Durante a época balnear Vila Real de Santo António aposta no
refugo turístico do Algarve, nem é necessário ir muito longe para se sentirem
diferenças, basta ir à Praia Verde para encontramos outro padrão de clientela.
Uma boa parte dos turistas que visitam o concelho não gasta um tostão durante
as férias, vão às compras ao Mercadona, ao Pingo Doce ou ao Continente,
abastecem-se nos primeiros dias de férias e pouco gastam ou, na melhor das
hipóteses comem um hamburger e bebem uma mini.
Na época baixa não se vê um turista, visitar o mercado
municipal é quase deprimente, basta falar com um comerciante para termos a
dimensão dessa realidade. Alguns residentes estrangeiros que se fixaram no
concelho, uns quantos holandeses que se fixam em Monte Gordo aproveitando os
valores baixo do arrendamento dos apartamentos e pouco ou nada mais.
Nem se promove o turismo de excelência, nem se combate a sazonalidade.
Porquê?
Antes de mais porque o Álvaro de Viana é um ambicioso
incompetente, do Babita nem vale a pena falar e como dizem nos corredores da CM
o Cipriano é mais dado a viajar do que a trabalhar. Pior ainda, não há um
executivo e um dia destes só há CM para cobrar taxas e pagar a campanha
eleitoral permanente do Álvaro de Viana.
No verão são festas e mais festas ao estilo pimba, onde os “artistas”
são cantores pimba de nível rasca ou DJs decadentes, trapos dos anos 80
conservados em naftalina. Mas é disso que o Araújo de Viana gosta, ajudar os
seus amigos a ganhar uns tostões a troco de se bandearem ou de o defenderem
cegamente.
Quanto ao combate à sazonalidade a horrível competição de
motas no areal de Monte Gordo diz tudo sobre o conceito, criar a ilusão de que
se faz alguma coisa, medindo-se o sucesso por enchentes que comedores de
hamburgers. Isso não tem qualquer impacto económico significativo, serve apenas
para dois ou três hotéis de amigos recuperarem a taxa turística que os clientes
pagaram.
Isto é, quem nos visita paga a taxa turística e depois o
Araújo usa esse dinheiro e mais uns largos milhares dos recursos da CM para
organizar um evento que enche os bolsos de dois ou três. Todos os hotéis e
alojamentos locais pagam taxa turística e depois, esse dinheiro vai parar à
caixa de dois ou três.
Mas nada disto interessa ao político ambicioso vindo dos
lados da Praia de Moledo, ele apenas quer que o Catarino se bandeie, que o Lima
lhe tire muitas fotografias e subir aos pódios das provas desportivas, ser o
artista principal a cantar o pimba pimba na cama, dançar em bailes pimbas para
imitar o Alberto João Jardim da Madeira.
Estamos a assistir a qualquer hipótese de turismo de
excelência, o concelho está sendo transformado num caixote de lixo do turismo
algarvio, há cada vez mais pobreza porque os turistas de que o Araújo Viana
gosta muito são os que apreciam noites brancas à borla, animadas por cantores
rasca e acompanhadas de minis.
Prometeu mudar e cumpriu, mudou para muito pior e está
destruindo o pouco de bom que ainda havia e com provas de motos e noites da
treta está destruindo a economia do concelho. O Araújo quer é multidões e
fotografias, mesmo que para isso tenha de destruir a economia do concelho.
Este Minho provinciano está transformando aquilo que poderia
ser turismo de excelência no equivalente algarvio das aldeias do Minho, cheia
de festas pimba quando os emigrantes estão de férias. O Araújo de Viana para
ter a ilusão de que é um político muito popular está destruindo Vila Real de
Santo António.