LIQUIDAÇÃO, INTERNALIZAÇÃO E OUTROS AZARES DA SGU



Quando o Largo da Forca defendeu que a SGU iria morrer, sendo mais tarde ou mais  cedo alvo de um processo de liquidação, a senhora presidente fazia gala de responder com sobranceria defendendo do alto da sua sabedoria que não se tratava de liquidação ou dissolução, mas sim de uma internalização, processo que se previa a médio prazo, segundo informava. Na ocasião o Largo da Forca respondeu escarrapachando a lei para que a autarca tivesse a oportunidade de estudar um pouco.

A verdade é que de um dia para o outro a senhora presidente transformou os gloriosos lucros da SGU de 2016 em trágicos prejuízos e decidiu a liquidação imediata da SGU. Isto é, sempre era liquidação, que se processará até ao fim do ano, e só depois lá vem a internalizações. Entretanto os empregados da SGU foram informados pela presidente da sua intenção de manter todos os postos de trabalho, defendendo que todas as funções da SGU serão integradas na CM.

Qualquer pessoa que saiba ler compara o organograma da CM com o da SGU e percebe que quase todos os departamentos que existem na SGU, existem igualmente na autarquia. É óbvio que tudo o que a SGU faz na zona histórica tem a CM de fazer em todo o concelho. Por outro lado, os departamentos horizontais, como os serviços jurídicos, contabilísticos, financeiros e administrativos já existem na autarquia. 

Reunida com os trabalhadores a autarca até mereceu aplausos, o pessoal sentiu-se apoiado depois de garantias de que o emprego estava assegurado e com um contrato ao estilo da SGU até finais de 2020. Mas será que o pessoal da SGU teria aplaudido a senhora presidente se esta lhes tivesse dito o que escreveu ao FAM? Vejamos os que é que a senhora disse ao FAM:

“Importa referir que para além dos efetivos reportados no quadro acima desenvolvem tarefas regulares no município, cerca de 30 funcionários da SGU, que asseguram tarefas indispensáveis ao funcionamento  do município, sendo que esta despesa surge, de algum modo nas verbas transferidas para a SGU (seja pelo pegamento direto do serviço prestado, seja pela compensação indemnizatória por resultados negativos registados na SGU).”

Para demonstrar como tinha sido poupada a autarca tentava demonstrar que uma parte das transferências para a SGU era dinheiro que seria gasto na CM, já que dos funcionários da SGU 30 empenhariam funções que teriam de ser executadas na autarquia. A questão agora é saber, o que fazem os outros e quais são os trinta funcionários que na SGU fazem tarefas que com o fim da SGU terão de ser necessariamente asseguradas pela CM?

O discurso da autarca é o de que vai proteger todos os empregos, mas esse discurso não bate certo pois se a SGU vai ser liquidada para obter poupanças essas mesmas poupanças terão de ser obtidas de alguma forma. A autarca sabe muito bem que há uma grande probabilidade de não poder integrar todas as funções e quadros da SGU na CM, mas nada o impede de propor, sabendo que a probabilidade de isso ser chumbado é muito grande.

Já antecipamos o discurso, a culpa não foi de quem geriu mal, gastou milhões e criou uma dívida superior a 70 milhões na SGU. A culpa não pode ser da gente muito bondosa que lidera a oposição, a culpa é da oposição porque levantou as questões. A oposição que foi impedida ao longo de mais de uma década para exercer o seu mandato na plenitude, quer na câmara, quer na AM, serve agora para assumir as culpas por tanta incompetência e irresponsabilidade. 

CARTA ABERTA A RUI RIO



Para um líder do PSD um concelho como o de VRSA não é mais do quem um pequeno concelho no mapa autárquico do partido. Calculamos que para Rui Rio pouco importará saber como é que os concelhos geridos por militantes do seu partido, o que importa é que contam para as estatísticas. 

Mas os concelhos são muito mais do que meras estatísticas e no caso de VRSA a forma como tem sido gerido deveria envergonhar o líder do PSD, até porque tem sido neste concelho onde o seu vice-presidente Nuno Morais Sarmento tem vindo buscar receitas de milhões de euros para o seu escritório de advogados. Se fosse um grande concelho, rico e bem gerido seria um escândalo, mas o que dizer de um pequeno concelho, arruinado, sem dinheiro para pagar as contas da luz da piscina municipal?

