UM CASO DE INCOMPETÊNCIA E IRRESPONSABILIDADE DOENTIAS


A imagem de duas crianças em cima de um telhado de uma escola de Cacela, que a mando dos responsáveis foram buscar um chinelo é bem mais grave do que aparenta, para não referir que há aqui responsabilidades criminais, pois colocar em risco a vida de duas crianças é um crime previsto no Código Penal.

É estranho que a CM em vez de iniciar um inquérito e denunciar o forte indício de crime junto do Ministério Público, se tenha limitado a avisar os responsáveis do negócio oportunista da publicação da imagem no Largo da Forca. Afinal, o executivo da CM está preocupado com a segurança dos nossos filhos ou o que os preocupa são os negócios doas amigos?

Mas este negócio suscita numerosas dúvidas a que o presidente da CM deve dar resposta pública imediata:

Em entidade a quem foi cedido o espaço tem todas as certificações e autorizações necessárias para gerir um negócio envolvendo ocupação de tempos livres de crianças?

Quanto recebe a CM em troca da cedência do espaço durante as férias escolares?

Tratou-se de uma iniciativa da CM? Se assim foi porque não houve qualquer concurso?

Parece que a mesma CM que não se importou de destruir a única empresa que em VRSA assegurava um OTL para os jovens de Vila Real de Santo António, com o único fito de perseguir o seu responsável, só por não ser um apoiante do Araújo, não se importando com o fato de o proprietário do espaço estar na a enfrentar uma grave doença e se encontrar numa fase psicológica complicada. Não se importou nada que com esta decisão muitos pais tenham sido obrigados a enviar os filhos para o OTL da CM de Castro Marim.

Agora, já não chega encher o concelho de barracas de venda ambulante ou de encher a praia de Monte Gordo de vendedores de bolinhas amigos, ao ponto de um turista ter reclamado na CM que não conseguia descansar na praia com tanta gritaria a anunciar bolinhas.

Agora cede escolas a amigos do negócio das explicações, gente que pela imagem divulgada não sabe o que está fazendo.

Isto começa a enojar-nos, estamos perante um caso de incompetência e irresponsabilidade doentias.