CORRUPÇÃO

 


Ontem, 9 de dezembro, foi o dia escolhido pela ONU para ser o Dia internacional contra a corrupção. Dando força a uma luta que deve ser de todos os dias e todos os domínios em que se entende existir corrupção. Se nos países desenvolvidos este combate é em maior ou menor grau conduzido pelas autoridades e pela sociedade civil, em muitos países do mundo a corrupção ainda domina o Estado e a sociedade. 

Mas o que é a corrupção? 

No nosso debate político reduz-se muito o conceito de corrupção ao articulado do Código Penal, não admirando que muitos políticos apanhados em situações socialmente condenáveis invoquem a lei, como se o conceito de ética e de corrupção resultasse do Código Penal. 

Um exemplo, um político que luta por ser eleito promete a um jovem um grande emprego na autarquia a dois anos de eleições está ou não a corromper a sociedade? Certamente não está a fazer nada que constitua um crime, mas está a corromper um jovem prometendo um emprego pago com recursos públicos e sem qualquer concurso honesto a troco de uma compensação, de um apoio eleitoral que se limitará a um voto e a uma ida a uma arruada? 

Outro exemplo, um candidato eleito por um partido e em representação desse partido apoia uma coligação. Mas quando o seu partido recusa continuar a apoiar a coligação o seu representante que em sua representação estava no executivo bandeia-se e passa a apoiar o outro partido. Com isso nunca mais precisou de “trabalhar”, levou uma vida faustosa de avença em avença ao longo de mais de uma década. É evidente que  mudar de partido não é ser corrupto, mas se essa mudança foi “um negócio” é óbvio que podemos ter razões para recear que estaremos perante um caso de corrupção moral. 

Há muitos comportamentos não é corrupção, mas num sentido mais amplo é uma forma de corromper a democracia e nesse sentido mais ético estamos perante um comportamento corrupto. Por vezes só vemos a corrupção nos grandes casos mediáticos, mas desvalorizamos a corrupção moral de uma sociedade e não raras vezes é essa corrupção a que não damos valor que acaba por criar condições para que a outra cresça com mais facilidade.

HOJE É FERIADO NO LARGO DA FORCA

 



Faz hoje um ano que a secção do PS do Rui Setúbal e Nuno Mob divulgaram o comunicado mais hilariante que já se leu nesta terra. Uma mistura de estupidez, loucura, numerologia simbólica e comunicação norte-coreana. Valse a pena ler e reler, porque rimos mais do que com um filme do Mr. Bean. 

Mas o mais ridículo não está no comunicado está no fato de gente como Rui Setúbal, Nuno Mob, Célia Paz e Álvaro Araújo, que certamente escreveram ou pelo menos leram e aprovaram, acharem que os vila-realenses serem tão idiotas ao ponto de se reverem nestas baboseiras que só envergonham o partido que estão usando. A miséria intelectual é tanta que até se socorrem da designação da candidatura independente, o que mostra o baixo nível dessa gente. 

Mas relembremos as baboseiras: 

1. O dia 7 e a numerologia maçónica: 

«O número 7 é considerado o número perfeito e arrasta consigo uma enorme carga simbólica, Mário Soares nasceu neste dia – 7 de dezembro - e o Partido Socialista de Vila Real de Santo António dinamizou a 1.ª de um ciclo de conferências que debatem os temas-chave para a construção do futuro do Concelho.»

2. Uma grande panóplia de apresentadores:

«Luís Vasques, diretor hoteleiro, responsável pelo Hotel Apolo e, no papel de moderador desta panóplia de ilustres intervenientes»

Sinal de que depois de o Rui Setúbal ter tentado tramar o negócio do Luís Vasques na Praia do Caramelo, já tinham feito as pazes. Campanhas eleitorais oblige…

3. E começou o estilo norte-coreano, eram tantos e tanta a alegria que a entrada do homem que levou os presentes ao êxtase:

«largas dezenas de cidadãos que se deslocaram num sábado à tarde ao Hotel Apolo, encheram o salão e participaram ativamente neste debate, apresentaram ideias, partilharam publicamente as suas preocupações e, sobretudo, deram provas de que acreditam no Partido Socialista e no seu candidato Álvaro Araújo como agentes da mudança, que começou hoje a trilhar o seu percurso»

4. Não seriam centenas de pessoas? Se com tanta gente mais os principais empresários de todas as áreas… e as profissões mais chiques:

« estiveram presentes os principais empresários do Concelho, das mais variadas áreas Estiveram representadas profissões de grande responsabilidade civil e que coadjuvam o desenvolvimento do emprego em qualquer região.»

