Mal chegou de Angola, por onde andou na companhia da sua
omnipresente e poderosa chefe do gabinete de apoio e do seu escudeiro mor
Ernesto (o cunhado do Rui Setúbal, o Cardeal Richelieu do regime), que já tinha
sido escudeiro do Luís Gomes e daa São, o nosso Araújo dirigiu-se a uma sessão
da escola, para ler um discurso que alguém lhe terá escrito.
Mas o curioso não são as habituais baboseiras gaguejantes do
Araújo, mas sim da fotografia de destaque da cerimónia, onde os representantes
do Município estão sentados na primeira fila.
O que mais nos estranhou é o fato da esposa do Araújo, uma
professora prestigiada e querida da comunidade escolar, onde tem
responsabilidades pedagógicas, não aparecer nas fotografias, quando se sabe que
o Araújo é useiro e vezeiro na exploração política da imagem da família e,
especial, da esposa. Mas passemos à frente.
Na notícia do Facebook da CM de VRSA informava que:
A «Gala do Diploma» contou ainda com a presença do
vice-presidente da autarquia, Ricardo Cipriano, do chefe da divisão de Cultura
e Educação do município, Vítor Junqueira, e da chefe do Gabinete de Apoio à
Presidência, Patrícia Jerónimo.»
Até aqui tudo bem, os nomes estão por ordem hierárquica
respeitando o protocolo usual nas instituições do Estado. Mas, quando vemos a
fotografia, onde habitualmente o protocolo do Estado é igualmente respeitado,
as personagens estão numa ordem bem diferente, parecendo obedecer a um outro
protocolo, diríamos que um estranho protocolo.
Vemos o Araújo com a sua chefe de gabinete à sua direita,
tendo à esquerda um chefe de divisão e na ponta o coitado do Cipriano. Há aqui
um divorcio mais do que evidente, do daquilo que mais do que um casamento foi
um aconchego entre o Araújo e o Cipriano.
Olhando para a fotografia, percebe-se que o Cipriano está
ali porque alguém o mandou estar, tendo sido sentado em termos hierárquicos
como se fosse um mero técnico do chefe de divisão. Isto é, o Cipriano que
durante dois anos não conseguiu mostrar competência para o cargo, foi remetido
para o papel de figurante desta telenovela mexicana em que se transformou a
atual mandato autárquico.
Mas há um pormenor delicioso nesta imagem que quase passa
despercebido, a gravata cor-de-rosa do presidente faz pandã com os pormenores
exatamente da mesma cor do vestido da sua chefe de gabinete. Talvez isso
explique o fato do pobre Cipriano fazer a figura triste de estar sentado na
ponta, todos sabemos como para o Araújo o que mais importa é a imagem e
harmonia de cores entre a sua camisa e a saia da acompanhante se sobrepõem ao
protocolo do Estado.