CHUVAS DE EMPREGOS




Que bela forma de acordar no dia seguinte às comemorações do 25 de abril com uma iniciativa a pensar nos desempregados, foi isso que sucedeu no ano passado, no dia 26 de abril a autarca mais brilhante do Baixo Guadiana lança mais uma grande iniciativa, o “VRSA Emprego”. Os nossos políticos medem-se pela generosidade em relação aos mais pobres e indefesos, político que se preze oferece empregos e a nossa autarca sabe disso melhor do que ninguém, afinal as preocupações sociais são a sua primeira prioridade desde o primeiro dia em que em má hora deixou a escola.

O cartaz anunciava algo que soava a grandioso, uma “plataforma integrada Oferta e procura de emprego em VRSA”. Isto é, em VRSA a gestão do sistema de informação da criação de emprego passava a funcionar na CM. E para que ninguém duvidasse de quem merecia a gratidão eleitoral, o cartaz oficial da CM lá tinha inscrito o “#orgulho da nossa terra”, sinal de que a autarquia funciona como sede de campanha eleitoral permanente.

Com cada vez mais pobreza e uma economia local assente em baixos rendimentos e precariedade o desemprego, tal como a pobreza em geral, funciona como uma coutada eleitoral e quem tem licença para lá caçar não perde tempo A inicativa é lançada, e os jornais do costume lá anunciavam a boa nova:

“O Gabinete de Apoio ao Emprego está articulado com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e com os principais empregadores locais e funcionará todos os dias da semana, na Câmara Municipal, tendo também extensões nas juntas de freguesia de Monte Gordo e Vila Nova de Cacela.

O projeto é apoiado por uma plataforma digital, já disponível em www.vrsaemprego.pt, onde estarão publicadas todas as ofertas existentes no município, bem como as condições exigíveis.

À página online, irá juntar-se uma equipa de técnicos municipais que irão prestar acompanhamento presencial num balcão dedicado e ajudar todos aqueles que procuram emprego ou necessitam de encaminhamento.” [Sul Informação]

Uma verdadeira azáfama, todos unidos em torno da causa e cheios de #orgulhomanossaterra, vários técnicos a correr de um lado para o outro, os telefones a tocar, umas vezes empregadores, outras os organismos que estavam articulados e o webmaster do site sem mãos a medir com tantas ofertas a inserir na WEB.

A iniciativa deve ter tanta procura que até o site deixou de estar online, provavelmente a procura foi tanta que não há servidor que aguente. Porque é que a nossa orgulhosa São não convoca os jornais do costume e acompanhada da sua vasta equipa dedicada ao emprego e dos responsáveis dos organismos envolvidos faz o balanço da iniciativa, um ano e meio depois do lançamento?

AS PREOCUPAÇÕES SOCIAIS

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Fica bem a qualquer político ambicioso demonstrar preocupações sociais e com a pobreza que infelizmente existe no nosso concelho, os políticos são verdadeiros especialistas em pobreza, desemprego e questões sociais. Até o ex-padre da SGU é agora um especialista em questões sociais. Até o ex-padre da SGU é um especialista em questões sociais, pelo menos é com essas funções que transitará para autarquia, onde vai poder viver à custa dos vila-realenses.

A verdade é que os mais pobres são os mais vulneráveis e não falta quem a troco de um pequeno alívio nos sacrifícios ceda à “venda” do seu voto. É um comportamento miserável por parte de muitos políticos, mas depois de muitos anos já o aceitamos como normal. No caso de VRSA a situação atingiu extremos, e desde uma conhecida ONG a muitos negócios camarários, montou-se um imenso esquema de aproveitamento político da pobreza.

Rendas sociais, arrendamentos intermediados pela autarquia, tratamentos médicos, envelopes, perdões de faturas da água, cabazes de natal, enfim, uma verdadeira panóplia de esquemas financiados durante mais de uma década, enquanto os credores foram dando dinheiro para financiar esta máquina política oportunista. Ao fim de mais de uma década temos uma autarca de se gabar de ter tido sempre as pastas sociais, mas ignora que nunca houve tanta pobreza em VRSA.

