Durante o mandato da São Cabrita a equipa do Araújo,
liderada por agora rico Rui Setúbal, defenderam a realização de uma “auditoria forense“,
chegando a fazer essa proposta em Assembleia Municipal.
Nunca foi aprovada, mas mal chegaram à CM o Araújo e o Rui
Setúbal puseram as mãos à obra e anunciaram que estavam fazendo uma auditoria,
cujos resultados apresentaram em conferência de imprensa.
Só que há uma grande diferença entre fazer uma auditoria e
procurar matéria para poderem perseguir judicialmente ou, pelo menos
desencadear uma campanha difamatória contra um ex-autarca. Aquilo que investigaram
não foi mais do que as acusações que já faziam em surdina.
Foi uma chafurdar de papéis pelo Rui Setúbal, sem rigor e
sem princípios e que em nada obedeceu às regras que devem ser seguidas por uma
auditoria, Não foi mais do que um auto de fé na esperança de acabar com o Luís
Gomes, de quem o Araújo sempre se afirmou amigo.
Aproveitaram os supostos resultados e atiraram a caca para a
ventoinha na esperança de sujar um possível opositor, ao mesmo tempo que o
Araújo não se calava de sugerir que vinha aí uma espécie de justiça divina, o
que não veio a suceder.
Acontece que se compararmos aquilo que o Rui Setúbal nos
dizia do Luís Gomes e da São Cabrita, com aquilo a que assistimos agora
concluímos que em três anos de mandato o Araújo já colecionou mais processos
duvidosos do que durante os 16 anos do Luís Gomes e São Cabrita. Negócios
duvidosos, ilegalidades, falsas adjudicações e obras promovidas por empresas
com cem euros de capital, são motivos que justificam uma auditoria.
A isto juntam-se muitas despesas questionáveis, abusos na
contratação de funcionários e gestão ruinosa do Município.
Por isso defendemos uma auditoria rigorosa e independente à
gestão do Araújo e do Setúbal e desta vez com regras, para que os seus
resultados sejam inquestionáveis, devendo ser remetidos para as entidades
competentes, designadamente a justiça.