REVISITANDO TAVIRA


Dia 13 de Maio, feriado municipal de Vila Real de Santo António, ruas às moscas, uma ausência total de turistas, lojas que fecham antes ada hora ou nem abrem por falta de turistas clientes.

Dia 13 de Maio, Tavira ao princípio da noite, turistas nas ruas, ouve-se o linguajar nas mais diversas línguas, em pouco mais de cem metros ouvimos inglês, francês e italiano, esplanadas cheias ou, pelo menos, bem compostas.



Mesmo sem a riqueza das pescas ou do comércio transfronteiriço Tavira superou Vila Real de Santo António, uma vila que o Marquês de Pombal construiu para defesa da soberania e afirmação de Portugal, terra que durante quase dois séculos foi símbolo de dinamismo económico e progresso.

Hoje até para ir ao cinema muitos vila-realenses se deslocam a Tavira. Mas não é só Tavira, quem visita a generalidade das cidades algarvias na época baixa dá-se conta do grande contraste entre o dinamismo de todo o Algarve face à estagnação de Vila Real de Santo António.


O sonho do turismo de excelência, que nasceu quando em 1958 o então presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António lança o desafio a Domingos Sancho de Sousa Uva para construir um grande hotel. Em poucos meses, muitos menos do que aqueles em que o autarca incompetente e ambicioso lidera a CM de VRSA, foi construído o primeiro grande hotel do Algarve.

Durante décadas Vila Real de Santo António foi a referência turística do Algarve, atraindo turismo de excelência. É por isso frustrante ver o ponto baixo a que chegou o nosso concelho, apesar da sua localização geográfica invejável e das suas praias.

Mais frustrante ainda, é ver o autarca incompetente coloca um post vergonhoso no seu Facebook onde escreve esta baboseira pacóvia “Hoje é um dia muito especial para o nosso Município. Tenho muito a agradecer a esta terra que me acolheu e todos os dias faço os possíveis para retribuir o tanto que recebi. As celebrações oficiais começam daqui a pouco e a programação promete um dia bem passado a todos os Vila-Realense”.

E qual é o símbolo do seu agradecimento ao que a terra fez por este modesto professor de espanhol e guarda-redes do Luís Gomes, à custa de cujas cunhas se foi mantendo no cargo político que tinha no IEFP.

Oferece-nos o Domingão, isto é paga o Domingão com o nosso dinheirinho e ainda diz que nos dá esta bela prenda pimba.

Esta dimensão pacóvia de um autarca que fez do pimba a sua imagem de marca, imagem que ao longo do mandato tem imposto ao concelho, julgando que esta forma de populismo ridículo o engrandece, que se torna a imagem de marca da decadência acelerada de Vila Real de Santo António durante este mandato desastroso.

Enquanto o Algarve enriquece Vila real de Santo António empobrece e empobrece à velocidade da pobreza deste autarca em matéria de projetos e competência.

Nunca imaginei ter inveja de Tavira ou mesmo de Castro Marim, mas em muitos domínios o pobre concelho serrano que é nosso vizinho a norte nos supera, como também nos supera Ayamonte.

Nos próximos dias iremos recolher imagens do que se vêm em Vila Real de Santo António, Tavira, Castro Marim e Ayamonte, para que os vila-realenses sejam confrontados com aquilo que é uma tragédia do ponto de vista do nosso desenvolvimento económico e social.