11 COMPROMISSOS, 11 MENTIRAS E 1 LANZUDO




Desde 2015, com o recurso ao PAEL, que todos os responsáveis políticos e administrativos da autarquia sabem que o Município de Vila Real de Santo António está tecnicamente falido e só não enfrentou uma situação de insolvência porque foi ajudado pelo Estado. Mas o Luís Gomes era um mago e graças a truques contabilísticos continuou a inventar dinheiro para esbanjar.

Quando a sua sucessora se candidatou à presidência da CM sabia muito bem do estado em que a autarquia estava, depois de recorrerem ao PAEL já tinham recorrido ao FAM e a orgia financeira continuou ainda com o agora cantor que usa botinhas brancas, e já com a “agora é São”. EM ano eleitoral comportaram-se como no tempo que havia dinheiro para cartões para os agentes da secreta cubano, como o coronel da Fundação José Marti que, entretanto, matou e esposa, suicidando-se a seguir, aqui ao lado em Aiamonte.

Apesar disso não resistiu a inventar mais obras, no meio das mentiras a que chamou 11 compromissos, mas que na realidade não passam de 11 mentiras. Ali mistura obra que sabia que não ia realizar, obra alheia, falsos compromissos e até um compromisso que era mais com a ESSE do que com os cidadãos que a elegeram. Na verdade o único compromisso que cumpriu foi o que terá assumido com a ESSE, que graças a uma alteração vergonhosa do regulamento do estacionamento, vai poder ordenhar os vila-realenses a ordenhar até ao último tostão.

Agora que com a sua incompetência e tendência para a mentira está a prejudicar a nossa terra ainda e cada vez mais, vale a pena fazer o balanço de dois anos do mandato autárquico mais miserável do nosso país. O que fez a São? A resposta é uma única, nada. Talvez a empresa das águas, alguns comerciantes, a ESSE, os Tiagos, os teólogos e os Faustinos se sintam na obrigação de lhe agradecer, mas a nossa terra está agora muito pior do que estava em 2017 ou mesmo em 2005.

O curioso é que para além da vitimização agora até exigem que lhe lhes façamos propostas. O lanzudo mais pesado da terra até exige que nos calemos. Aqui fica um desafio ao lanzudo, peque nos compromissos da São e na próxima reunião da Assembleia Municipal proponha os 10 que ficaram por realizar, desde as residências de estudantes aos hotéis da Muralha e do parque desportivo. Para o caso de já não ter, deixamos aqui o documento da campanha, aquilo a que poderíamos chamar de uma bela peça de “marque tingue”.

A OBRIGAÇÃO DA OPOSIÇÃO




Ao fim de 14 anos de poder absoluto, abusivo, oportunista e incompetente há condições para livrara a nossa terra dessa praga de políticos que a assaltou e ainda manda na autarquia. Hoje, todos os vila-realenses, a começar pelos apoiantes deles, sabem que a terra está falida, sabem que esbanjaram dinheiro público como se fossem excêntricos do Euromilhões.

Todos sabemos quem na terra se aproveitou da situação, todos sabemos do radialista que fez um milhão em adjudicações diretas, de quem fez que nos representava nas falsas negociações com a ESSE, quem recebeu envelopes, quem arranjou contratos de falsos empregos, dos ex-padres que a SGU empregou, dos construtores falidos que se bandearam e passaram a consultores.

Infelizmente não arruinaram apenas a autarquia, arruinaram os alores éticos e morais, promoverem a compra de famílias inteiras da oposição a troco de favores, esbanjaram dinheiro para colocarem os vila-realenses na posição de gente agradecida. Mais de doze anos de perseguições judiciais a quem ousasse criticá-los promovera a cobardia de muita gente e até nos partidos da oposição são mais macios do que os que dentro do PSD se opõem a eles.

