foram as coisas no último mandato, quando era vice-presidente?

[SC] Reuniões do executivo no último mandato nem uma. E qual é o meu receio agora? É que muitas vezes e por confiar, vamos lá ver, o último mandato ele praticamente nunca estava cá, então eu é que o substituía, então está a ver o que é, imagine, vinha cá o  … e eu ficaria a olhar para isto, agora eu vou ter de perguntar ao presidente, e eu dava, desculpe lá a expressão, eu dava bordoada até dizer chega…

[LdF] Assinava tudo de cruz por confiar em Luís Gomes?

[SC] ….

 

[LdF] E quando chegou a presidente, o que fez?

[SC] Quando entrei aqui ele ainda deixou cá o peão de brega que era o Pedro Pires, que tapava isto tudo, até que houve um dia, que vá lá que acordei, podia até nem ter acordado, que ele respondeu-me de uma forma, que eu prensei vou chamar aqui as pessoas do FAM sem ele e tirei-o daqui, ou seja, tirei-o da parte das finanças. E portanto eu sou uma traidora.

[LdF] E o Luís Gomes, ainda se mete nos assuntos da CM?

[SC] O Luís vem-me propor coisas que ele como presidente não fazia. Também sou uma traidora. Então tu como presidente não fazias isto e agora queres que eu faça, então mas como é que é isso … sem necessidade nenhuma de ele fazer estas coisas.

[LdF] Mas…

[SC] Era assim, é uma pessoa inteligente, é uma pessoa que passou aqui bem, e agora o poder deslumbrou-o …  e agora continua!

[LdF] Continua…?

[SC] Continua igual, a achar que, as cantorias ele tem lá a sua questão, eu em vou questionar essa parte, nem vou questionar as cantorias, com a vida pessoal também não tenho nada a ver…

[LdF] A vida particular?

[SC] É assim, cada um faz o que quer, agora sistematicamente ainda no outro dia ele disse-me, mas ó Luís tens a certeza de que está tudo bem? Só para ver até onde ia a franqueza dele…

 

(Fevereiro de 2019)



O TOQUE DE FINADOS DA NATAÇÃO EM VRSA

 


Todos sabemos que há muito que a São Cabrita tem algo preparado para as piscinas municipais, até há quem fale pelos cantos de uma possível concessão privada, havendo mesmo quem sugira que um dos interessados é o cunhado, um familiar que ela contratou para pouco fazer.

Aliás, já no ano passado houve a intenção de encerrar as piscinas, para correr com os praticantes desportivos, ainda que perante a indignação geral tenha recuado. Entretanto, graças à pandemia da covid-19 a São aproveitou para poupar custos e desde então os equipamentos desportivos foram vedados aos vila-realenses.

Excetuando alguns amigos do regime todos temos estado impedidos de aceder aos equipamentos e a desculpa da pandemia é duvidosa, pois sabemos que Às escondidas os equipamentos têm sido alugados para a realização de provas, tudo em silêncio parta ninguém saber.

Agora chegou o toque de finados do Clube Náutico do Guadiana. Sem contar nada a ninguém, ao que parece sem qualquer reunião com os responsáveis do clube, a São entregou este clube numa bandeja ao FAM, o Fundo de Apoio Municipal que, curiosamente, é agora tutelado pelo Dr. Jorge Botelho, secretário de Estado da Administração local e ex-autarca de Setúbal, um dos padrinhos do nosso senhor do trabalho precário e que através do Rui Setúbal acompanhava de perto o largo da Forca, convencido que os autores eram gente dos seus.

Sem qualquer reunião com os responsáveis do clube, muito provavelmente escondendo do pessoal do Botelho que havia uma dívida para com o clube e que o protocolo correspondia à negociação dessa dívida, pela calada da noite, a São e o FAM combinaram esquecer a dívida e correr com o Náutico das piscinas municipais.

O problema está em saber com que critérios a São mantém protocolos dos quais só resultam custos para a CM, o que se compreende pois os clubes estão prestando um serviço ao Município, enquanto o único clube que utiliza as instalações públicas como forma de pagamento de uma dívida do Município vê o protocolo anulado sem qualquer aviso ou negociação.

É assim que a São se relaciona com as instituições dos vila-realenses, tratando uns como filhos e outros como enteados. No caso das piscinas veremos qual será o seu destino. Esperemos que não venham a ser piscinas da Herbalife, Cunhado e Cia.

