A auditoria que defendemos deve ser rigorosa, feita com
competência e nada que se assemelhe o chafurdar na papelada feita pelo Setúbal.
Antes de mais deve ser feita por uma equipa habilitada, experiente e competente,
de preferência com um passado na investigação de fraudes e não por alguém
inabilitado, como é o caso do contabilista agora promovido a financeiro muito
bem pago.
Deve obedecer a regras e seguir critérios e objetivos bem defenidos,
devendo ser dado conhecimento prévio aos órgão autárquicos, em reuniões da
Câmara e da Assembleia Municipal.
Deve abranger não só os processos que chegaram a público e
são reconhecidamente duvidosos, como a adjudicação da obra da cobertura da
escola, a compra aos fundos dos prédios da Rua de Angola ou o loteamento dos
terrenos do Cine Foz, mas também a gestão do Município. Estão designadamente em
causa áreas como:
- A gestão da SGU depois do seu relançamento.
- A concessão à ESSE do estacionamento tarifado.
- As contratações de pessoal.
- A cobrança e gestão da Taxa Turística.
- A gestão financeira do Município e o impacto das despesas promovidas pelo atual executivo no nível de endividamento.
As conclusões devem estar assente em provas rigorosas e o relatório deve ser objeto de contraditório por parte dos eventuais visados, após o que deve ser apresentada aos órgãos autárquicos onde, no caso de se terem detetadas irregularidades ou crimes, deve ser posta à aprovação o seu envio para as entidades competentes.