Mesmo assim e em consequência da asfixia financeira resultante da situação de insolvência da autarquia estão vulneráveis, pior ainda, de caçadores passaram a presas e os que perseguiam receiam agora serem perseguidos pelo que fizeram. Pensavam que enganavam o PAEL e a segui o FAM, que tapavam o buraco e enganavam os concidadãos. Mas enganaram-se no número da porta e agora são apontados a dedo por cada vez mais vila-realenses, já ninguém tem medo deles e são cada vez mais os que os chama pelos seus verdadeiros nomes e apelidos.

Neste quadro é obrigação ética da oposição ganhar e de preferência nas urnas, sem a ajuda da Ramona, derrotá-los onde pensavam que eram imbatíveis por pensarem que os cidadãos são um rebanho de vendidos. E para ganhar é obrigação da oposição escolher os melhores e romper com um modo de fazer política que é o deles.

Ganhar não é reforçar a força de um partido para que os de Lisboa elogiem os militantes locais, não é esperar que a fruta caia de madura e viabilize listas de gente que pouco vale e que espera que os outros lhes façam o que não conseguiram fazer. A obrigação da oposição é colocar o Município acima da vontade de se chegarem à manjedoura, de escolherem aqueles que o povo mas deseja e que demonstram ser mais honestos e mais capazes.

Chega de listas fracas, de candidatos que não representam ninguém e que nunca valeram um votos, de filhos e afilhadas, a terra quer os melhores, os mais corajosos e os mais competentes.

TEM PREOCUPAÇÕES SOCIAIS, DIZ ELA




No regime do Luís Gomes algumas personagens especializaram-se em determinadas áreas, a começar pelo próprio autarca, que agora usa botinhas brancas para cantar, que se armou num Marquês de Pombal modernizador, que deixou obra por todo o lado, desde a maior unidade algarvia de cuidados continuados ao moderno hotel da Muralha. O botiquense especializou-se na cultura, era um verdadeiro mecenas a promover livros e a comprar obras de arte.

A nossa São, a “agora é São” não se cansa de chamar a si o estatuto de alguém com grandes preocupações sociais, repetindo até à exaustão que sempre teve esta pasta, como se nada tivesse que ver com as outras e neste capítulo a gestão tenha sido uma maravilha. A verdade é que em VRSA nunca houve uma política social e a prova disso é que a pobreza nunca diminuiu, antes pelo contrário, aumentou.

Em vez de uma política social aquilo a que assistimos foi ao aproveitamento da pobreza, à manipulação dos pobres com vista a conseguir votos, os pobres foram utilizados para os ajudar a manter-se no poder, podendo usar os recursos financeiros da autarquia, como se fosse uma manjedoura de uma pequena manada de vacas bem nutridas.

Com a falência da autarquia a realidade é deprimente, a manita da confrade amiga está falida e esperemos que seja investigada quer nas suas relações com a autarquia, como na relações com o Instituto do Emprego e da Formação Profissional e com a Segurança Social. Sem recursos para acorrer às obrigações tem muita gente que não recebe o que lhes ´+e devido. Diz-nos uma voz amiga que só estão pagando aos amigos, chamam-nos às escondidas para lhes dar o dinheiro e pedem para seja mantido segredo. Isto é, pagam com meses de atraso e quem recebe ainda lhes fica com uma dívida de gratidão.

Sem que tivesse sido tornado público nos órgãos municipais a autarquia decidiu atualizar as rendas das habitações sociais, outro terreno que foi fértil nos jogos eleitorais. Desta forma há rendas a sofrerem aumentos brutais e se alguns as podem pagar e ainda agradecem o fato de se terem esquecido das atualizações em anos anteriores, há situações verdadeiramente dramáticas, com gente sem recursos e doente a enfrentar aumentos brutais. Um exemplo de carta enviada pela São:

«O abrigo do Novo Regime de Arrendamento Apoiado para Habitação aprovado pela Lei n.º 81/2014 de 19 de dezembro (…) procedeu-se à atualização da renda do fogo de habitação social que habita.

