DEUS TE PAGUE Ó PEIXOTO!




São disse numa reunião da Câmara com ares de quem estava a provocar a oposição, que tinha “bido ganhar as eleições”. Agora percebemos como ´+e que a nossa grande política, um produto do “Seixal” do Luís Gomes, soube ganhar as eleições, ganhou-as porque teve o privilégio de contar entre os seus apoios com gente muito experiente na comunicação política, que se dispões a deslocar-se a VRSA à sua Própria custa para trabalhar Pro Bono, por solidariedade política. É caso para dizer “Deus te pague ó Peixoto?”, o povo de VRSA ficar-te-á eternamente grato por teres ajudado a promover a São a presidente da autarquia.

Digamos que depois de alguns contratos generosos o Luís Peixoto decidiu dar uma mãozinha à São, até porque depois de arruadas bem decoradas, de viaturas publicitarias, de uma jantarada com quase dois mil comensais, a São corria um sério risco de ser derrotada por uma oposição destroçada por perseguições, boicotes do Jornal do Algarve e da rádio do Mendes, compra de todos os que se poderiam bandear e muitos outros truques à Luís Gomes.

Mas a o mais deprimente na última notícia do jornal Público é a forma quase anedótica como cada um dos intervenientes tenta escapar-se daquilo que parece óbvio, que há contas mal explicadas na campanha da São Cabrita, dando lugar a fortes indícios da prática de crimes muito graves.

O Pedro Pires tenta tapar o sol com uma peneira e assegura que Jorge Peixoto “nunca trabalhou em qualquer campanha do PSD em VRSA”. MAS como há sobejas provas da sua participação na campanha arranja uma explicação anedótica, certamente combinada com o próprio Peixoto: “o envolvimento que [aquele consultor] possa ter tido na última campanha autárquica foi de caráter pessoal e de apoio político”.


"O (merecido)descanso das "guerreiras"de São Conceição Cabrita!"
Imagem e comentário do Peixoto (Facebook)

A São é ainda mais sofisticada na arte de lixar o parceiro, ele que soube ganhar as eleições agora não sabe de nada, não sabe se o Peixoto foi pago, não sabe quanto custou o serviço, não sabe das ligações familiares do Peixoto aos donos da mesma Twin Pixels a quem encomendou serviços pagos pela autarquia. A São só sabe que nada sabe, isto é o Pedro Pires que se aguente.

A São não sabe de nada mas o Peixoto sabe: “A minha participação na campanha que elegeu Conceição Cabrita presidente da Câmara de VRSA foi de caráter e total e manifestamente voluntário, não tendo auferido o que quer que seja por esse envolvimento, repito, voluntário, como apoiante e amigo, tanto da candidata como de outras pessoas.”. Isto é, o Peixoto desloca-se à sua própria custa a VRSA durante a campanha e à sua própria custa porque é amigo pessoal da São, mas esta não sabe de nada, não sabe quanto custou o Peixoto e, portanto, nem sabe que o pobre amigo deu o litro por ela e à borla! Isto não é trabalhar Pro Bono, é trabalhar para o boneco!

A São não sabe de nada, mas deve começar a perceber que tudo isto vai acabar mal e com tantos indícios de crimes ainda vão ter de perguntar ao Morais Sarmento se em nome da amizade e da solidariedade política vai fazer como o Peixoto, defendê-los na justiça trabalhando Pro Bono...

ROTEIRO TURÍSTICO ORIGINAL



Há por esse mundo fora roteiros turísticos originais, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, temos o roteiro dos jazigos da Maçonaria, em Londres o roteiro de Jackes, o Estripador, em Amesterdão ninguém deixa de ir à rua das luzes vermelhas. Há roteiros religiosos como o caminho de Compostela ou o caminho de Fátima, os roteiros vitivinícolas, os roteiros gastronómicos e muitos outros. As ofertas turísticas são muitas mais do que as praias, temos o turismo vitivinícola, o turismo sexual, o turismo religioso, o turismo cultural, o turismo cinegético.

Por aqui e para combater a oferta sanzonal e como complemento às infraestruturas desportivas, as que ainda existem já que pelo que vemos com as piscinas a tendência é que a única modalidade a sobreviver vai ser o pau de sebo, propomos que sejam criados roteiros turísticos em VRSA. Por exemplo, poderíamos criar o roteiro da obra grandiosa deixada à nossa terra por esse trio maravilha formado pelo agora cantor das botinhas brancas, pelo Carlos Barros e pela inigualável São.

É um roteiro que levaria os turistas a conhecer todas as grande obras desde o grandioso hotel da muralha, com passagens obrigatórias por outros marcos de uma década de gestão, como o centro de cuidados continuados, uma obra que faz do sistema de saúde local algo de fazer inveja a todos os portugueses.

Mas como agora a moda são os canais televisivos dedicados ao crime e os programas de debate de casos de corrupção o roteiro mais interessante poderia ser um roteiro da investigação, onde os nossos turistas poderiam ser convidados a serem detetives ao estilo de Sherlock Holmes durante uns dias. Para além de percorrerem os casos que suscitam dúvidas poderiam acabar ao melhor estilo gastronómico, com um almoço mesmo ali ao lado do tribunal, com um peixinho fresco na tasca do Mestre Abílio, com peixe criteriosamente escolhido pelo Comendador.