5. Aquilo era tanta gente que a conferência foi transformado em congresso de vila-realenses e da fação do PS do Rui Setúbal. Mais um pouco e ainda diziam que estavam lá metade dos ayamontinos. Só se esqueceram de dizer quantos vieram de Faro e de Tavira para ajudar a compor a sala.

«O evento contou ainda com a participação ativa da população em geral, que manifestou claros sinais de confiança nas linhas orientadoras debatidas pelo Partido Socialista de VRSA.»

6. Segundo conseguimos saber até o líder da Coreia do Norte mandou investigar quem era o político de VRSA que o estava a superar em fantochadas:

« Álvaro Araújo, efusivamente aplaudido pelas pessoas que já transbordavam para fora do enorme salão, »

7. E nem se esqueceu das promessas, o problema em que num ano ainda só vimos fotos das mulheres da família, do canito e do candidato a meter uma saca de alfarroba aos ombros para o Lima fotografar.

«[Araújo] definiu, com a determinação que o caracteriza, os objetivos do projeto que lidera e que passam por ouvir os problemas e apresentar soluções responsáveis, criar alternativas, inovar em todos os níveis para promover esse EMPREGO de que se falava hoje.»

O mais divertido é que no meio disto tudo o homem  ouviu, aprendeu, tirou notas e pouco disse , além de umas baboseiras. Isto é, quem nos disse como seria o futuro do emprego em VRSA foram uns amigos de Faro que nunca os tínhamos visto, nem nunca maios o vimos.

«Esta conferência pretendia traçar as linhas gerais para o desenvolvimento do EMPREGO em Vila Real de Santo António», mas o candidato nada disse sobre emprego, como se pode comprovar pela sua comunicação, que consta do site do PS VRSA no Facebook. Pobre candidato!


OBRA FEITA E ELEIÇÕES


  

É legítimo que os governantes ou autarcas exibam a obra que fazem durante os mandatos para os quais são eleitos. Vivemos em democracia e isso é mais saudável do em ano de eleições e sabendo que uma CM está à beira da insolvência decidirem oferecer quase meio milhão de euros a uma ONG empenhada na reeleição dos autarcas, que depois promove uma chuva de donativos pecuniários junto dos eleitores mais vulneráveis. 

Mostrar obra que se fez é típico das democracias europeias, distribuir donativos pecuniários é típico dos países menos desenvolvidos onde o caciquismo é a norma. O ideal é os autarcas ou governantes apresentarem um programa, fazerem obra com base nesse programa e gastarem dinheiro obtido por fontes de financiamento tradicionais ou em resultado de poupanças conseguidas graças à competência na gestão. 

No caso de VRSA é óbvio que numa autarquia que todos sabemos estar à beira da insolvência e que ainda só não fechou a porta porque de vez em quando “esses senhores do FAM” vão dando uns balões de oxigénio, como sucedeu ainda recentemente com as dívidas da SGU, a tal empresa que deu lucros até ao dia em que inventaram um truque para a “matar”com efeitos retroativos. 

Se olharmos para os 11 compromissos assumidos pela São percebemos que cumpriu apenas com um, aquele que beneficiou a ESSE, proporcionando-lhe ainda mais lucros, Todos os outros ficaram por cumprir. Pior ainda, em três anos de mandato a São fez muitas asneiras, ofendeu António Costa e “esses senhores do FAM”, disse cobras e lagartos do seu padrinho Luís Gomes numa reunião com um empresário que nem sequer conhecia (o que terá dito em todas as outras reuniões privadas?). 

Agora, de um dia para o outro e sem que ninguém soubesse desenha frentes ribeirinhas e repara o símbolo da sua incompetência, o já famoso repuxo. De onde veio o dinheiro? Se veio das receitas normais da CM é obra da São, se veio da taxa turística e do Casino então é mais um embuste. Será que a São esclarece esta dúvida?

CROMOS DA POLÍTICA LOCAL: NUNO MOB (1)

 


Nuno Baptista, um político local que caiu de paraquedas em VRSA e graças a António Murta mereceu uma promoção aparecendo como candidato a vereador em 2017. Pelo que se tem visto parece que o homem não é muito agradecido e já é um apoiante incondicional dos que no passado boicotaram a campanha em que se candidatou. 

