A última reunião de câmara foi uma bela exibição de circo
retórico, percebendo-se que quando é preciso pensar o presidente da CM fica
calado, nesta reunião o Araújo limitou-se a dar a palavra e quem “brilhou”.
Só que brilhou na base da retórica e durante uma hora em vez
de discutir a proposta do PSD para suspensão da obra no CINE FOZ, limitou-se a
falar durante quase uma hora como uma menina ofendida com base em apenas um
considerando.
Só que o problema não está num considerando, mas sim em
saber se ocorreram ou não ilegalidades em todo este processo que justifiquem a
suspensão da obra. E esta questão é jurídica e penalmente importante, se
ocorreram ilegalidades e nesse sentido a proposta do PSD as denuncia, tornando
públicas, pode estar a ser cometido o crime de denegação da justiça.
É por isso que o vice-presidente da CM, ficou muito incomodado
e “ofendido” por causa de um considerando e tudo fez para que a proposta do PSD
fosse retirada a todo o custo. Ele próprio acusou os vereadores do PSD de o
querer forçar a votar contra. Então coloca-se a questão. Se a proposta não
fazia sentido e não foi cometida nenhuma ilegalidade, por que motivo ficou tão
preocupado por ter de votar contra?
O debate foi tão agitado que até os vereadores Horta e
Babita entraram no debate, o segundo para dizer patetices ideológicas e o
primeiro para fazer uma declaração de voto para se eximir a quaisquer responsabilidades.
Ao exigir pareceres ao PSD o Babita não fica isento de responsabilidades por
ter aprovado tudo neste processo.
Para o futuro ficam declarações do vice-presidente Cipriano
que vale a pena confrontar com a realidade, disse ele que o que estava sendo
feito eram apenas intervenções para retenção periférica. Até acrescentou que a
obra tinha colocado um edital a informar disso.
Pois é, esse mesmo edital foi colocado muito depois dessas supostas
intervenções periféricas terem sido iniciados e apenas depois desse fato ter
sido denunciado no Largo da Forca.
Mas será que a gigantesca sapata no meio da obra é uma
intervenção periférica como diz o Cipriano?
É que se não for, como se percebe na imagem, a porca vai
mesmo torcer o rabo e depois destas declarações o Cipriano fica responsável,
bem como os seus colegas do executivo, por eventuais irregularidades.
O problema do Cipriano e dos seus pares é que em questão de legalidade
não é a sua retórica fraca durante as reuniões que conta, são os factos. A não
ser que se façam intervenções com a que fez nesta reunião, de onde se depreende
que ou está a mentir, ou não sabe o que está sendo contruído ou faz de conta
que não sabe.