Muitas das fotos do Álvaro de Araújo trazem-me à memória uma
viagem em serviço a Veneza, para participar num seminário. Eram os primeiros
tempos dos telemóveis e nunca esquecerei os italianos aos gritos no telemóvel,
em plena Praça de São Marcos.
Parece que o Álvaro de Araújo ainda considera o telemóvel
como um símbolo de distinção, num tempo em que muitas crianças do ensino básico
já usam smartphones.
Tira uma foto em que parece estar a pedir a esposa em
casamento e em vez de flores tem o seu Samsung na mão. Entra de manhã na CM,
com fato e sobretudo e na mão onde pega
o saco lá vem, o telemóvel. Está acompanhado numa feira e lá tem a mão com o
telemóvel, bem levantada para que fique em destaque na fotografia. Até quando
se está a caracterizar de Marquês de Pombal, lá tem o telemóvel para grande destaque
na fotografia, porque um Araújo promovido a marquês setecentista tem de se
evidenciar pelo telemóvel.
Mais ridículo é difícil…