Desta forma não só se promoveria a imagem turística de um concelho que se não fossem as lojas da Rua Teófilo Braga pouco mais teria para oferecer aos turistas do que as taxas da ESSE e as mini lixeiras deixadas pela Ecoambiente para perfumar o concelho.


CARTA AOS APOIANTES DELES





Caros apoiantes deles,

Dizemos deles porque mão nos merecem grande consideração e, além disso, já não sabemos muito bem se ainda estamos em “agora é São” ou em “raios partam a São”, não percebemos se o cantor das botinhas brancas ainda escreve o nome com “Z”ou se já mudou para o “S”, não sabemos se é líder local do PSD ou se já é o bardo da Aliança, se é candidato ou se não é candidato.

Por isso compreendemos a incerteza, há os que apoiam a São contra o cantor das botinhas brancas, os que apoiam este e dizem que a São é uma incompetentes e os que ainda sonham com a reconciliação e o regresso do casal maravilha aos destinos da autarquia. Há os que apoiam a São porque esta raspa o tacho para pagar aos avençados que a  apoiam e os que apostam no regresso do cantor porque onde ele mete a mão tudo se transforma em ouro.

A verdade é que no fundo, no fundo todos começam a perceber que o ciclo de incompetência, de abuso, de bufaria, de gente comprada, de avençados oportunistas, de gasolinas pagas, de horas extraordinárias da treta, de grandes vencimentos na SGU já acabou, não há dinheiro, a autarquia está falida.

Não vale a pena esperarem por um D. Sebastião a cavalo numa mula emprestada pelos amigos da Hortas, calçando as suas belas botinhas brancas aparece aí para encher os cofres de euros. A verdade é que o homem nunca arranjou um tostão, o que ele fez foi gastar o que tinha e quando os cofres ficaram vazios passou a gastar o que não tinham e deixou a autarquia insolvente. Sem o apoio do Passos Coelho de nada lhe vendeu a venda das águas ou a privatização da recolha do lixo. Nenhum governo do PS lhe vai dar a mata ou deixá-lo vender a marginal de Monte Gordo.

Não vale a pena esperarem que a São faça milagres porque da pobre autarca o melhor que podemos esperar é que não faça nada, que deixe de fazer asneiras atrás de asneiras, porque para pior está bem assim.

Portanto, não vale a pena esperarem por ninguém. Bem, talvez tenhamos visitas, mas certamente não será nenhum belo cavaleiro com botinhas brancas, pró aquilo que se vai lendo nos jornais as visitas poderão ser outras. Multiplicam-se as denúncias e a justiça anda por aí, afinal eles não eram os poderosos que calavam tudo e todos, toda a gente já percebeu que um dia destes tudo vai acabar mal.

Percebemos que lhes estejam gratos, alguns ainda lhes beijarão os pés e depois do que ganharam têm bons motivos para isso. Mas não há mal que sempre dure, bem que nunca acabe, é o ciclo da vida e em breve VRSA vai mudar. Sabemos que a mudança não vos aguarda, mas vai mudar para melhor, precisamente por isso, porque muda para melhor para todo o concelho e não apenas para os que de forma oportunista embarcaram nesta aventura ruinosa.

Portanto, aproveitem enquanto podem porque faltam dois anos para que tudo mude, isso se nada suceder antes. Por agora acabou o medo, acabou o receio da bufaria, o medo da perda do subsídio e do processo judicial conduzido pelo Morais Sarmento. Há um cheiro a liberdade e democracia nos ares de VRSA.

"Opportunism is the practice of taking advantage of circumstances – with little regard for principles or with what the consequences are for others. Opportunist actions are expedient actions guided primarily by self-interested motives. The term can be applied to individual humans and living organisms, groups, organizations, styles, behaviours, and trends." Wiki

O QUE É QUE O GRAND HOUSE TEM?



Há qualquer coisa de estranho neste Grand House, começou a recrutar pessoal e a ministrar formação profissional muito antes de abrir as portas, está aberto há meia dúzia de meses e tanto quanto se sabe o sucesso não tem merecido grandes parangonas. Mesmo assim passa a vida a recrutar pessoal, recentemente eram recepcionista, agora empregadas de quarto. O que será que leva os empregados do Grand House a partir, se calhar o pessoal tem medo de o prédio estar ensombrado.

Entretanto, também nos chegam notícias de muitas queixas e de reclamações, de problemas nos ordenados e no pagamento dos subsídios. Há muito que recebemos mensagens com queixas de trabalhadores do Grand House e apesar de até aqui termos mantido silêncio, respeitando a gestão privada de uma empresa que na aparência pertence a um tal capitalista Luís Sequeira com 20.000€ de capital.

Até nos apetece perguntar se ainda à pouco tempo tiveram como estagiária a Mariana Quintans, porque motivo não aproveitam os seus serviços... Mas deixemos a Mariana em paz, ainda que o seu tio talvez seja mais motivo de interesse, ao que conta o senhor Nuno Pinho mais dois sul-africanos, um tal Jackie e o Dave, que há quem diga serem os verdadeiros donos do hotel. Esperemos que finalmente apareçam e assumam o negócio, porque já ninguém acredita que o dono seja mesmo o Sequeira. 