Assim, por despacho datado de 27/09/2019, a renda da habitação passará a assumir o valor de 88,57 €/mensais, a qual estará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2010.
Reforça-se, ainda, que a “prestação de falsas declarações por qualquer elementos do agregado familiar, de forma expressa ou por omissão, sobre os rendimentos ou sobre factos e requisitos determinantes para o acesso ou manutenção do arrendamento” constitui fundamento para resolução do contrato de arrendamento conforme (…).
Com os melhores cumprimentos.
A Presidente da Câmara Municipal,
Maria da Conceição Cipriano Cabrita»


Invoca-se um novo regime que já tem cinco anos (!) para passar a ideia de que de repente algo mudou contra a vontade da autarca. Porque motivo só se lembraram agora? Muito provavelmente porque precisam de recitas para compensar o que esbanjaram e para poderem pagar aos teólogos do regime. Desta forma recorre-se à sonsice para dar ares de se estar contra a vontade, sugerindo-se que a culpa é do governo.

No caso a que se refere a carta a renda era de 40€, isto é, regista-se um aumento superior a 120%. Temos registos de situações ainda mais graves, bem como de vários casos de doentes oncológicos ou de cidadãos portadores de deficiência que foram sujeitos a aumentos igualmente brutais. É desta forma que a agora é São tem grandes preocupações sociais.

Não há nada mais execrável num político do que ver gente ambiciosa usar a pobreza em proveito próprio, atuando com vista à obtenção de votos.

O PROBLEMA AMBIENTAL




A propósito d hipótese do aeroporto do Montijo um grupo de cientistas contestou esta solução para Lisboa com vários argumentos, um dos quais as consequências do aquecimento global. Quer se queira, quer não as decisões de investimento com um horizonte temporal de várias décadas implica que se questione a sua vulnerabilidade a uma eventual subida das águas do mar.

Sucede que uma das localidades do país construída quase ao nível do mar é precisamente Vila Real de Santo António, sendo muito provavelmente a cidade do país que mais sofrerá se em consequência do aquecimento global se registar a subida das águas do mar que alguns cientistas prevêem.  E como estamos falando de um horizonte temporal de meio século isso significa que toda e qualquer construção que seja lançada neste momento deve ser avaliada.

Com isto não se pretende dramatizar o problema, mas é evidente que os nossos autarcas andaram tão entretidos a organizar festas e festarolas e a mandar dinheiro para ajudar o regime cubano, que nunca se discutiram os problemas sérios do concelho, o que explica o estado a que este chegou. É incrível que estes autarcas tenham ignorado as questões ambientais, como se o concelho fosse vizinho do de Manteigas, numa encosta da Serra da Estrela.

Às vezes temos a impressão de que a nossa terra foi invadida por hordas de bárbaros, tal é a ignorância desta gente ou o comportamento de brutamontes de algumas das personagens mais emblemáticas do regime. É incrível como uma das localidades mais ricas do país no que se refere ao meio ambiente, é gerida por gente sem o mínimo de sensibilidade para o problema. A não se que consideremos que o aumento das pulgas, das baratas e dos ratos seja, afinal, o resultado de uma aposta na biodiversidade.

Basta ir ao limite norte da sede do concelho, passear pelo pinhal ou ir a qualquer lado para percebermos como a autarquia não te a mais pequena sensibilidade ambiente, não admirando que o tema seja ignorado. É lixo e entulho por todo o lado.

VONTADE DE RIR




Só os imbecis poderão pensar que a história do agora artista que gosta de cantar calçando botinhas brancas se limita ao sucesso de um miúdo que tocava guitarra na missa e que graças à sua imensa bondade conquistou a população de um concelho que gostou tanto dele que lhe deu centenas de milhões de euros para gatar, até arruinar a autarquia.

As relações do ex-autarca de VRSA vão muito para além disso e ainda ontem houve na terra quem se tenha rido à gargalhada, porque é um absurdo estabelecer relações entre a ajuda financeira dada a Cuba e o tipo de oposição que se faz em VRSA. Provavelmente outros também se riem à gargalhada quando aqui denunciámos as relações de Luís Gomes com a ex-ministra do Mar ou mesmo com José Sócrates, Eduardo Cabrita ou José Apolinário.