Agora tudo se desmorona, os apoios sociais acabaram, aumentam as rendas sociais, a ONG do concubinato partidário da terra está falida, multiplicam-se as dívidas a instituições. Não há dinheiro e a crer num jornal diário no passado mês de setembro a autarquia gastou mais do que tinha, isto é, já nem mesmo cortando em tudo a CM tem dinheiro.

O sonho da terra maravilhosa onde o dinheiro jorrava das torneiras está a tornar-se um pesadelo. Esperemos que um dia destes os políticos da terra discutam o problema da pobreza com seriedade.

GOLPE BAIXO NOS RESIDENTE DA RUA DE ANGOLA



“Na qualidade de senhorio de V.ª Exc.ª venho desta forma comunicar-lhe, que quero informar, nos termos e para os efeitos do artigo 1097.º do Código Civil a N/intenção de não renovação do contrato de arrendamento em vigor, sito Edifício Luz do Guadiana, Rua de Angola n.º 27 (…)Vila Real de Santo António, Faro em 01/01/2017.
O contrato referido supra, cessará os seus efeitos a partir de …/12/2020 data em que deve proceder à entrega do arrendado livre de pessoas e bens, no estado de conservação em que o mesmo se encontrava, quando o presente contrato se iniciou.”

Foi com esta carta que inesperadamente os residentes no edifício da Rua de Angola foram ontem surpreendidos. Afinal as reuniões em que os residentes foram apoiados por uma advogada paga pela autarquia serviu apenas para que esta advogada, especializada em perseguir vila-realenses em nome da autarquia, serviram apenas para que a senhora tivesse ganho mais uns cobres. Estas reuniões tiveram o mesmo efeito que o cálice de Vinho do Porto dado aos pe Vinho do Porto dado aos perus do Natal, para que fiquem tranquilos na hora da morte.

Infelizmente parece que não foram apenas os residentes a beberem deste cálice pois com as referidas reuniões muita gente ficou tranquila e deu o assunto por encerrado. Nas trocas de mensagens com residentes o LdF defendeu que se deviam juntar e contratar um advogado que os defendesse, mas parece que os da autarquia foram mais espertos e souberam criar a ilusão de que a CM os ia defender.

Percebe-se agora que tudo não passou de truques e é caso para perguntar à São Cabrita de que lado está, dos que a elegeram ou de interesses empresariais que conseguem mais lucros prejudicando os cidadãos da terra?

É óbvio que a alteração do contrato visou libertar o edifício mais cedo, tudo porque a autarquia decidiu ser simpática com a empresa, mesmo sabendo que ia prejudicar os vila-realenses.

O que farão agora a CM e os partidos institucionais representados na Assembleia Municipal e no executivo camarário, o que é feito do presidente da Junta de Freguesia?
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A este propósito vale a pena voltar a ler o nosso post do passado dia 28 de Março:





Vale a pena ouvir as intervenções da presidente da autarquia na reunião do executivo camarário do passado dia 6 de novembro, feitas a propósito da proposta da sua iniciativa de resolução do contrato entre a CM de VRSA e os residentes na Rua de Angola 27. E vale a pena ouvir porque não se percebe bem pela suas intervenções se fala a autarca eleita pelos vila-realenses para defender os seus interesses ou se quem fala é uma espécie de advogada ou relações públicas dos fundo de investimento que comprou as casas e lhe pediu para deixar de defender os inquilinos, resolvendo o contrato que tinha e com base no qual as casas estavam alugadas aos atuais residentes.

Perante os alertas de um vereador da oposição de que iriam ser alterados os contratos a resposta da presidente da autarquia foi lacónica “Os valores são os estipulados e se houver alguma alteração aqui será discutido”. Hoje percebe-se que não estava a falar verdade, da mesma forma que a proposta para aprovação que referia que “na sequência de contactos posteriores entre a PPSA – Percentagem Preferencial, SA e o Município, foi proposto por aqueles assumir a posição do Município nos contratos de subarrendamento pré existentes, com salvaguarda de todos os direitos inerentes, e contratualmente definidos, conforme informação técnica.