Entretanto, multiplicam-se as queixas, começam a ser tantas e envolvidas em tanto receio que nos parece que começa a ser tempo de esta empresa chamar a atenção da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT). Senão vejamos:

"Não nos estão a pagar subsídio de férias nem de natal
Temos 2 diretores que nem sequer estão escalados no serviço. Não aparecem nos horários nem aparecem no trabalho, apenas quando vai lá alguém importante
O sindicato está a tentar ajudar-nos mas o processo está muito demorado
Coagiram-nos a assinar um acordo a indicar que as horas extras devem ir para bancos de hora.
Não fazem distinção entre feriados, horários noturnos
Os horários são entregues um dia antes de começar a semana, quando deveriam ter estipulado o horário apenas com 22 alterações anuais."

Esperemos que as notícias sobre o comportamento das chefias (Jan stechmesser, Vera Gaspar, Marli kickmeyer, Nídia Magalhães e Marita Barth) melhorem e que o hotel seja tão bonito para quem lá trabalha como a imagem que querem fazer passar para fora.

HONRAR A VERDADE, DIZ ELA



Passado mais de uma semana a presidente da autarquia terá reparado que o deputado municipal Rui Setúbal reproduziu um e-mail que contradizia a tese dos pareceres contraditórios da APA, o argumento utilizado pela autarca para justificar a demolição dos quiosques, decisão que a não ter uma boa justificação constitui um indício claro do crime de gestão danosa, previsto no Código Penal.

Recorde-se que quando começou a ser questionada nas sessões de câmara sobre se os quiosques iam ou não ser demolidos a autarca sugeriu que havia problemas com a APA, chegando mesmo a dizer que ia aproveitar uma visita do responsável da APA para tentar convencê-lo a manter os quiosques. Mais tarde justificou a demolição dos quiosques com a existência de pareceres contraditórios por parte da APA.

A admiração da autarca terá sido tão grande que até ignorou as três páginas da notícia do Público, que de uma forma muito clara levanta o véu sobre a forma como a São soube ganhar as eleições autárquicas. Mas para a São o tema grave do dia não foi nem a venda do Hotel Guadiana a gente desconhecida e escondida e muito menos a notícia do Público que a esta hora é deverá estar a ser analisada em pormenor pelo Ministério Público, já que evidencia inícios de terem sido cometidos vários crimes na CM; de VRSA.

Antes de apreciar em pormenor as razões da nossa estimada autarca temos de lhe dar os parabéns por este gesto de transparência. Durante vários meses os vereadores da oposição requereram à presidente da autarquia que lhes facultasse cópias dos tais pareceres contraditórios e o acesso a esses documentos sempre lhes foi recusado. Agora que a autarca foi confrontada com os negócios da Tempestades Cerebrais e porque acha que a melhor fuga é atirar areia para os olhos até publica os referidos pareceres no Facebook pessoal, ainda que um dos pareceres esteja cortado. Não deixa de merecer um sorriso que a divulgação de um e-mail escrito por um alto responsável da APA seja designada pela autarca como "manobra de diversão".

Por razões que não se entendem o deputado municipal eliminou o destinatário o que permite à autarca  referir "um documento dirigido a destinatário incógnito" para depois sugerir tratar-se "de um documento sobre o qual recai dúvidas da sua originalidade". Isto é, a autarca sugere que um e-mail onde se refere que é assinado pelo Diretor Regional da Administração Hidráulica de Faro é um documento falsificado. E não o envia para o Ministério Público, com um parecer devidamente elaborado pelo Morais Sarmento, acusando o deputado municipal de falsificação de documentos? Enfim, a São sempre é uma senhora muito generosa e que não persegue adversários políticos com queixas ao MP....

Ma a autarca no dia em que o Público suscita muitas dúvidas sobre a gestão da autarquia prefere "esclarecer a opinião pública, para honrar a verdade e repor a sequência cronológica dos factos". Enfim, ela lá saberá o que quer dizer com "repor a sequência cronológica dos factos", uma questão a que voltaremos já que em matéria de cronologia não bate a bota com a perdigota. Pior ainda, se a autarca insistiu em construir depois de ter conhecimento do segundo parecer isso significa que construiu de forma ilegal, agravando os indícios do crime de gestão danosa.

Parece que a nossa autarca confundo ofícios com pareceres, já que o que mostra são dois ofícios, um, com data de 31-03-2016, que foi truncado e emite"parecer favorável ao Estudo Prévio, condicionado à alteração da sua área de intervenção, nos termos supra evidenciados, sendo de salvaguardar um dos pressupostos referidos na Memória Descritiva e Justificativa - o projeto a desenvolver, no que se refere à sua componente construída, confinar-se-á à plataforma já intervencionada".

O segundo ofício, de 31/03/2017, que comunica que por despacho "Despacho n.º 04/VP2017, de 2017/03/17, do Senhor Vice-Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, LP, cuja cópia se anexa" informa que é "intenção destes serviços determinar a anulação administrativa do ato consubstanciado no nosso parecer transmitido à Câmara Municipal de Vila Real de Santo António a coberto do Ofício n.º 5017934-201603-ARHALG.DPI, de 31/03/2016".