O rapaz apresenta-se como um grande socialista. Fazendo questão de se dizer  da linha Jorge Sampaio ainda que o seu pensamento político, se é que isso existe na cabeça do rapazola, esteja mais entre a Linha de Cascais e a Linha de Sintra. Para se perceber a dinâmica ideológica deste candidato a vice na lista do Araújo. durante algum tempo dizia-nos cobras e lagartos da Maçonaria e dos Maçons, o Luís Romão era mesmo o seu bombo da festa, denunciando a sua ambição pelo lugar ocupado pelo senhor dos aventais, vice-presidente da CM. A surpresa surgiu quando um dia ele deu-nos uma informação secreta, que o Luís Romão estava à frente da Loja Manuel Cabanas. Como soube? Respondeu-nos que pertencia à loja, isto é, mal entrou e já estava a dar com a língua nos dentes, violando a regra mais básica de qualquer loja maçónica, a descrição. Mas a ambição de substituir o Luís Romão parecia estar acima de outros valores. 

Mas a intervenção mais divertida desta personagem foi quando inaugurou a sua presença nas reuniões da CM como vereador substituto. Para além do estilo próprio de uma personagem de Eça de Queiroz,  que dá vontade de rir só de o ouvir, mereceu uma gargalhada a sua intervenção a propósito da biblioteca municipal, quando disse que era um frequentador de bibliotecas desde os 18 anos. Então este grande intelectual só começou a entrar em bibliotecas aos 18 anos? 

Terá completado todo o ensino até 12.º ano num curso à distância, sem direito a uma biblioteca? Coitado do moço, se tivesse crescido em VRESA saberia que aqui muita gente começou a frequentar bibliotecas logo que aprendia a ler, quem não se lembra da Biblioteca Gulbenkian no edifício da CM? Quem não se recorda com saudade da dona Francisquita? Agora vem este senhor chamar-nos parvos e armado em intelectual porque começou a frequentar bibliotecas com 18 anos? O grave não estar em ter-se tornado frequentador de bibliotecas com a idade de ir para a tropa, mas sim no achar que isso faz dele o maior intelectual do Baixo Guadiana. 

Já foi dado como n.º 2 da lista do senhor da Mão Amiga e do IEFP, fato que o encheu de tanta alegria que não se conseguiu conter, ao ponto de muita gente ter ficado a saber da sua promoção. A alegria com que gritou aos quatro ventos que ia ser importante, faz lebrra a cena em que Dias Loureiro foi apanhado a falar ao telefone com o progenitor dizendo-lhe “Pai já sou ministro!”. 

É o político com a maior ascensão na história da vida política, chega a quarto nas listas de 2017 e parece que vai ser promovido a número dois da lista do Araújo.

Mas, com a saída da Célia Paz do lugar de deputado o pobre do Mob corre um sério risco de perder o lugar na lista do candidato. É que a Célia Paz é a presidente da Comissão Política do que resta de um PS local onde quem manda é o contabilista que tem dívidas ao fisco e anda escondido debaixo das saias dos Gomes. Isto é, a não ser que o brilhante trabalho do Mob nas redes sociais em defesa do seu pobre candidato lhe aguente o lugar, ainda não é desta que o pobre rapazola pode sonhar com a possibilidade de subir na vida à custa de uma terra que nem sabe que ele existe. 

PS a riqueza desta personagem é tanta que um cromo não chega, precisa de um daqueles cromos duplos, pelo que voltaremos à segunda metade do cromo.

MILAGRE!

 


Anda para aí tanta obra que é caso para perguntar à (por enquanto ainda é ) São onde foi buscar tanto dinheiro de um momento para o outro, que até o repuxo da Av. da República, na sede do concelho, vai reparar. Isto é, durante anos exibiu aquela vergonha e quando foi questionada respondeu que o orçamento era de mais de 80..000 euros e não havia dinheiro. 

Não lhe vamos perguntar pelos seus compromissos eleitorais porque logo quando foram assumidos só os mais idiotas é que pensaram que iríamos ter uma residência universitárias para estudantes vila-realenses em Faro e em Lisboa. Como se tratavam de mentiras a (por enquanto ainda é São) até poderia ter prometido uma terceira residência universitária em Boston, para os estudantes de doutoramento em Harvard e no MIT. Porque isto de mentir fica barato. 

