«Para Quando Uma Verdadeira Sessão de Esclarecimento sobre o Terreno do
Cine-Foz?
A Câmara Municipal
promoveu mais uma sessão pública de esclarecimentos sobre a construção de novos
imóveis no Cine-Foz, com a participação da Diretora de Programas de Apoio à Habitação,
tendo o Município publicado um
comunicado, faltando à verdade.
1º-O primeiro
parágrafo do comunicado não corresponde de todo à verdade, já que a Diretora
afirmou não saber o que é Cine-Foz?Afirmou não saber do que se tratava. Como
pode vir alguém do IHRU e desconhecer o título da sessão e nem saber do que
estava a falar? Explicou que veio esclarecer sobre a missão e competências do
Instituto e não esclarecer os munícipes sobre a construção do Cine-Foz, tendo
as suas declarações sido vagas e gerais. Alguém que vem proferir
esclarecimentos sem conhecer o tema? A Câmara não se dignou a mostrar a
divulgação de esclarecimentos nem a Diretora teve interesse em saber do que se
tratava. Claramente, uma falta de respeito para quem teve de faltar ao trabalho
para ir ver o que já suspeitava que se ia passar, e não se enganou.
2º O
comunicado da Câmara afirma que deu a conhecer os planos da construção, o que
foi mais uma tremenda mentira, pois a Diretora afirmou não conhecer sequer o
projeto. Por telemóvel começou a enviar mensagens e lá lhe disseram que já deu
entrada, mas não foi analisado e muito menos aprovado, contrariamente aos
boatos que se vêm espalhando, de que o dinheiro já tinha chegado. Uma diretora
é convidada para falar de um projeto que desconhece e fica a saber dele por telemóvel?
3º O
comunicado fala também em prazos de execução, assunto que nem sequer foi
abordado. Outra mentira.
4º Não foi
sessão de esclarecimento, na verdadeira aceção do termo, já que à primeira pergunta
que um munícipe idoso fez, a diretora respondeu com tal agressividade e ameaças
que outro munícipe teve de lhe lembrar o dever de compostura e recordar que a
missão ali era de esclarecer e não era política e que deveria agir como tal e
não comportar-se daquela maneira. Mais tarde, voltou a interromper o munícipe
que a chamou à atenção sobre o dever de compostura e foi novamente colocada no
seu lugar. No fim, pediu desculpas por se ter exaltado, comportamento
reprovável de quem vem representar um Instituto público. Por fim, ainda afirmou
que se soubesse que isto era uma questão política nem teria vindo. Ora esta não
é uma questão política é uma questão de danosa gestão territorial.
5º O município
continua a insistir na sua vergonhosa estratégia de colocar uma parte da
população contra outra, afirmando que os munícipes estavam a ser
instrumentalizados politicamente. A posição do grupo está bem clara em
declarações públicas na assembleia municipal de dia 26 de junho, que estão
gravadas e são públicas. O grupo não se insurge contra a habitação social, mas
sim contra a gestão territorial prejudicial ao futuro da cidade e que não
responde à falta de habitação.
6º O município
voltou a encenar um verdadeiro teatro, convidando pessoas que também estiveram
na primeira sessão de esclarecimentos e na assembleia municipal, assunto que
voltará a ser abordado, para intimidar o
grupo de moradores e fazê-lo passar por o que não é. As questões de base continuam por responder
bem como os contornos bastante duvidosos deste negócio do Cine Foz. Os
munícipes perderam o seu precioso tempo de trabalho para nada. Uma autêntica
vergonha!»