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[Acordo com o FAM:

Plano específico de funcionamento do complexo desportivo _ Considerando que o CD constitui um centro de atividade com relevância para o município e que constitui um centro de custos relevante, o Regulamento cujo processo de elaboração decorre é subordinado ao princípio de redução substancial do défice gerado por este equipamento. Incluirá a definição de preços, direitos de acesso, períodos de funcionamento (com aprovação de períodos de não funcionamento de equipamentos), rendas de exploração, possibilidade de estabelecimento de contratos não onerosos para o município para a realização de eventos, nomeadamente na alta competição. Serão igualmente revistos os contratos de arrendamento pela exploração por terceiros (Hospital Particular do Algarve), e será processada a denúncia do protocolo (Club Náutico) e proposta de eventuais alterações no uso dos espaços disponíveis.]



O "MENINO" DOS TACHINHOS


 

MAIS DO MESMO

 


Quem nos enviou as imagens das estruturas dos outdoors onde brevemente veremos um belo retrato do Dr. Araújo junto às mesmas fez um comentário onde nos perguntava: “Como é que estes senhores querem gerir bem o concelho, se não reparam o telhado da sede e depois gastam fortunas em publicidade”.

De facto, é estranho que com o concelho mergulhado numa grave crise sanitária, à beira de começar aquilo que será um longo inverno, que deixará um rastro de dificuldades económicas e miséria social e quando ainda estamos longe do prazo para a apresentação das candidaturas para as presidências e nenhuma concelhia do PS tem ainda candidato e nem sequer pensou nisso, em VRSA a dupla formada pelo sr. Rui Setúbal e o Dr. Araújo conseguem arranjar dinheiro para uma grande campanha publicitária.

Mas, mais grave do que isso é vermos um edifício histórico pode ruir e em vez de repararem o telhado, preferiram fugir e ficar sem sede, do que proceder à sua reparação. Poderão dizer que o edifício não é deles e que há um relatório que aponta para a não utilização do andar superior. Mas a verdade é que os senhores Rui e Álvaro sabem muito bem que há muito que a questão da reparação  foi colocada nos órgãos internos do seu partido.

Poderiam ter procedido à reparação, mas preferiram tentar que fosse a CM, que não tem um tostão a proceder à reparação. Poderiam juntar-se ao inquilino do rés-do-chão e proceder à reparação, enviando a fatura para a CM ou para o senhorio. Mas não, sabendo que o edifício está em risco de ruir optaram por gastar uma fortuna para vermos a cara do Dr. Araújo, como se não o conhecêssemos ou não soubéssemos do que tem feito no IEFP. Para quem não sabe que perguntem aos POC que são “escravos” na CM.

Aquilo que os senhores Rui e Araújo estão fazendo foi precisamente o mesmo que fez o Luís Gomes durante 12 anos, para não referir os três do corrente mandato, gastar o dinheiro em festas e festarolas eleitoralistas e deixar a terra com as ruínas com que recebem os que entram na cidade pela Av. da República.

Da mesma forma que quando vemos o Luís Gomes e a São é difícil esquecermos a desgraça em que está o concelho, é impossível olhar para as estruturas com que nos vão querer impingir o Dr. Araújo e esquecermos que um dia destes podemos ver ruir um dos edifícios mais antigos da cidade.

Afinal, parece que são mesmo farinha do mesmo saco, desesperados por saberem que a derrota é mais do que certa não hesitam em mostrar que, afinal, são mais do mesmo. 

PS: voltaremos a este assunto pois há mais para se saber, como, por exemplo, onde foram gastos os 150 contos que há muitos anos já foram amealhados para reparar o telhado.


 


CARTA A D. LUÍS CUNHA, GRANDE DO REINO DO CIPRIANISTÃO

 


Caro D. Luís Cunha,

 

Antes de mais um pedido de desculpa por me dirigir a um ilustre confrade do atum, braço direito e lambe ditos do grande grão-mestre do atum enlatado, mas estou certo que aceite o pedido de perdão deste pobre plebeu do reino do Ciprianistão onde, como se sabe o meu ilustre senhor pertence à alta nobreza e é um dos grandes do reino, um dos confidentes mais apreciados da nossa alteza real.

Venho por este modernaço meio que tal como as boas praias e o maravilhoso clima são dádivas da nossa São (o nobre senhor não me pode ver, mas quando me dirijo à sua madrinha e majestade do Ciprianistão até me ajoelho em sinal de respeito pela maior beleza que Deus deu `*a nossa privilegiada terra) graças à nossa São. Não fosse a influência transcedental de sua madrinha e majestade já estaríamos a bater o dente e as areias de Monte Gordo serrim tão pretas como as da Ilha do Pico.

