Quando foi confrontado por um jornalista, a propósito de uma
famosa obra da cobertura de uma escola que já estava concluída muito antes do
procedimento de adjudicação, o Araújo empolgou-se e respondeu que não se
importava de ir para a cadeia se isso fosse necessário a bem das nossas
crianças.
Imaginamos que se o mesmo jornalista lhe colocasse a mesma
questão a propósito dos indícios duvidosos relativos ao famoso negócio da
compra dos prédios da Rua de Angola, onde os fundos conseguiram lucros absurdos
de forma muito fácil o Araújo responderia que não se importaria de ir para a
cadeia para impedir que os residentes fossem viver debaixo da ponte.
A mesma resposta seria provável se voltasse a ser
questionado sobre as irregularidades e indícios problemáticos no negócio do
Cine Foz. A bem dos vila-realenses o Araújo não se importa de destruir a sua
vida, fazendo o que for necessário,
São situações duvidosas todas a bem do povo, para que as
crianças tenham aulas, para que ninguém vá viver para debaixo da ponte ou para
que a classe média possa comprar casas baratas.
Nunca Vila Real de Santo António teve um gestor não
dedicado, capaz de violar todas as regras, procedimentos e leis para que o povo
deste concelho viva melhor. Nos outros concelhos os autarcas correm riscos
pelos piores motivos, mas nós temos sorte, o Araújo faz tudo a bem do povo.
Se algum dia assistirmos à injustiça de causar problemas ao
Araújo só porque fez tudo, incluindo desrespeitar a lei, pelo bem dos vila-realenses
seremos o primeiro a ir visitar-lhe e manifestar-lhe a nossa solidariedade.