A proposta colocada a votação na reunião do executivo camarário do passado dia 6 de novembro era clara: “Na sequência de contactos posteriores entre a PPSA – percentagem Preferencial, S.A. e o Município, foi proposto por aqueles assumir a posição do Município nos contratos de subarrendamento pré existentes , com salvaguarda de todos os direitos inerentes, e contratualmente definidos, conforme informação técnica.”

Compreende-se agora o porque da expressão “conforme informação técnica”, quem levou esta proposta a votação salvaguardou-se sugerindo que se alguma coisa corresse mal a culpa era dos técnicos da autarquia. A verdade é que algo correu mesmo muito mal e os responsáveis políticos têm esta escapatória para nos tentarem iludir.



Há qualquer coisa de muito estranho em todo este processo, há dúvidas que nos surgem logo: a CGD tem um protocolo com a CM VRSA e vende as casas sem avisar a autarquia dessa intenção, sendo a CM apanhada de surpresa? A CGD não avisou a autarquia de que ia tomar a iniciativa de anular o protocolo? A autarquia não teve a oportunidade de fazer propostas alternativas à CGD, incluindo a sugestão de promover a compra das casas pelos inquilinos?



Lendo o contrato percebe-se que era válido por cinco anos, como o processo era de 2016 este contrato seria válido até 2021. Sucede que agora, o novo contrato a termo certo imposto pelos novos donos termina em novembro. Onde estão salvaguardados os direitos dos vila-realenses?

É óbvio que a presidente da autarquia devolveu as casas aos novos donos sem que tenha defendido os inquilinos que nela confiaram. Neste, como em processos como o do negócio do lixo, do negócio das águas e ourtos, ficamos com  a impressão de que a nossa autarca tem uma forma muito original de defender os vila-realenses.


OS ARGUMENTOS EM DEFESA DA POLÍTICA DE LUÍS GOMES LUÍS GOMES



Luís Gomes não se limitou a financiar as operações às cataratas de alguns cidadãos de VRSA, foi mais longe ao promover o regime cubano, dando entrevistas à televisão cubana difamando o Sistema Nacional de Saúde português e criticando a Europa, passando a imagem de uma Cuba justa e moderna contra um Portugal onde as pessoas morriam à espera de cuidados de saúde.

Esse apoio a Cuba traduziu-se no plano ideológico, com o financiamento do regime, pagando creches e deslocações de doentes a Cuba, bem como com o financiamento da deslocação de agentes do regime para VRSA a coberto de supostas atividades culturais.  Pagavam-se fortunas com deslocações desnecessárias de centenas de pessoas a Cuba e com a instalação dos agentes cubanos em VRSA, para desenvolverem atividades aparentemente culturais, ao mesmo tempo que se passava a imagem de uma Cuba internacionalista que tinha salvo um concelho cheio de sorte no meio de uma EU com menos saúde do que Cuba.

Ainda se podem ler defensores da política de Luís Gomes, muitos anos depois e quando os principais protagonistas tentam esconder esta parte da história no fundo do armário:

“Na altura em que Luís Gomes e outros autarcas, como os autarcas de Santarém (Moita Flores) de Aljezur (Marreiros), do Alandroal e outros concelhos do país ajudavam misteriosamente as finanças cubanas, era desencadeada a operação abaixo mencionada, que causa grande desespero nas mentes defensoras do capitalismo.

A solidariedade não é coisa para todos.”