Isto é, o primeiro parecer foi considerado ilegal e nos termos do Código do Processo Administrativo foi anulado:

"Artigo 165.º
Revogação e anulação administrativas
1 -  (...)
2 - A anulação administrativa é o ato administrativo que determina a destruição dos efeitos de outro ato, com fundamento em invalidade."

É uma pena que a presidente da autarquia queira repor a verdade selecionando e truncando documentos e ocultando peças que ajudariam a perceber todo o processo. Esperemos que num próximo post disponibilize também todo o primeiro ofício, o plano prévio nele referido e o despacho que veio anexo ao segundo ofício. Até lá ficaremos a pensar que a autarca mostrou o que lhe pareceu que daria jeito.

Tudo isto para a autarca concluir que "Não creio que a instituição em causa possa dizer outra coisa que não o que acima foi escrito.". Claro, certamente que a ARHALG não pode concordar com outra coisa senão com os ofícios que remeteu à CM de VRSA. O problema é que os dois documentos não são dois documentos contraditórios, um é um parecer que nem sequer é definitivo pois refere-.se a um "estudo prévio", colocando condições, o outro refere um despacho que anula aquele parecer por ser ilegal.

Isto é, o que estava sendo feito em Monte Gordo assentava num parecer inquinado por ilegalidades, tendo esse parecer sido produzido no tempo em que o cantor Luís Gomes ainda era uma espécie de vice-rei do Algarve, com influência direta a nomeação de alguns dirigentes regionais do Estado.

Porque motivo a autarca não divulga o primeiro ofício na sua totalidade para lermos o parecer, assim como o referido estudo prévio,. bem como o despacho do vice-presidente da AP referido no segundo ofício? Já que promoveu a bandalhice divulgando documentos oficiais para fazer chacota política destinada a distrair os vila-realenses, bem podia divulgar tudo para que todos soubéssemos a verdade.

A Administração Local bateu no fundo quando uma presidente de uma CM que há muitos meses que esconde documentos solicitados pela oposição, acaba por os usar na tentativa desastrada de produzir fatos políticos num dia em que são publicadas notícias que poder ser o princípio do fim da sua carreira política desastrada e desastrosa para um concelho que ajudou a arruinar e que vai deixar mais arruinado do que encontrou.

É óbvio que não há pareceres contraditórios, simplesmente porque não há dois pareces e isso significa que a autarca mentiu. Mas além disso, também toda a gente sabe que os quiosques foram construídos depois do envio do segundo ofício. Já depois disso a autarca assegurava aos microfones da rádio do Mendes que ia todos os dias de manhã a Monte Gordo assegurar-se de que as obras iam bem e que seriam concluídas antes do verão de 2017. Se a autarca não se recorda, que peça ao Tiago, se este estiver a trabalhar e não andar a passear a pevide na Praia Verde pode dar-lhe uma gravação, talvez lhe avive a memória. Também pode ver um vídeo onde culpava as empresas pelo atraso, vídeo que sabe-se lá porquê fez desaparecer.

"esclarecer a opinião pública, para honrar a verdade e repor a sequência cronológica dos factos".

Pois é, a autarca não só não esclarece seja quem for, não honra verdade nenhuma pois a verdade é que faltou à verdade e quanto à cronologia dos fatos apontam para fortes indícios de construção ilegal e gestão danosa.

Com este post a autarca não desmente nem prova nada, agrava ainda mais os indícios de gestão danosa e de construção ilegal. Talvez não fosse má ideia a autarca ter mais tento nas suas posições pois é óbvio que de dia para dia agrava a sua já difícil situação.

Não sabemos quem foi o conselheiro da autarca neste processo mas deixamos aqui uma sugestão, da próxima vez que ler uma notícia incómoda, algo que estamos convencidos de que pode vir a ser um hábito, antes de se aconselhar mande o conselheiro avaliar o QI, porque pela forma como reagiu desta vez parece a inteligência não abunda, o que não se compreende já que a nossa autarquia paga a avençados como se fosse professores catedráticos.

230 EUROS




Decidimos que o post a colocar no rescaldo do artigo do jornalista António Cerejo no Público teria como título 236€ porque esta foi a quantia prevista no chorudo orçamento de campanha da São Cabrita para as últimas eleições autárquicas, isto é, num orçamento de 100.000 € a São previu uma despesa de 236€ para os consultores. Ridículo porque esta verba ofende qualquer consultou a não ser que fosse para pagar alguma despesa de um consultor local tipo Faustino. Mentira porque a São contou com especialistas no terrenos e nenhum aceitaria acompanhar uma campanha eleitoral a troco do pagamento do pequenos-almoços.

Talvez um dia se saiba onde é que a São arranjou tanto dinheiro para gastar num dos mais pequenos concelhos do país, com um investimento muito superior ao que o PSD dispôs em grandes capitais de distrito. Talvez um dia se saiba porque motivo uma empresa local teve tão fracas receitas nos meses que antecederam a campanha. Talvez um dia se saiba quanto se pagou à Tempestades Cerebrais e ao senhor Jorge Lemos Peixoto. Talvez um dia o povo tenha acesso ao que sobreviver nos arquivos da CM e da SGU.