A verdade é que nos dias de hoje há relações que se sobrepõem ao dinheiro, relações que podem ri da orientação sexual à participação em lojas maçónicas, de apoios financeiros a encomendas de trabalhos pagos a peso de ouro. Se a denuncia deste tipo de relações der lugar a gargalhadas, é caso para dizer que a Feira da Praia ainda não acabou de um todo pois são tantas as gargalhadas a dar na nossa terra que parece que aqui está um circo montado.

Agora, com um estatuto de político em hibernação, é a vez do ex-autarca ser recebedor de ajudas. Já o vimos a cantar numa festa religiosa do concelho, é consultor na CM de Faro (PSD), já tinha abichado um contrato de consultor na CM de Olhão (PS), onde volta a assinar um chorudo contrato, destas vez vai ganhar mais de 60.000€ em 16 meses, podendo ser renovado por mais três anos., Isto é, Luís Gomes pode ganhar um total de 143.100€, acrescido de IVA, durante três anos.

Desconhecemos o currículo profissional de Luís Gomes, mas não temos memória de o ver trabalhando em funções que o tornem habilitado a ser consultou externo de uma autarquia no domínio para o qual foi contratado. A verdade é que arredado do poder o ex-autarca tem aqui uma importante fonte de financiamento dos sinais de luxo que vai exibindo e um dia destes ainda vai derrotar o PS de VRSA com o dinheiro que lhe deu o PS de Olhão.


Enquanto o PS de VRSA envia processos para o MP, a ex-ministra exibe o seu ex-pupilo como uma vedeta técnica e o PS de Olhão paga-lhe muitas dezenas de milhares de euros. Será que vamos voltar a ouvir gargalhadas em VRSA, ou será tempo de perderem a vontade de rir.

SOMOS VACAS LEITEIRAS DA ESSE




Numa das suas primeiras entrevistas e perante a necessidade de cortar em todas as despesas, a agora é São tentou colar-se ao sucesso do governo e sugeria que os cortes ocorreriam em 2018 e 2019 seria já um ano de retoma, em consequência dos benefícios resultantes do ajustamento que iria ser feito.

Era um discurso fácil e até fazia sentido, só que era mentira já que o ajustamento económico feito com o governo nada tem que ver com a necessidade de cortar as despesas de uma autarquia que estava insolvente e continuará à beira da insolvência. Ainda por cima, em 2017 e 2018, convencida de que iria conseguir passar pelo meio dos pingos da chuva, a liderança incompetente da autarquia escondeu a realidade e prosseguiu na sua orgia financeira irresponsável.

Na autarquia não ocorreu qualquer ajustamento de custos para os investidores, num concelho que anseia por investimento turístico todas as medidas adotadas pelos incompetentes penalizaram os investidores ou os consumidores do setor turismo, aumento do IMI, aumento de todas as taxas camarárias, aumento brutal do preço da água, taxa turística, parquímetros. A São financia as sua má gestão financeira à custa da redução dos rendimentos dos vila-realenses e como acha pouco ainda os põe a render para a ESSE e para as águas.

Todos estes esquemas de conseguir dinheiro a qualquer custo penalizam os vila-realenses de forma dupla, têm mais despesa e uma parte das receitas que conseguem com o turismo reverte a favor dos cofres de uma câmara que gastou dinheiro à fartazana. As consequências são o empobrecimento, a perda de valor dos investimentos imobiliários e a degradação da procura turística, já que o concelho é cada vez mais caro e o modelo turístico promovido pelos autarca é chunga.