Mas o que me traz não é a tentação de fazer de lambe cus de sua majestade, já que para esse papel tenho uma longa fila à minha frente, são tantos os que o fazem de forma tão zelosa que o seu dito cujo até parece de um bebé nascido por cesariano. Não, o que me trás não são lambedelas em traseiros reais, até porque isso nos está vedado por não pertencermos à nobreza local como o ilustre amigo, apenas queremos fazer o que resta fazer a um plebeu, agradecer.

Sim, vimos pedir encarecidamente pedir ao ilustre Senhor Luís Cunha que agradeça em nosso nome à São do Ciprinistão, pelas muitas benesses que temos recebido e que passamos a discriminar:

Um monte de envelopes cheios de dinheiro, que fez com que além do 13 e 14.º meses tenha também o 4.º ano, isto é, o ano das vacas gordas (que me perdoem as vacas e as gordas do nosso reino) que no nosso Ciprianistão é uma espécie de boda dos pobres em véspera de eleições autárquicas.

A esplanada que mandei instalar no meu estabelecimento e cujas taxas não pago e graças a Deus também não preciso de pagar as multas. Aliás, ainda o regulamento não estava aprovado e eu já estava a renovar a esplanada.

As contas dos depósitos cheios de gasolina.

As horas extraordinárias que não fiz e as ajudas de custo de viagens que realizei sem sair do meu lugar.

As caixas de charutos e de garrafas de medronho que generosamente me fazem chegar a casa.

Os grandiosos cabazes de Natal pagos com o dinheiro dos meus vizinhos.

As idas a Cuba para tratar de furúnculos, cataratas, pernas empenadas e demais maleitas para as quais só os cubanos têm resposta médica.

As consultas que me pagaram no Hospital Particular de Lisboa, onde muitas vezes fomos gentilmente transportados pelo senhor Faustino.

As cirurgias no Hospital Particular de que ninguém soube quem mas pagou.

O excelente emprego que sua majestade mais o seu “escudeiro” Araújo e a amiga deste na Mão Amiga  me arranjaram, um lugar nos POCS, onde trabalho sem saber se nesse mês se atrasam no pagamento e por onde ando há 10 anos  sem subsídio de férias, sem subsídio de Natal e sem seguro de acidentes de trabalho.

Até sinto uma imensa gratidão por ter podido ver as nádegas do José Castelo Branco, um traseirinho quase tão nobre como das mais altas individualidades do Ciprianistão e que me deixou descansado, porque já vi tudo o que desejava na vida.

Ainda bem que o Senhor Luís tem o papel de andar a dizer quem tem dívidas no Ciprianistão e nos recordou que deveríamos estar eternamente gratos à sua madrinha. O que seria do Ciprianistão sem servidores fieis como o amigo Cunha.



| LIVRO AZUL DAS CITAÇÕES DA PRESIDENTE SÃO |

 



PELO CONTRADITÓRIO, PERGUNTA ELE



O deputado municipal Dr. António Cabrita, personalidade de fino recorte intelectual e esmerada educação, ficou muito ofendido porque este perigoso anónimo (de cuja identidade ele se gabava de conhecer graças à ajuda de um hacker amigo) o terá ofendido, vem muito indignado e respeitosamente queixar-se do contraditório.

Fomos surpreendidos pois o ilustre cavalheiro até nos dedicou um poema, entre muitos outros que já davam um livro, que

“Eu gosto muito
Referem-se muito a mim
E isso é bom
Fazem-me muito importante

Oi
Lá me descuidei outra vez
Porra é só pensar neles e na mãezinha deles.
I love you…”


Mas se o descuido referido no verso é o que imaginamos, pelo menos é isso que resulta dos vários descuidos por parte do deputado sempre que se refere ao Largo da Forca, pedimos encarecidamente que aperte menos os abdominais porque com tão grande trombone receamos que os de Tanger fiquem borrados com tão grande cagaço, pensando que se trata de um tremor de terra,

Fique o ilustre membro de uma das mais insignes famílias da terra e membro da mais enclíticas das gerações locais, que se não quiser usar o seu espaço tem todas as paredes deste Largo da Forca para exibir os seus belos poemas e pensamento, se quiser até lhe instalamos uma bem bem fornecida de medronho e charutos daqueles que o coronel assassino da polícia política cubana lhe trazia de Havana, a crer no que disse um seu “amigo” muito rodados nessas tropelias caribenhas, onde até o seu tio Manel terá feito turismo político vila-realense.