Dizemos sobreviver porque pelo artigo percebe-se que os arquivos da autarquia são um buraco, encomendaram-se estudos que não se sabe onde estão, parece que todas as provas desapareceram milagrosamente!  Mas como o concelho está sob vigilância do FAM estamos certos de que as regras estão todas a ser cumpridas. Por falar em FAM recorde-se que os fatos referidos na notícia ocorreram com o concelho sob a sua intervenção. Além disso, estamos perante despesas feitas num ano em que o relatório do FAM não conseguiu esconder que a autarquia não tinha cumprido com as suas obrigações.

Talvez um dia os senhores da Comissão Executiva do FAM nos expliquem os motivos porque ignoraram a sua própria lei, perdoando a autarquia pelo incumprimento do acordado. Terá a compreensão do FAM a ver com o fato de 2017 ter sido ano de eleições e deixou a autarquia ser gerida com grande bandalhice? Talvez um dia o FAM tenha de explicar muita coisa que se tem passado em VRSA.

O presidente da autarquia de Olhão também tem muito para explicar, porque as suas relações com VRSA não se ficam pela contratação dos serviços de assessoria do cantor das botinhas brancas. Seria muito interessante saber o recebeu em troca dos contratos da SGU. O que levará um autarca do PS de Olhão a contrato cantor das botinhas brancas? Há um denominador comum aos dois e a Olhão, o omnipresente José Apolinário que chegou a presidente da DOCAPESCA quando o primeiro-ministro era Passos Coelho e o cantor das botinhas brancas era o vice-rei do Algarve. Apolináio tem a tutela da DOCAPESCA e o cantor das botinhas brancas é assessor em Olhão e em Faro por conta das frentes ribeirinhas...

O PRINCÍPIO DO FIM?





A notícia do Público de hoje é muito rica no sentido em que nos ajuda a conhecer melhor os métodos e a mentalidade de duas das mais importantes personagens que arruinaram a nossa terra, duas das mais importantes porque há ainda outras, das quais temos de destacar Carlos Barros, um homem que foi braço direito do Luís Gomes e que ainda hoje preside à Assembleia Municipal e que é deputado do PSD e candidato a deputado pelas listas de Rui Rio nas próximas eleições legislativas.

Nada nos surpreende, mas gostámos de ficar a conhecer os valores de gente que na hora das dificuldades não hesita em trair os mais próximos, como se percebe pelas explicações dadas pela São relativamente aos contratos. Note-se que estas notícias têm meses, isto é, são de um tempo em que a autarca ainda colocavam likes nos posts do cantor das botinhas brancas.

“Solicitada há alguns meses a esclarecer as razões que levaram a câmara a pagar duas vezes o mesmo serviço, Conceição Cabrita respondeu que “os contratos referidos foram celebrados pelo anterior presidente da câmara, certamente no uso das suas competências”.”

É difícil ser mais cínico Noam resposta e nem nós que assumidamente não somos admirador do cantor das botinhas brancas nem recebemos qualquer benesse do tempo em que gastou mais de 500 milhões de euros teríamos a arte e o engenho da autarca para espetar uma facadas nas costas com tantas mestria, não se via nada assim desde o tempo em que o famoso bandarilheiro Ricardo Chibanga atuava na arena do então campo de touros de VRSA, quando as corridas eram anunciadas ao som de clarinete, na porta do Marinheiro, em frente da atual casa Caravela.

Percebe-se a firma bandalha como se gasta dinheiro da nossa autarquia e que as relações entre a CM e algumas empresas são mais do que duvidosas, algo que aqui dizemos há muito tempo.
A relação entre os contratos e a campanha eleitoral são mais do que óbvias já que as personagens contratadas são as mesmas que estiverem presentes durante a campanha, ao que parece a troco de pouco mais de 200€.

Em tempos a São Cabrita disse que tinha sabido ganhar as eleições. Nós também sabemos como é que as ganhou.


Será que desta vez que vamos ver a justiça a mexer, porque se assim não for teremos de concluir que a CM de VRSA e, em particular, responsáveis como o Luís Gomes, o Carlos Barros ou a São cabrita são mesmo à prova de justiça e que apenas as suas queixas merecem ser atendidas ali ao lado do Tio Abílio.

Por fim, aqui fica uma pergunta à presidente da autarquia, é agora que vai responder às perguntas da oposição sobre estes dossiers ou vai dizer que deu a resposta através do Público?


PS:

Vale a pena reproduzir o post do passado dia 28 de abril, aqui colocado há uns tempos sobre este tema:




Uma das coisas para que serviu o dinheiro do FAM emprestado a um juro baixo e já quando a autarquia estava arruinada foi para contratar uma empresa de nome Tempestade Cerebral, que depois cedeu o lugar a uma outra, com a mesma gente , chamada Twin Pixel.

A mudança de nome pode resultar dos condicionalismos legais à atribuição de adjudicações diretas, que definia um plafond. Aliás, nalgumas empresas locais, como a do nosso conhecido Mendes o fenómeno repete-se, aparecem sucessivas empresas que vendem o mesmo. Neste caso e apesar das pessoas que eram vistas andando pela autarquia parecerem ser as mesmas, os patrões das empresas diferem,. Ainda que as ligações sejam mais ou menos óbvias nas suas páginas do Facebook.