É um concelho Gerido pelo PSD, intervencionado pelo FAM em cuja comissão executiva está gente do PSD, até muito recentemente pagava uma avença generosa ao líder distrital do PSD e onde o negócio das águas foi vendida a um grupo empresarial de um antigo dirigente do PSD e onde Passos Coelho, antecessor de Rui Rio, trabalhou muitos anos. Este concelho arruinado não é um concelho qualquer, é um concelho inteiramente entregue ao PSD e foi gente do PSD que o levou a um estado financeiro absurdo.

Será este o modelo de gestão que Rui Rio defende para os outros concelhos que gere ou pretende gerir, é este o modelo de gestão financeira que defende para o governo se vier a ser eleito primeiro-ministro? 

Acha aceitável que um concelho arruinado contrate Morais Sarmento a peso de ouro para que venha a VRSA participar em perseguições judiciais a adversários políticos por declarações sem qualquer gravidade feitas numa campanha eleitoral?

Acha aceitável que um concelho com um  orçamento anual da ordem dos trinta milhões tenha mais de 200 milhões de euros em dívidas?

Acha bem que uma autarquia se recuse a reintegrar um funcionário meses depois de esgotados os recursos judiciais, ignorando os acórdãos de tribunais superiores?

Acha bem que se cometam irregularidades de grande gravidade na aplicação de fundos comunitários?

Acha bem que uma autarca promova a construção de edificações ilegais, destruindo a imagem de uma das nossas mais importantes estâncias balneares, para depois seja obrigada a demolir, deitando dinheiro à rua no concelho mais arruinado do país.

Dr, Rui Rio, a situação em Vila Real de Santo António é demasiado grave para que o PSD continue a ignorar o que se passa, mesmo sabendo-se que somos um pequeno concelho. A situação é tão grave que mais dia menos dia terão de ser os responsáveis regionais e nacionais do PSD a responder por aquilo que têm  permitido. Aliás, o envolvimento de Morais Sarmento impede o presidente do PSD de ignorar as suas responsabilidades p+elo que se passa e possa vir a ocorrer no concelho de Vila Real de Santo António.

O FAM E A SGU



Como se refere na sua página na internet o “FAM é um mecanismo de recuperação financeira dos municípios portugueses, mediante a implementação de medidas de reequilíbrio orçamental, de reestruturação da dívida e, subsidiariamente de assistência financeira.” Este fundo vaio um pouco mais longe do que o PAEL, já que tem mecanismos de vigilância das autarquias, assumindo um papel mais interventivo.

Quando foi pedida ajuda “aos senhores do FAM”, para usar a expressão da nossa autarca, esses senhores sabiam que a CM de VRSA estava falida e que o principal veículo da gestão financeira ruinosa do concelho foi a SGU, um truque inventado para subtrair a gestão dos recursos financeiros aos órgãos democráticos da autarquia. Mesmo sabendo que a maior desgraça financeira e a mais escondida dos olhos públicos estava na SGU os senhores do FAM ignoraram-na.

Como é que “esses senhores do FAM” podiam acreditar que estavam ajudando ao reequilíbrio financeiro da autarquia ao mesmo tempo que ignoravam aquela que sabiam ser a fonte da sangria financeira do Município? É óbvio que esses senhores do FAM nem são distraídos, nem são a parvos e ainda que não estejamos em condições de avaliar a sua competência também não foi esta a causa da opção, qualquer merceeiro saberia que deixando a SGU de fora estavam a brincar aos reequilíbrios financeiros.

Com esta distração desses senhores do FAM permitiram a Luís Gomes e depois à São Cabrita que continuassem a empurrar VRSA para um abismo financeira, enquanto ganhavam as eleições de 2017 com promessas de mais fartura e de obras. Ganhas as eleições o FAM lá deu uns gritinhos no relatório relativo ao 4º trimestre de 2017, para em 2018, num relatório que da nossa parte só merece gargalhadas, descobriu que o Município estava no bom caminho.

Qualquer aluno do primeiro ano de economia perceberia que a SGU não passava uma mentira e com as águas vendidas há muito, em 2017 já não fazia sentido manter esta mentira cara. Mesmo assim esses senhores do FAM ainda admitiam a sobrevivência da SGU no seu relatório relativo a 2017 e escreviam:

“Na verdade, não está previsto na Lei qualquer outro mecanismo de apoio aos municípios em situação de rutura, como é o caso do Município de Vila Real de Santo António. Ora, caso não seja efetuada a revisão do PAM, o Município não terá condições para assegurar o funcionamento da Autarquia e da Empresa Municipal SGU, EM. Neste momento, a dotação orçamenta está integralmente comprometida pelos valores transitados do ano anterior, pelo que não pode realizar mais compromissos para assegurar as despesas de funcionamento.”