Imagine só o que seria gravar para a +posterioridade ao lado daquela casa onde nasceu o poeta Aleixo os seus poemas, como este:

“trico larico
Pico pico
Ainda te faço num fanico
Seu cara de penico”

Não leve a mal, um poeta amigo pessoal de longa data, o poeta Carlos Mota de Oliveira, que até já declamou na CM de VRSA e certamente conhecerá, costumava contar uma piada real, acontecida com ele. Certo dia um soldado da GNR que o interpelou numa operação de trânsito perguntou-lhe qual era a profissão e perante a resposta de que era poeta, disse com ar sabedor “ai é poeta? Então venha ali ao balão porque os poetas são todos bêbados!”. Como vês, os poetas desde há muito que têm a fama de boémios, ora se o estimado confrade não o é e tem a fama, então que aproveite da melhor forma o proveito que o medronho lhe dá. Não ficamos ofendidos.

Se, por acaso, a informação de que foi um ilustre formador em cidadania está errada, deixamos já aqui os nossos pedidos de desculpas e aproveitamos para lhe pedir que quando se voltar a encontrar com o Dr. Álvaro Araújo e com o senhor presidente de junta Nogueira no Coração da Cidade que lhe peça desculpa em nosso nome por ter-mos dado uma informação errada.

Mas certamente compreenderá que dizer que foi um professor de cidadania dificilmente será ofensa, é como se chamar maestro a um amolador de facas por tocar a gaita como chamariz de clientes fosse ofensivo. Aliás, a esplanada do Coração da Cidade é um sítio para trocar impressões sobre anonimatos.

Quanto ao restante texto não são acusações, são meras reproduções dos seus próprios posts na sua página do Facebook local onde pode fazer o que bem entender. MAS não estamos a perceber que contraditório se refere. Por exemplo, quando uma senhora refere uma reclamação em relação à CM, numa página que nem é a sua, qual é o contraditório ao que disse:

“Baite já cagar ó coitadinha
Pe… do cacete.”

Desculpe lá, mas  a nossa fraca inteligência não consegue apreender tudo o que se expressa nos seus refinados versos, mas que contraditório merecerá este belo poema, também digno de estar a lado de qualquer verso de Camões:

Xoxa
Pixa
E caquinha
E ripipi
E ripopó
Vou de popó
Amanhã há mais


Contraditório senhor deputado municipal é aquele que o senhor proporciona às pessoas a quem chama filho da puta, aos idosos de quem diz que sabem onde moram, das pessoas que dizem ter recebido telefonemas. Esses sim, não têm direito a contraditório. Parta não referir aqueles que quando não é o ilustre a ofender é um tal Luís Cunha. Mas este senhor fica para tratar, talvez amanhã.

Por fim, permita-nos que lhe digamos que não é só na poesia que o admiramos, também a sua prosa merecia um cantinho nas paredes do Largo da Forca. Momentos sublimes de prosa como esta deviam ficar gravados na memória eterna da nossa desgraçada terra:

“Temos ainda um grande desejo – a continuidade do nosso Presidente da Câmara Municipal – Engenheiro Luís Gomes, facto que é crucial para o nosso futuro como municípes, como concelho e para que continue a afirmar bem alto VRSA. Trata-se de alguém que é importantíssimo, não em particular para o PSD, mas sim para todos e não posso hesitar em dizer que se trata de o melhor Presidente – desde sempre, da CM VRSA.”

O PROFESSOR DE CIDADANIA


 

Ainda bem que estávamos confortavelmente sentados quando nos disseram que o grão-mestre do Atum enlatado foi professor de “cidadania” nos cursos de formação profissional organizados pelo pobre do mestre do emprego precário, que sonhou alto e quer presidente da CM da nossa pobre terra. Rimos à gargalhada e demos conosco a imaginar as aulas de tão distinto pedagogo, tão distinto que até propomos dar á Rua Teófilo Braga um novo nome “pedagogo António Cabrita”.

Certamente a primeira aula de cidadania era dedicada à democracia e ao convívio com adversários, tratando-se de um ilustre especialista em respeito pelos adversários e um pedagogo, é fácil de perceber qual a sugestão de respeito democrático:

“Não só és filho da puta como também és mentiroso.”

Sabendo-se dos dotes poéticos do sotôr não é difícil de imaginar que tal como tratar as questões de política de forma poética, também usasse os seus poemas de cidadão exemplar nas suas aulas. Mas se for uma senhora devemos ser mais dóceis, quando uma senhora se lamentou no Facebook que “Ainda hoje fui à Câmara queixar-me, mas de pouco ou nada serve. Monte Gordo está feito uma lixeira…” A resposta sugerida pelo nosso especialista em cidadania e atual líder parlamentar na SM do Ciprianistão foi a seguinte:

Baite já C,,,, ó coitadinho
Per… do cacete.”