Na época Luís Gomes tentou passar a ideia de que era VRSA que beneficiava da ajuda cubana, como se não houvesse alternativa económica. Isso era mentira, era mais barato operar em Portugal. Basta ver as declarações do médico e então autarca de Alcoutim ao jornal Público:

"O presidente da Câmara de Alcoutim, Francisco Amaral (PSD) - pioneiro neste tipo de iniciativas das autarquias -, diz que pagou, em 1999, 75 operações aos olhos, numa clínica de Faro, "por menos de mil euros" cada uma. Por isso, diz, quando foi contactado para enviar doentes para Cuba, respondeu: "Não, muito obrigado". Amaral diz, porém, que a mediatização deste caso, feita pelo seu colega de Vila Real de Stº António, Luís Gomes, também do PSD, teve o "mérito de envergonhar o Governo"." [Público]

A segunda ideia falsa que Luís Gomes e dos que então e agora defendem as suas políticas neste domínio sugerem é a da superioridade técnica da medicina cubana. Quanto a isto voltamos à mesma notícia do Público:

"David Barros Madeira dirigiu uma das duas equipas de especialistas exteriores, contratadas pelo HDF, para colmatar a falta de oftalmologistas. "Fizemos num ano 1.920 cirurgias". O preço pago à equipa por doente, afirma Ana Paula Gonçalves, oscilou entre os 400 e os 650 euros. Sobre os doentes tratados em Cuba, o médico, que observou alguns deles no pós-operatório, concluiu que a técnica utilizada em Havana está ultrapassada. "Não digo que eles tenham sido mal operados, mas a técnica usada é idêntica ao que se fazia em Portugal há 20 anos". Barros Madeira diz também que as operações aos dois olhos com um intervalo de tempo muito curto, como sucedia em Cuba, não é aconselhável: "Clinicamente, está errado. É grande o risco de infecção", afirmou, referindo que espera normalmente um mês entre cada cirurgia."  [Público]

Na América Latina Cuba explora o mercado da saúde, da mesma forma que muitos australianos procuram os hospitais da Tailândia, aliás, países como a Índia e a Tailândia associam o negócio da saúde e do turismo para atrair clientes de países ocidentais. Os milhões de cirurgias que Cuba e outros países fazem no estrangeiro ou em doentes vindos do estrangeiro está longe de ser solidariedade ou caridade, é um negócio legítimo que cresce.

Uma outra questão é a legalidade na despesa pública e os apoiantes da política de Luís Gomes recordam que as acusações do relatório do Tribunal de Contas foram esquecidas. 

"O TC em 2011, considerou ilegais as despesas efetuadas pela Câmara de V.R.S.A, com operações ás cataratas feitas em Cuba, mas deixou cair a acusação, PORQUÊ!?"

Enfim, está sancionada a política de Luís Gomes, não só no plano ideológico, como legal. Ainda recentemente a IGF acusou o mesmo autarca de não ter respeitado pelo PAEL e o mesmo TC deixou cair a acusação. Esperemos que os que o defendem nos negócios em Cuba sejam coerentes e defendam o ex-autarca também na gestão financeira da autarquia.

Como deve estar por aí a aparecer já vestido no fato de candidato o Luís gomes não vai deixar de agradecer aos que na sua ausência o defenderam,, desde os mais devotos aos mais inesperados defensores.

BAGUINHO A BAGUINHO

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O esbanjamento de dinheiro no Município de Vila Real de Santo António foi tal que na terra não falte quem tenha peno Município de Vila Real de Santo António foi tal que na terra não falte quem tenha pedido a noção do dinheiro. Falam de milhões como se fossem excêntricos dos anúncios do Euromilhões. Até já há quem diga que não valer a pena discutir alguns dossiers porque quatro ou cinco milhões de euros são “pianuts”, como diria o Jorge Jesus.

Num concelho tão pequeno, com tanta pobreza, quase sem grandes empresas e onde a economia depende do turismo, de comerciantes com negócios de ocasião e de alguma evasão fiscal, há quem nos diga para esquecermos certos dossiers  mais incómodos para alguns porque é pouca coisa, apenas cinco milhões de euros!