Mas faz sentido perguntar de onde veio o dinheiro, isto partindo do princípio razoável que a (por enquanto ainda é) São não decidiu usar o dinheiro que conseguiu de forma quase fraudulenta ao vender terrenos que sabia não pertencerem ao Município. De onde veio então o dinheiro? 

Se veio de poupanças em despesas da autarquia, por exemplo, se dispensou alguns dos seus Tiagos e cobrou as taxas de esplanadas aos amigos ou se a ESSE cumpriu com as suas obrigações financeiras, nada teremos a dizer. A não ser, que não se entenda como é que em democracia a São decide sem dar cavaco a ninguém e sem questionar os munícipes sobre as suas opções. Tanto quanto sabemos a (por enquanto ainda é) São não sabe desenhar jardins e o seu gosto, pelo menos naquilo que se vê, deixa muito a desejar. 

Muito provavelmente está gastando outros dinheiros, referimo-nos, por exemplo, ao dinheiro pago pelo Casino ou a coleta da taxa turísticas. Aqui coloca-se uma questão importante: os gastos destes dinheiros são decididos na autarquia e devidamente debatidos em sessões de câmara ou na Assembleia Municipal? Ou é a (por enquanto ainda é) São que decide como se o dinheiro fosse uma herança familiar? 

Enfim, esperemos que quando baterem as badaladas da meia noite do dia 31 o concelho não seja surpreendido por um grandioso fogo de artifício. Porque parece que em ano eleitoral a estupidez e oportunismo anda à solta.

O ESPLENDOR DA INCOMPETÊNCIA

 


 

Dizem que o Luís Gomes ganhava com o voto dos bairros, com as ajudas, com a colaboração da Mão Amiga. Mas agora sabemos dos elogios do Álvaro Araújo à dona Lídia Machado vertidos em ata de uma reunião muito recente da sua assembleia geral. 

Dizem-se grandes adversários da São e do Luís mas estes sabiam de tudo o que se passava dentro do seu partido, porque tudo valia nas lutas internas para derrubarem uns e abrirem caminho a outros. E quando eram candidatos desistiam uma semana antes, para depois sabermos que o Luís tinha dado emprego às esposas. 

Os que agora se apresentam para supostamente unir a oposição contra o Luís Gomes são os mesmos que boicotavam os candidatos do seu partido, com passeios ao lado do Luís Gomes em dia de arruadas do sue partido ou com presenças em jantares de apoio político ao ex-candidato. 

O Luís e a São não ganharam sozinhos, ganharam graças a muita conivência e principalmente à incompetência dos que agora lideram o que resta do PS. O espetáculo de incompetência dado pelo senhor Rui Setúbal na liderança do que resta da bancada do seu partido chega a ser deprimente e na última reunião atingiu as raias do ridículo. 

Ver alguém fazer peito perante “esses senhores do FAM” porque estes não se tinha reunido consigo e depois ficarmos a saber que o FAM propôs uma reunião mas que ninguém lhes respondeu. Isto é, este senhor foge da sede por receio de o edifício ruir, mas esquece-se de ir buscar o correio. É este senhor que quer ser chefe de gabinete de uma câmara municipal. Enfim, se com um Álvaro em presidente já era mau, com um nuno mob em vice-presidente e o Setúbal em chefe de gabinete era uma desgraça. 

Os rostos do outro lado da moeda que arruinou o concelho são os de políticos como Rui Setúbal e  Araújo que com a sua competência ou conivência com o Luís Gomes e a São. Aliás, não se entende como é que o Rui Setúbal ainda não pediu a demissão de todos os seus cargos políticos, pelo menos até que deixe de ter as suas empresas escondidas debaixo das saias dos Gomes e até provar que não deve nada ao fisco. Porque em tempos de crise social e quando o Estado mais precisa de recursos é inaceitável que um político tenha comportamentos destes. 

Agora que o concelho pode livrar-se da São e do Luís tudo ficaria mais limpo se que aqueles que os apoiaram ou que com eles foram coniventes os acompanhassem.

POLÍTICOS, EMPRESÁRIOS E FRENTES INDEPENDENTES

 


Pouco tempo depois de nascer o Largo da Forca, num tempo em que o rui setúbal ainda não assumia que estava ao serviço de uma futura candidatura do admirador da dona Lídia Machado, até sugeria que não gostava dele, este distinto líder do que resta do PS local criou uma espécie de frente de independentes com alguns militantes do PS, onde supostamente se pensava sobre uma possível candidatura que unisse a oposição. 

