O negócio envolvendo os terrenos do Cine Foz cheira cada vez
mal, diríamos mesmo que tresanda. Em muitos anos de observação da ação de vários
executivos autárquicos e de avaliação de numerosos processos dos últimos quatro
ou cinco mandatos nunca vimos um negócio suscitar tantas dúvidas.
Uma empresa com um capital de 100 euros que foi criada dois
anos antes do edital para realizar este negócio, um edital quase nada divulgado
e ao qual apenas concorreu uma empresa, a tal que dois anos antes já tinha sido
criada para realizar o negócio.
Tipologias para famílias tão numerosas que se fica com a
impressão de que algumas casas já têm dono e todos sabemos quem serão os donos.
O líder local do PS ter-se-á gabado junto de um amigo que os filhos já estavam
inscritos.
Tudo isto são indícios de um negócio combinado e mesmo assim
surgem dados cada vez mais preocupantes. Parece que agora o negócio já não
corresponderá ao do edital, em pouco tempo deixou de ser um empreendimento
apenas para ser colocado no mercado a preços controlados.
Ao que consta, uma alteração do contrato nos termos da qual
a empresa fica com metade das casas para colocar no mercado em regime livre. A
ser verdade, não só temos um edital que de forma manhosa foi quase escondido no
meio do site da CM, para que ninguém o visse, como agora metade do negócio nada
corresponde ao edital inicial. No mínimo, tudo deveria ter sido anulado.
Empresas duvidosas (mas o Araújo até sabe que estão
contruindo bairros sociais junto ao Fórum, área que ele acha que é a zona
histórica) com capitais ridículos, editais ma divulgados, alterações do
previsto no edital, amigos a contarem com casas antes de construídas e uma
isenção milionária de uma taxa para investimentos que em 50% são privados.
Que mais se virá a saber deste negócio?