Isto é, esses senhores do FAM que nos vinham a ajudar a conseguir o reequilíbrio financeiro ainda admitiam que bastaria uma revisão do FAM para a SGU sobreviver! É claro que não podiam dizer o contrário, não fosse alguém perguntar-lhes se isso não era óbvio em 2016.

Aliás, esses senhores do FAM devem ser mesmo muito distraídos pois se tivessem lido o relatório das contas da SGU de 2016, teriam percebido pelo parecer do Revisor Oficial de Contas que a empresa só não estava no vermelho porque graças a uma cambalhota contabilística o prejuízo foi convertido em lucro. Assim, estava tudo bem  e o concelho recebeu nota positiva em 2016.

No relatório de 2017 fez apenas mais uma pequena referência à SGU:

“O Município deverá apresentar até ao final de 2018, um estudo de avaliação da atividade da SGU, EM, onde sejam identificados os impactos financeiros previstos para os próximos anos.”

Se no relatório de 2016 a SGU não merece qualquer referência e no de 2017 foi referido duas vezes, no de 2018 a SGU até é usada para desculpabilizar as contas da autarquia, isto é, a gestão da CM era boa, e seria melhor se não fosse o prejuízo da SGU:

“Na perspetiva de “base de acréscimo”, a despesa de capital é superior, face ao previsto no PAM, em cerca de 8,3% (€ 246,7 m). Para o aumento verificado, a rúbrica de “Transferências de capital”, com um desvio de € 1,5 M, foi aquela de originou maior impacto, devendo-se a despesa verificada à cobertura do resultado líquido negativo da empresa municipal SGU referente ao exercício de 2017.”

Enfim, apenas se pode dizer que é preciso ter lata...

Agora, a SGU vai fechar e a autarca justifica a liquidação do monstro que ela ajudou a criar com os últimos relatórios, algo muito estranho pois os relatórios do FAM passam pela SGU como raposa por vinha vindimada. Será que há relatórios que os vila-realenses não puderam ler? Com o FAM e com a São Cabrita já só nos falta ver um porco a andar de bicicleta.

"Este procedimento tem também por base os últimos relatórios do Fundo de Apoio Municipal (FAM), entidade que se encontra atualmente a intervencionada o município, nos quais a viabilidade da VRSA SGU já foi definitivamente posta de parte por insuficiência de receitas que permitam que a mesma permaneça em exercício.”

Seria interessante se os munícipes de VRSA tivessem conhecimento desse relatório, que como muitas coisas deste relacionamento estranho com esses senhores do FAM é mantido secreto em VRSA, é mais fácil saber o que se passa em VRSA lá para os lados de Borba do que nas reuniões do executivo camarário ou na Assembleia Municipal. Nas reuniões do executivo apenas se ficou a saber que o governo do PS estava pressionando o FAM a não ajudar VRSA, algo que o FAM não desmentiu e no que a autarca não voltou com a palavra atrás. Sabe deus porque razão...

São cada vez mais as razões para defendermos a demissão da Comissão Executiva do FAM, mas não insistimos muito nesta questão, estamos convencidos de que com a sua preciosa ajuda um dia destes as situação do Município será tão difícil que serão eles a perceber que é melhor partirem.


PS: Uma pergunta aos esses senhores do FAM: porque motivo em 2017 o relatório foi mantido em segredo até setembro, quando o FAM o tornou público no seu site, enquanto o relatório relativo a três trimestres de 2018 chegou ao conhecimento da oposição quando foi enviado para a CM e publicado no seu site já em junho? Terão esses senhores do FAM colaborado com o Município na sonegação da informação que diz respeito a todos?

E AGORA SÃO



Já todos percebemos o lema que o Luís Gomes criou par promover a sua sucessora.