Parecia que estava a armar ao pássaro e tinha pássaros de cada espécie para atrair os pintassilgos, cholins, garrafanitos, pacharés e verduns de passagem. Isto é, tinha um chamariz para os eleitores do BE, outro para os eleitores do PSD, ele e mais outro para os eleitores do PS; só lhe faltou chamariz para os eleitores do PCP porque a pessoa preferida estava debilitada fisicamente e porque um outro militante não aceitou por uma questão de princípios. 

Isto é, a frente criada pelo senhor rui setúbal não incluía as organizações partidárias, até porque detesta a líder local do BE, que na sua opinião não devia ter concorrido nas eleições anteriores para que os votos se concentrassem no seu partido (belo exemplo de democracia em VRSA…), enquanto e sabido que quem ainda lidera o PCP não tem com o Setúbal a mesma confiança que este parece ter com o vereador da CDU na CM. 

A “apresentação” do seu candidato Araújo ocorreu muito recentemente, numa espécie de jantar de debutantes, já que quando vários membros do Grupo de Reflexão se recusaram a colaborar nas manobras do rui setúbal o Grupo de Reflexão passou a ser um mero jantar de amigos. Antes disso o medo do Rui Setúbal parecia ser uma nova candidatura do Murta o próprio Setúbal ameaçava transformar numa candidatura independente. 

Só que quando o questionaram sobre os motivos  que o impediam de ser ele próprio o candidato, justificou-se com a fragilidade das suas dívidas ao fisco. Isto é, até parece que ele já tinha candidato há muito, até porque tudo indica que tudo se preparava para o Álvaro Araújo se apresentar como candidato já nas últimas eleições. 

Isto é, o homem que hoje parece lutar como um desalmado contra qualquer candidatura independente, foi ele próprio o inventor da candidatura independente, só que todos sabemos quem seria, afinal o candidato independente. 

Mas o mais curioso é que este grupo se reunia num conhecido hotel de Monte Gordo, isto é, as atividades “clandestinas” do rui setúbal eram apoiadas financeiramente por um conhecido empresário local, já que nos termos da lei o empréstimos de salas ou a cedência gratuita de outros serviços configura um financiamento partidário. Seria interessante se o senhor rui setúbal tornasse públicas as razões da generosidade do empresário e que tipo de acordo havia entre eles. Até porque não só as reuniões decorria no hotel como o dono do mesmo estava sempre presente para receber os membro do grupo do rui setúbal. 

As coisas começaram a ficar estranhas quando se faziam propostas de alargamento do grupo ou a divulgação da sua existência esbarravam em instruções do empresário em sentido contrário. Nunca saberemos se eram mesmo ordens do empresário ou se era uma forma de levar a água ao seu moinho usando as supostas ordens do senhor do dinheiro. 

Sobre empresários e políticos ficaremos por aqui, apenas esperamos que o Senhor rui Setúbal esclareça quanto custaram as salas do hotel ou, se estamos apenas perante um mero mecenato político de legalidade questionável, torne público o nome do empresário, porque assim fica tudo mais transparente, já que ficam assumidas as declarações de interesses.

ENTRADA DE LEÃO, SAÍDA DE SENDEIRO

 


O mafarrico aparecei e o corajoso Lima, um dos poucos que ainda apoiam o candidato o Rui Setúbal e que aparentemente será uma espécie de diretor de campanha, atirou-se corajosamente, como se de um leão se tratasse. Até porque como o Luís Gomes criticou os cartazes do candidato do Setúbal o homem sentiu-se ofendido na sua qualidade de especialista em campanhas eleitorais. Aliás, nos comentários ficamos a saber que até estaria na posse dos números relativo ao custo dos cartazes. 

Talvez inspirado pelo tema dos primeiros outdoors, da dívida do Município, o corajoso apoiante araujiano:

“Pena foram os milhões e milhões gastos pelos últimos poderes autárquicos, em festas, carnavais, pitos e flautas, e que tanta falta faziam hoje para ajudar a economia do Conselho.
Quem gastou tantos e tantos milhões, está hoje preocupado com 3 mil euros?
Um abraço caro amigo Luís.”

