O nosso Marquês de Pombal de trazer por casa levou tão a
sério o seu papel de ditador odiado que com medo que algum dos Távoras
ressuscitasse em VRSA teve o cuidado no desfile noturno de se fazer acompanhar
não só de várias freias, que certamente rezavam pela sua alma, não vá o diabo
tecê-las, mas também de dois corpulentos seguranças com estranhos trajes
setecentistas.
Ou então o nosso Marquês receava algum atentado por parte
dos conspiradores do Largo da Forca. O certo é que a imagem traz à memória as
deslocações de automóvel do ditador norte-coreano, que se faz acompanhar de
seguranças de ambos lados do automóvel, correndo para o acompanhar.
O Marquês de Pombal ficou na história pelo seu desempenho
governamental na sequência do Terramoto, pelas suas ligações à Maçonaria e pela
sua adesão ao Iluminismo. Mas se o Marquês de Pombal foi um iluminista o nosso
Marquês da Treta parece-se julgar-se um iluminado, mas com figuras como a da
imagem arrisca-se a ser conhecido pelo Marquês Kim Jong-un.