AGORA:

  • SÃO aumentos de preços na água e multas a torto e a direito.
  • SÃO taxas de estacionamento em todas as ruas menos a nossa, sacando-nos dinheiro por estacionarmos o carro onde sempre estacionámos sem sermos roubados.
  • SÃO mentiras atrás de mentiras.
  • SÃO concursos para obras nos Três Pauzinhos que ficam por fazer enquanto o bar dos sonhos do Luís Romão continua ao abandono.
  • SÃO manipulações contabilísticas para fechar a SGU à pressa, depois de anos a usarem a empresa para enriquecerem os boys locais e gastar dinheiro à tripa forra sem qualquer controlo dos órgãos autárquicos.
  • SÃO promessas aos funcionários da SGU que ninguém  sabe como vão ser cumpridas.
  • São construções ilegais pagas com o dinheiro dos vila-realenses.
  • SÃO obras empechadas prejudicando a imagem turística de Monte Gordo.
  • SÃO irregularidades na obtenção de fundos comunitários, utilizando os subsídios para fins distintos dos acordados.
  • SÃO cortes nos apoios sociais e ao associativismo, nada escapando, desde as piscinas à Casa do Avô.
  • SÃO desgraças atrás de desgraça.

GENTE SEM VERGONHA NA CARA



Em pleno século XXI, mais de 40 anos depois da queda de um regime fascista e em instituições supostamente democráticas, assistimos a comportamentos execráveis de gente paranóica que tudo faz para impor e manter um regime de medo e de condicionamento da liberdade dos cidadãos e, em especial, dos que de uma forma direta ou indireta dependem ou estão ao alcance dos poderes de quem manda.

Gente bipolar, que agora se diz vítima de tudo e de mais alguma coisa, mas que na hora de se vingar, de reprimir, de perseguir não evidencia quaisquer escrúpulos. Os funcionários da CM e da SGU sabem que escreverem um comentário numa rede social de que eles não gostem recebem um telefonema da senhora engenheira a quem encomendam o serviço. A teia de observadores e informadores assegura aos que estão no poder que sabem quem é que na terra os ousa criticar.

Já vimos muitas vezes nas redes suciais algumas personagens conhecidas dirigirem-se a quem critica os Ciprianos acusando os cidadão de que os próprios ou algum familiar recebeu um subsídio, foi a Cuba ou beneficiou de um qualquer apoio camarário. Quem os critica sabe que fica na lista negra  e eles não se esquecem, há na rede quem se queixa de ter contentores de lixo imundos junto à janela só porque não os apoiam.

Estão de tal forma doentes e a precisar de cuidados médicos do foro da psiquiatria que até uma besta quadrada que sem conhecer as pessoas, mesmo gente que nos visita e protesta nas redes sociais, mandam mensagens via Facebook admoestando-as, a alarvidade chega ao ponto de tentarem fazer ligações telefónicas através do Facebook. O descontrolo é total e já usam as suas páginas do Facebook para ofender todos os que no visitam, só porque o lixo e a destruição é tanta que nenhum turista consegue ficar indiferente.

O desespero está a levá-los à asneira descontrolada, já perderam a noção da realidade e não têm um pingo de vergonha na cara. Perseguem, atacam e ameaçam de forma despudorada todos os que os ousem criticar depois queixam-se de injúrias e até inventam manobras para depois se armarem em vítimas, tentando-o esconder a ruína que provocaram e insistem em aprofundar.

Esquecem-se, eles e os que lhes servem de lacaios e verdugos, que o seu poder está em queda e que um dia serão corridos e terão de enfrentar as responsabilidades e consequências do que andaram a fazer aos vila-realenses.

CANDIDATOS



Não havendo no Largo da Forca a intenção de apresentar um candidato à autarquia, deixando a iniciativa aos partidos e, se for caso disso, aos cidadãos do concelho, não nos é indiferente saber que candidatos se apresentarão à esquerda como alternativa aos Ciprianos ou ao Luís Gomes e mesmo à direita, se surgir alguma candidatura de cidadão, do partido Aliança ou mesmo uma alternativa aos déspota dentro do próprio PSD.

Com a degradação crescente da situação da autarquia e face a tantos milhões de adjudicações diretas e de negócios menos transparentes, não seria de admirar que de um dia para o outro os cidadãos do concelho sejam confrontados com a insolvência da autarquia, com a demissão da São por sua iniciativa ou por demissão dos seus pares ou mesmo em consequência de um golpe palaciano dentro do PSD.