Curiosamente, quando o Luís Gomes chegou à autarquia de Olhão, onde está na presidência um admirador das suas particularidades pessoais, um ex-aluno do mestre e cantor, também apareceriam por lá a Tempestade Cerebral e a Twin Pixel, mas desta vez há uma nova divisão do trabalho, a Tempestade Cerebral é para estudos e a Twin Pixel para trabalho no terreno. Em Olhão a Tempestade Cerebral já ganhou 15.000€ (mais IVA) com “Consultoria de Comunicação no âmbito do Programa "Lixo Zero" e mais 18.000€ (mais IVA) com “Aquisição de serviços de consultoria e assessoria de comunicação” avulsos.

Como era de esperar, A Twin Pixel também está presente na manjedoura orçamental da CM de Olhão onde já beneficiou de adjudicações na ordem dos 22.000€ )mais IVA=), 10.000€ para “Produção de conteúdos digitais no âmbito do Programa “Lixo Zero” e 12.000€  para “criação de conteúdos digitais para redes sociais com o objetivo de promover o concelho e as atividades sociais, culturais, desportivas e recreativas desenvolvidas pelo mesmo, bem como todos os acontecimentos, atos e notícias relacionadas com o Município.”

É estranho não é? Onde anda o Luís Gomes a Tempestade Cerebral e a Twin Pixel aparecem atrás, até parecem ser abelhas atrás do mel.

No caso de VRSA em vez de uma divisão do trabalho entre as duas empresas assistimos a uma divisão temporal com as eleições autárquicas a separara os dois momentos, antes das eleições era a Tempestade Cerebral que prestava serviços, com as eleições digamos que o tempo acalmou, passaram as tempestades e passou a ser a Twin Pixela abichar os negócios. Segundo as nossas informações as equipas eram as mesmas e participaram também na campanha autárquica, ao lado do PSD

Analisemos agora os negócios entre estas duas empresas e a equipa do Luís Gomes e da São Cabrita, seja através da SGU ou da Câmara Municipal:


Vale a pena ver o que foi contratado no âmbito de cada uma destas adjudicações:


A tempestades começa com o que parece ser uma prestação trimestral de “serviços de consultoria e marketing” na SGU, para depois deixar a SGU e aparecer na CM com o mesmo serviço mas com “formação dos profissionais do Gabinete de Comunicação e Imagem da CMVRSA”, em Fevereiro de 2017. Há aqui qualquer coisa de errado, já que não se entende como é que depois de tanta formação aos seus funcionários autarquia ainda tenha contratado o já famoso Tiago. Até parece que queriam transformar aos serviços da CM num grupo de comunicação social, para concorrerem com o Mendes e com o Reis.


A Twin Pixel foi criada em março de 2017, alguns meses antes de entrar
em cena em VRSA, com um capital social de 50€


A Tempestade Cerebral foi criada em junho de 2016,
três meses antes de entrar em cena em VRSA

Só que com esta mudança a Tempestade Cerebral já abichou qualquer coisa como 41.500€, a que acresceu o IVA. Mas tratando-se de formação é certo que terão havido formadores certificados e formandos, terão sido elaboradas propostas de formação, com conteúdos e programas e durante a formação, que terá sido ministrada segundo um determinado horário terão sido disponibilizados materiais, terão sido feitas avaliações e emitidos diplomas. Certamente tudo isto deverá constar do processo, na autarquia.

Depois destas formação a Tempestade Cerebral recebe duas adjudicações curiosas, uma por parte da SGU para “Prestação de serviços de criação de uma marca/conceito para Monte Gordo, no âmbito da Requalificação da Marginal de Monte Gordo”. Outra feita pela CM para “Prestação de serviços de consultoria de marketing digital para aplicação de boas práticas e estratégias de marketing direcionadas ao investimento por terceiros”. Seria muito interessante ver os dossiers destas duas adjudicações, para tentarmos perceber qual foi a “marca”conceito” criada pela Tempestade Cerebral que custou tanto dinheiro e perceber quais as boas práticas adquiridas pela autarquia bem como as novas estratégias de marketing. 

Já em relação aos contributos da Twin Pixel é tudo mais fácil, como recebeu 84.562,5€ para produzir conteúdos digitais não será difícil de encontrar os resultados de tanta produção. Certamente há projetos, orçamentos, negociações, sugestões e aprovação por parte da autarquia e da SGU.

Curiosamente António Aires de Nascimento, dono da Tempestade Cerebral aparece na BASE GOV a fornecer serviços a título individual, tendo recebido 155.033,26 € de adjudicações feitas pelas autarquias de Lisboa e de Sintra. Mas aqui o negócio é diferente, já não é na área do Marketing, em Sintra o negócio é a historiografia [Sintra, 75.000,00 €], do património e novas tecnologias [Lisboa, 50.658,26 €] e como jornalista [Sintra 29.375,00 €]. EM todos os casos a assessoria é contratada por vereadores do CDS. Marketing, património, novas tecnologias, história, jornalismo, enfim, esperemos que a autarquia de Boticas não o contrate para astronauta da ISS.