É assim que um bom cidadão se refere a alguém que conta a sua experiência, quando fez uma reclamação à CM. E se alguém se mete no meio e faz qualquer comentário a resposta é de ainda mais fino recorte:

“Já está no seu posto de trabalho
És mesmo um grande filho da puta
Limpa a tua boca que está cheia de merda”

E, pelo meio, até dedica poetas, algo que só nesta terra as pessoas têm tal sorte:

Bazofia era a senhora
Vossa tia
Por sinal uma puta
A puta bazofia
Bom dia pulhas de merda

E para terminar mais um belo poema deste modelo de cidadão escolhido pelo pobre do Araújo para professar cidadania aos desempregados, metendo ao bolso uns cheques com os nosso impostos:

Xoxa
Pixa
E caquinha
E ripipi
E ripopó
Vou de popó
Amanhã há mais

Se os professores de eletricidade forem ao estilo do professor de cidadania não me admiraria nada que um destes andem aí profissionais eletricistas que confundem o cano da água quente com a ligação elétrica à máquina de lavar.

É escolhendo professores amigos, a quem o dinheiro dá jeito para aliviar contas complicadas por causa dos devaneios imobiliários que o chefe da repartição do emprego de VRSA combateu o desemprego? Este é um bom exemplo das relações de compadrio tecidas à sombra desta teia formada pela CM, por bandeados e outros responsáveis partidários e organizações do regime como a Mão Amiga, para não referir outras instituições que viveram com o nosso dinheiro a alimentar os seus vasos capilares.

Sejamos honestos, esta formação não forma ninguém e só serve para dar de ganhar aos amigos. E como se não bastasse o sofrimento de estar desempregado, muitas vezes durante anos, os desempregados ainda são usados para dar de ganhar a amigos, sujeitando-os a formações dirigidas pelos amigos e que para muitos não passará de tortura.

Que lugar terá oferecido ao seu amigo o pai do emprego precário e miserável, agora que o professor de cidadania foi corrido pelo Luís Gomes e anda a empanzinar-se de medronho e charutos? Com uma candidatura mais perdida do que a barca do arroz o Cabrita ainda vai fazer as pazes com o Rui Setúbal, o seu colega como professor de contabilidade na escolinha do Araújo.

ARAÚJO CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA?


Graças ao amigo Lima soubemos que já estavam a escolher quatro locais estratégicos para promover a imagem eleitoral do senhor do trabalho precário, homem que não perde jantares de apoio político a Luís Gomes e graças a quem os pobres muito receberam da Mão Amiga. Essa manita que tanto tem ajudado a São e o Luís.

O camarada Lima é um grande expert em conduzir campanhas eleitorais, a quem se devem numerosas campanhas vitoriosas, sucesso que só não terá tido em Monte Gordo porque o candidato era mesmo mau, tão mau que nem o muito dinheiro investido pelo banqueiro e responsável financeiros das campanhas José Carlos Luís, que nos garante que mandou montes de dinheiro para o candidato falhado de Monte Gordo. Ao lado dos camaradas Lima os amigos de Lisboa da São eram uns principiantes.

Após aturadas investigações conseguimos obter a prova de cor dos outdoors na tipografia que vai produzir o outdoor. Só não conseguimos saber quanto custaram e quem pagou, até porque nem os partidos nadam em dinheiro para tentarem salvar candidatos falhados a mais de um ano das eleições.

Mas o mais importante é que conseguimos o precioso outdoor só não percebemos se o Gru Ui Ui está no outdoor intencionalmente. Como o homem é muitas vezes apanhado escondido atrás das barracas da Praça Marquês de Pombal a espiar o que fazem os outros candidatos, talvez tenham decidido metê-lo no cartaz, como se estivesse a espreitar os adversários, coisa em que o Gru Ui Ui é um especialista.

Provavelmente aprendeu com o amigo Faustino de quem dizem que foi a Cuba aprender ciências democráticas, talvez por sugestão do coronel assassino, que era o homem da polícia política que estava em VRSA para ajudar nos processos eleitorais no Ciprianistão.

Quanto aos outdoors apenas temos um comentário a fazer, optando-se por grandes dimensões parece que inversamente proporcionais às qualidades políticas do candidato, algo que aliás, já tinha sucedido com a “por agora ainda é a São”.

Por fim e apesar de já há mais de dois anos o candidato ter oferecido altos cargos na sua equipa a que até já havia quem assegurasse ter garantido o alto lugar de motorista, não resistimos à tentação de fazer uma pergunta ao candidato mais prematuro da história da democracia portuguesa se por acaso vem atrasado para as presidenciais ou veio adiantado para as autárquicas.

Enfim, parece que o Gru Ui Ui, o grande estratega e analista local está mesmo doido.