Segundo esta lógica nada há a discutir em VRSA pois a não ser algumas obras de saneamento poucas serão as despesas de montantes acima de um milhão de euros. Aliás, algumas das situações mais duvidosas nem sequer atingiram montantes que obrigavam à divulgação na Base Gov. É o caso, por exemplo, dos honorários pagos aos artistas que participaram no filme sobre as operações às cataratas.

No caso do filme, que continuamos a aguardar que seja estreado em VRSA e até pode ser que seja apresentado por algum apoiante mais assanhado dos negócios cubanos na terra, os pagamentos foram feitos de forma facionada e à boca do cofre. Isto é, foi feito um filme sem ninguém aprovar e sem ninguém saber que estava sendo rodado.

Os negócios com um radialista local também nunca atingiram montantes significativos e ao longo doa nos totalizaram um milhão. Isto é, deram para enriquecer um dos mais firmes apoiantes do regime, mas quer cada um dos negócios, quer a sua totalidade ficou muito abaixo da tal fasquia psicológica abaixo da qual não merece a pena estarmos preocupados.

A verdade é que foi de baguinho em baguinho que se esbanjaram centenas de milhões de euros e estas falsas fasquias apenas servem para tentar abafar alguns negócios duvidosas que deram um importante contributo para  a ruína do concelho.

PELO DIREITO À VERDADE E À NOSSA HISTÓRIA



“Quem lhes pagava a residência e tudo mais era a SGU, a SGU pediu me casas para arrendar o Pedro Alves, todas as que eu tivesse.
Arrendei 1 única, os Cubanos foram ver 2 casas comigo e foram de uma arrogância terrível, 1 das casas não tinha televisão mas eles queriam 1 televisão muito grande, iam pedir à SGU. Eu fiz as perguntas todas que quis, a SGU pagava tudo, incluindo 4 e 5 aquecedores porque eles vinham de um país muito quente e aqui tinham frio. Pagava as rendas, pois o contrato foi à SGU, pagava eletricidade, água, gás (era só ligarem para o Munhoz e eles vinham repor o gás).
Eu Arrendei 1 única casa, vi o esquema todo e saí fora, pois achei um abuso, uma falta de respeito, uma coisa sem nexo algum, pois tenho conhecimento da realidade da terra e as suas dificuldades!!!”

Sabendo das dificuldades que sofrem muitas vila-realenses, são muitas as mensagens onde concidadãos nos dão conta dos seus problemas, ao ler este comentário no post de ontem o mínimo que sentimos é revolta. Numa terra onde se aumentam brutalmente as rendas sociais, onde há famílias sem recursos em desespero por precisarem de uma pequena habitação, onde são cada vez mais as pessoas sem gás, água ou eletricidade em consequência destes serviços serem cortados por falta de pagamento, somos confrontados com a fartura que foi proporcionada a gente que veio de foram.

Note-se que estes senhores não eram médicos oftalmologistas, diziam que era gente da cultura, ainda que o post de coronel do seu chefe denuncie um gato escondido com o rabo de fora. Com o argumento da cultura cubano Cuba teve em VRSA um pequeno destacamento apoiando politicamente um autarca da pior direita. Há quem nos conte que esta gente tinha papel ativo em domínios que nada tinham que ver com a cultura.

Viveram por cá anos, sabemos agora quem lhes deu asa, que consumiam eletricidade e gás, deixando um pesado rasto de despesa e de pegada carbónica, sabemos que, por exemplo, no dias das últimas eleições autárquicas estiveram muito ativos e agitados, sabem-mos que estes não podem dizer que trabalhavam pro bono como o pessoal da Tempestades Cerebrais.

Mas não sabemos que contratos assinaram com a autarquia, que acordos foram assinados com o regime cubano, quanto ganhavam, quanto gastavam em gasolina e em que carros se deslocavam, quanto gastavam em telefones e quem lhes comprou os telemóveis. Sabemos apenas que gostavam de andar quentinhos, que queriam televisões de luxo em casa e que vindos de um país onde pouco tinham rapidamente passaram a ser muito exigentes.

