COISAS DA NOSSA CM


Receber um diagnóstico de uma doença oncológica é um choque a todos os níveis, quem já passou pela experiência sabe os pensamentos que nos passam pela cabeça a um ritmo imparável. Choque, medo, resignação, vontade de lutar, falta de carinho, são segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses de um turbilhão de sentimentos.

Quem passa por isso precisa de ajuda, carece de carinho e solidariedade e, não raras vezes, carece de apoio financeiro, os tratamentos são caros, operações, consultas, deslocações. E quando se ganha um ordenado dos mais baixos da CM, o doente sente uma parede pela sua frente.

Recentemente uma funcionária da CM, uma funcionária querida de muita gente, teve esta experiência e enfrenta a mais dura batalha da sua vida. Precisando de ajuda económica, por não ter recursos para o tratamento recorreu, naturalmente, ao seu “patrão”, neste caso a Câmara Municipal.

Dirigiu-se ao serviço de apoio social do Município e saiu de lá sabendo o que todo o concelho de VRSA, serve para apoiar os eleitores preferidos do Álvaro Araújo. Tentou ligar ao presidente da CM para marcar uma reunião e não foi atendida. Dirigiu-se ao secretariado da CM para ser atendida e quando o vereador se apercebeu da sua presença junto da secretária gritou “Diga a essa mulher que vá aos Recursos Humanos!”.

A funcionária não queria que lhe pagassem os tratamentos, pretendia apenas pedir que a ajudassem sob a forma de algum tipo de empréstimo. Mas parece que o Araújo só tem dinheiro para banquetes, coches e Domingões e o que sobra já mal dá para as viagens e fotografias do Araújo e dos seus três vereadores.

No mínimo, o que se esperaria seria um gesto de carinho, de solidariedade humana. Mas a secura desta gente é tal, que nem isso, levou um pontapé.

Sabendo desta situação alguns funcionários sentiram-se indignados, que nos contaram o sucedido, e logo ali se solidarizaram e fizeram uma coleta. Foi uma preciosa ajuda, mas como se pode perceber será insuficiente.