A única coisa que desejamos é que a próxima equipa autárquica, seja ele qual for, da direita ou da esquerda, de um partido ou de movimentos de cidadãos, seja formada por gente honesta, competente, defensora dos interesses da cidade, empenhada no desenvolvimento do concelho, apostada em integrar todas as suas comunidades de forma harmoniosa e sem o oportunismo de apoios e facilidades a troco de votos.

Há três exigência: que faremos na hora de tomar posição sobre as candidaturas que possam aparecer:

Que obedeçam aos interesses do concelho e que não sejam marionetas ou mandatados por diretórios partidários, relegando os interesses do concelho ou confundindo-os com os interesses definidos pelos seus partidos.

Que defendam os princípios da legalidade e da igualdade entre cidadãos, pondo fim a anos de negócios pouco claros, de compras e de contratações de pessoal sem quaisquer concursos e com o claro favorecimento de alguns.

Que assumam um compromisso de honra perante Vila Real de Santo António de que irão auditar os negócios e contas da autarquia enviando para as entidades que tutela as autarquias ou para a justiça todos os processos onde sejam encontrados indícios de irregularidades ou mesmo de ilegalidades.

Vila Real de Santo António tem de acabar com um ciclo de incompetência, falta de transparência, oportunismo e, se for caso disso, os responsáveis por eventuais crimes ou irregularidades que ajudaram a arruinar o concelho devem ser responsabilizados perante a justiça, não se aceitando que o passado seja enterrado e abafado enquanto serão as próximas gerações a pagar uma dívida insustentável que pode chegar ou ultrapassar os 200 milhões, quase sete vezes o valor global do orçamento anual da CM!

A PIOR DAS HERANÇAS


A felicidade nos olhos dos herdeiros na noite em que foi lido o testamento
Naquele dia parecia qque o concelho tinha ganho um Erumilhões

Na sua primeira entrevista dada depois das eleições a nossa estimada autarca achou por bem afirmar a sua lealdade vitalícia em relação ao que  a trouxe e promoveu na política, avisou desde logo que se enganariam os que pensavam que ela iria virar-se contra Luís Gomes. Não sabemos quantas vezes vai dar o dito por não dito antes do galo cantar, o certo é que já deu uma entrevista a endossar as culpas para o antecessor, fê-lo numa declaração de voto na Assembleia Municipal no que foi prontamente apoiada pelo Faustino, voltou agora ao fazê-lo em comunicação do município.

Há muito que o peso pesado do grupo do PSD na Assembleia Municipal usa o seu Facebook para se queixar da “herança envenenada”, num momento de mágoa onde parece revelar que desconhecia aquilo que tinha sido feito ao longo dos anos com o seu voto favorável em todas as reuniões da Assembleia Municipal. Mas aquilo que parecia um sinal de ingratidão do anafado deputado é agora assumido oficialmente pela autarca no siite da Câmara Municipal:
“Tendo em consideração o quadro financeiro que herdei, particularmente os resultados negativos da VRSA SGU registados nos últimos exercícios”

Não há como não concordar com a São Cabrita, a herança que nos foi deixada pelo Luís Gomes, é como ela agora escreve sob a forma de comunicação oficial da autarquia a que preside um “quadro financeiro” tão lastimável que não é apenas uma SGU falida e endividada que herdámos desse artista. Todos herdamos uma autarquia cheia de dívidas insustentáveis, uma tutela de parte dos “senhores do FAM” para mais trinta anos, uma autarquia que nada dá ao concelho, uma seita de bois a viver à custa do erário público.

Estamos de acordo com a São Cabrita, todos temos de nos livrar dessa herança miserável, uma herança envenenada que intoxica todos os que vivem no concelho e entristece todos os que gostam da sua terra. É preciso livrar a nossa terra dessa filoxera, uma filoxera que não é apenas dívida e ruína financeira, são comunidades socialmente marginalizadas e sem serem integradas, é a promoção de um turismo de pouca qualidade, é a condenação da terra à letargia.

Mas não nos podemos esquecer de que a parte mais venenosa da herança que nos foi deixada é precisamente a São Cabrita, se a gestão do Luís Gomes foi uma verdadeira doença, uma erva daninha para a nossa terra, a São Cabrita não será mais do que uma semente plantada no primeiro dia do mandato do Luís Gomes e que agora o substituiu para continuar a destruir o concelho. A presidência da autarquia, alguns dos seus deputados municipais e a liderança da autarquia, são algumas das piores e mais vivas heranças que o Luís Gomes deixou e que é preciso liquidar, da mesma forma que a sua herdeira liquidou a SGU.