Mas parece que a desgraça é pouca e vem aí o único compromisso eleitoral da São que até agora foi cumprido, a alteração do esquema de taxas de estacionamento cobradas pela ESSE em VRSA. A partir do dia 1 de janeiro os vila-realenses só terão isenção de taxa de estacionamento na sua própria rua, algo que é uma inovação da nossa São. Mas é bom lembrar que a autarca tem um bom argumento, para ser adotada esta sacanice foi criado um grupo de trabalho onde os vila-realenses foram devidamente representados por um conhecido comerciante.


Portanto já sabem, a partir de 1 de janeiro quem estacionar o carro num lugar da ESSE que não seja na rua onde residem ou pagam taxa ou pagam multa. Os vila-realenses foram transformados em vacas de ordenha da ESSE, mas temos de estar felizes, a São cumpriu um dos seus compromissos e tudo foi feito com a nossa concordância, já que o tal comerciante nos representou!

AS RELAÇÕES "ABSURDAS" DE LUÍS GOMES




Se Luís Gomes, o conhecido cantor local que canta de botinhas brancas, fosse da ala esquerda de um PSD que Pacheco Pereira insiste em dizer que e um partido de esquerda, poder-se-ia compreender as relações que o ex-autarca manteve com o regime cubano e com o PCP de Vila Real de Santo António.

Foi maias, muito mais do que uma mera geringonça de ocasião, como a que uniu o PCP e o PSD nalgumas autarquia, a começar pela emblemática autarquia de Loures. As relações aqui foram bem mais longe e aquilo que parece ter sido um divórcio mal explicado, poderá não ter passado de um arrufo de namorados. A verdade é que apesar da mudança de um vereador do PCP para o PSD, assegurando a Luís Gomes uma maioria absoluta que lhe abriu as portas dos cofres camarários, nunca foi bem explicada.

Aliás, apesar dessa suposta “traição” o PCP nunca fez uma oposição muito consistente e durante os três mandatos o ex-autarca teve vários gestos simpáticos, ao mesmo tempo que quase se assumia como um embaixador de Cuba na Europa. Como poderia o PCP fazer uma oposição ao autarca que fazia jorrar divisas para Cuba e que instalava em VRSA os coronéis da famosa fundação José Marti. A presença de Cuba na cidade internacional das Festas do Avante era uma casa de bonecas se comparada com a imensa delegação cubana instalada em VRSA.

Qual o preço a suportar pelo PCP destas relações com Cuba que foram tão acarinhadas por Luís Gomes e que Cuba não se cansou de retribuir com honrarias oficiais e manifestações de gratidão?

Ainda hoje os gestos contra a liderança da autarquia não parece passarem de meros arrufos e para qualquer vila-realenses é mais do que evidente que o ódio ao Murta e ao PS, apesar do ex-autarca se um defunto político, ainda que se tenham esquecido de o enterrar e do namoro da Geringonça, é bem maior do que a aversão a Luís Gomes.

A ajuda financeira de Luís Gomes para com o regime cubano ocorreu no momento mais difícil daquele regime, depois do fim da ex-URSS e numa altura em que o regime enfrentava uma forte carência de divisas. Cada euro que Cuba conseguiu em VRSA ajudou o regime, não sendo de admirar as homenagens, medalhas e a chave da cidade de Havana concedida ao ex-autarca. Não é qualquer personalidade que merece o reconhecimento de um embaixador que na hora da despedida faz 300 km para vir a VRSA despedir-se de um autarca. Quase apostamos que não andou um quarteirão mais para cumprimentar o José Cruz e o mais certo é que nem mesmo o líder do PCP mereceu tal deslocação, ainda que a Soeiro Pereira Gomes fique bem mais perto da embaixada.

Esta estratégia de Luís Gomes permitiu fazer o trespasse de famílias inteiras de militantes do PCP, reduzir este partido a metade e criar condições para se eternizar no poder, impondo em VRSA um regime de total asfixia democrática e de pressão e perseguição a tudo o que cheirasse a oposição. Até há suspeitas de que tenha contado com a assistência técnica dos coronéis cubanos.