 Parece que estes araujianos só são indelicados com a candidatura independente, já que com o “tenebroso” Luís Gomes, que tanto dizem querer ver na cadeia, desfazem-se em abraços e “caros amigos”. Mas depois da entrada de leão e perante a resposta do Luís Gomes o araujiano Lima foi perdendo o gás e perante a resposta do mafarrico “tem razão amigo. Milhões Gastos em escolas, esgotos, creches, etc... ou não valeu a pena ?” o nosso corajoso arujiano meteu o rabo entre as pernas:

“Meu caro amigo Luís, não vou aqui discutir questões políticas, nem melindrar a nossa amizade.
No entanto como cidadão residente, sei que a autarquia por ter gasto os milhões e milhões que gastou, hoje está sem capacidade de baixar impostos e de ajudar os empresários e cidadãos deste concelho.
Quando alguém diz que as festas traziam alegria às pessoas, faz lembrar-me a história da formiga e da cigarra.Um abraço” 

Então o destacado araujiano não quer “discutir questões políticas”? atacou forte e feio e perante uma respostas com 14 palavras o diretor de campanhas responde desta forma? Então porque é que em vez de comentar com questões políticas não se limitou a dizer que o céu estava azul?

Isto é aquilo a que o povo chama “entrada de leão e saída de sendeiro” lanço a acusação e depois e mesmo perante tão fracos argumentos do Luís Gomes preferiu meter o rabo entre as perninhas porque acima de tudo e do concelho o que o nosso Araújo quer acima de tudo é não “melindrar a nossa amizade”.

Pois é, o Araújo tem muito mais amizade para com o Luís Gomes e certamente não a quer melindrar. O Setúbal tem as suas empresas escondidas em empresas da família do Gomes e certamente quer que elas continuem bem escondidas. 

E são estes senhores que andam por aí a dizer que estão a unir a oposição contra o Luís Gomes?


PS: quem é que o Drenando Lima quer enganar ao dizer que a mega campanha de outdoors que vai ser lançada custou a módica quantia de 3000€. Brevemente faremos as contas


CANDIDATO RICO É OUTRA COISA

 

Diz-nos voz amiga que brevemente o concelho vai acordar com uma invasão de outdoors do candidato do Rui Setúbal, numa campanha que exibe uma rara riqueza nos tempos que correm, evidenciando muitos meios financeiros num partido que nem reparou o buraco no telhado. As estruturas já estão instaladas há muitos meses e ainda recentemente o candidato temporão (esperavam que a justiça o levasse ao colo e nomearam-no a mais de dois anos das eleições) fazia a sua vistoria na companhia do suposto diretor de campanha. 

Para se ter uma ideia do investimento realizado diga-se que segundo voz amiga nos contou o terão contratado  quatros trabalhadores que pernoitam num resort de luxo. A ideia deverá ser colocar os cartazes durante a noite, para surpreender os vila-realenses logo pela manhã. Isto é, brevemente seremos surpreendidos por um Araújo, com o seu cuidado penteado e aquele ar de quem olha para as duas e um quarto, dando ares de um candidato que pensa. 

Mais ridículo é impossível, não faltarão os que se vão pensar que a criatura é mal empregada na nossa terra, dava era um belo candidato presidencial, até já tirou fotos para a Hola e nem falta o canito de raça, na linha dos residentes da Casa Branca. Mas não, estamos perante uma anedota, o candidato sem recursos financeiros faz uma campanha publicitária caríssima a um ano das eleições autárquicas e quando o país debate as presidenciais e o concelho afunda-se ainda mais em pobreza. É caso para parafrasear um velho amigo, “Boa Mike!” 

A ser verdade os que nos contam, alguém acredita que quando o país está numa profunda crise social, quando ainda estamos a meses das presidências o PS nacional ou distrital decidia fazer um investimento fabuloso num modesto candidato autárquico a 10 meses das eleições e quando estamos ainda a meses das presidenciais? Então Marcelo Rebelo de Sousa ainda não assumiu publicamente a sua candidatura presidencial e o PS local faz uma campanha caríssima do seu fraco candidato? 

De onde terá vindo tanto dinheiro, Costa decidiu gastar uma fortuna para ofender os que sofrem dificuldades par promover um candidato perdido a uma pequena autarquia? O PS do Graça de Faro decidiu gastar todo o dinheiro que tinha em caixa para promover o seu candidato temporão num concelho onde sabem que o candidato representa apenas um pequeno clã do PS local? 

