
Se as medidas restritivas abalaram fortemente a economia lançando-a na recessão, em concelhos como o de VRSA a situação é bem mais graves pois se excluirmos os serviços públicos a paralisação da economia é quase total. Toda a atividade relacionada com o turismo está paralisada e sem receitas enquanto o único comércio aberto é o dos produtos alimentares.
As empresas forçadas a encerrar as portas ou com receitas reduzidas
a expressões mínimas dificilmente conseguirão repercutir as consequências desta
situação e ainda que graças às decisões do Estado possa reduzir custos
salariais e diferir custos financeiros, há outros custos a que não se podem
escapar.
Não admira que grandes cadeiras internacionais como a
Burgers King decidiram suspender o pagamento de rendas em Espanha, não sendo de
admirar que tal posição se generalize. Ainda que tal posição possa ser questionável,
a verdade é que faz algum sentido que o senhorio do edifício onde está
instalado um restaurante possa ser solidário na repartição dos custos.
Se a questão das rendas das casas pode ser problemática, já
não faz qualquer sentido que não sejam suspensos outros custos fixos como o
aluguer dos contadores de água e eletricidade, as taxas de televisão, de
direitos de autor e de esgotos ou as assinaturas de televisão e acesso à rede
de internet, porque se as casas comerciais estão encerradas não faz qualquer
sentido a cobrança de taxas por serviços que não são prestados.
É neste quadro que não se entende que em VRSA a Câmara
Municipal não tenha ainda devido a suspensão de todas as taxas camarárias a empresas
cuja atividade está paralisada. Nem se entende isto e muito menos que enquanto,
por exemplo, os trabalhadores a ECOAMBIENTE varrem as ruas sem qualquer
proteção, os nossos políticos tenha decidido fechar-se em casa, adiando o
funcionamento dos órgãos autárquicos, inviabilizando as decisões cuja
competência exclusiva é das reuniões do executivo camarário e/ou da Assembleia
Municipal.