De que forma estas relações absurdas condicionaram a relação do PCP local e nacional com Luís Gomes e mesmo com a sua sucessora? É uma resposta sem a qual nunca perceberemos muito bem o que é ser oposição na autarquia de VRSA.

VRSA EM PRIMEIRO, DOA A QUEM DOER



Já aturamos de tudo, ameaças, chantagens, mensagens de grupos de amigos, tentativas de entrada em computadores pessoais, ofensas pessoais, provocações, mas passados mais de dois anos seguimos o lema de sempre, Vila Real de Santo António estará sempre primeiro e doa a quem doer nunca deixaremos de denunciar o que entendemos que deve ser denunciado.

Não há temas tabus, não há partidos sacrossantos, não há ideologias intocáveis, não há golpes financeiros a encobrir a bem do partido, não há famílias reinantes, nada se sobreporá à denúncia do que se passou e passa na nossa terra e que contribuiu ou contribui para continuar a destruir um concelho e o futuro das novas gerações de vila-realenses. Era bom que houvesse um único culpado e que agora todos fossem vítimas, desde a São a muitas outras personagens.

Mas não o permitiremos, é bom que se saiba a dimensão do descalabro, os milhões que foram distribuídos, quem ganhou e quem perdeu, que cada um assuma as suas responsabilidades e que na rua olhe para os seus concidadãos com a consciência de que não há vacas encouradas. De nada servem as ameaças, os recadinhos, as lamúrias, continuaremos a denunciar e a criticar e os que de forma clara ou menos clara apoiam os que destruíram o nosso concelho.

Nunca nos calámos e nenhuma personalidade de qualquer partido que tenha apoiado esta gente tem merecido críticas. É o caso do secretário de Estado José Apolinário, da ex-ministra Ana Paula Vitorino ou do ex-primeiro-ministro José Sócrates. Também nenhuma personalidade local deixou de merecer críticas, a começar no ex-presidente da autarquia aos trombones do Mendes. Podem mandar recados, ameaças dizendo que já nos esticámos demais, ameaças de identificações, podem chamar o que quiserem aos entes próximos, vivos ou falecidos, porque não nos calaremos.

Estaremos sempre do lado dos que estiverem na defesa de VRSA e que defendam uma mudança na gestão autárquica e estaremos sempre contra quem põe os seus interesses pessoais ou os do partido à frente da gestão honesta, competente e transparente do nosso município, doa a quem doer.

PARA ONDE VAI O XIXI DO GRAND HOUSE BEACH CLUB?


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No último concerto de trombones o trombone vermelho questionou o trombone laranja sobre se era mesmo verdade que os esgotos da terra deixaram de ir para o Rio Guadiana, como tantas vezes se diz na propaganda do regime. O trombone laranja esclareceu que tal poderia não ser verdade pois havia quem não respeitasse as normas e mandasse os esgotos para os canos destinados às águas pluviais. Da forma habitualmente dócil o Trombone Leal deu o assunto por esclarecido.

Mas esperem lá, há quem não queira fazer o xixi no WC e opte por ir fazer junto de uma sarjeta em frente à porta de casa? Há habitações ou indústrias que pode optar entre atirar os dejectos para as canalizações das águas pluviais em vez de usarem os esgotos? É óbvio que tudo isto cheira absurdo e o que o Trombone Pires disse foi uma grande mentira e apenas lamentamos que o Trombone Leal em vez de a contestar optou por se ter calado, permitindo que a mentira parecesse uma verdade. Aliás, neste duo de trombones parece que um dos trombones apenas está ali para tocar a música de fundo enquanto o outro anuncia alegremente a vinda de um D. Sebastião calçando botinhas brancas.

Sejamos frontais, o xixi dos clientes do Grand House Beach Club, junto do molho do Rio Guadiana, vai para os esgotos para uma fossa séptica ou é despejado para o Rio Guadiana, havendo um sério risco de um turista que esteja dando um mergulho na Praia dos Três Pauzinhos leve com um luxuoso “aflito” na cara? Depois de todos os investimentos feitos parece que não é apenas o bar de sonho do Luís Romão a usar uma fossa séptica ou qualquer outro sistema absurdo de esgotos...