De onde veio tanto dinheiro para gastar desta forma ostensiva tanto tempo antes das eleições? Então o candidato deu tantos subsídios e colaborou tanto na Mão Amiga e agora precisa de encher o concelho de outdoors? Onde está a sensibilidade destes políticos incompetentes que gastam fortunas e exibem uma riqueza repentina perante tanta gente a passar dificuldades e tantos empresários a lutarem para não irem à falência. 

Desafiamos o candidato Araújo a tornar públicas as faturas da campanha e a apresentar dados relativos à proveniência deste financiamento. Aliás, pode também mostrar a fatura relativa ao aluguer do salão do Hotel Apolo onde realizou uma conferência de lançamento da sua candidatura. 

Inúmeros outdoors de grande formato e seis mudas, a primeira das quais dedicada à dívida, é muito dinheiro, demasiado dinheiro para um candidato fraquinho de um pequeno município, representando apenas uma pequena parte do seu partido e escolhido pessoalmente por um militante. É difícil de acreditar que um partido gaste esta fortuna em plena pandemia. Quem estará tão empenhado na eleição deste senhor para que estejamos a assistir a tanta coisa estranha? 

De onde vem tanto dinheiro? Se o primeiro outdoor é dedicado à dívida talvez começassem por este milagre financeiro da campanha. Será que é a mesma fonte de financiamento das reuniões grupo do Rui Setúbal, que visava criar uma frente de independentes apoiantes do Araújo?

A UNIDADE ANTI LUÍS GOMES

 


Ainda não tinha sido feita qualquer nomeação partidária e já se falava numa jovem convidada para assessor do suposto futuro presidente e na escolha do motoristas. Para além do ridículo da situação, estes casos mostram como certos políticos locais abordam a gestão dos recursos humanos das autarquias. Já aqui defendemos que isto não passa de uma forma de corrupção moral, alguém que negoceias apoios e simpatias a troco de cargos no Município. 

A utilização dos recursos das autarquias em favor das ambições políticas pessoais dos autarcas é a forma de corrupção moral que mais tem contribuído para o apodrecimento da democracia em muitas autarquias. Um par de centenas de votos conseguidos desta forma é uma preciosa ajuda eleitoral que muitos autarcas e candidatos autarcas usam sem quaisquer escrúpulos. 

No caso de VRSA este tipo de manipulação ou de pressões sobre os colaboradores autárquicos não admirando que haja mesmo quem se candidate e não só usa este expediente como manda os seus toton macoutes anónimos atacar quem ouse defender o princípio da legalidade e do respeito dos colaboradores da CM. Ao defenderem os métodos da atual autarca estão não só a substituírem-se aos seus apoiantes mais fieis mas a defender a continuação deste modelo eleitoral podre e execrável. 

Esta aliança tácita entre a São Cabrita e um daqueles que foram dos aliados mais firmes durante o consulado do Luís Gomes não surpreende. Quem elogia os métodos da Mão Amiga, um dos principais alicerces do poder em VRSA e através da qual circularam mais de trezentos mil euros para donativos em ano eleitoral é farinha do mesmo saco, um modelo de gestão do poder onde tudo vale para se conseguirem votos. 

É preciso acabar com esta utilização dos diversos fundos e recursos do Estado para fins eleitorais. Quando nos apontaram como grande qualidade de Álvaro Araújo o facto de se ter de opor aos subsídios da autarquia alguém que também dava muitos subsídios, ainda nem sabíamos do apoio que o ilustre candidato dava aos truques da Mão Amiga. 

Agora percebemos que não temos um candidato para mudar, mas para partilhar o poder e são cada vez mais o que os une do que o que na verdade nunca os dividiu. Dizer que o candidato Álvaro Araújo vai unir a oposição contra o Luís Gomes só merece uma gargalhada. Que se saiba dividiu mais do que uniu e a única unidade que lemos naquilo que os toton macoutes escrevem é um grande apoio à São. 

Sabendo-se que a São está bem mais longe do Luís Gomes do que o Álvaro Araújo a única unidade contra o Luís Gomes que começa a ser óbvia é a do clã do Setúbal com o clã dos Cabritas. O problema é saber se juntos ganham e nesse caso se o Rui Setúbal consegue ser chefe de gabinete e de quem. Isso explica o ódio a qualquer candidato que não alinhe com as ambições dos dois clãs, é preciso correr com todos para em nome dos interesses do concelho vermos a São, o Setúbal e o Araújo ficarem junto s ao pote.