O Tribunal de Contas fez uma auditoria às contratações
públicas e ficou perplexo com a bandalheira que por aí vai. E não é que o
Município de Vila Real de Santo António aparece na lista dos bandalhos?
Mas se o Tribunal de Contas fizesse uma auditoria profunda às
autarquias de Vila Real de Santo António ficaria bem mais perplexo, já que no
Reino do Baixo Guadiana e Arenilha, onde o Araújo é uma espécie de híbrido
entre um monarca absolutista e um rei bobo, ficaria ainda mais perplexo.
Porque na CM de Vila Real de Santo António reina um autarca
destravado em matéria de regras legais, que parece convencido de que por aqui a
lei da República não se aplica, sendo ele que decide de acordo com a sua lei.
Um bom exemplo do que aqui se passa nesta CM sucedeu com as
obras na escola D. José, onde foi feita uma adjudicação para uma obra que já
estava concluída. E quando foi confrontado com esta situação o Araújo fez uma
declaração emocionada, dizendo que não se importava de ir para a cadeia. Não
sabemos se vai para a cadeia, uma coisa é certa, não seremos nós a ir visitá-lo
e levar-lhe bananinhas.
Porque aquilo que em VRSA se passa começa a ser demais e a
merecer uma intervenção da justiça e, designadamente, do Tribunal de Contas.
Porque está na hora de investigar os negócios da CM, a começar pelas adjudicações,
porque:
É o próprio autarca a gabar-se nos jornais de que fracionou
uma despesa
Porque um presidente de junta de freguesia a troco de uma
traição política ganha fortunas em espetáculos.
Porque há empresas que parece terem o monopólio na CM de
VRSA, com sucessivas adjudicações diretas, que ultrapassam os limites legais.
Porque recorre-se à prática do fracionamento das
adjudicações para evitar o vito do Tribunal de Contas.
Porque as adjudicações diretas são sistemáticas.
Quando é que a lei e a justiça chegam a Vila Real de Santo
António e nos livra de tanta irregularidade?