DESTA VEZ A SÃO ESTÁ DE PARABÉNS



Depois de um comunicado esclarecedor onde, finalmente, denunciou a herança triste que o Luís Gomes lhe deixou, a nossa São explicou aos vila-realenses que graças a ela o concelho vai livrar-se dessa hemorragia financeira que designaram por SGU. Esperemos que num próximo comunicado, em vez de ir ao notário tomar posse dos tarecos da herança que o outro lhe deixou, vá ali ao lado da tasca do Abílio, onde já se comeu tanto peixe fresquinho, para entregar alguns processos interessantes e dignos de uma auditoria.

Foi brilhante a ideia de juntar os funcionários da SGU para uma preleção sobre o seu futuro, na companhia de vereadores mudos e com a presença do pessoal do centro de emprego, a fazerem de bombeiros e de 112 para o caso de algum potencial desempregado precisar de um conselho “clínico” especializado. Mas tal não foi preciso, a sessão correu tão bem que até se ouviram aplausos, o primeiro para mostrar como se ama uma autarca que quase vai às lágrimas pelos seus funcionários e no fim em sinal de agradecimento.

Sabemos agora que apesar da duplicação de organogramas, tudo o que há na SGU não há e faz falta na CM. Não podíamos estar mais de acordo, quem pode dizer que a autarquia não precisa de um “padre” ou mesmo de outros sacristães, um cristão novo vindo do PS e um outro que andou anos enganado a fazer de sindicalista. O que não faltará na CM são missas e homilias, aliás, com mais uns tempos de São ainda vamos ter de dar a extrema unção ao concelho.

Podemos estar descansados cancro vai acabar, a São vai livrar-se da herança maldita que lhe foi deixada pelo Gomes, mas milagre dos milagres, o cancro acaba mas todos os funcionários sem exceção terão lugar assegurado na autarquia, tudo graças à São, desde o Renato ao Vicente e acabando no padre. Todos terão ordenado garantido e como a São precisa de um ano para saber o que vai fazer deles, ainda lhes promete que durante 2019 terão um contrato. Não se sabe o que vão fazer, em que gabinetes ficarão ou quanto vão ganhar, sabem apenas que terão um ano em que se poderão entreter até a São saber o que fazer. Ao que parece vai procurar outra autarquia que tenha esturrado cem milhões com uma SGU para saber o que fazer deles.

A solução foi tão boa e merecedora de palmas que até nós vamos perguntar à São se ainda teremos um contrato com vencimento chorudo a troco de irmos às suas arruadas na próxima campanha eleitoral.

DE QUE TERÃO TANTO RECEIO?



A autarquia onde não querem que se saiba o que lá se passa?

Os projetos dos diplomas que o governo aprova são do conhecimento público muito antes de serem aprovados em Conselho de Ministro. Desta forma a comunicação social divulga as intenções do governo, os especialistas e opinion makers tecem considerações, os  cidadãos têm a oportunidade de se manifestar e até de promover movimento contra a adoção de novas regras.

Mesmo documentos muito pesados como os orçamentos são divulgados com grande antecedência, o governo entrega os projetos formalmente ao Presidente da Assembleia da República e a partir desse momento coloca-os online, à disposição de todos. Uns debatem-nos, outros, como o nosso ilustre deputado Carlos Barros, vasculham nele oportunidades para darem ares de grandes amigos do Algarve.

É assim em todas as democracias, os cidadãos sabem o que se passa, o que se pretende aprovar, podem participar no debate e são estimulados a fazê-lo. Mas é assim em todas as democracias? Não, há uma espécie de aldeia gaulesa, onde manda uma família de Obelixes, onde se considera que tudo o que vai a aprovação nos órgãos autárquicos é tão secreto que até os vereadores só podem ter conhecimento dos documentos o mais tarde possível, chegando-se ao ridículo de enviar projetos de orçamentos poucas horas ou poucos dias antes da sua aprovação.