O que andaram cá a fazer, quanto se gastou com eles, porque desapareceram de repente, a que processos tinham acessos, que colaborações davam ao Luís e à São? Ninguém sabe e parece que são muitos os que não querem que se saiba. Os vila-realenses ficaram sem oi dinheiro e agora querem que fiquem sem saber a sua própria história.


O CORONEL ASSASSINO




O tema é tabu e desde que o coronel cubano, entretanto promovido a “dissidentes”, matou a mulher em Ayamonte, suicidando-se de seguida, ainda é mais tabu. Desde que os cubanos sairão misteriosamente de VRSA que o homem não era referido nas redes sociais, quando assassinou a mulher ainda houve quem lhe tivesse prestado homenagens públicas, mas depressa apagaram-se os posts.

Não é só o coronel que todos nesta terra parecem querer enterrar, todos querem esquecer a sua passagem pela vida política vila-realense, uns porque o assunto arde, outros porque incomoda, alguns porque ainda têm um fraquinho por Cuba e outros porque receiam que o coronel se transforme num inconveniente para o futuro. E com o coronel querem enterrar o que se passou. Mas ficam muitas respostas por dar.

Há quem queira apagar a história ou mesmo revê-la, para que alguns dossiers camarários dos últimos anos e um deles é precisamente a passagem cubana por VRSA. O mais curioso é que não é o Luís Gomes que quer esconder o assunto, até porque o próprio autarca não se cansa de apresentar ao lado dos seus amigos cubanos.

A primeira pergunta que seria interessante ouvir uma resposta é quantos cubanos e quanto custavam essas personagens ao erário municipal? O que fizeram, durante quanto tempo estiveram cá, quanto ganhavam e quem lhes pagavam, quem lhes pagava os telemóveis, tinham acesso a cartões de crédito, quem lhes pagava a residência, qual o tipo de intervenção nos processos políticos e em particular nos processos editoriais?

Calculo que alguns irão rir à gargalhada mas dizer que o coronel estava cá para promover as relações culturais e que a Fundação José Marti nada tem que ver com os serviços de informação do regime cubano, isso sim que é uma anedota de nos fazer rir até às lágrimas. Não deixa de ser curioso que em Cuba os homem da cultura tenham patentes militares, uma estranha coincidência com o modelo dos serviços de informação dos antigos países ligados à ex-URSS.

Espremo que a bem de todos os partidos esta parte da história de VRSA não seja apagada e que os documentos e todos os outros rastos não sejam eliminados. Já se percebeu que o tema provoca muitas reações estranhas, desde ataques de riso às mais diversas erupções cutâneas.

PS: Convém recordar que Erasmo Lazcano não era uma qualquer fi~gura secundária do regime cubano, era primeiro vice-presidente da Sociedade Cultural Jose Marti.

FAZER PROPOSTAS?

"Ideas para emprender" es la nueva serie que Prensa Libre publicará en octubre. Foto Prensa Libre: Servicios


Sempre que os apoiantes dos que estão no poder, seja a que nível for, começam a sentir faltar o terreno debaixo dos pés, porque não têm respostas para as críticas que ouvem, surge sempre o argumento tipicamente “Chico esperto”, que não fazem propostas. Isto é, os que estão no poder fazem o que podem para melhorar a vida das pessoas e os da oposição são incompetentes e vez de ajudarem apenas criticam. Neste capítulo ficou famosa a frase de Cavaco Silva quando se dirigiu à oposição dizendo “deixem-nos trabalhar”.

As última coisa que queremos é que o concelho se afunde ainda mais só porque não deixamos a São trabalhar ou porque não temos novas ideias, agora que ela já fez tanta coisa que já nem sabe o que fazer a seguir. Enfim, olhando para algumas ideias brilhantes de alguns dos seus apoiantes poderíamos sugerir alguns projetos que temos visto por aí.