ONDE ESTÁ O WALLY



Há algum tempo brincámos com os nossos vizinhos perguntando-lhes onde estava o Wally. O Wall era uma personagem que aparecia em muitas fotografias e vídeos da campanha da São Cabrita, apoiado numa equipa que já era conhecida no concelho, onde já tinham aparecido sob a forma de Tempestade Cerebral e de Twin Pixel, uma estranha mutação por parte de uma empresa que ora aparece na SGU, ora aparece na autarquia, ora aparece como Tempestade, ora aparece como Twin, ora aparece a trabalhar para a campanha, ora aparece a trabalhar para a autarquia.

O tal senhor que dava artes de “pastor” nas arruadas da São Cabrita é um tal Jorge Lemos Peixoto que já é antigo nestas lides da política. A primeira referência que lhe encontramos no Público e data do tempo em que Santana Lopes era autarca em Lisboa e surgiu uma convocatória de manifestação por causa do túnel do Marquês. Quem apareceu a dar a cara pela manifestação foi precisamente um tal Jorge Lemos Peixoto, precisamente o nosso “Wally”, que na época tinha uma empresa chamada FPMP - Força Pública Marketing Político Lda,.

Pois o nosso Peixoto não só andou na pastorícia política em Vila Real de Santo António, como se gabou de ter levado o rebanho ao curral camarário. Mas antes de ir ver o pastordiz da campanha vejamos o comentário que colocou num vídeo de um tql José Fafe, que se queixa de que nas Jornadas de Marketing do ISCAP se queixava dos políticos, por não cumprirem que prometem:

“Bem sei que criamos "monstrinhos", (no bom e no mau sentido), mas também na procura dos pontos positivos acabamos, nós próprios, por ser iludidos com um certo voluntarismo. Às vezes os tais "políticos" (as aspas é porque não considero os tais políticos como uma casta à parte) são como os melões... só depois de abertos é que se sabe se prestam ou, ao contrário, são autênticos pepinos. A especificação que fazes (em que tenho um pequeníssima quota parte de culpa), os aparentes aspectos negativos que detectámos podiam também ser positivos. Ou seja, a falta de jeito, a ingenuidade- ou aparência disso- surgiram-nos como questões genuínas. Ou não será assim? Diz o povo queres ver o vilão? Mete-lhe o pau na mão! Abraço companheiro.”  [Facebook]

Enfim, digamos que o Peixoto foi um vendedor de melões que nos enfiou um grande barrete com um “melão “ chamado São Cabrita.



A verdade é que o Peixoto coloca no seu Facebook um vídeo da noite da vitória da São Cabrita, acabando por receber ele próprios parabéns que agradece, até a irmã, que sabe certamente que foi ele a conduzir a campanha, lhe deu os parabéns. O próprio escolhe um vídeo onde aparece com uma camisola verde abrindo caminho para que a São Cabrita chegasse à entrada da sede do PSD.

Deixamos aqui um desafio à presidente São Cabrita, que coloque os dossiers destas aquisições à disposição dos membros da Assembleia Municipal e dos cidadãos de VRSA que os queiram consultar. 



ESCRUTINAR O EXERCÍCIO DO PODER




Quando ficou decidida a venda de algumas empresas públicas na sequência da assinatura do memorando com a Troika o Ministério Público anunciou que ia “vigiar” de perto a venda dessas empresas. Tratou-se de uma abordagem no sentido de prevenir a corrupção, exercendo sobre quem exerce o poder uma pressão positiva, ao anunciar que a sua ação está sendo vigiada.

É uma pena que esta não seja a prática generalizada do Ministério Público perante a administração pública e em especial os serviços onde há razões de preocupação. Esse é o caso dos municípios falidos em consequência dos desvarios de gente incompetente, irresponsável ou mesmo duvidosa.

No caso particular de VRSA a extinção da SGU devia estar sob o escrutínio apertado de quem deve velar pela legalidade e pela regularidade e honestidade de procedimentos. As empresas municipais foram criadas para aumentar a agilidade na gestão, mas não se entende por agilidade a opacidade e processos de decisão ocultados para que não se saiba o que se faz. A SGU foi criada para aumentar o buraco nas contas públicas longe de qualquer escrutínio, a opacidade chegou ao ponto de ter sido “ignorada” pelo FAM até à hora da sua extinção.

Só a forma atabalhoada como se decidiu a sua liquidação, com truques contabilísticos para criar prejuízos retroativos seria motivo para as autoridades, judicias ou fiscais ficarem de alerta. Mas estando em causa a venda de património era de esperar e era igualmente desejável uma maior vigilância, já que tudo o que se passa dentro da SGU parece ser escondido dos olhos da oposição, da população e dos órgãos autárquicos.

O caso da venda do edifício do antigo Hotel Guadiana é um exemplo de um negócio que devia ser escrutinado pelas autoridades. Vende-se um hotel a uma empresa com um capital de 20.000 euros, dizendo que havia uma cláusula contratual, mas ninguém encontra essa cláusula e tanto quanto se sabe o edifício vai ser vendido a uma leasing, isto +e, não se sabe a quem. Que concursos foram feitos, que transparência tem este negócio? Este é um processo que devia ser escrutinado pelas autoridades desde o primeiro momento, isto é, desde a divulgação do caderno de encargos que deu lugar à instalação do Grand House.