Será mesmo verdade que todos os esgotos de VRSA são tratados e deixaram de ir para o Rio Guadiana, ou a autarquia nos anda a mentir e ao contrário do que dizem não cumpriram totalmente com as exigências feitas pela EU?

É bom  que a presidente da autarquia esclareça esta questão e diga a verdade, ou teremos de concluir que enquanto o bar da praia do Caramelo cumpre com todas as obrigações ambientais o luxuoso bar do Grand House está mandando a caca para o rio ou para uma moderna fossa.

Só mais duas dúvidas: se é verdade que há esgotos a serem despejados no Guadiana qual a zona da cidade abrangida e quanto é que a autarquia cobra de taxa de esgotos aos que aí residem ou trabalham sem que seja prestado qualquer serviço de esgotos?

ACABOU A FARTAZANA




Alimentado por milhões de euros de uma dívida em crescimento contínuo, VRSA foi transformado num verdadeiro circo de palhaços ricos, a São era uma mãos largas nos apoios sociais, o Barros era o “palhaço” da cultura apresentando livros e comprando obras de arte, o Luís Gomes era o “palhaço”das obras projetando duas Dubais, uma em VRSA e outra em Monte Gordo.

O amigo recebe um uma fatura inesperada de água? Fique descansado, não pague porque ninguém lhe cortará o abastecimento de água, não precisa de poupar, a SGU não lhe cobrará nada, terá uma borla vitalícia. A casa é cara? Não se preocupe, esqueça as regras, o senhor presidente já lhe ficou em renda numa dúzia de euros e se não quiser pagar, deixe estar porque a bondade do homem é ilimitada.

Toma lá €500.000 para a astróloga, um perdão da dívida para a ESSE, a expropriação do Hotel Guadiana para uns amigos, um milhão para o Mendes que tanto nos ajudou com a sua rádio, envelopes  com o timbre da manita da confraria. Tudo à fartazana porque VRSA teve a sorte de eleger um presidente e uma presidente como nunca se viu, transformam a areia dos Três Pauzinhos em dinheiro. Os da Castro Marim são tesos, os de Tavira safam-se porque o escondem na gaveta, mas nós em VRSA temos dinheiro que nunca mais acaba, parece um poço de petróleo da Arábia Suadita, quanto mais se tira mais ele jorra.

E de repente tudo acabou, lá se foi a fartazana, tudo corre mal ao pessoal e família do poder, parece que de repente todos batem com o focinho num dia treze, tudo lhes corre mal, é só azar. Não há dinheiro, o camião está avariado, o repuxo continua seco. Acabou o milagre, afinal era tudo uma palhaçada, o dinheiro acabou e se a única fartura que parece que ainda sobreviveu são os almoços fartos das confrarias que “nos” convidam, tudo regado com dinheiro de outras autarquias, porque aqui está tudo tão teso que até as procissões dos obesos do atum já se realizam em Ayamonte, porque nem com a mana a pedincha dá.

A manita da confrade não tem dinheiro para pagar o que deve e consta que já há rescisões e despedimentos, estão dando cabo do atletismo e há três meses que os triatletas esperam por uma reunião, as rendas dos bairros têm aumentos de 300%, cobram-se duas faturas da água no mesmo mês mais uma multa porque a carta não chegou, as piscinas escaparam-se por um fio, se os estudantes precisam de um autocarro mandam-nos pedir em Castro Marim, o lixo espalha-se, os dejectos dos cães são uma imagem de marca das ruas, a Rua Teófilo Braga está uma vergonha.

A palhaçada acabou ao fim de doze anos, agora que o circo partiu ficamos com uma realidade quase miserável, um concelho em ruínas onde só os senhores do Hotel Guadiana, da ESSE, das águas, da prime, dos restaurantes do passadiço, da rádio do Mendes e mais uns quantos estão contentes.