Mas a carteira de projetos e ideias do Luís e da São é tão grande que dispensa propostas, têm projetos para mais duas décadas e para triplicar a dívida do Município. Aliás, não se entende como é que algumas pessoas nos acusam de não fazer propostas, quando a obrigação de as fazer é em primeira linha dos responsáveis locais do partido no poder. Isto é, quantas propostas e ideias sugeriu o Luís Gomes à São Cabrita desde que a colocou na presidência da CM?

A verdade é que se estão a precisar de propostas da oposição o Largo da Forca decidiu fazer algumas:
  1. Um pavilhão multiúsos junto ao complexo desportivo.
  2. Um novo hotel junto ao mesmo complexo.
  3. Uma unidade de cuidados continuados.
  4. Uma nova urbanização incluindo um hotel junto
  5. As grandiosas obras previstas no plano da frente ribeirinha que transformavam VRSA numa Dubai do Guadiana.
  6. Restaurantes e quiosques, para além de um novo hotel, na zona agora transformadas nas colinas de Monte Gordo.

Mas para além destes projetos e muitos outros que já estão caídos em esquecimento, ficam aqui mais alguns de que certamente a São tem uma boa memória:
Novas paragens do Autocarro Social, com destaque para a rua do cemitério.
  1. As novas casas do estudante, uma em Faro e outra em Lisboa.
  2. A casa da juventude em VRSA.
  3. A VRSA Amiga, para ajudar os idosos nas pequenas reparações.
  4. A requalificação dos caminhos e estradas rurais bem como a criação de mais espaços verdes em todas as freguesias.
  5. A VRSA Boa Ideia para apoiar os micro negócios.
  6. A Oficina das Artes e Criatividade
  7. O DNA VRSA para apoiar o empreendedorismo.
  8. A construção de variantes da EN125 nas hortas.

Mas se a grande capacidade realizadora da São for ainda maior do que imaginamos e esgotar mais estas propostas antes de terminar o seu mandato, aqui ficam algumas ideias só para a sede do concelho, onde parece que o presidente da Junta de Freguesia parece ter comido o programa num gelado. Aqui ficam as ideias: 
SOS Melhor Idade, 
VRSA +Saúde, VRSA-Amiga, 
VRSA-Boa-Ideia, VRSA-Click 
VRSA-Culturarte.

Se a São fizer tudo o que agora acabámos de propor e até lhe pedimos desculpa por só termos tido estas ideias a meio do seu mandato, prometemos votar nela e até oferecemos uma caixa de latas de atum ao mano.

SERÁ NORMAL O QUE ESTA GENTE FAZ?




Antes de mais queremos agradecer ao ilustre deputado municipal António Cabrita pelo link para a nossa página do Facebook. Dirigimo-nos a tal personagem porque não percebemos muito bem onde é que o nosso post engana, confunde ou ofende. Não nos parece que a referência ao Sr. Fernando Santos, o cidadão que costuma aparecer nos ecrãs à boleita de repórteres e entrevistados é ofensivo, aliás, se alguém se poderia eventualmente queixar-se era o referido senhor, já que nada tem que ver com VRSA e muito menos com a desgraças em que o senhor e os seus amigos deixaram, a nossa terra.

Mas se há aqui algo de tão grave podem muito bem chamar o Dr. Morais Sarmento a VRSA e contratá-lo para perseguir judicialmente gente que tanto ofende e, por conseguinte, comete crimes puníveis. Aliás, não é nada que não seja uma prática antiga em VRSA, onde os cidadãos  que ousem criticar arriscam-se a ver as taxas que pagam serem usadas para os perseguirem em tribunal.

É natural que aquilo que para uns não é ofensivo pode sê-lo para outros, tudo depende do padrão de educação de cada um. No caso do ilustre deputado municipal estávamos convencidos de que não era tão sensível, de quem chama puta às mães de toda a gente que ouse criticar a autarquia, pouco se importando se são vivas ou mortas, que ameaça de forma subliminar os idosos que critiquem a política cultural da autarquia dizendo que sabe onde moram e muitas outras alarvidades a que nos habituou. Mas enfim, ainda que nem todos sejam como o Vinho Porto, temos sempre a esperança de que um dia melhorem.

