O nosso autarca é um perigo quando fala sem um papelinho
escrito pelo Cholim, ou faz um comício a falar da herança qe herdou ou desata a
dizer disparates. Mas parece que agora temos um autarca que conhece os povos
pelo cheiro e com o faro apurado que lhe permite identificar os cheiros a
partir da rua, digamos que é um verdadeiro “perdigueiro” minhoto.
“Com os estrangeiros, com os nepaleses, tenho uma vivenda, está
cheia, está habitada. Não sei quantas pessoas lá vivem, devem ser muitas, de
pessoas que pelo cheiro a a a a caril, muito agradável, por acaso gosto muito
do cheiro.”
Temos de convidar o professor de espanhol a dar-nos uma
lição sobre xenofobia olfativa, para nos ajudar a conhecer a origem geográfica
das pessoas, o cheiro a catinga já era famoso no tempo das colónias, nalguns
países do norte dizem que os portugueses cheiram a alho, dantes as nossas
conserveiras cheiravam a peixe.
Imaginamos que o nosso Araújo é tão inodoro como o seu
brilhantismo intelectual, mas uma coisa é certa, proporciona-nos momentos
divertidos. Por isso dedicamos-lhe o fado e como estamos em tempo de
inteligência artificial escolhemos o “Caguei-me toda” com a voz de Ana Moura.