VRSA NO RANKING DAS ESCOLAS: 505º em 575


O ranking das escolas é muitas vezes discutido na perspetiva das melhores, ignorando-se quase todas as escolas e não se estabelecendo qualquer relação entre esta informação e as questões relacionadas com o desenvolvimento económico e social.

Mas maus resultados significam menos estudantes com acesso ao ensino superior e de entre os que ingressam nas universidades menos estudantes nas universidades mais procuradas. A segunda questão é importante pois uma coisa é uma licenciatura em medicina e um daqueles cursos de 3 anos onde se entra com média de 10, numa universidade menos conhecida. Uma coisa é usar o “Dr” outra coisa é tirar partido das habilitações.

Infelizmente, a nossa escola está no carro da vassoura” no ranking das escolas secundárias hoje divulgado no jornal Público, tendo em consideração os resultados dos exames realizados em 2023. A média das classificações nos exames por parte dos nossos estudantes foi de 10,6.

É curioso como num concelho onde há um verdadeiro rodopio entre as escolas e a autarquia, com tantos professores a saíres em busca de lugares eleitos ou de assessorias e cargos na autarquia, este tema é esquecido.

Estes resultados são péssimos para o futuro de Vila Real de Santo António porque significa que os nossos filçhos ficarão para trás nas qualificações e que a massa crítica do concelho será menor no domínio das competências.

A culpa é das escolas, dos professores e dos projetos educativos? É evidente que os responsáveis pelas escolas e aqueles que em cargos políticos poderiam ser maius empenhados não podem deixar de refletir sobre se estão sendo competentes ou como poderão ser mais ou ainda mais competentes.

Dá para pensar e cada vila-realense deveria pensar um pouco sobre isto.

Mas numa terra onde a CM está cheia de menos capazes, a começar pelo executivo, onde se contratam os filhos inúteis dos amigos, que passam À frente de todos, onde se enchem os gabinetes de familiares, o Estado, neste caso da autarquia, dá um péssimo exemplo.

Veja-se o caso da Célia Paz, agora Dra. Célia Paz. Fazia recados num escritório de advocacia de amigos, com a cunha política teve uns tempos em técnica superior da Docapesca, entrou por concurso para a Odiana, mas aprece que tiveram que criar mais uma vaga.

São péssimos exemplos, em VRSA o Araújo instituiu uma cultura de corrupção de valores que leva a concluir que se lhe dermos um voto e o bajularmos temos emprego confortável e casa. Muitos dos jovens que estudam e se esforçam olham para a Célia Paz, para o cunhado do Araújo, para o eleito pelo CHEGA, para o Cardigos, para os dois bancários corridos, para o filho do motorista do Araújo e perguntarão: vale a pena estudar ou o melhor é apostar numa vida de oportunismo?

Esta cultura corrupta e degradante não é certamente a responsável pelo Ranking, mas faz parte de um caldo cultura que se juntando à incompetência dos autarcas e ao fraco desempenho dos projetos educativos das escolas resulta nesta vergonha. Estamos no Carro Vassoura da corrida dos nossos jovens por um futuro melhor.

Ficando pelo papel dos autarcas é óbvio que em vez de uma cultura de sã competitividade e ambição, promove-se uma cultura de oportunismo e de corrupção ética e moral, onde resulta mais passear do que estudar, ser lambe cus do que independente, cobarde do que corajoso, corrupto do que honesto.

E temos muitos exemplos, no emprego, nas empresas locais e em muitos domínios das consequências desta cultura araujiana.