Mas quanto a saber se é normal o que esta gente faz, gostaríamos de lhe dizer:

Que o que não é normal é terem arruinado um concelho até ao último tostão deixando dívidas para que as futuras gerações as paguem.

Que o que não é normal é aumentarem as taxas e rendas dos bairros sociais a torto e a direito, para depois não terem dinheiro para reparar um buraco na calçada.

Que o que não é normal é terem aumentado brutalmente a taxa de recolha de resíduos sólidos e depois haver lixo por tud o que é canto.

O que não é normal é terem gasto uma fortuna a construir quiosques em Monte Gordo para depois os derrubarem por terem sido construídos ilegalmente.

O que não é normal é pedirem dinheiro a Bruxelas para instalarem um centro de interpretação do Rio Guadiana e depois alugarem o edifício para que os amigos anónimos do Grand House instalem um bar.

O que não é normal é um deputado municipal andar a mandar mensagens pessoais a quem comenta no Facebook ou mesmo  a tentar fazer telefonemas pela mesma via.

Quer mais uma dúzia de anormalidades ou acha que está a bondo?

Calculo que todas estas anormalidades sejam mentiras, tentativas de confundir, ofensas graves e falta de educação. Mas a dois dias depois do 25 de Novembro vem-nos à memória o saudoso Almirante Pinheiro de Azevedo e uma das suas famosas frase que são a melhor forma de responder a certos alarves que se julgam de uma educação superior.

A ESTRATÉGIA DO EMPLASTRO



A nossa autarca faz-nos lembrar o famoso adepto de futebol que anda de estádio em estádio em busca das câmaras de televisão para aparecer ao lado de todos os repórteres ou dos que são entrevistados em direto, adepto a que devido a esta colagem permanente alguém deu a alcunha de “Emplastro”. Digamos que a nossa Cipriano é uma espécie de emplastro da vida política autárquica.

Depois de ter ajudado a esgotar os recursos financeiros da autarquia até ao último tostão que conseguiram sacar a crédito, a pobre mulher já não paga a ninguém e até a sua melhor amiga, a famosa Mão Amiga, fruto do incesto político de personalidades locais de várias matize partidárias, passa por dificuldades, até consta que as das manitas da caridade andaram numa pedincha de dinheiro junto de empresários locais, ao estilo do “dê-me um tostãozinho para o Santo António”.

A autarca não faz nada, não apoia nada, deve a tudo e a todos, desde a Santa Casa aos bombeiros, não repara nada, não tem recursos para os serviços mínimos de uma autarquia, mas quem visita o site da autarquia fica com a sensação de que temos uma autarquia supre dinâmica. Aliás, se compararmos o ritmo com que a nossa autarquia faz propaganda na WEB com as autarquia vizinhas, ainda ficamos a pensar que as câmaras falidas são as de Quatro Marim, Tavira ou Ayamonte.

A mulher adere a tudo e quando nada tem para anunciar informa que vamos ter uma aldeia de natal e anuncia o presépio. É um verdadeiro milagre dos panitos, com uma côdea que sobrou da Mão Amiga consegue encher uma padaria. O problema é que depois de todo este marketing oportunista nada fez.

É o que sucede com as coberturas de amianto em escolas e mercados municipais, depois de terem gasto centenas de milhões de euros em festas e festarolas não têm agora uma meia dúzia de tostões para retirar o amianto. Estes trates políticos oportunistas que em tempos gastaram milhões a fazerem de conta que o Município tinha o melhor sistema de saúde do Algarve e arredores, tendo dado de ganhar muito dinheiro aos amigos de Cuba e aos amigos Bacalhau, estão-se agora nas tintas para a saúde dos vila-realenses, pouco se importando sobre quantos cancros poderão resultar da sua incompetência e negligência.