A democracia só tem a ganhar com transparência e percebe-se que uma falência de um concelho ou  a venda do seu património atrás das paredes opacas da SGU devera ser escrutinados por quem tem os poderes para ver o que os nossos autarcas não deixam ver. Não basta que sejam os políticos a decidir se as instituições são ou mais transparentes, a justiça deve estar ao serviço dos cidadãos assegurando que a opacidade não permite o abuso.

UM NEGÓCIO MUITO ESTRANHO




A CM expropria o edifício de um velho hotel envolvendo-se num litígio judicial sem que se saiba como tudo vai acabar, recorre a fundos comunitários e promove  recuperação do edifício. Entretanto recorreu a fundos comunitários para recuperar o edifício da Alfândega com vista à instalação de um centro de interpretação do Rio Guadiana.

Terminada a recuperação da Alfândega eis que este edifício aparece num lote de edifícios, onde constam o edifício da Alfândega,  um velho bar na foz do Guadiana e ainda um armazém que entretanto não foi utilizado. Para promover um projeto turístico aparentemente inviável a autarquia mete-se num buraco jurídico e conseguem fundos comunitários de forma muito duvidosa para recuperar um dos edifícios.

Entretanto, numa reunião de câmara a presidente da autarquia anunciou que o edifício do Hotel Guadiana iria ser vendido ao Grand House. Em relação ao edifício da Alfândega fez-se silêncio, numa manobra que denuncia preocupação em relação à forma como foram obtidos dinheiros comunitários, ludibriando as regras.

A presidente da autarquia justificou a venda com o argumento de que estava prevista no contrato. Acontece que não encontramos tal cláusula no referido contrato e muito menos no cadernos de encargos.

Resumindo, mete-se a CM num imbróglio jurídico que lhe pode sair muito caro, recorre-se a fundos comunitários de forma muito duvidosa e no fim aparece um único concorrente, com uma empresa acabada de constituir com um capital de 15.000 euros, que entretanto aumentou para 20.000 euros! Agora “inventa-se” uma cláusula contratual e vende-se o edifício ao preço da uva mijona, sem discussão.

Mas se a venda estava prevista no contrato porque é que não é vendida â empresa do Grand House, porque não é um tal Luís Sequeira a comprar e em vez disso a venda é feita ao BCP? Quem vai ficar com tudo? Serão os tais sócios divinos que ninguém conhece?



Há aqui muita coisa por perceber e que merecia ser investigada.

QUEM AMA A TERRA?




O ano passado uma figura menor. Alguém entre o imbecil e o idiota que, entretanto, ascendeu socialmente com a promoção a confrade do regime, sugeria que os turistas que nos visitam atiravam o lixo para o cão estimulados pela oposição. Desta forma dizia-se que a culpa do lixo que hoje é a imagem típica da terra era culpa da oposição.

Já vimos explicar que a terra é hoje uma terra de progresso porque há mais cães de raça do que antes do 25 de Abril e até mesmo defender que a política deve ser feita por profissionais. Enquanto o concelho se afundou em dívidas sem se perceber onde está o dinheiro parece que erramos todos amantes da terra e que tudo estava perfeito, vivemos numa terra feliz, que alguns dizem ser espetacular e criticar é criminoso.

Tiram-se umas fotografias bonitas do interior do Grand House, de uma qualquer esplanada, de uma sala de um restaurante e sugere-se que quem ama Vila Real de Santo António é esta a imagem que passa, os que ousem apresentar qualquer lado negativo são gente que odeia a terra e por isso merece ser condenada.

Infelizmente o progresso não se mede por umas fotografias de umas salas decoradas com milhões de fundos públicos, com uma a sala de fumo montada com recurso a fraudes ou com a imagem proporcionada por investimento privado. O progresso mede-se por outros indicadores de uma autarquia, mede-se pelos resultados e tendo por base numa avaliação rigorosa dos resultados, dos procedimentos e da ilegalidade.

Quem ama VRSA, os que denunciam a bancarrota ou os que tentam escondê-la com imagens da treta que qualquer terra proporciona? Quem ama a aterra,. Os que querem que seja gerida por gente honesta, competentes e respeitadora da democracia ou os que de forma subliminar tenta calar quem se apoia a esta estado de coisas. Quem ama a terra, os que defendem a mudança ou os que insistem na continuidade?

Há quem diga que está tudo bem, quem veja progresso através de uma foto  do Grand House e esconda os podes visíveis por todo o lado, há quem ganhe com a situação. Mas somos quase todos os vila-realenses que perdem e não escondem os podres de uma realidade que há quem tente esconder com imagens que nada dizem e ainda tentem calar e condenar quem ouse criticar, acusando-os que lutam pelo progresso de odiarem a terra.

Quando usaram a EN125 para denegrir o governo não faltaram imagens de buracos no alcatrão ou de ervas nas bermas, para atacar o Governo todas as imagens eram boas, não fazia mal apresentar VRSA como uma terra que era perigoso visitar, nesse tempo mostrar imagens miseráveis eram manifestações de Iluminismo. Quando estavam em causa os negócios de alguns por causa de uma rua fechada também não faltaram imagens. Mas quando está em causa livrar a terra de uma praga que a atacou dizem que não gostamos da nossa terra.