O ranking das escolas é muitas vezes discutido na perspetiva
das melhores, ignorando-se quase todas as escolas e não se estabelecendo
qualquer relação entre esta informação e as questões relacionadas com o
desenvolvimento económico e social.
Mas maus resultados significam menos estudantes com acesso
ao ensino superior e de entre os que ingressam nas universidades menos
estudantes nas universidades mais procuradas. A segunda questão é importante
pois uma coisa é uma licenciatura em medicina e um daqueles cursos de 3 anos
onde se entra com média de 10, numa universidade menos conhecida. Uma coisa é
usar o “Dr” outra coisa é tirar partido das habilitações.
Infelizmente, a nossa escola está no carro da vassoura” no
ranking das escolas secundárias hoje divulgado no jornal Público, tendo em
consideração os resultados dos exames realizados em 2023. A média das
classificações nos exames por parte dos nossos estudantes foi de 10,6.
É curioso como num concelho onde há um verdadeiro rodopio
entre as escolas e a autarquia, com tantos professores a saíres em busca de
lugares eleitos ou de assessorias e cargos na autarquia, este tema é esquecido.
Estes resultados são péssimos para o futuro de Vila Real de
Santo António porque significa que os nossos filçhos ficarão para trás nas
qualificações e que a massa crítica do concelho será menor no domínio das
competências.
A culpa é das escolas, dos professores e dos projetos
educativos? É evidente que os responsáveis pelas escolas e aqueles que em
cargos políticos poderiam ser maius empenhados não podem deixar de refletir
sobre se estão sendo competentes ou como poderão ser mais ou ainda mais
competentes.
Dá para pensar e cada vila-realense deveria pensar um pouco
sobre isto.
Mas numa terra onde a CM está cheia de menos capazes, a
começar pelo executivo, onde se contratam os filhos inúteis dos amigos, que
passam À frente de todos, onde se enchem os gabinetes de familiares, o Estado,
neste caso da autarquia, dá um péssimo exemplo.
Veja-se o caso da Célia Paz, agora Dra. Célia Paz. Fazia
recados num escritório de advocacia de amigos, com a cunha política teve uns
tempos em técnica superior da Docapesca, entrou por concurso para a Odiana, mas
aprece que tiveram que criar mais uma vaga.
São péssimos exemplos, em VRSA o Araújo instituiu uma
cultura de corrupção de valores que leva a concluir que se lhe dermos um voto e
o bajularmos temos emprego confortável e casa. Muitos dos jovens que estudam e
se esforçam olham para a Célia Paz, para o cunhado do Araújo, para o eleito pelo
CHEGA, para o Cardigos, para os dois bancários corridos, para o filho do motorista
do Araújo e perguntarão: vale a pena estudar ou o melhor é apostar numa vida de
oportunismo?
Esta cultura corrupta e degradante não é certamente a
responsável pelo Ranking, mas faz parte de um caldo cultura que se juntando à
incompetência dos autarcas e ao fraco desempenho dos projetos educativos das
escolas resulta nesta vergonha. Estamos no Carro Vassoura da corrida dos nossos
jovens por um futuro melhor.
Ficando pelo papel dos autarcas é óbvio que em vez de uma
cultura de sã competitividade e ambição, promove-se uma cultura de oportunismo
e de corrupção ética e moral, onde resulta mais passear do que estudar, ser
lambe cus do que independente, cobarde do que corajoso, corrupto do que
honesto.
E temos muitos exemplos, no emprego, nas empresas locais e em
muitos domínios das consequências desta cultura araujiana.