O desfile do Marquês de Araújo de 2024 marca a história da fartura financeira do nosso município, graças ao milagre da oliveirinha da macumba do nosso autarca incompetente a CM nada em dinheiro, é tudo “à la Gardere”, expressão que é utilizada quando alguém faz algo com atrevimento, ousadia ou coragem, mas sem medir bem as consequências para si próprio.
O nosso autarca bem se gaba de ter feito um milagre
financeira com a ajuda do Rui Setúbal e este desfile é a prova disso,
cabeleireiros de perucas, mais figurantes pagos do que vila-realenses e,
pasmem-se, dois coches.
O Araújo não é um marquês qualquer, um daqueles nobres
arruinados que ainda hoje anda por aí, como o nosso herdeiro ao trono que
quando se casa alguém da família tem de fazer um peditório. Não, o nosso
marquês é um marquês rico e não se pode sentar todos os dias num único coche. Não
se limita a encher a SOLIVA de Toyotas e mini bus IVEC, na sua recriação
delirante não se pode ficar a traz e mostra a sua grandeza.
Por isso exibiu a sua fartura pessoal sob a forma de duas
luxuosas viaturas de tração anima, uma tirada da história romântica da Disney,
o carro onde o Príncipe se acompanhava da sua amada Cinderela, a única rapariga
casadoira a quem serviu o sapatinho de cristal. E um coche mais comum, uma
espécie de táxi do século XIX, o que nos dias de hoje seria uma espécie de Táxi
ou, como diz hoje, um utilitário, digamos que um carro de trazer por casa.
Mas fica na memória a grandeza das acompanhantes, os seus ricos
trajes e a exibição de joias de ouro, que certamente não são pechisbeque, mas
sim símbolo da fortuna e da generosidade do Marquês.