Ainda nestes últimos dias fizeram aprovar documentos visando criar condições para enterrar a SGU sem que tivesse dito qual era a intenção. O ridículo da situação é que andaram meses a preparar o encerramento, enquanto a autarca dizia que era coisa que ainda não estava decidida, para agora, muito de repente, fecharem a SGU quase de um dia para o outro. Assim, os munícipes foram marginalizados de uma decisão que tem que ver com o maior buraco financeiro aberto por essa equipa maravilha formada pela São, Pelos dois Luíses, o Romão e o Gomes, e pelo Carlos Barros. Mais tarde ou mais cedo perceberemos a razão de tanta coisa escondida…

Mas, o mais grave, é que essa gente está tão convencida de que pode governar quase em segredo e impondo o secretismo que já consideram os documentos que enviam aos vereadores como sendo confidenciais ou reservados. O ridículo chega ao ponto de vermos uma presidente da autarquia acusando um vereador do grande “crime” de mandar os documentos para o Largo da Forca. O receio da crítica é tanto que já leva ao disparate, ao ponto de uma presidente de uma autarquia injuriar publicamente um vereador, fazendo-lhe falsas acusações.

O medo está a levá-los à paranóia e o simples fato de dois dias antes de uma reunião do executivo comunitário, lerem um post elaborado com base na ordem de trabalhos, um documento que todas as câmaras municipais deste país tornam público, levou a autarca a fazer falsas acusações, arriscando-se a ter de ir a tribunal explicar-se. Porque será ue o receio de que saiba alguma coisa os leva à asneira?

Esta gente não parece perceber que um dia tudo se vai saber e que por menos documentos que sobrevivam, vão existir os suficientes para se saber de tudo o que foi feito e daí se tirando todas as consequências.


A LEALDADE SEGUNDO A SÃO


Como a imagem documenta era o Luís que fazia tudo sozinho...👀👀👀👀
O Luís era uma espécie de Sócrates e a São tal qual o Costa 😂😂

Acusada de co-responsabilidade na gestão de Luís Gomes a herdeira política deste e atual autarca respondeu de uma forma interessante, que merece uma leitura cuidada:

"Dizer-lhe que no governo PS, será que o agora primeiro-ministro, o Costa, saberia tudo o que o engenheiro Sócrates fazia? Será que seguiu os mesmos passos quando se tornou primeiro-ministro, quando, quando o eng. Sócrates pois aconteceu-lhe toda aquela situação e está naquela teia que, não sei quem é que terá razão, mas vamos ver... Será que o Costa também não, será que o Costa agiu da mesma maneira que o eng. Sócrates, isto é uma pergunta que lhe deixo, não vale a pena responder mais nada.” ]Podcast minuto 19]

A comparação nada tem que ver com uma sucessão no cargo, já que quem sucedeu a Sócrates foi Pedro Passos Coelho e não “o Costa” como a autarca ser refere de forma grosseira e pouco digna de um presidente de uma CM falando numa sessão pública de um órgão autárquico. Antómio Costa não sucedeu a José Sócrates, da mesma forma que este não escolheu Costa para lhe suceder no governo ou mesmo no PS.

Mas não era a questão da sucessão que motivou esta comparação, A autarca assumiu-se na posição de Costa para dizer que da mesma forma que este não “agiu da mesma maneira que o eng. Sócrates” também ela não age da mesma forma que terá agido Luís Gomes. E de que forma acha a autarca que o eng. Sócrates terá agido e que Costa não age, da mesma forma que ela não copia o Luís Gomes?

A resposta tinha a própria autarca dado ao questionar o vereador da oposição “Será que seguiu os mesmos passos quando se tornou primeiro-ministro, quando, quando o eng. Sócrates pois aconteceu-lhe toda aquela situação e está naquela teia que, não sei quem é que terá razão, mas vamos ver...” Isto é, o que Costa não seguiu foi a tal teia.

Por outras palavras, a autarca invoca uma personalidade e eventuais crimes para dizer que da mesma forma que “o Costa” não segue um sucessor acusado de estar envolvido em teias, também ela não segue o Luís Gomes.

Não sabemos o que terá pensado Luís Gomes ao ouvir estas palavras, depois de algumas coisas que tem lido n Facebook de familiares da autarca e das entrevistas mais recentes que têm sido dadas, é pouco provável que não tenha ficado muito surpreendido. Não deve ter sido muito agradável sentir-se atirado para esta comparação por alguém que ele próprio inventou enquanto política.

Independentemente do que possamos pensar das duas personagens, numa coisa estamos certos, não somos apreciadores do modelo de lealdade da presidente da autarquia. Um dia talves se possa perceber quantas das decisões do executivo camarário tiveram a assinatura da São  Cabrita.